{"id":49204,"date":"2025-08-28T21:20:14","date_gmt":"2025-08-28T21:20:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/49204\/"},"modified":"2025-08-28T21:20:14","modified_gmt":"2025-08-28T21:20:14","slug":"vento-forte-e-ondas-estao-a-empurrar-muitas-caravelas-portuguesas-para-os-areais-praias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/49204\/","title":{"rendered":"Vento forte e ondas est\u00e3o a empurrar muitas \u201ccaravelas-portuguesas\u201d para os areais | Praias"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as conhecidas caravelas-portuguesas, mas v\u00e1rias gelatinosas est\u00e3o a dar \u00e0 costa, surgindo em quantidade nas praias de Portugal nos \u00faltimos dias e criando uma situa\u00e7\u00e3o &#8220;extraordin\u00e1ria&#8221;. Em apenas uma semana, ser\u00e3o j\u00e1 mais de 150 avistamentos registados. A for\u00e7a do vento e do mar, amplificada com a tempestade Erin, ter\u00e1 favorecido os arrojamentos. O alerta foi feito esta semana pelo projecto GelAvista, coordenado pelo Instituto Portugu\u00eas do Mar e da Atmosfera (IPMA).<\/p>\n<p>\u201cEstamos a ter muitos avistamentos de caravela-portuguesa ao longo de toda a costa oeste, centro e norte\u201d, confirma ao Azul a cientista Antonina dos Santos, coordenadora do projecto GelAvista que esta semana lan\u00e7ou o alerta: \u201cA caravela-portuguesa est\u00e1 a arrojar \u00e0s praias da costa oeste de Portugal, entre os concelhos de Leiria e Viana do Castelo.\u201d Entretanto, os especialistas adiantaram que tamb\u00e9m receberam informa\u00e7\u00e3o de avistamentos mais a sul, concelho de Torres Vedras. \u201cPelo que, poder\u00e3o vir a ocorrer em toda a costa oeste\u201d, acrescentam.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o confirma-se. Segundo Antonina dos Santos, estamos perante uma situa\u00e7\u00e3o \u201cextraordin\u00e1ria\u201d. S\u00f3 no passado fim-de-semana ter\u00e3o sido recebidos alertas sobre meia centena de avistamentos de caravelas-portuguesas. E durante esta semana, os alertas continuam a chegar \u00e0s dezenas. O factor do <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/25\/azul\/noticia\/tempestade-erin-causa-agitacao-maritima-forte-partir-tercafeira-varias-praias-poderao-perder-areal-2144924\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">ciclone p\u00f3s-tropical Erin<\/a>, que trouxe uma forte agita\u00e7\u00e3o mar\u00edtima (que dever\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/28\/azul\/noticia\/alerta-forte-agitacao-maritima-ate-domingo-ondas-podem-chegar-6-metros-2145225\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">prolongar-se at\u00e9 domingo<\/a>), ser\u00e1 uma das mais prov\u00e1veis explica\u00e7\u00f5es para este elevado n\u00famero de avistamentos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos ainda as contas feitas, mas podem facilmente ser mais de 150\u201d, arrisca a cientista, que acrescenta que estes registos v\u00e3o desde Santa Cruz, em Torres Vedras, at\u00e9 Caminha. E a especialista destaca ainda um detalhe: \u201cNos concelhos de Vila do Conde e P\u00f3voa de Varzim houve avistamentos em todas as praias.\u201d<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n                V\u00e1rios moluscos gastr\u00f3podes, provavelmente do tipo da Vinagreira, apareceram no areal da Praia de Matosinhos Sul. N\u00e3o s\u00e3o perigosos para humanos&#13;<br \/>\nDR            &#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Em Mar\u00e7o deste ano, o IPMA j\u00e1 tinha <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/03\/20\/azul\/noticia\/avistamentos-caravelasportuguesas-praias-aumentaram-forma-invulgar-2126766\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">registado um aumento<\/a> invulgar de avistamentos de caravelas-portuguesas.<\/p>\n<p>Deixando os avisos sobre os cuidados a ter se entrar em contacto com estes organismos gelatinosos (ver caixa), o GelAvista insiste no apelo a todos os cidad\u00e3os para que reportem qualquer avistamento para a aplica\u00e7\u00e3o ou para o email <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/28\/azul\/noticia\/mailto:plancton@ipma.pt\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">plancton@ipma.pt<\/a>, com: data e hora do avistamento; localiza\u00e7\u00e3o do avistamento; fotografia do(s) organismo(s), se poss\u00edvel com algum objecto que sirva de refer\u00eancia de escala; n\u00famero de organismos avistados na mesma zona.<\/p>\n<p>O programa GelAvista monitoriza, desde 2016, organismos gelatinosos em Portugal, incentivando os cidad\u00e3os a contribuir para o avan\u00e7o da ci\u00eancia atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o dos avistamentos das esp\u00e9cies que ocorrem no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Outros avistamentos<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as caravelas-portuguesas que est\u00e3o a arrojar. Esta quarta-feira feira, por exemplo, o projecto GelAvista divulgou informa\u00e7\u00e3o sobre as ocorr\u00eancias de gelatinosas no concelho de Lagos. \u201cAs esp\u00e9cies mais avistadas t\u00eam sido <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/07\/07\/azul\/noticia\/medusatambor-avistada-praias-algarve-nao-tocada-2056003\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">a medusa-tambor<\/a>, a medusa-do-tejo, e a medusa-compasso, respectivamente. A Meia Praia, a praia de Porto M\u00f3s e a ribeira de Odi\u00e1xere s\u00e3o os locais do concelho de Lagos de onde recebemos mais avistamentos, numa base de dados que apresenta registos desde 2016\u201d, acrescentam os especialistas.<\/p>\n<p>Na praia de Matosinhos, organismos de outro tipo deram \u00e0 costa nos \u00faltimos dias. Por\u00e9m, segundo Antonina dos Santos, trata-se de \u201cmoluscos gastr\u00f3podes\u201d, n\u00e3o s\u00e3o organismos gelatinosos, mas uma classe de moluscos conhecida por animais como carac\u00f3is, lesmas e b\u00fazios.<\/p>\n<p>Observando algumas fotografias enviadas ao AZUL, a especialista refere que provavelmente s\u00e3o do g\u00e9nero Aplysia (do tipo da Vinagreira). \u201cN\u00e3o s\u00e3o perigosos para humanos. S\u00e3o comuns do litoral Portugu\u00eas. Foram arrojados na praia de Matosinhos, provavelmente em consequ\u00eancia da tempestade Erin\u201d, explicou.<\/p>\n<p>\u201cProvavelmente t\u00eam a ver com os ventos que se t\u00eam vindo a sentir na costa\u201d, acrescenta Antonina dos Santos, adiantando ainda que, neste caso, \u201cos moluscos gastr\u00f3podes (Aplysia) s\u00e3o inofensivos e podem ser removidos sem nenhum cuidado especial\u201d. \u201cN\u00e3o s\u00e3o conhecidos casos de alergias em humanos.\u201d<\/p>\n<p>Eliminar? N\u00e3o, s\u00e3o esp\u00e9cies importantes<\/p>\n<p>O fen\u00f3meno do arrojamento das caravelas-portuguesas \u00e9 comum, e o contacto com elas pode desencadear reac\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas. \u201cNa maioria dos casos, os sintomas s\u00e3o ligeiros, como dor e queimadura, vermelhid\u00e3o e incha\u00e7o, comich\u00e3o e formigueiro. Mas em algumas situa\u00e7\u00f5es, a reac\u00e7\u00e3o pode ser grave e incluir: dores no peito, abdominais e musculares, problemas card\u00edacos (dor\/arritmias), n\u00e1useas, v\u00f3mitos e desmaios, dor de cabe\u00e7a, dificuldade em respirar ou reac\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica severa\u201d, referem os especialistas do GelAvista.<\/p>\n<p>Devido aos inc\u00f3modos sintomas que estas esp\u00e9cies urticantes podem provocar, n\u00e3o re\u00fanem muita simpatia dos veraneantes. Por isso, n\u00e3o \u00e9 de admirar que, num dos coment\u00e1rios sobre os avistamentos, um dos seguidores deste projecto proponha a elimina\u00e7\u00e3o destes organismos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, esse n\u00e3o \u00e9 o caminho a seguir. \u201cEsta esp\u00e9cie \u00e9 muito importante para a manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dos ecossistemas marinhos e, entre outros servi\u00e7os, serve de alimento a muitas outras, como diversas esp\u00e9cies de peixes e tartarugas. Por outro lado, se n\u00e3o lhes tocarmos, elas n\u00e3o fazem mal a ningu\u00e9m. Sobretudo, s\u00e3o animais lindos! \u00c9 s\u00f3 necess\u00e1rio conhecer as esp\u00e9cies e estar atento\u201d, dizem os especialistas.<\/p>\n<p>Em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo, as gelatinosas <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/08\/22\/azul\/noticia\/alforrecas-boom-avistamentos-fascinantes-medusas-causam-urticaria-2058400\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">est\u00e3o a aumentar<\/a>, e esse aumento, segundo os cientistas, poder\u00e1 ser atribu\u00eddo \u00e0s <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\/abc-da-terra\/alteracoes-climaticas\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/a> e \u00e0 subida da temperatura da \u00e1gua. Essa liga\u00e7\u00e3o, em Portugal, ainda n\u00e3o \u00e9 clara, at\u00e9 porque n\u00e3o existem dados suficientes, nem estudos publicados sobre este tema que permitam estabelecer rela\u00e7\u00e3o de causalidade. Tendo em conta as variabilidades do <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\/abc-da-terra\/clima\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">clima<\/a>, s\u00e3o necess\u00e1rios mais dados para estabelecer a rela\u00e7\u00e3o com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. <strong>Com Clara Barata<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as conhecidas caravelas-portuguesas, mas v\u00e1rias gelatinosas est\u00e3o a dar \u00e0 costa, surgindo em quantidade nas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":49205,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[785,27,28,2271,353,15,16,14,350,25,26,21,22,2219,12,13,19,20,32,2218,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-49204","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-azul","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-clima","12":"tag-em-destaque","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-ipma","17":"tag-latest-news","18":"tag-latestnews","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-mar","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-portugal","27":"tag-praias","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-pt","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49204\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}