{"id":492366,"date":"2026-08-19T09:35:14","date_gmt":"2026-08-19T09:35:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/492366\/"},"modified":"2026-08-19T09:35:14","modified_gmt":"2026-08-19T09:35:14","slug":"via-lactea-devorou-galaxia-ana-ha-118-bilhoes-de-anos-19-08-2026-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/492366\/","title":{"rendered":"Via L\u00e1ctea devorou gal\u00e1xia an\u00e3 h\u00e1 11,8 bilh\u00f5es de anos &#8211; 19\/08\/2026 &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas que observaram aglomerados de estrelas reunidos perto do centro da Via L\u00e1ctea encontraram ind\u00edcios de que nossa gal\u00e1xia engoliu uma menor cerca de 11,8 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, quando o Universo tinha menos de 15% de sua idade atual.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio, descrito em um artigo publicado na segunda (17) na <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-026-02931-5\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">revista Nature Astronomy<\/a>, representa a mais antiga fus\u00e3o gal\u00e1ctica conhecida da Via L\u00e1ctea. Tamb\u00e9m mostra como ela cresceu n\u00e3o apenas formando suas estrelas, mas tamb\u00e9m se fundindo com gal\u00e1xias menores capturadas por atra\u00e7\u00e3o gravitacional.<\/p>\n<p>A gal\u00e1xia menor \u00e9 classificada como uma gal\u00e1xia an\u00e3, o que a diferencia de gal\u00e1xias maiores como a Via L\u00e1ctea. Ela foi batizada de Low-energy-Kraken-Heracles (LKH), em refer\u00eancia a tr\u00eas estudos anteriores que analisaram a possibilidade de uma fus\u00e3o primordial.<\/p>\n<p>Os pesquisadores estimam que, na \u00e9poca da fus\u00e3o, ela continha estrelas com massa equivalente a 500 milh\u00f5es de vezes a massa do Sol, em torno de um quarto do tamanho que a Via L\u00e1ctea tinha naquele per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para a pesquisa, foram utilizados os telesc\u00f3pios espaciais Hubble e Gaia. Eles permitiam a an\u00e1lise de aglomerados estelares, cada um com centenas de milhares de estrelas.<\/p>\n<p>A equipe avaliou idade, composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e trajet\u00f3ria desses aglomerados, localizados em uma regi\u00e3o que abrange os 20 mil anos-luz mais internos da Via L\u00e1ctea \u2014um ano-luz \u00e9 a dist\u00e2ncia que a luz percorre em um ano: 9,5 trilh\u00f5es de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Essas estrelas, com origem na gal\u00e1xia LKH, passaram a fazer parte da Via L\u00e1ctea ap\u00f3s uma fus\u00e3o gal\u00e1ctica ocorrida cerca de 2 bilh\u00f5es de anos depois do Big Bang, segundo os pesquisadores.<\/p>\n<p>&#8220;A principal descoberta de nossa pesquisa \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca do primeiro evento de fus\u00e3o vivenciado por nossa gal\u00e1xia em sua inf\u00e2ncia&#8221;, afirmou o astrof\u00edsico Davide Massari, do Instituto Nacional de Astrof\u00edsica (INAF), em Bolonha, na It\u00e1lia. Ele \u00e9 o principal autor do novo estudo.<\/p>\n<p>Se o crescimento inicial da Via L\u00e1ctea foi impulsionado pela forma\u00e7\u00e3o de estrelas dentro da pr\u00f3pria gal\u00e1xia ou por uma fus\u00e3o gal\u00e1ctica tem sido objeto de debate, de acordo com Massari. O novo estudo indica que, no in\u00edcio de sua hist\u00f3ria, a fus\u00e3o incorporou \u00e0 Via L\u00e1ctea um grande volume de estrelas e g\u00e1s interestelar que alimenta a forma\u00e7\u00e3o estelar, al\u00e9m da misteriosa mat\u00e9ria escura.<\/p>\n<p>&#8220;Eu diria que, do ponto de vista das estrelas, a fus\u00e3o foi relativamente pac\u00edfica, sem colis\u00f5es entre elas. Mas, do ponto de vista do g\u00e1s, a fus\u00e3o foi mais \u2018explosiva\u2019. \u00c9 prov\u00e1vel que a colis\u00e3o entre o g\u00e1s da LKH e o da Via L\u00e1ctea tenha desencadeado a forma\u00e7\u00e3o de muitas estrelas&#8221;, disse Massari.<\/p>\n<p>O astrof\u00edsico afirmou que provavelmente h\u00e1 muitas estrelas que se formaram originalmente na gal\u00e1xia an\u00e3 e que ainda est\u00e3o ocultas nas regi\u00f5es internas da Via L\u00e1ctea, algumas delas dentro de aglomerados estelares. Mas, devido a toda a poeira interestelar nessa regi\u00e3o, \u00e9 muito dif\u00edcil identific\u00e1-las.<\/p>\n<p>Sabe-se que a Via L\u00e1ctea esteve envolvida em outras duas grandes fus\u00f5es gal\u00e1cticas. Ela absorveu uma gal\u00e1xia an\u00e3 em torno de 1,8 bilh\u00e3o de anos ap\u00f3s a fus\u00e3o com a LKH. E, nos \u00faltimos aproximadamente 6 bilh\u00f5es de anos, vem se fundindo com a gal\u00e1xia an\u00e3 de Sagit\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Cada uma dessas fus\u00f5es exerceu influ\u00eancia sobre os acontecimentos que levaram \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar e, em \u00faltima an\u00e1lise, da Terra&#8221;, disse Massari. &#8220;Por isso, acredito que reconstruir o passado da Via L\u00e1ctea contribui para responder \u00e0 grande pergunta: \u2018De onde viemos?\u2019&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cientistas que observaram aglomerados de estrelas reunidos perto do centro da Via L\u00e1ctea encontraram ind\u00edcios de que nossa&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":492367,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[443,109,107,108,3560,236,10542,3536,2078,32,33,105,103,104,2560,106,110,3062,2077,4248],"class_list":["post-492366","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-astronomia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-estrelas","tag-folha","tag-galaxia","tag-pesquisa-cientifica","tag-planetas","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sistema-solar","tag-technology","tag-tecnologia","tag-universidade","tag-universo","tag-via-lactea"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=492366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492366\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/492367"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=492366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=492366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=492366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}