{"id":495397,"date":"2026-08-21T15:46:59","date_gmt":"2026-08-21T15:46:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/495397\/"},"modified":"2026-08-21T15:46:59","modified_gmt":"2026-08-21T15:46:59","slug":"um-rolex-falso-de-500-dolares-passou-no-teste-da-propria-rolex","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/495397\/","title":{"rendered":"Um Rolex falso de 500 d\u00f3lares passou no teste da pr\u00f3pria Rolex"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">Bob&#8217;s Watches \/ Rolex<\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-760621 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/88676f41f30573cd40803b102b052cc5-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">Rel\u00f3gio Rolex Oyster Perpetual \u201cCelebration\u201d<\/p>\n<p><strong>A nova gera\u00e7\u00e3o de r\u00e9plicas de luxo j\u00e1 copia rel\u00f3gios de centenas de milhares de euros com um n\u00edvel de detalhe capaz de iludir numa inspe\u00e7\u00e3o casual. S\u00f3 uma an\u00e1lise especializada continua a revelar os sinais da falsifica\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Um Rolex falso comprado por 498 d\u00f3lares, cerca de 425 euros, passou pelas m\u00e3os de v\u00e1rios funcion\u00e1rios da principal loja da marca em Londres sem levantar suspeitas.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia, reportada esta quarta-feira pela <a href=\"https:\/\/www.wired.com\/story\/we-bought-a-counterfeit-rolex-so-good-even-rolex-didnt-spot-it\/\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Wired<\/a>, mostra at\u00e9 onde chegou a nova gera\u00e7\u00e3o de r\u00e9plicas de luxo, os chamados \u201c<strong>super clones<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>O rel\u00f3gio era um <strong>Oyster Perpetual \u201cCelebration\u201d<\/strong>. Um jornalista entrou na loja da Rolex em Old Bond Street e pediu apenas que lhe encurtassem a bracelete.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a foi levada para a \u00e1rea de assist\u00eancia, onde v\u00e1rios funcion\u00e1rios a examinaram antes de retirarem alguns elos. No fim, um vendedor devolveu-a ajustada e felicitou o cliente pelo rel\u00f3gio.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi uma autentica\u00e7\u00e3o; foi uma opera\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o simples.<\/p>\n<p>A distin\u00e7\u00e3o \u00e9 importante: no programa oficial de rel\u00f3gios usados da Rolex, as pe\u00e7as regressam \u00e0s oficinas da marca, onde s\u00e3o desmontadas e verificadas antes de serem certificadas como aut\u00eanticas.<\/p>\n<p>A Wired tinha comprado tr\u00eas r\u00e9plicas pela Internet: o Celebration, um Submariner por 438 d\u00f3lares e um Daytona por 768. O contacto com o vendedor foi feito pelo WhatsApp, o pagamento em USDT e os rel\u00f3gios vieram de f\u00e1bricas chinesas.<\/p>\n<p>Antes do envio, ainda passaram por outro \u201ccontrolo de qualidade\u201d.<\/p>\n<p>Em comunidades do Reddit dedicadas a r\u00e9plicas, compradores publicam fotografias dos rel\u00f3gios e pedem a outros utilizadores que examinem \u00edndices, mostrador, bisel ou bracelete.<\/p>\n<p>As melhores c\u00f3pias chegam a receber a classifica\u00e7\u00e3o \u201c<strong>NWBIG<\/strong>\u201c, de \u201cNot Worth Buying in Gen\u201d: para esses utilizadores, s\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3ximas do original que n\u00e3o compensaria comprar o genu\u00edno.<\/p>\n<p>As tr\u00eas pe\u00e7as receberam luz verde.<\/p>\n<p>Mas o sistema n\u00e3o apanhou um problema bem mais b\u00e1sico. A Wired pediu um Oyster Perpetual de 36 mm e recebeu um de 41 mm. O vendedor n\u00e3o aceitou a devolu\u00e7\u00e3o nem a troca. Ofereceu um desconto numa compra futura.<\/p>\n<p>\u00c0 vista, as c\u00f3pias convenciam. Com uma lupa, menos.<\/p>\n<p><strong>Adrian Hailwood<\/strong>, especialista em autentica\u00e7\u00e3o de rel\u00f3gios, encontrou parafusos mal acabados, metal pouco polido, erros no material luminescente e pequenos defeitos no bisel. Ao abrir um dos rel\u00f3gios, encontrou ainda um mecanismo com um sistema que a Rolex deixou de usar em 1957.<\/p>\n<p>Mesmo essa pista pode estar a desaparecer.<\/p>\n<p>Segundo Hailwood, fabricantes de r\u00e9plicas j\u00e1 come\u00e7aram a usar movimentos mais sofisticados, eliminando alguns dos sinais que antes denunciavam uma falsifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito dinheiro neste mercado: a OCDE estima que o com\u00e9rcio mundial de produtos contrafeitos atingiu 467 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em 2021, 2,3% das importa\u00e7\u00f5es globais. S\u00f3 os rel\u00f3gios falsos que infringiam marcas su\u00ed\u00e7as valeram cerca de 1,88 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>O Rolex de 498 d\u00f3lares tinha falhas. Mas saiu da loja da Rolex com a bracelete ajustada, e nenhum dos funcion\u00e1rios que o manuseou percebeu que era falso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Bob&#8217;s Watches \/ Rolex Rel\u00f3gio Rolex Oyster Perpetual \u201cCelebration\u201d A nova gera\u00e7\u00e3o de r\u00e9plicas de luxo j\u00e1 copia&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":495398,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,3398,4212,89,90,6178,32,33,713],"class_list":["post-495397","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-comercio","tag-consumo","tag-economy","tag-empresas","tag-fraude","tag-portugal","tag-pt","tag-reino-unido"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117134285364870766","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/495397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=495397"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/495397\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/495398"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=495397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=495397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=495397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}