{"id":492732,"date":"2026-08-19T15:45:10","date_gmt":"2026-08-19T15:45:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/492732\/"},"modified":"2026-08-19T15:45:10","modified_gmt":"2026-08-19T15:45:10","slug":"agua-mais-quente-para-mergulhos-nao-e-boa-noticia-para-a-alimentacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/492732\/","title":{"rendered":"\u00c1gua mais quente para mergulhos n\u00e3o \u00e9 boa not\u00edcia para a alimenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\n                Os impactos para a natureza, os sistemas alimentares e as comunidades costeiras alimentam novo alerta. O alerta surge numa investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que avaliou o efeito dos combust\u00edveis f\u00f3sseis no aquecimento marinho. <br \/>\nOs investigadores da World Weather Attribution (grupo de cientistas que faz a an\u00e1lise r\u00e1pida dos efeitos de fen\u00f3menos extremos clim\u00e1ticos) <b>compararam as temperaturas observadas na superf\u00edcie do mar<\/b> com simula\u00e7\u00f5es de modelos clim\u00e1ticos para avaliar o papel do aquecimento global.<\/p>\n<p>O estudo revela que a <b>polui\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis impulsionou uma \u201cexpans\u00e3o maci\u00e7a\u201d das ondas de calor marinhas na Europa<\/b>. Este ver\u00e3o algumas \u00e1guas europeias registaram temperaturas 6 \u00b0C acima do normal.\u00a0<br \/>&#13;<br \/>\nA \u201cexpans\u00e3o maci\u00e7a\u201d das ondas de calor marinhas afetou, at\u00e9 agora, <b>90 por cento<\/b> do Golfo da Biscaia e da <b>regi\u00e3o costeira da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica<\/b>, bem como 8<b>0 por cento do Mediterr\u00e2neo ocidental. <\/b><\/p>\n<p>Claire Bergin, da Universidade de Maynooth, na Irlanda, e coautora do relat\u00f3rio, sublinha que \u201cembora \u00e1guas mais quentes para nadar possam parecer apelativas para os banhistas em pa\u00edses mais frios como o meu, os <b>impactos na vida marinha sob a superf\u00edcie s\u00e3o mais graves.\u201d<\/b><\/p>\n<p>A an\u00e1lise revelou que, <b>ao eliminar o efeito das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/b>, a \u00e1rea prevista para as ondas de calor marinhas <b>diminuiria de 70 por cento para nove por cento <\/b>no Mediterr\u00e2neo oriental e de 80 por cento para 30 por cento na regi\u00e3o celta.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEmbora as \u00e1guas quentes recebam pouca aten\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m provocam um <b>aumento perigoso das temperaturas durante a noite nas regi\u00f5es costeiras<\/b>, uma vez que os oceanos arrefecem mais lentamente do que a terra. A altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica foi respons\u00e1vel por cerca de dois ter\u00e7os do excesso de calor observado.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOs investigadores afirmam que f<b>icaram mais quentes<\/b> em cerca de 2 \u00b0C as \u00e1guas no Mediterr\u00e2neo, <b>1,4 \u00b0C<\/b> no Golfo da Biscaia e na <b>Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica<\/b>, e 1,3 \u00b0C em torno da Irlanda e do Canal da Mancha. &#13;\n<\/p>\n<p>\nEm grande parte das \u00e1guas em torno das Ilhas Brit\u00e2nicas, <b>o calor atingiu n\u00edveis que costumavam ocorrer uma vez durante um s\u00e9culo.<\/b><\/p>\n<p>Esta an\u00e1lise r\u00e1pida surge num momento em que a Europa se recupera de um dos ver\u00f5es mais quentes de que h\u00e1 registo.<br \/>&#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os impactos para a natureza, os sistemas alimentares e as comunidades costeiras alimentam novo alerta. 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