{"id":496608,"date":"2026-08-22T16:59:20","date_gmt":"2026-08-22T16:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/496608\/"},"modified":"2026-08-22T16:59:20","modified_gmt":"2026-08-22T16:59:20","slug":"startup-do-mit-recupera-cobre-de-mina-abandonada-nos-anos-1980","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/496608\/","title":{"rendered":"Startup do MIT recupera cobre de mina abandonada nos anos 1980"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/fastcompanybrasil.com\/autor\/kristin-toussaint\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Kristin Toussaint<\/a><\/p>\n<p>5 minutos de leitura<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.google.com\/preferences\/source?q=fastcompanybrasil.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\"><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1787417959_460_btn_google_fast_company.fw_.png.webp\" alt=\"Favoritar no Google\"\/><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No centro do Arizona, no  meio-oeste dos Estados Unidos, uma antiga mina de cobre a c\u00e9u aberto est\u00e1 cheia de \u00e1gua. A mina foi fechada nos anos 1980 e deixada para acumular \u00e1gua da chuva e do len\u00e7ol fre\u00e1tico.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses \u201clagos de cava\u201d, como s\u00e3o chamados, s\u00e3o monitorados para evitar que contaminem o meio ambiente.Mas, fora isso, apenas ficam ali, como uma nova parte da paisagem.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que essa \u00e1gua est\u00e1 cheia de minerais cr\u00edticos, como cobre. E, diante de uma iminente escassez do metal, cada quantidade conta. Agora, uma startup chamada <a href=\"https:\/\/www.sitration.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">SiTration<\/a>, que surgiu no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), est\u00e1 lan\u00e7ando um projeto piloto para recuperar cobre daquela antiga mina.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brendan Smith, CEO da SiTration, diz que o piloto de dois meses ser\u00e1 capaz de extrair duas toneladas de cobre da \u00e1gua da cava. \u00c9 uma quantidade pequena quando comparada ao que as minas de cobre tradicionais conseguem produzir.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, com o projeto piloto, Smith espera validar a tecnologia da startup e, quem sabe, \u201cdesbloquear uma fonte totalmente nova de cobre que est\u00e1 ali, dispon\u00edvel para ser aproveitada\u201d, como ele diz.<\/p>\n<p><strong>A DEMANDA POR COBRE EST\u00c1 DISPARANDO<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A demanda por todos os tipos de minerais cr\u00edticos est\u00e1 aumentando rapidamente. De l\u00edtio a cobalto e n\u00edquel, esses materiais s\u00e3o essenciais para tecnologias como baterias, ve\u00edculos el\u00e9tricos, drones, chips de computador e data centers.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A demanda por cobre, em particular, est\u00e1 em alta. Um \u00fanico data center de grande escala pode precisar de at\u00e9 50 mil toneladas de cobre, quase a produ\u00e7\u00e3o anual de uma mina de inteira, segundo Smith.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rede el\u00e9trica tamb\u00e9m depende do cobre, usado, por exemplo, em transistores e linhas de transmiss\u00e3o. <a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/business\/energy\/ai-boost-copper-demand-50-by-2040-more-mines-needed-ensure-supply-sp-says-2026-01-08\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">At\u00e9 2040, a demanda geral pelo metal poder\u00e1 crescer 50%<\/a>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, a oferta est\u00e1 diminuindo. Especialistas estimam que teremos um d\u00e9ficit de 10 milh\u00f5es de toneladas de cobre at\u00e9 o mesmo ano.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cobre e outros minerais cr\u00edticos tamb\u00e9m s\u00e3o cada vez mais recuperados por meio da reciclagem.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das raz\u00f5es \u00e9 que o teor de min\u00e9rio das jazidas que exploramos caiu quase 50% desde 1990. Isso significa que hoje conseguimos obter apenas metade do cobre que ter\u00edamos extra\u00eddo da mesma opera\u00e7\u00e3o naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 uma queda impressionante em um per\u00edodo muito curto. Isso est\u00e1 acelerando \u00e0 medida que ficamos melhores em localizar e explorar todos os melhores recursos pelo mundo\u201d, diz Smith.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPor isso, hoje \u00e9 ainda mais importante extrair tudo o que pudermos, da maneira mais eficiente poss\u00edvel, dessa rocha e desse min\u00e9rio que estamos escavando.\u201d<\/p>\n<p><strong>DESBLOQUEANDO O FUTURO DA MINERA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O local no Arizona, chamado Copper Cities, come\u00e7ou a operar nos anos 1950 e produziu quase 400 mil toneladas de cobre at\u00e9 ser fechado nos anos 1980. Minas de cobre s\u00e3o fechadas quando suas reservas se esgotam ou por fatores econ\u00f4micos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando minas a c\u00e9u aberto s\u00e3o encerradas, por\u00e9m, elas n\u00e3o s\u00e3o aterradas. S\u00e3o monitoradas e mantidas para garantir que permane\u00e7am geologicamente est\u00e1veis e n\u00e3o contaminem o ambiente ao redor. Fora isso, os grandes buracos no ch\u00e3o ficam abertos, acumulando \u00e1gua da chuva e do len\u00e7ol fre\u00e1tico.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como essa \u00e1gua da cava (tamb\u00e9m chamada de \u00e1gua de minera\u00e7\u00e3o legada) entra em contato com as paredes ainda ricas em minerais da antiga mina, ela tamb\u00e9m fica carregada desses minerais. Mas as concentra\u00e7\u00f5es costumam ser bastante dilu\u00eddas, chegando a apenas um grama de cobre por litro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/cobre_mina_metais-criticos_lago.webp\" alt=\"Lago de cava em mina de cobre abandonada em Copper Cities, no Arizona\" class=\"wp-image-287439\"\/>Lago de cava em Copper Cities, no Arizona (Cr\u00e9dito:  SiTration)<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A SiTration afirma ter desenvolvido uma tecnologia capaz de retirar o cobre dessa \u00e1gua. Usando apenas eletricidade \u2013 sem produtos qu\u00edmicos ou calor \u2013, a empresa inventou um tipo de material para eletrodos capaz de extrair o cobre e deposit\u00e1-lo sobre placas de um metro quadrado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da\u00ed, o metal j\u00e1 est\u00e1 pronto para ser comercializado, sem necessidade de refino. Segundo estimativa de Smith, o processo consome de cinco a seis vezes menos energia do que o m\u00e9todo convencional de retirar o min\u00e9rio do solo e refin\u00e1-lo para transform\u00e1-lo em cobre.<\/p>\n<p><strong>MINERAIS CR\u00cdTICOS PRESOS EM RES\u00cdDUOS DE MINERA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto piloto da SiTration no Arizona ser\u00e1 realizado em duas etapas. Primeiro, em agosto, um projeto de um m\u00eas vai validar se a tecnologia da empresa funciona no ambiente natural, nos lagos de cava, e n\u00e3o apenas dentro de suas pr\u00f3prias instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, a partir de outubro, a SiTration far\u00e1 uma implementa\u00e7\u00e3o de maior escala, com dura\u00e7\u00e3o de dois meses, com o objetivo de produzir duas toneladas de c\u00e1todos de cobre em escala comercial.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Smith admite que essa quantidade \u00e9 uma \u201cgota no oceano\u201d em compara\u00e7\u00e3o com o que as minas tradicionais conseguem produzir e com o que o mundo demanda. Mas, \u00e0 medida que a SiTration crescer, ele afirma que existe uma oportunidade de gerar um impacto consider\u00e1vel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico_mineracao-e-reciclagem-de-cobre.jpg.webp\" alt=\"infogr\u00e1fico mostra funcionamento do  sistema da SiTration para retirada de cobre  da \u00e1gua da cava\" class=\"wp-image-287442\"\/>Fonte: SiTration<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 cerca de US$ 3,5 trilh\u00f5es em minerais cr\u00edticos presos em res\u00edduos de minera\u00e7\u00e3o, segundo Smith, sendo aproximadamente US$ 500 bilh\u00f5es especificamente em cobre.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses minerais n\u00e3o est\u00e3o apenas abandonados na \u00e1gua de antigas cavas, mas tamb\u00e9m presos nas rochas. O cobre que hoje est\u00e1 na forma l\u00edquida \u2013 e, portanto, acess\u00edvel \u00e0 tecnologia da SiTration \u2013 representa cerca de US$ 100 bilh\u00f5es globalmente, segundo Smith.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem outras fontes de res\u00edduos de cobre e tamb\u00e9m novos esfor\u00e7os para minerar o metal. Uma startup chamada <a href=\"https:\/\/www.redmetals.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Red Metals<\/a> est\u00e1 trabalhando no que chama de \u201cminera\u00e7\u00e3o urbana\u201d, ou seja, a extra\u00e7\u00e3o de cobre de produtos antigos e sucata.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia mais: <a href=\"https:\/\/fastcompanybrasil.com\/impacto\/empresa-de-reciclagem-minera-ouro-em-celulares-descartados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Empresa de reciclagem \u201cminera\u201d ouro em celulares descartados<\/a><\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas empresas, como <a href=\"https:\/\/www.riotinto.com\/en\/news\/stories\/nuton-a-better-way-to-produce-copper\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Rio Tinto<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.endolithmining.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Endolith<\/a>, usam microrganismos para recuperar cobre das rochas, em vez de explodir o min\u00e9rio. Outras injetam \u00e1cido no subsolo para dissolver o metal e depois bombe\u00e1-lo para a superf\u00edcie. O cobre e outros minerais cr\u00edticos tamb\u00e9m s\u00e3o cada vez mais recuperados por meio da reciclagem.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A SiTration afirma que sua tecnologia pode funcionar com outros minerais, incluindo ouro, platina, pal\u00e1dio, cobalto e n\u00edquel. \u201c\u00c9 uma gama inteira de metais realmente cr\u00edticos, preciosos e de alto valor\u201d, diz Smith. \u201cPodemos extra\u00ed-los de fluxos muito din\u00e2micos e diversos.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\" alt=\"\"\/><\/p>\n<p>SOBRE A AUTORA<\/p>\n<p>\t\t<a href=\"https:\/\/fastcompanybrasil.com\/autor\/kristin-toussaint\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><\/p>\n<p class=\"description\">Kristin Toussaint \u00e9 editora assistente da editoria de Impacto da Fast Company.\tsaiba mais<\/p>\n<p><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Kristin Toussaint 5 minutos de leitura No centro do Arizona, no meio-oeste dos Estados Unidos, uma antiga mina&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":496609,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,23190,1661,18465,79483,57460,32,33,105,103,104,106,110,2118],"class_list":["post-496608","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cobre","tag-destaque","tag-impacto","tag-kristin-toussaint","tag-minerais-criticos","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-traducao"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117140230721483738","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/496608","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=496608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/496608\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/496609"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=496608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=496608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=496608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}