{"id":495019,"date":"2026-08-21T10:30:31","date_gmt":"2026-08-21T10:30:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/495019\/"},"modified":"2026-08-21T10:30:31","modified_gmt":"2026-08-21T10:30:31","slug":"ha-65-anos-um-aviao-de-passageiros-rompeu-a-barreira-do-som-pela-primeira-vez-e-nao-foi-o-concorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/495019\/","title":{"rendered":"H\u00e1 65 anos, um avi\u00e3o de passageiros rompeu a barreira do som pela primeira vez (e n\u00e3o foi o Concorde!)"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 exatos 65 anos, em 21 de agosto de 1961, pela primeira vez um avi\u00e3o civil, criado para transporte de passageiros, rompeu a barreira de som. O voo hist\u00f3rico foi realizado por um Douglas DC-8, aeronave para at\u00e9 177 passageiros movida por quatro turbojatos Rolls-Royce Conway RCo.12 Mk 509. O feito ocorreu muito antes da estreia do Concorde, que voaria pela primeira vez apenas em 1969.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O DC-8 supers\u00f4nico era uma aeronave rec\u00e9m-fabricada. Com n\u00famero de s\u00e9rie 45623 e matr\u00edcula norte-americana N9604Z, o avi\u00e3o foi comandado pelo piloto de testes William Marshall Magruder primeiro fez uma ascens\u00e3o at\u00e9 15.267 metros (50.090 p\u00e9s) e depois mergulhou. A aeronave manteve durante 16 segundos a velocidade de 1.075 Km\/h, que naquele n\u00edvel de voo era equivalente a Mach 1.012.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este voo hist\u00f3rico ocorreu nas proximidades da Base A\u00e9rea de Edwards, na Calif\u00f3rnia, de onde a aeronave havia decolado. O DC-8 foi acompanhado de perto por dois ca\u00e7as supers\u00f4nicos, um F-100 Super Sabre e um F-104 Starfighter. O acompanhamento foi necess\u00e1rio tanto para fotos quanto para verificar a integridade da estrutura. Em condi\u00e7\u00f5es normais, o DC-8 voava a 872 km\/h, cerca de Mach 0.82.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/DC-8_lifts_off_from_Air_Force_Plant_42_in_Palmdale_Calif.-Foto-Carla-Thomas-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34045 webpexpress-processed\"  \/>DC-8 da NASA decola da Air Force Plant 42, em Palmdale, na Calif\u00f3rnia, em 2021. Foto: Carla Thomas\/NASA<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo do voo foi a coleta de dados. Para isto, al\u00e9m do copiloto, Paul Patten, estavam a bordo os engenheiros de voo Joseph Tomich e Richard Edwards. \u00c0 \u00e9poca, a fabricante, a McDonnell Douglas, enfrentava a concorr\u00eancia do Boeing 707 e do Convair 990 e investia no desenvolvimento aerodin\u00e2mico, ainda que jamais tenha havido a inten\u00e7\u00e3o de o DC-8 realizar opera\u00e7\u00f5es supers\u00f4nicas regulares.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aeronave saiu intacta do teste. Em 15 de novembro do mesmo ano, foi entregue \u00e0 Canadian Pacific Airlines, passando a voar com a matr\u00edcula CF-CPG. Pouco antes de completar 20 anos, em maio de 1981, foi desmontada no aeroporto Opa Locka, em Miami.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 1958 e 1972, um total de 556 DC-8 foram constru\u00eddos, inicialmente para transporte de passageiros e posteriormente como cargueiro, fun\u00e7\u00e3o desempenhada at\u00e9 hoje pelas \u00faltimas unidades em servi\u00e7o. A aeronave tamb\u00e9m foi operada como laborat\u00f3rio em voo da NASA. No Brasil, o DC-8 voou com as cores da Panair, da VASP, da Varig, Skymaster e BETA Cargo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Air_Jamaica_McDonnell_Douglas_DC-8-62H_Fitzgerald.-Foto-Steve-Fitzgerald.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34047 webpexpress-processed\"  \/>DC-8 da Air Jamaica. Foto: Steve Fitzgerald<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 exatos 65 anos, em 21 de agosto de 1961, pela primeira vez um avi\u00e3o civil, criado para&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":495020,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,79176,74610,79177,79178,32,33,105,103,104,35263,106,110],"class_list":["post-495019","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-dc-8","tag-douglas","tag-f-104","tag-mcdonnel-douglas","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-supersonico","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117133039536864231","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/495019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=495019"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/495019\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/495020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=495019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=495019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=495019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}