{"id":492434,"date":"2026-08-19T10:58:13","date_gmt":"2026-08-19T10:58:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/492434\/"},"modified":"2026-08-19T10:58:13","modified_gmt":"2026-08-19T10:58:13","slug":"ha-espaco-para-uma-taca-de-vinho-em-uma-dieta-saudavel-veja-o-que-dizem-os-estudos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/492434\/","title":{"rendered":"H\u00e1 espa\u00e7o para uma ta\u00e7a de vinho em uma dieta saud\u00e1vel? Veja o que dizem os estudos"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 anos, a <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/o-que-%C3%A9-a-dieta-mediterr%C3%A2nea-e-como-incluir-na-rotina-alimentar-1.1480186\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>dieta mediterr\u00e2nea<\/strong><\/a> lidera as recomenda\u00e7\u00f5es de especialistas em nutri\u00e7\u00e3o para quem busca proteger o cora\u00e7\u00e3o e chegar \u00e0 melhor idade com mais sa\u00fade. Inspirada nos h\u00e1bitos alimentares tradicionais de pa\u00edses como It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Fran\u00e7a e Espanha, ela valoriza frutas, verduras, legumes, gr\u00e3os integrais, castanhas, azeite de oliva e peixes, enquanto reduz o espa\u00e7o para carnes vermelhas, a\u00e7\u00facares e alimentos ultraprocessados.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um item dessa tradi\u00e7\u00e3o alimentar que h\u00e1 d\u00e9cadas provoca debate entre pesquisadores: <strong>o<\/strong> <strong>vinho<\/strong>.<\/p>\n<p>Em algumas descri\u00e7\u00f5es da dieta, uma pequena quantidade da bebida, geralmente consumida durante as refei\u00e7\u00f5es, aparece como parte do padr\u00e3o alimentar. Mas, enquanto os demais componentes do modelo alimentar s\u00e3o reconhecidos por seus benef\u00edcios, o vinho envolve uma quest\u00e3o adicional devido ao \u00e1lcool presente em sua composi\u00e7\u00e3o, uma subst\u00e2ncia associada a diferentes riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>A biom\u00e9dica Caroline Dani pesquisa o efeito dos derivados da uva no organismo humano h\u00e1 vinte anos. Doutora em biotecnologia pela Universidade de Caxias do Sul, p\u00f3s-doutora pela Georgetown University e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sommeliers no Rio Grande do Sul (ABS-RS), ela pondera que <strong>os achados sobre a bebida precisam ser lidos em conjunto com o restante do estilo de vida mediterr\u00e2neo<\/strong>, que envolve tamb\u00e9m pr\u00e1ticas de exerc\u00edcio f\u00edsico, descanso e momentos de conviv\u00eancia e lazer, muitas vezes compartilhados \u00e0 mesa.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA pir\u00e2mide da dieta mediterr\u00e2nea \u00e9 o sinergismo das escolhas alimentares\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Como age a uva no organismo<\/strong> <\/p>\n<p>Para entender os efeitos da uva no organismo, seja na forma de vinho ou de suco, \u00e9 preciso conhecer a fam\u00edlia dos <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/maca-ajuda-a-controlar-a-glicose-veja-seus-beneficios-1.1739784\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>polifen\u00f3is<\/strong><\/a>. Esses compostos s\u00e3o produzidos pela pr\u00f3pria videira como uma esp\u00e9cie de mecanismo de defesa.<\/p>\n<p>De acordo com a especialista, a planta aumenta a produ\u00e7\u00e3o de polifen\u00f3is quando passa por situa\u00e7\u00f5es de estresse, como condi\u00e7\u00f5es de solo, \u00e1gua ou nutrientes em excesso. \u00c9 da\u00ed que vem a ideia de que \u201ca videira gosta de sofrer\u201d. Essas subst\u00e2ncias ficam principalmente concentradas na casca e nas sementes da uva, onde est\u00e3o suas estruturas respons\u00e1veis pela reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>No organismo, os polifen\u00f3is t\u00eam a\u00e7\u00e3o antioxidante e anti-inflamat\u00f3ria. <\/strong>De forma simplificada, eles ajudam a neutralizar os chamados radicais livres, mol\u00e9culas inst\u00e1veis que podem causar danos \u00e0s c\u00e9lulas. Ao reduzir esse processo, os ativos podem ajudar a proteger o organismo contra o estresse oxidativo e a inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia de polifen\u00f3is se divide em dois grandes grupos, segundo a pesquisadora. Os <strong>flavonoides<\/strong>, que incluem catequina, epicatequina e antocianinas, e os <strong>n\u00e3o flavonoides<\/strong>, entre eles o \u00e1cido g\u00e1lico e o resveratrol.<\/p>\n<p>Esse \u00faltimo, como explica a biom\u00e9dica, se tornou \u201ca bola da vez\u201d quando os pesquisadores come\u00e7aram a investigar o chamado <strong>paradoxo franc\u00eas<\/strong>, em 1990, uma observa\u00e7\u00e3o de que os franceses apresentavam taxas de doen\u00e7as cardiovasculares menores do que as esperadas diante do consumo elevado de gordura saturada.<\/p>\n<p>Como os franceses tamb\u00e9m tinham o h\u00e1bito de consumir vinho, os pesquisadores come\u00e7aram a investigar a bebida e, depois, seus componentes. O resveratrol chamou aten\u00e7\u00e3o por estar presente em quantidade significativa na uva e passou a ser estudado de forma isolada. Ele tamb\u00e9m \u00e9 encontrado em alimentos como amendoim e pistache, embora em concentra\u00e7\u00f5es menores.<\/p>\n<p>Segundo Dani, o movimento ajudou a transformar o ativo em um dos compostos mais populares da uva. Mas a pesquisadora ressalta que o estudo das subst\u00e2ncias de forma isolada \u00e9 diferente do estudo do alimento em si. Para ela, os poss\u00edveis efeitos dos derivados da uva n\u00e3o devem ser atribu\u00eddos a uma \u00fanica mol\u00e9cula, mas \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de diferentes compostos presentes no alimento.<\/p>\n<p>No sistema cardiovascular, Caroline cita entre os efeitos estudados a dilata\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos, a redu\u00e7\u00e3o de processos envolvidos na forma\u00e7\u00e3o de placas nas art\u00e9rias e altera\u00e7\u00f5es nos <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/not%C3%ADcias\/sa%C3%BAde\/controle-do-colesterol-deve-comecar-na-infancia-alerta-cardiologista-1.1737645\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>n\u00edveis de colesterol<\/strong><\/a>, com aumento do HDL, o chamado colesterol \u201cbom\u201d, e redu\u00e7\u00e3o do LDL, o \u201cruim\u201d. \u201cDo ponto de vista cardiovascular, est\u00e1 muito bem documentado\u201d, resume.<\/p>\n<p><strong>O resultado chama aten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o prova que o vinho seja respons\u00e1vel pela prote\u00e7\u00e3o. <\/strong>Como grande parte das pesquisas nessa \u00e1rea \u00e9 observacional, outros h\u00e1bitos associados ao consumo moderado podem influenciar os resultados.<\/p>\n<p>Ainda assim, a especialista destaca que a quantidade de um composto presente no alimento n\u00e3o determina, sozinha, o efeito que ele ter\u00e1 no organismo. Existe um limite de absor\u00e7\u00e3o, relacionado \u00e0 chamada <strong>biodisponibilidade<\/strong>. Isso significa que um produto com o dobro da concentra\u00e7\u00e3o de polifen\u00f3is n\u00e3o produzir\u00e1 necessariamente o dobro de efeito no corpo.<\/p>\n<p><strong>A microbiota tamb\u00e9m entra na equa\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/p>\n<p>Sobre a biodisponibilidade, Caroline explica que, quando come\u00e7ou a estudar os derivados da uva, cerca de 15% dos compostos consumidos apareciam diretamente no sangue. \u201cE a nossa pergunta era: ser\u00e1 que os outros 85% n\u00e3o s\u00e3o aproveitados?\u201d, conta. \u201cHoje, o que a gente descobriu \u00e9 que esses 85% s\u00e3o ocupados pela microbiota, fazendo a utiliza\u00e7\u00e3o dos polifen\u00f3is de forma mais efetiva.\u201d<\/p>\n<p>Ou seja, a maior parte do trabalho n\u00e3o acontece no sangue, e sim no intestino, onde as bact\u00e9rias processam esses compostos. Segundo Caroline, esse \u00e9 hoje um dos campos mais promissores da \u00e1rea, porque o equil\u00edbrio da microbiota est\u00e1 associado a diferentes desfechos de sa\u00fade, do sistema imunol\u00f3gico ao risco cardiovascular.<\/p>\n<p>Um estudo brasileiro ajudou a sustentar essa hip\u00f3tese. No WineFlora Study, conduzido no Instituto do Cora\u00e7\u00e3o (InCor) da USP e publicado no <a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC9761755\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>peri\u00f3dico The American Journal of Clinical Nutrition<\/strong><\/a>, 42 homens com doen\u00e7a arterial coronariana passaram tr\u00eas semanas consumindo 250 ml di\u00e1rios de vinho tinto e um per\u00edodo equivalente em abstin\u00eancia, com dieta controlada em todas as etapas. O sequenciamento gen\u00e9tico das bact\u00e9rias intestinais mostrou mudan\u00e7as significativas na composi\u00e7\u00e3o da microbiota durante o per\u00edodo de consumo.<\/p>\n<p><strong>O que muda entre o tinto, o branco e o suco<\/strong> <\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o dos ativos na casca e nas sementes tamb\u00e9m explica as diferen\u00e7as entre os tipos de vinho.<\/p>\n<p>As <strong>antocianinas<\/strong>, pigmentos respons\u00e1veis pela cor de uvas escuras, mirtilos e framboesas, est\u00e3o concentradas principalmente na casca. Na elabora\u00e7\u00e3o do vinho tinto, a bebida permanece em contato com essa pel\u00edcula do fruto e as sementes, favorecendo a extra\u00e7\u00e3o desses compostos. J\u00e1 o vinho branco costuma ser produzido sem esse contato prolongado e, por isso, apresenta quantidades menores de polifen\u00f3is.<\/p>\n<p>O suco de uva integral \u00e9 t\u00e3o rico nesses pigmentos quanto o vinho, sem o \u00e1lcool na composi\u00e7\u00e3o, o que o torna uma alternativa para quem n\u00e3o consome bebida alco\u00f3lica.<\/p>\n<p>Ademais, segundo Caroline, o suco tamb\u00e9m pode ser uma ferramenta para atletas por fornecer carboidratos e auxiliar na recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o exerc\u00edcio. A especialista afirma que estudos com atletas indicaram recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida sem prejudicar os ganhos provocados pelo treinamento \u2014 uma preocupa\u00e7\u00e3o quando se considera o uso de subst\u00e2ncias anti-inflamat\u00f3rias ap\u00f3s o exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o promissores, mas ainda n\u00e3o permitem afirmar que o suco de uva seja uma estrat\u00e9gia comprovada de recupera\u00e7\u00e3o para atletas.<\/p>\n<p>Veja Tamb\u00e9m<\/p>\n<p><strong>Os efeitos v\u00e3o al\u00e9m do cora\u00e7\u00e3o<\/strong> <\/p>\n<p>Os benef\u00edcios do padr\u00e3o mediterr\u00e2neo t\u00eam sido observados tamb\u00e9m em outras frentes.<\/p>\n<p>Um estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition acompanhou 1.415 adultos gregos ao longo de vinte anos e associou maior ades\u00e3o \u00e0 dieta a menor risco de hipertens\u00e3o. Em <a href=\"https:\/\/www.agenciaeinstein.com.br\/texto\/dieta-mediterranea-e-uma-grande-aliada-para-afastar-a-hipertensao\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>reportagem da Ag\u00eancia Einstein<\/strong><\/a>, a nutricionista Evangelia Damigou, da Universidade Harokopio, em Atenas, uma das autoras, atribuiu o resultado \u00e0 combina\u00e7\u00e3o entre minerais como pot\u00e1ssio e magn\u00e9sio e os polifen\u00f3is, que atuariam sobre a elasticidade dos vasos sangu\u00edneos a favor de fatores capazes de regular a press\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao explicar o achado, a pesquisadora grega sinaliza que n\u00e3o se deve unicamente aos ativos, mas \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de componentes alimentares e do estilo de vida. Damigou resume o processo em uma frase de seu conterr\u00e2neo Arist\u00f3teles: \u201cO todo \u00e9 maior que a soma das partes.\u201d<\/p>\n<p>Na sa\u00fade mental, uma <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/dieta-mediterranea-e-aliada-da-saude-mental-aponta-estudo-brasileiro-1.1638965\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>pesquisa brasileira<\/strong><\/a> conduzida pela nutricionista Lara Natacci, da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), avaliou 199 adultos em S\u00e3o Paulo por meio do invent\u00e1rio de Beck e encontrou <strong>menor tend\u00eancia a sintomas de depress\u00e3o e ansiedade entre os adeptos do padr\u00e3o alimentar<\/strong>. O trabalho, publicado no Mediterranean Journal of Nutrition and Metabolism, aponta associa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese em investiga\u00e7\u00e3o envolve novamente os antioxidantes. Como explicou Natacci \u00e0 mesma ag\u00eancia, o c\u00e9rebro \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o muito ativo do ponto de vista metab\u00f3lico, o que resulta em produ\u00e7\u00e3o elevada de radicais livres.<\/p>\n<p>Caroline tamb\u00e9m cita trabalhos realizados com pacientes com Parkinson, nos quais pesquisadores avaliaram o consumo de suco de uva associado ao exerc\u00edcio f\u00edsico. A hip\u00f3tese envolve, entre outros mecanismos, a a\u00e7\u00e3o dos polifen\u00f3is sobre o estresse oxidativo e a rela\u00e7\u00e3o entre microbiota e doen\u00e7as neurodegenerativas.<\/p>\n<p>S\u00e3o resultados ainda em investiga\u00e7\u00e3o. A exist\u00eancia de mecanismos promissores ou de efeitos observados em estudos experimentais n\u00e3o significa que vinho ou suco de uva possam ser considerados tratamentos para Parkinson ou Alzheimer.<\/p>\n<p>O mesmo vale para o resveratrol. A subst\u00e2ncia j\u00e1 foi testada em estudos cl\u00ednicos envolvendo Alzheimer, mas ainda n\u00e3o existe evid\u00eancia suficiente para consider\u00e1-la um tratamento estabelecido.<\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tratamento <\/p>\n<p>H\u00e1 uma ressalva que a presidente da ABS-RS faz quest\u00e3o de demarcar, e que vale tanto para a ta\u00e7a quanto para o copo de suco.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO vinho e o suco de uva n\u00e3o funcionam como tratamento, mas como preven\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Nos experimentos que conduziu ao longo da carreira, quando a doen\u00e7a era induzida antes da interven\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havia recupera\u00e7\u00e3o. Os efeitos protetores apareciam apenas quando o consumo vinha antes.<\/p>\n<p>E o \u00e1lcool? <\/p>\n<p>Nada disso, por\u00e9m, elimina os riscos associados ao \u00e1lcool. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade afirma que n\u00e3o existe n\u00edvel de consumo considerado seguro para a sa\u00fade, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer. Caroline, por outro lado, avalia que h\u00e1 hoje uma \u201cdemoniza\u00e7\u00e3o\u201d da bebida, baseada em relat\u00f3rios que, segundo ela, n\u00e3o contemplam adequadamente a literatura espec\u00edfica sobre o vinho.<\/p>\n<p>As quantidades indicadas pela presidente da ABS-RS s\u00e3o de 150 a 200 ml di\u00e1rios de vinho para mulheres e de 300 a 400 ml para homens. Segundo ela, a diferen\u00e7a est\u00e1 relacionada \u00e0 velocidade de metaboliza\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool pelo organismo.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros, por\u00e9m, ficam acima do que orientam as autoridades de sa\u00fade. Segundo o Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (CISA), n\u00e3o existe um consenso global sobre a dimens\u00e3o exata de uma dose padr\u00e3o. A OMS estabelece que uma dose padr\u00e3o cont\u00e9m aproximadamente 10 gramas de \u00e1lcool puro, medida oficializada no Brasil pelo <a href=\"http:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/notas-tecnicas\/2024\/nota-tecnica-conjunta-no-263-2024-svsa-saps-saes-ms.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong><\/a> em nota t\u00e9cnica publicada no fim de 2024. No entanto, o \u00f3rg\u00e3o reconhece que a defini\u00e7\u00e3o varia entre os pa\u00edses, como por exemplo no Reino Unido, em que a dose padr\u00e3o \u00e9 de 8 g, enquanto no Jap\u00e3o pode chegar a 20 g de \u00e1lcool puro. <\/p>\n<p>J\u00e1 para o suco de uva integral, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 de 300 a 400 ml por dia para adultos e de 100 a 200 ml para crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Retomando a pergunta inicial, a ta\u00e7a pode, sim, ter espa\u00e7o em uma dieta saud\u00e1vel para quem j\u00e1 consome vinho. Desde que fa\u00e7a parte de um estilo de vida equilibrado, sem ser tratada como vil\u00e3, muito menos como alimento funcional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 anos, a dieta mediterr\u00e2nea lidera as recomenda\u00e7\u00f5es de especialistas em nutri\u00e7\u00e3o para quem busca proteger o cora\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":492435,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[78683,4124,11992,2546,116,32,33,117,3911],"class_list":["post-492434","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-consumo-de-vinhos","tag-dieta","tag-dieta-mediterranea","tag-estilo-de-vida","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-vinho"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=492434"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492434\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/492435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=492434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=492434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=492434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}