{"id":496129,"date":"2026-08-22T07:14:11","date_gmt":"2026-08-22T07:14:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/496129\/"},"modified":"2026-08-22T07:14:11","modified_gmt":"2026-08-22T07:14:11","slug":"cientistas-descobrem-possivel-via-para-farmacos-de-mrna-mais-eficazes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/496129\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem poss\u00edvel via para f\u00e1rmacos de mRNA mais eficazes"},"content":{"rendered":"<p>\n         Publicado a<br \/>\n            24\/08\/2026 &#8211; 7:02 GMT+2\n            <\/p>\n<p>Investigadores da Johns Hopkins Medicine afirmam ter identificado uma poss\u00edvel forma de levar as terapias de mRNA a produzir mais prote\u00edna dentro das c\u00e9lulas, uma descoberta que poder\u00e1, a prazo, influenciar vacinas e tratamentos contra o cancro, doen\u00e7as infeciosas e patologias autoimunes.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>O estudo, publicado na <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-026-10729-8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\">Nature (fonte em ingl\u00eas)<\/a>, centra-se numa modifica\u00e7\u00e3o natural do ARN designada N4-acetilcitidina, ou ac4C. Atualmente, a principal plataforma de mRNA recorre a outra modifica\u00e7\u00e3o, N1-metilpseudouridina, ou m1\u03a8 \u2014 a tecnologia utilizada nas vacinas de mRNA contra a COVID-19 e que est\u00e1 agora a ser estudada para outras aplica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas.<\/p>\n<p>A equipa testou as duas abordagens em c\u00e9lulas dendr\u00edticas humanas cultivadas e em c\u00e9lulas hep\u00e1ticas de rato.<\/p>\n<p>\u201cOs nossos resultados mostram que a ac4C leva as c\u00e9lulas a produzir mais prote\u00ednas terap\u00eauticas para combater a doen\u00e7a do que a plataforma padr\u00e3o de mRNA da ind\u00fastria\u201d, <a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1140883\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\">afirmou (fonte em ingl\u00eas)<\/a> Bin Wu, professor associado de biof\u00edsica e qu\u00edmica biof\u00edsica na Johns Hopkins University School of Medicine. \u201cIsto poder\u00e1, eventualmente, traduzir-se em medicamentos mais eficientes, que exijam doses menores.\u201d<\/p>\n<p>Existem mais de 170 modifica\u00e7\u00f5es de ARN conhecidas, mas apenas uma pequena parte foi estudada para fins terap\u00eauticos de mRNA, refere Wu. A ac4C poder\u00e1 aumentar a tradu\u00e7\u00e3o do mRNA, com potencial para acelerar e refor\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas.<\/p>\n<p>No interior das c\u00e9lulas, os ribossomas deslocam-se ao longo das cadeias de mRNA, lendo as instru\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas e montando prote\u00ednas. A equipa de Johns Hopkins constatou que os ribossomas que percorrem mRNA modificado com ac4C avan\u00e7am quase duas vezes mais depressa do que aqueles que trabalham em mRNA modificado com m1\u03a8.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a, explicam os cientistas, pode assemelhar-se a um problema de tr\u00e1fego. \u201cAs nossas imagens mostraram que os ribossomas avan\u00e7am quase duas vezes mais depressa no mRNA modificado com ac4C, evitando o engarrafamento de ribossomas que podemos encontrar com a plataforma padr\u00e3o de mRNA da ind\u00fastria\u201d, diz Wu.<\/p>\n<p>Isto poder\u00e1 ter implica\u00e7\u00f5es significativas para a ind\u00fastria do mRNA, caso o resultado se confirme em estudos adicionais. Uma das vantagens da tecnologia de mRNA \u00e9 a capacidade de instruir temporariamente as c\u00e9lulas para produzirem uma prote\u00edna espec\u00edfica. Mas a quantidade de prote\u00edna produzida pode ser decisiva para que uma terapia funcione de forma eficaz.<\/p>\n<p>Se os investigadores conseguirem que as c\u00e9lulas fabriquem mais prote\u00edna a partir da mesma quantidade de mRNA, futuras terapias poder\u00e3o alcan\u00e7ar os efeitos pretendidos com doses mais baixas. Isso poder\u00e1 ser relevante em toda a crescente carteira de projetos em mRNA, incluindo vacinas contra doen\u00e7as infeciosas e terapias experimentais concebidas para estimular o sistema imunit\u00e1rio contra o cancro ou alterar respostas imunes em doen\u00e7as autoimunes.<\/p>\n<p>Para j\u00e1, a ac4C continua a ser experimental.<\/p>\n<p>Mas, se o \u201cengarrafamento\u201d molecular identificado pelos investigadores se revelar uma limita\u00e7\u00e3o relevante das plataformas atuais de mRNA \u2014 e se a ac4C o conseguir ultrapassar de forma segura em organismos vivos \u2014 a descoberta poder\u00e1 tornar-se uma pe\u00e7a importante na corrida para desenvolver a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de medicamentos de mRNA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Publicado a 24\/08\/2026 &#8211; 7:02 GMT+2 Investigadores da Johns Hopkins Medicine afirmam ter identificado uma poss\u00edvel forma de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":496130,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,12207,1348,6706,32,33,105,103,104,106,110,2782],"class_list":["post-496129","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-investigacao-do-cancro","tag-pesquisa","tag-pesquisa-medica","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-vacinas"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/496129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=496129"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/496129\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/496130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=496129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=496129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=496129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}