{"id":497185,"date":"2026-08-23T06:02:14","date_gmt":"2026-08-23T06:02:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/497185\/"},"modified":"2026-08-23T06:02:14","modified_gmt":"2026-08-23T06:02:14","slug":"quer-dormir-melhor-acampar-pode-ajudar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/497185\/","title":{"rendered":"Quer dormir melhor? Acampar pode ajudar."},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p>Dormir ao ar livre pode proporcionar um sono melhor \u00e0 noite, assegura Kenneth Wright, diretor do Laborat\u00f3rio de Sono e Cronobiologia da Universidade do Colorado e autor de um estudo que visa entender melhor os nossos ciclos circadianos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ter noites de sono tranquilas, sem ins\u00f3nias e renovadoras \u00e9 o desejo de todos os que valorizam o descanso e noites que permitam a repor as energias e o bem-estar, f\u00edsico e mental, desgastado durante as atividades di\u00e1rias. Mas nem todos t\u00eam essa sorte, por diferentes motivos. <strong>Sonos irregulares, noites sem dormir s\u00e3o uma constante para muitas pessoas<\/strong> que, na tentativa de resolverem a situa\u00e7\u00e3o, <strong>procuram as mais variadas alternativas para conseguirem ter umas horas de sono.<\/strong><\/p>\n<p>Foi o que fez <strong>Kenneth Wright, diretor do Laborat\u00f3rio de Sono e Cronobiologia da Universidade do Colorado em Boulder<\/strong>, nos EUA, e autor principal de um estudo sobre o sono, no qual decidiu explorar como o acampamento impacta o sono\u00a0como uma forma de entender melhor nossos rel\u00f3gios circadianos.<\/p>\n<p>V\u00e1rias pesquisas internacionais j\u00e1 tinham sugerido que <strong>dormir ao ar livre pode ajudar a contrabalan\u00e7ar o nosso rel\u00f3gio biol\u00f3gico<\/strong> ao permitir uma maior sintomia com os ritmos do sol e da lua, ou seja, com o dia e com a noite.<\/p>\n<p>E foi exatamente para perceber este fen\u00f3meno e analisar o qu\u00e3o dessincronizados est\u00e3o hoje os nossos ritmos circadianos \u2013 um ciclo natural que se repete a cada 24 horas e controla o sono, a fome, a temperatura e as hormonas \u2013 que <strong>Kenneth Wright reuniu um grupo de pessoas num acampamento de ver\u00e3o,<\/strong> durante uma semana, para acompanharem os ritmos naturais do dia e da noite, sem poderem usar lanternas nem telem\u00f3veis. A exposi\u00e7\u00e3o a luz natural foi quatro vezes mais do que a que normalmente experimentavam durante o dia.<\/p>\n<p>O investigador recolheu a saliva dos participantes para <strong>medir os n\u00edveis de melatonina<\/strong> durante a noite anterior \u00e0 viagem e depois da semana de acampamento, e, curiosamente, os <strong>dados obtidos revelaram que o seu \u201crel\u00f3gio biol\u00f3gico\u201d adiantou duas horas\u00a0<\/strong> depois de terminado o acampamento.<\/p>\n<p>Os n\u00edveis de melatonina dos participantes ca\u00edram pouco antes de acordarem \u2013 enquanto que, quando dormiam em casa, os n\u00edveis permaneciam altos durante as primeiras horas da manh\u00e3. \u201cA nossa <strong>exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz [artificial]<\/strong> moderna <strong>altera o nosso ritmo circadiano<\/strong> de tal forma que, nas horas seguintes ao despertar, o nosso rel\u00f3gio biol\u00f3gico no c\u00e9rebro diz-nos que ainda dever\u00edamos estar a dormir\u201d, explicou Kenneth Wright. \u00c9 por isso que <strong>dormir ao ar livre mant\u00e9m-nos \u201cmais em sintonia com a nossa biologia<\/strong>, e n\u00e3o apenas com o ambiente\u201d, afirmou o investigador.<\/p>\n<p>Ao antecipar os nossos ritmos circadianos, <strong>dormir ao ar livre tem consequ\u00eancias reais para nossa sa\u00fade<\/strong>. \u201cDormir mais tarde ou ter um ritmo circadiano mais tardio est\u00e1 associado a uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias negativas para a sa\u00fade. Pessoas com ritmo circadiano mais cedo t\u00eam menos problemas de sa\u00fade \u2013 apresentam menos\u00a0abuso de subst\u00e2ncias,\u00a0depress\u00e3o,\u00a0obesidade\u00a0ou\u00a0diabetes, por exemplo. O diretor do Laborat\u00f3rio de Sono e Cronobiologia da Universidade do Colorado acredita que as pessoas se sintam melhor e mais alertas pela manh\u00e3 depois de dormir ao ar livre.<\/p>\n<p>No trabalho que desenvolveu com os participantes durante a semana de acampamento, descobriu que estes acordavam um pouco mais durante a noite, mas que, no geral, <strong>dormiam mais cerca de duas horas<\/strong> do que quando dormiam em ambientes fechados. Os sons da natureza (animais, vento\u2026) podem criar algum desconforto na primeira noite, mas \u00e0 medida que se habituam a dormir com essa \u201cbanda sonora\u201d, o sono acaba por ser mais duradouro e proveitoso.<\/p>\n<p>O facto de se <strong>eliminar a luz artificial tamb\u00e9m pode trazer benef\u00edcios para a sa\u00fade<\/strong> que v\u00e3o al\u00e9m de uma boa noite de sono. Diversas\u00a0pesquisas\u00a0mostram que a e<strong>xposi\u00e7\u00e3o excessiva \u00e0 luz artificial \u00e0 noite pode afetar\u00a0a press\u00e3o arterial, a regula\u00e7\u00e3o hormonal e causar sintomas de depress\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Kenneth Wright explicou que \u201cuma descoberta fundamental do estudo \u00e9 que nosso ritmo circadiano se adianta ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o ao ciclo natural de claro-escuro, o que significa que estamos atrasados \u200b\u200bno mundo moderno\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dormir ao ar livre pode proporcionar um sono melhor \u00e0 noite, assegura Kenneth Wright, diretor do Laborat\u00f3rio de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":497186,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[79608,109,107,108,11496,1714,1347,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-497185","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-acampar","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-destaque2","tag-dormir","tag-estudo","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117143309088787787","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/497185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=497185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/497185\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/497186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=497185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=497185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=497185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}