{"id":49187,"date":"2025-08-28T21:04:24","date_gmt":"2025-08-28T21:04:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/49187\/"},"modified":"2025-08-28T21:04:24","modified_gmt":"2025-08-28T21:04:24","slug":"sodade-resgata-capitulo-esquecido-da-historia-de-lisboa-porto-brandao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/49187\/","title":{"rendered":"&#8220;Sodade&#8221; resgata cap\u00edtulo esquecido da hist\u00f3ria de Lisboa: Porto Brand\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-drop-cap\">O Caf\u00e8 au Lait tem nome de bistr\u00f4 franc\u00eas, mas a realidade no caso \u00e9 menos glamourosa. \u00c9 a \u00fanica pastelaria de <a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/2023\/08\/18\/viver-porto-brandao-uma-morte-nao-por-muito-tempo-serie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Porto Brand\u00e3o<\/a>, em Almada, uma modesta portinha sem art-dec\u00f2s, \u00e0 sombra de uma igreja e a poucos passos do Tejo, naquela tarde quente de setembro vazia, salvo o c\u00e3o que ressona na porta e a dona com os cotovelos apoiados no balc\u00e3o de vidro.\u00a0<\/p>\n<p>A dona que acompanha atenta a entrevista que se segue com a jornalista e escritora <a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/ana-da-cunha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Ana da Cunha<\/a>, que no seu \u00faltimo livro, <a href=\"https:\/\/loja.sibila.pt\/Sodade\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sodade (Editora Sibila)<\/a>, traz ao mesmo tempo t\u00e3o perto e t\u00e3o distante Porto Brand\u00e3o para o mapa liter\u00e1rio portugu\u00eas. Uma obra que j\u00e1 chegou \u00e0 livrarias, inspirada numa s\u00e9rie crossmedia (em texto, v\u00eddeo e podcast) que a autora publicou na Mensagem e que foi <a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/2023\/11\/28\/mensagem-vence-premio-ciberjornalismo-proximidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">distinguida nos Pr\u00e9mios de Ciberjornalismo OBCIBER<\/a> em 2023:<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/2023\/08\/18\/viver-porto-brandao-uma-morte-nao-por-muito-tempo-serie\/\" rel=\"bookmark nofollow noopener\" tabindex=\"-1\" aria-hidden=\"true\" target=\"_blank\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BD-Saraiva-Porto-Brandao.png?resize=800%2C600&amp;quality=80&amp;ssl=1\" class=\"attachment-newspack-article-block-landscape-medium size-newspack-article-block-landscape-medium wp-post-image\" alt=\"Viver no Porto Brand\u00e3o \u201c\u00e9 uma morte\u201d, mas n\u00e3o por muito mais tempo\" data-hero-candidate=\"1\"  \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>\n\t\t\t\t\tA Mensagem estreia a primeira s\u00e9rie crossmedia (em texto, v\u00eddeo e podcast) sobre um territ\u00f3rio parado no tempo h\u00e1 50 anos, a morada onde quase ningu\u00e9m escolhe parar e onde finalmente se anunciam mudan\u00e7as: Porto Brand\u00e3o, em Almada, terra de pescadores e com papel hist\u00f3rico no pa\u00eds.\t\t\t\t<\/p>\n<p>Porto Brand\u00e3o, uma esp\u00e9cie de enclave na Margem Sul de Lisboa, onde as ru\u00ednas de um antigo asilo se erguem imponentes e severas como um farol.<\/p>\n<p>L\u00e1 pelas tantas, a dona do Caf\u00e8 au Lait, visivelmente interessada na entrevista, come\u00e7a a interpelar Ana da Cunha sobre as personagens do livro, nomes que surgem e que a escritora reconhece sem embara\u00e7os, recebendo no final a aprova\u00e7\u00e3o da inusitada prova oral com um menear positivo de cabe\u00e7a, o atestado da pesquisa base para o romance ter sido bem feita.<\/p>\n<p>Os cuidados com personagens e factos hist\u00f3ricos s\u00e3o s\u00f3 um dos elementos que fazem de Sodade um livro fundamental no reencontro dos lisboetas com um passado recente que une as duas margens do rio, at\u00e9 ent\u00e3o soterrado nas ru\u00ednas do tal antigo asilo, por\u00e9m ainda vivo no cotidiano da dona do Caf\u00e8 au Lait e dos seu clientes, os moradores que ainda resistem em viver em Porto Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>Sodade \u00e9 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o recente da comunidade de Cabo Verde para Lisboa ap\u00f3s o 25 de Abril, revisitada na voz do narrador, Z\u00e9, um dos antigos moradores do Asilo 28 de Maio, a imensa edifica\u00e7\u00e3o igualmente personagem do livro que viveu v\u00e1rias vidas, primeiro como entreposto para os viajantes em quarentena, depois convento, orfanato e, por fim, de lar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1429\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ana-da-Cunha47-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-133436\"  \/>  Ana da Cunha, jornalista e autora de Sodade, em Porto Brand\u00e3o.   Foto: Rita Ansone <\/p>\n<p>Uma viagem na companhia atenta da jovem escritora portuense radicada em Lisboa, que fez da experi\u00eancia jornal\u00edstica a ferramenta para tecer uma fic\u00e7\u00e3o com as urdiduras dos factos reais que seduziu o j\u00fari do Pr\u00e9mio Liter\u00e1rio Maria Am\u00e1lia Vaz de Carvalho, composto por nomes experientes, mas que nunca tinham ouvido falar da fascinante hist\u00f3ria do antigo asilo.<\/p>\n<p>Aqui, Ana da Cunha deparou-se com personagens romanescos de carne e osso. Como o antigo morador do asilo que mencionava um amigo de juventude como se estivesse morto, at\u00e9 ser alertado pela autora de que o tal amigo estava vivo.<\/p>\n<p>\u201cUm edif\u00edcio labir\u00edntico que numa \u00e9poca foi ocupado por 600 pessoas por si s\u00f3 era um tema fascinante. Sodade surgiu disso, da fus\u00e3o entre o que aconteceu e imaginei o que aconteceu com os moradores do lazareto\u201d, conta Ana da Cunha.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cO escritor \u00e9 um bocadinho ator e, como tenho experi\u00eancia em teatro, n\u00e3o vi nenhum problema em p\u00f4r-me na pele do outro. N\u00e3o acredito no conceito do lugar-de-fala, mas \u00e9 claro que se fosse escrito por algu\u00e9m que viveu no asilo, seria um outro livro. Essa \u00e9 a minha vers\u00e3o\u201d, explica Ana da Cunha, que antes dos pap\u00e9is de jornalista e escritora andou pelas artes c\u00e9nicas. <\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Uma vers\u00e3o que cumpre muito bem o papel de partir da realidade para atrav\u00e9s do romance falar do poder das amizades fraternas e da for\u00e7a dos la\u00e7os que unem as pequenas comunidades diante de grandes desafios, como o de transformar um espa\u00e7o f\u00edsico concebido para encarcerar e segregar as pessoas num lar.\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-light-gray-background-color has-background\"><strong>O livro ser\u00e1 apresentado em Lisboa a 4 de setembro, \u00e0s 18h30, na Casa do Comum, com a presen\u00e7a da autora e da editora, a tamb\u00e9m escritora In\u00eas Pedrosa, numa conversa sobre a narrativa e a laboriosa constru\u00e7\u00e3o do livro.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1429\" data-id=\"133453\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ana-da-Cunha62-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-133453\"  \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1334\" data-id=\"133444\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ana-da-Cunha55-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-133444\"  \/><\/p>\n<p>A morte que d\u00e1 vida ao livro<\/p>\n<p>Um lar para cerca de 600 moradores, a maioria cabo-verdianos vindos da antiga col\u00f3nia ap\u00f3s 25 de Abril, como o pequeno Z\u00e9, o pai e a m\u00e3e. Sodade come\u00e7a com o narrador j\u00e1 adulto e que, confrontado com as \u00faltimas palavras maternas no leito de morte, \u201cFidj, que \u00e9 feito do Carlitos?\u201d, empreende uma epopeia no retorno \u00e0 antiga casa, o Asilo 28 de Maio como a sua \u00cdtaca.<\/p>\n<p>Uma viagem pela dura exist\u00eancia numa vila improvisada no labir\u00edntico lazareto constru\u00eddo em 1869, para servir a quarentena daqueles que chegavam de outros pa\u00eds, num tempo de febre amarela. Alguns dos antigos h\u00f3spedes foram homens ilustres como Bordalo Pinheiro e at\u00e9 o ex-imperador do Brasil, D. Pedro II.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/PortoBrandao-7417.jpg\" alt=\"porto brand\u00e3o asilo lazareto\" class=\"wp-image-88303\"  \/>                                                                            O Lazareto ou Asilo 28 de Maio. Foto: In\u00eas Leote<\/p>\n<p>Quando os imigrantes cabo-verdianos come\u00e7aram a ocupar o espa\u00e7o, o Asilo 28 de Maio j\u00e1 tinha sido palco da morte de duas crian\u00e7as, quando o edif\u00edcio foi orfanato. A morte, portanto, outra personagem do livro, presente na sa\u00fade fr\u00e1gil inerente \u00e0s habita\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e na hero\u00edna que se espalha como um surto entre os jovens moradores, prisioneiros de uma exist\u00eancia igualmente prec\u00e1ria.<\/p>\n<p>A morte d\u00e1 vida ao livro ao convocar atrav\u00e9s do questionamento da moribunda m\u00e3e do narrador sobre o que \u00e9 feito de Carlitos?, o amigo de inf\u00e2ncia de Z\u00e9, mas tamb\u00e9m o que \u00e9 feito do antigo asilo. E Z\u00e9, esse Ulisses imigrante cabo-verdiano, parte nessa jornada em busca de Carlitos, a quem julgava morto, como julgava sepultado esse cap\u00edtulo do seu passado.<\/p>\n<p>Aprendendo a cada passo que os fantasmas s\u00e3o eternos.<\/p>\n<p>\u201cA reportagem traz luz a esse passado do asilo, mas tamb\u00e9m tenta questionar sobre o futuro daquele espa\u00e7o. De certa forma, cumpriu a miss\u00e3o, mas acredito que o livro consegue tratar melhor esses dilemas ao me permitir tomar uma posi\u00e7\u00e3o, o que no jornalismo n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel\u201d, comenta Ana da Cunha, sob o olhar perscrutador da dona do Caf\u00e8 au Lait.\u00a0<\/p>\n<p>Esse tour de force realidade-fic\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos pontos altos de Sodade, ao provocar o leitor a perceber onde uma termina e come\u00e7a a outra. \u201cO j\u00fari pensava ser tudo fic\u00e7\u00e3o\u201d, lembra Ana da Cunha.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cNa verdade, quem de certa forma romanceava a vida no lazareto eram os personagens da mat\u00e9ria, muitos com o nome Asilo 28 de Maio tatuados no corpo. Impressionou-me como uma lembran\u00e7a podia ser ao mesmo tempo dura e terna, sentimentos que parecem s\u00f3 acontecer nos livros\u201d, diz a escritora.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><img loading=\"lazy\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ana-da-Cunha59.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-133449\"  \/>Ana da Cunha, jornalista e autora de Sodade, em Porto Brand\u00e3o. Foto: Rita Ansone <\/p>\n<p>Preservar a mem\u00f3ria de Porto Brand\u00e3o<\/p>\n<p>Apesar do lado atriz estar acostumado a meter-se na pele do outros, apesar da despreocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos rigores do lugar-de-fala, apesar de um romance n\u00e3o ser uma reportagem, Ana da Cunha ouviu a voz da jornalista sussurrar ao ouvido a necessidade de outras vozes de certa forma validarem a narrativa forjada na pele de um personagem e de uma realidade distante da autora.<\/p>\n<p>Da\u00ed surgiu a curiosa amizade com Vera Duarte Pina, a leitora-zero de Sodade, poeta e ju\u00edza cabo-verdiana a quem Ana da Cunha recorreu para ajud\u00e1-la a perceber se as tintas da fic\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinham carregado demais a realidade. Qual foi a surpresa dela ao perceber que a fantasiosa hist\u00f3ria do Asilo 28 de Maio tamb\u00e9m tinha escapado ao radar da escritora africana.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1429\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ana-da-Cunha68-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-133451\"  \/>                                                                              A autora e Vera Duarte Pina. Foto: Rita Ansone <\/p>\n<p>\u201cQuis ouvir a opini\u00e3o de um cabo-verdiano, fiz uma pequena busca e achei que a Vera seria a pessoa ideal. Ela acolheu a proposta e acabou por ser um movimento interessante\u201d, conta Ana da Cunha, que teve a oportunidade de conhecer sua leitora-zero pessoalmente numa visita a Cabo Verde, retribu\u00edda agora quando a escritora levou a leitora para conhecer Porto Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>A ida a Cabo Verde e o contato com Vera ajudaram Ana da Cunha a construir outro personagem importante do livro, o crioulo cabo-verdiano que percorre os di\u00e1logos e acabou por dar t\u00edtulo \u00e0 obra. <\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>\u201cEm Cabo Verde tentei colmatar n\u00e3o apenas a forma de falar numa express\u00e3o ou outra que ouvi, mas um certo estilo de ser cabo-verdiano tamb\u00e9m presente em Sodade\u201d, conta.\u00a0<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Assim, a autora de certa forma refez, embora de forma inversa, o caminho vivido pelo narrador Z\u00e9, que partiu de Cabo Verde para chegar a Porto Brand\u00e3o, para s\u00f3 assim reconhecer-se como imigrante cabo-verdiano.\u00a0<\/p>\n<p>O percurso de Z\u00e9 em busca do que \u00e9 feito do amigo Carlitos \u00e9 um mergulho profundo nesse contexto hist\u00f3rico do outro que aporta em Lisboa, no caso, no Porto Brand\u00e3o, um s\u00edtio emblem\u00e1tico na georrefer\u00eancia lisboeta, ao p\u00e9 da Ponte 25 de Abril na margem de Almada, outrora iluminado por uma atividade fabril que se foi e apagou o lugarejo do mapa.<\/p>\n<p>A fic\u00e7\u00e3o encontra o jornalismo ao tratar do futuro de Porto Brand\u00e3o e a promessa de um reacendimento puxado pela locomotiva do antigo asilo, <a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/2023\/09\/08\/campus-da-inovacao-hoteis-casas-hospital-planos-porto-brandao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">recentemente comprado para se tornar em (mais) um hotel<\/a> \u2013 proposta ainda em an\u00e1lise pela autarquia, mas que j\u00e1 tem servido para valorizar os pre\u00e7os dos v\u00e1rios im\u00f3veis de portas e janelas fechadas.<\/p>\n<p>\u201cA ideia do hotel n\u00e3o me assusta tanto quanto a possibilidade de o risco da perda de mem\u00f3ria do local\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Uma preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria que, para j\u00e1, est\u00e1 garantida nas linhas de Sodade, um livro que une Lisboa e Cabo Verde, literatura e jornalismo, passado e presente, um trabalho de f\u00f3lego na alquimia de usar a dureza e a beleza da realidade como mat\u00e9ria-prima para contar uma hist\u00f3ria t\u00e3o familiar aos que chegam, aos que aqui est\u00e3o e aos que j\u00e1 partiram.<\/p>\n<p>Como pode muito bem comprovar a atenta dona do Caf\u00e8 au Lait.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-recalc-dims=\"1\" alt=\"Imagem do avatar\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Alvaro-Filho-avatar-2022.png\"  class=\"avatar avatar-128 photo\" height=\"128\" width=\"128\"\/>\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\u00c1lvaro Filho\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>Jornalista e escritor brasileiro, 51 anos, h\u00e1 seis em Lisboa. Foi rep\u00f3rter, colunista e editor no Jornal do Commercio, correspondente da Folha de S. Paulo, comentador desportivo no SporTV e na r\u00e1dio CBN, al\u00e9m de escrever para O Corvo e o Di\u00e1rio de Not\u00edcias. Cobriu Mundiais, Olimp\u00edadas, elei\u00e7\u00f5es, protestos e, agora, chegou a vez de cobrir e, principalmente, descobrir Lisboa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"851\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/donate-cartoon.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2236\" style=\"width:250px;height:208px\"  \/><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-normal-font-size\"><strong>O jornalismo que a Mensagem de Lisboa faz une comunidades, <\/strong><br \/><strong>conta hist\u00f3rias que ningu\u00e9m conta e muda vidas. <\/strong><br \/>Dantes pagava-se com publicidade, <br \/>mas isso agora \u00e9 terreno das grandes plataformas. <br \/><strong>Se gosta do que fazemos e acha que \u00e9 importante, <\/strong><br \/><strong>se quer fazer parte desta comunidade cada vez maior,<br \/>apoie-nos com a sua contribui\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<p>\n\tTamb\u00e9m poder\u00e1 gostar:<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Caf\u00e8 au Lait tem nome de bistr\u00f4 franc\u00eas, mas a realidade no caso \u00e9 menos glamourosa. \u00c9&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":49188,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[14547,14545,14546,169,2714,114,115,736,14548,797,864,170,14549,32,14550,33,14551,14552,14553],"class_list":{"0":"post-49187","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-alvaro-filho","9":"tag-ana-da-cunha","10":"tag-asilo-28-de-maio","11":"tag-books","12":"tag-cabo-verde","13":"tag-entertainment","14":"tag-entretenimento","15":"tag-historia","16":"tag-lazareto","17":"tag-lisboa","18":"tag-literatura","19":"tag-livros","20":"tag-porto-brandao","21":"tag-portugal","22":"tag-premio-literario-maria-amalia-vaz-de-carvalho","23":"tag-pt","24":"tag-sibila-publicacoes","25":"tag-sodade","26":"tag-vera-duarte-pina"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49187\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}