{"id":49226,"date":"2025-08-28T21:43:27","date_gmt":"2025-08-28T21:43:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/49226\/"},"modified":"2025-08-28T21:43:27","modified_gmt":"2025-08-28T21:43:27","slug":"o-cancer-e-o-crime-organizado-a-uniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/49226\/","title":{"rendered":"O c\u00e2ncer e o crime organizado \u2014 A Uni\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"0-Textos\" style=\"text-align: justify; \">\u201cEm um pa\u00eds fict\u00edcio, um c\u00e2ncer social se alastra, silencioso e implac\u00e1vel\u201d. A sinopse na contracapa de O Resgate (editora Papel da Palavra, 332 p\u00e1ginas) sintetiza a batalha da escritora paraibana I\u00eada Lima diante de seu mais novo romance, gestado entre o isolamento da pandemia e o enfrentamento de um c\u00e2ncer. O livro ser\u00e1 lan\u00e7ado hoje, \u00e0s 19h, na Livraria do Luiz do MAG Shopping.<\/p>\n<p class=\"0-Textos\" style=\"text-align: justify; \">Transitando de forma n\u00e3o linear entre passado, presente e futuro, O Resgate aborda o impacto do crime organizado sobre a juventude. A ideia surgiu em 2020, quando a autora vivia em S\u00e3o Paulo e acompanhava as recorrentes not\u00edcias sobre a expans\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es criminosas no pa\u00eds. \u201cO que me assustava era o crescimento do crime organizado, antes com o tr\u00e1fico de drogas, que come\u00e7ou a se expandir para o tr\u00e1fico de armas\u201d, recorda.\u00a0<\/p>\n<dl style=\"width:312px;\" class=\"image-right captioned\">\n<dt><a rel=\"lightbox nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.auniao.pb.gov.br\/noticias\/caderno_cultura\/o-cancer-e-o-crime-organizado\/2025.08.27_livrooresgate_iedalimaRobertoGuedes.JPG\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/6add74d8-303e-4ea7-a242-4e8bb66f544f.jpeg\" alt=\"\" title=\"\" height=\"468\" width=\"312\"\/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"image-caption\" style=\"width:312px;\">Foto: Roberto Guedes<\/dd>\n<\/dl>\n<p class=\"0-Textos\" style=\"text-align: justify; \">O cen\u00e1rio motivou a autora a refletir sobre a juventude, fazendo-se perguntas como: \u201co que os jovens de hoje est\u00e3o percebendo e como eles v\u00e3o se comportar futuramente?\u201d, ou \u201cquem s\u00e3o os jovens que foram conquistados por esse crime organizado?\u201d.<\/p>\n<p class=\"0-Textos\" style=\"text-align: justify; \">\u201cTem os jovens que somente estudavam, ou estudavam e trabalhavam, ou os chamados \u2018nem-nem\u2019, que n\u00e3o faziam nenhum dos dois. Muitos foram aliciados e transformados em fogueteiros na \u00e9poca\u201d, explica. Partindo de pesquisas em institui\u00e7\u00f5es federais e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, I\u00eada criou m\u00faltiplos personagens para compor uma narrativa ambientada em um pa\u00eds fict\u00edcio, mas que remete, em seu paratexto, ao Brasil e \u00e0 Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p class=\"0-Textos\" style=\"text-align: justify; \">O processo de escrita foi marcado por interrup\u00e7\u00f5es. Oito meses de isolamento renderam os primeiros cap\u00edtulos, mas a dedica\u00e7\u00e3o precisou ser suspensa. \u201c\u00c9 ruim quando a gente para, porque perde o ritmo\u201d, comenta. A escritora aproveitou uma janela ap\u00f3s a primeira onda da pandemia, momento da queda do n\u00famero de mortos, e mudou-se para Bras\u00edlia, passando parte da pandemia a cuidar dos netos. Por l\u00e1, retomou o trabalho e p\u00f4de concluir o livro.<\/p>\n<p class=\"0-Textos\" style=\"text-align: justify; \">A sa\u00fade pessoal tamb\u00e9m interferiu de maneira dr\u00e1stica no ritmo de sua produ\u00e7\u00e3o: um diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer no c\u00e9rebro. \u201cTive crises de del\u00edrio, fiz radioterapia durante um m\u00eas e sigo em quimioterapia at\u00e9 completar um ano. Mas a minha vontade de escrever era t\u00e3o grande que eu n\u00e3o parei\u201d, diz ela.<\/p>\n<p class=\"0-Textos\" style=\"text-align: justify; \">I\u00eada enveredou pelas letras ap\u00f3s a aposentadoria, em 2016, tendo publicado, al\u00e9m de O Resgate, sua autobiografia Um Olhar no Retrovisor e Outro na Estrada (2017) e o romance Ru\u00eddo do Sil\u00eancio (2019), contribui\u00e7\u00e3o contra o abuso sexual de crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Segundo a autora, a obra pode ser lida, tamb\u00e9m, como um policial. \u201cH\u00e1 o tr\u00e1fico, a forma\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es criminosas, mas h\u00e1 tamb\u00e9m resist\u00eancia, pessoas que acreditam que \u00e9 poss\u00edvel superar esse poder\u201d, acrescenta. E para al\u00e9m das tens\u00f5es sociais, o livro traz espa\u00e7o para sentimentos diversos. \u201cH\u00e1 muito amor, muita troca de afeto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>*Mat\u00e9ria publicada originalmente na edi\u00e7\u00e3o impressa do dia 28 de agosto de 2025.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cEm um pa\u00eds fict\u00edcio, um c\u00e2ncer social se alastra, silencioso e implac\u00e1vel\u201d. 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