{"id":495987,"date":"2026-08-22T02:05:23","date_gmt":"2026-08-22T02:05:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/495987\/"},"modified":"2026-08-22T02:05:23","modified_gmt":"2026-08-22T02:05:23","slug":"movimento-de-percevejos-desafia-eficacia-de-plantas-companheiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/495987\/","title":{"rendered":"Movimento de percevejos desafia efic\u00e1cia de plantas companheiras"},"content":{"rendered":"<p>                                                                                                        &#13;<\/p>\n<p>                                            <img decoding=\"async\" class=\"object-cover w-[100%] h-[100%]\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/4ed25677-b277-44ea-bb40-8705fd9680ed.jpg\" alt=\"Foto:\u00a0Cnrdmroglu \/ Pexels\"\/><\/p>\n<p>                                                &#13;<br \/>\n                                                    Foto:\u00a0Cnrdmroglu \/ Pexels&#13;<\/p>\n<p>                                    &#13;<\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    Plantas companheiras podem alterar o deslocamento de percevejos invasores em cultivos de framboesa e morango. O efeito, por\u00e9m, varia com a esp\u00e9cie vegetal, o tempo ap\u00f3s a chegada dos insetos e as condi\u00e7\u00f5es locais. Experimentos com Halyomorpha halys e Nezara viridula mostraram movimenta\u00e7\u00e3o frequente entre a cultura principal e a vegeta\u00e7\u00e3o adjacente. Os resultados indicam potencial das plantas companheiras para concentrar pragas, mas tamb\u00e9m apontam risco de funcionamento dessas \u00e1reas como rotas de dispers\u00e3o.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[32px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    Pesquisadores da Universidade de Geisenheim, na Alemanha, avaliaram os insetos em dois experimentos realizados em 2024 (doi 10.1002\/ps.71217). O primeiro acompanhou adultos de Halyomorpha halys em gaiolas de semicampo com framboeseiras, fava, girassol e uma mistura de plantas flor\u00edferas. O segundo empregou marca\u00e7\u00e3o, libera\u00e7\u00e3o e recaptura de Nezara viridula em uma \u00e1rea de morango com faixas de vegeta\u00e7\u00e3o companheira.&#13;\n                                <\/p>\n<p>                                                                                                        &#13;<br \/>\n                                    Halyomorpha halys&#13;<\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    No ensaio com Halyomorpha halys, todos os adultos iniciaram o experimento sobre framboeseiras. A equipe acompanhou os insetos durante cinco dias. Ao longo do per\u00edodo, os percevejos passaram a ocupar fava e girassol com maior frequ\u00eancia.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    No conjunto das observa\u00e7\u00f5es, 50,4% dos registros ocorreram nas framboeseiras. A \u00e1rea aberta das gaiolas respondeu por 24,8%. A fava concentrou 10,9% dos registros e o girassol, 10,7%. A mistura de plantas flor\u00edferas recebeu 3,3%.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    A distribui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m mudou entre os dois ambientes experimentais. A gaiola sombreada concentrou maior propor\u00e7\u00e3o de insetos nas framboeseiras. O ambiente exposto ao sol apresentou maior uso relativo do girassol. O modelo estat\u00edstico apontou redu\u00e7\u00e3o na chance de uso das plantas companheiras no ambiente sombreado. Os pesquisadores alertam para uma limita\u00e7\u00e3o importante: cada condi\u00e7\u00e3o de luminosidade correspondeu a uma \u00fanica gaiola. Dessa forma, o estudo n\u00e3o separou o efeito do ambiente da identidade de cada estrutura.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[32px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    Os adultos de Halyomorpha halys apresentaram deslocamento m\u00e9dio de 72,8 cent\u00edmetros entre detec\u00e7\u00f5es sucessivas. A mediana alcan\u00e7ou 37,4 cent\u00edmetros. Em 29,2% dos intervalos, os insetos permaneceram no mesmo ponto detectado.&#13;\n                                <\/p>\n<p>                                                                                                        &#13;<br \/>\n                                    Probabilidade de movimento&#13;<\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    A probabilidade de movimento aumentou nas observa\u00e7\u00f5es realizadas \u00e0s duas horas da tarde em compara\u00e7\u00e3o com as dez horas da manh\u00e3. Temperatura e umidade relativa maiores dentro de cada per\u00edodo experimental tamb\u00e9m se associaram a maior probabilidade de deslocamento. Entre os insetos em movimento, as dist\u00e2ncias percorridas alcan\u00e7aram valores maiores no ambiente sombreado e \u00e0s duas horas da tarde.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[32px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    O uso de fava e girassol cresceu com o tempo ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o dos percevejos. O girassol apresentou maior uso relativo no ambiente exposto ao sol. Os dados refor\u00e7am a influ\u00eancia do contexto local sobre a sele\u00e7\u00e3o das plantas. O experimento n\u00e3o permitiu separar os efeitos de fenologia, esta\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es ambientais.&#13;\n                                <\/p>\n<p>                                                                                                        &#13;<br \/>\n                                    Nezara viridula&#13;<\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    O ensaio de campo com Nezara viridula mostrou din\u00e2mica semelhante entre morangueiros e vegeta\u00e7\u00e3o companheira. A equipe liberou 600 adultos marcados. Metade iniciou o experimento na \u00e1rea de morango. A outra metade iniciou nas faixas com plantas companheiras. Ap\u00f3s 24 horas, os pesquisadores recapturaram 104 indiv\u00edduos, equivalentes a 17,3% do total liberado.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    Entre os 56 adultos recapturados ap\u00f3s libera\u00e7\u00e3o no morango, apenas 17 permaneceram na \u00e1rea da cultura. O n\u00famero correspondeu a 30,4% das recapturas desse grupo. Outros 39 indiv\u00edduos apareceram nas faixas de plantas companheiras. Essa parcela representou 69,6%.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[32px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    O grupo liberado nas faixas de vegeta\u00e7\u00e3o apresentou distribui\u00e7\u00e3o mais equilibrada. Dos 48 indiv\u00edduos recapturados, 25 permaneceram nas faixas e 23 migraram para o morango. As propor\u00e7\u00f5es alcan\u00e7aram 52,1% e 47,9%, respectivamente. A an\u00e1lise estat\u00edstica apontou menor reten\u00e7\u00e3o no habitat de origem entre insetos liberados no morango.&#13;\n                                <\/p>\n<p>                                                                                                        &#13;<br \/>\n                                    Pontos fixos de reten\u00e7\u00e3o&#13;<\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    Os resultados afastam uma interpreta\u00e7\u00e3o das plantas-armadilha como pontos fixos de reten\u00e7\u00e3o. As esp\u00e9cies companheiras podem receber adultos vindos da cultura principal, mas os insetos tamb\u00e9m retornam ao cultivo. A efici\u00eancia da estrat\u00e9gia depende do per\u00edodo de atratividade de cada planta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fase mais suscet\u00edvel da cultura.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    Os pesquisadores destacam a fenologia como elemento central do manejo. Uma planta companheira pode atrair adultos antes do per\u00edodo cr\u00edtico da cultura ou oferecer um recurso mais atrativo durante essa fase. Clima local, cultivar, vegeta\u00e7\u00e3o vizinha e est\u00e1gio de desenvolvimento dos percevejos tamb\u00e9m interferem no resultado.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    A estrat\u00e9gia exige monitoramento simult\u00e2neo da cultura e das plantas companheiras. Essas faixas podem funcionar como pontos de concentra\u00e7\u00e3o e como indicadores da chegada dos insetos. O manejo tamb\u00e9m precisa considerar a possibilidade de recoloniza\u00e7\u00e3o do cultivo.&#13;\n                                <\/p>\n<p class=\"text-[22px] leading-[1.4]    mt-[16px]   mb-[16px] \" style=\"padding-left: 0px;\">&#13;<br \/>\n                                    O estudo avaliou apenas adultos e acompanhou per\u00edodos curtos. O ensaio com Halyomorpha halys durou cinco dias. O teste com Nezara viridula acompanhou as recapturas por 24 horas. Os experimentos ocorreram em um \u00fanico local e em uma \u00fanica temporada. A pesquisa n\u00e3o mediu danos aos frutos nem produtividade. Os cientistas recomendam novos estudos com posturas, ninfas, danos, inimigos naturais e diferentes arranjos de plantas companheiras.&#13;\n                                <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; &#13; Foto:\u00a0Cnrdmroglu \/ Pexels&#13; &#13; &#13; Plantas companheiras podem alterar o deslocamento de percevejos invasores em cultivos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":495988,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[562,8682,8683,8673,8674,109,107,108,8672,8681,8679,8676,8684,8680,4907,32,8677,33,105,103,104,8678,106,110,8675],"class_list":["post-495987","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-agricultura","tag-agricultura-familiar","tag-agroindustria","tag-agronomia","tag-agropecuaria","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cultivo","tag-horticultura","tag-inovacao-no-campo","tag-manejo-de-culturas","tag-maquinas-agricolas","tag-mercado-agricola","tag-pecuaria","tag-portugal","tag-producao-agricola","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sustentabilidade-rural","tag-technology","tag-tecnologia","tag-tecnologia-agricola"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117136715600493953","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/495987","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=495987"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/495987\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/495988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=495987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=495987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=495987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}