{"id":497255,"date":"2026-08-23T08:49:15","date_gmt":"2026-08-23T08:49:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/497255\/"},"modified":"2026-08-23T08:49:15","modified_gmt":"2026-08-23T08:49:15","slug":"o-regresso-da-artilharia-e-misseis-muitos-misseis-como-vao-ser-as-novas-fragatas-portuguesas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/497255\/","title":{"rendered":"O regresso da artilharia e m\u00edsseis, muitos m\u00edsseis: como v\u00e3o ser as novas fragatas portuguesas"},"content":{"rendered":"<p>                Tr\u00eas mil e novecentos milh\u00f5es de euros. Assim, por extenso, ainda parece mais. Quando se fala de navios de guerra modernos, as quantias s\u00e3o sempre astron\u00f3micas \u2013 e n\u00e3o \u00e9 pelo casco. O que faz a diferen\u00e7a s\u00e3o os sistemas eletr\u00f3nicos e as armas. O pre\u00e7o das fragatas FREMM EVO que Portugal vai adquirir ao estaleiro italiano Fincantieri mostra isso mesmo. A CNN Portugal apresenta, em primeira m\u00e3o, os equipamentos que ser\u00e3o inclu\u00eddos nos novos navios da Marinha de Guerra Portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify; margin-bottom:11px\">Em dezembro do ano passado, a CNN Portugal <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/fragatas-italianas\/fragatas\/portugal-escolhe-as-fragatas-italianas-para-reforcar-a-marinha\/20251204\/6931c30cd34e3caad84c0805\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">deu a not\u00edcia:<\/a> Portugal escolheu a fragata italiana FREMM EVO para reequipar a sua Marinha. A proposta francesa do Naval Group, a FDI, que tinha sido dada como favorita, ou at\u00e9 vencedora, acabou por ser preterida.<\/p>\n<p>Contudo, dada a complexidade do processo, foram necess\u00e1rios mais sete meses para que houvesse um an\u00fancio formal e a assinatura de um acordo com o governo italiano. Este \u00e9 essencial porque o mecanismo SAFE para a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos militares, ao abrigo do qual ser\u00e1 feito o pagamento do projeto, obriga a compras conjuntas por estados da Uni\u00e3o Europeia. A It\u00e1lia j\u00e1 tinha encomendado dois navios deste tipo em 2024.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a assinatura do acordo pelos ministros da Defesa de Portugal e It\u00e1lia, em Roma, a 20 de julho, procur\u00e1mos saber quais seriam as caracter\u00edsticas das novas fragatas. A Marinha Portuguesa respondeu que \u201ca configura\u00e7\u00e3o dos navios a adquirir por Portugal ter\u00e1 por base a configura\u00e7\u00e3o dos navios FREMM EVO atualmente em constru\u00e7\u00e3o para a Marinha Italiana\u201d.<\/p>\n<p>O que \u00e9 que isto quer dizer na pr\u00e1tica?<\/p>\n<p>Com novas informa\u00e7\u00f5es da Armada, estamos agora em condi\u00e7\u00f5es de indicar quais ser\u00e3o as principais armas e sensores dos navios portugueses, com duas grandes exce\u00e7\u00f5es: os m\u00edsseis antinavio e os helic\u00f3pteros.<\/p>\n<p>Uma fragata que \u00e9 um contratorpedeiro \u2013 ou quase\u2026 <\/p>\n<p>Como o seu nome indica (Fragata Europeia Multimiss\u00e3o), a FREMM foi concebida para desempenhar v\u00e1rios tipos de miss\u00f5es de forma muito capaz. Outros pa\u00edses, com mais recursos, podem dar-se ao luxo de ter navios dedicados \u00e0 guerra antissubmarina ou \u00e0 defesa a\u00e9rea, por exemplo, mas Portugal e a grande maioria dos estados t\u00eam de fazer op\u00e7\u00f5es polivalentes. A Marinha tem atualmente cinco fragatas, das quais apenas quatro navegam, e n\u00e3o se espera que, no futuro previs\u00edvel, venha a ter mais de seis. Assim sendo, precisa de navios combatentes capazes de fazer um pouco de tudo, mesmo que, em alguns casos, n\u00e3o muito bem.<\/p>\n<p>A FREMM EVO \u00e9 uma embarca\u00e7\u00e3o de grande porte, com pelo menos 6500 toneladas, o que lhe d\u00e1 grande estabilidade em mares dif\u00edceis e amplo espa\u00e7o para reconfigura\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias ou permanentes, presentes ou futuras. Esse tamanho e os tipos de armas e sensores de que vai dispor colocam-na mais perto da categoria dos contratorpedeiros (tamb\u00e9m conhecidos como destroyers) do que das fragatas, da qual nominalmente faz parte. S\u00f3 para se ter uma ideia da diferen\u00e7a, as atuais fragatas da Armada t\u00eam 3200 a 3300 toneladas, ou seja, cerca de metade das FREMM EVO.<\/p>\n<p>M\u00edsseis, muitos m\u00edsseis <\/p>\n<p>A ambi\u00e7\u00e3o no tamanho corresponde \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o nas capacidades. Uma das d\u00favidas importantes que existiam relativamente a este novo modelo era a quantidade de m\u00edsseis antia\u00e9reos que poderia transportar. Podemos agora confirmar que as FREMM EVO da Marinha Portuguesa ir\u00e3o ter 32 vertical launch systems (VLS) do tipo Sylver A50. Falamos dos silos instalados debaixo do conv\u00e9s de onde s\u00e3o disparadas essas armas. As FREMM originais apenas disp\u00f5em de 16 VLS.<\/p>\n<p>Neste caso, a cada VLS corresponde um m\u00edssil. No futuro, poder\u00e1 haver a op\u00e7\u00e3o de instalar tr\u00eas ou quatro m\u00edsseis (por exemplo, do tipo CAMM) numa s\u00f3 c\u00e9lula, mas, para j\u00e1, as fragatas ter\u00e3o \u201capenas\u201d m\u00edsseis Aster 15, Aster 30 e Aster 30 B1NT. Estas armas t\u00eam alcances de 30, 110 e 150 quil\u00f3metros, respetivamente, e tanto podem ser usadas contra aeronaves ou m\u00edsseis.<\/p>\n<p>O Aster 30 B1NT \u00e9 particularmente importante porque dar\u00e1 a Portugal uma capacidade que nunca teve: defender-se de ataques com m\u00edsseis bal\u00edsticos t\u00e1ticos (com alcance de cerca de 1500 quil\u00f3metros). Isto significa que, se os tr\u00eas navios forem colocados em pontos diferentes das nossas costas, poder\u00e3o defender deste tipo de amea\u00e7a grande parte do territ\u00f3rio nacional, incluindo as principais cidades e outros pontos estrat\u00e9gicos, como o porto de Sines e a zona industrial envolvente, sem esquecer as ilhas dos A\u00e7ores e da Madeira.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de tr\u00eas navios de guerra com capacidade de disparar 96 m\u00edsseis antia\u00e9reos de m\u00e9dio e longo alcance em r\u00e1pida sucess\u00e3o \u00e9 um salto qu\u00e2ntico para a defesa do pa\u00eds. Como as guerras na Ucr\u00e2nia e no M\u00e9dio Oriente demonstram amplamente, nunca h\u00e1 excesso de muni\u00e7\u00f5es deste tipo. Contudo, c\u00e1, como l\u00e1, tamb\u00e9m se p\u00f5e o problema do custo. Este nunca \u00e9 verdadeiramente transparente, porque os segredos comercial e militar assim o ditam, mas estima-se que os m\u00edsseis Aster custar\u00e3o entre um e tr\u00eas milh\u00f5es de euros por unidade, consoante as variantes. Ou seja, cada navio ter\u00e1 nos seus pai\u00f3is muitas dezenas de milh\u00f5es de euros em m\u00edsseis antia\u00e9reos. Isto sem contar com as reservas de guerra, que conv\u00e9m manter.<\/p>\n<p>Da\u00ed que se aposte cada vez mais noutro tipo de armas, bem mais econ\u00f3mico. \u00c9 o caso das pe\u00e7as de artilharia, que agora voltam a ganhar import\u00e2ncia, depois de d\u00e9cadas em que foram desvalorizadas.<\/p>\n<p>O regresso da artilharia <\/p>\n<p>As guerras da Ucr\u00e2nia e do M\u00e9dio Oriente mostraram que os m\u00edsseis antia\u00e9reos s\u00e3o vitais, mas tamb\u00e9m mostraram que eles se esgotam muito depressa. Basta um \u00fanico ataque de satura\u00e7\u00e3o, com dezenas ou centenas de \u201cdrones\u201d, e l\u00e1 se vai o \u201cstock\u201d que devia durar dias, semanas ou meses.<\/p>\n<p>J\u00e1 a artilharia, mesmo a mais obsoleta (os ucranianos usam com proveito armas da 2\u00aa Guerra Mundial), d\u00e1 volume de fogo a baix\u00edssimo custo, mesmo que o alcance e a precis\u00e3o sejam muito menores. Isso \u00e9 especialmente v\u00e1lido em rela\u00e7\u00e3o a alvos de baixa velocidade e baixa altitude, como os \u201cdrones\u201d.<\/p>\n<p>Da\u00ed que a fragatas FREMM EVO da Marinha Portuguesa contem com tr\u00eas pe\u00e7as de artilharia: duas OTO Melara de 76 mil\u00edmetros, que s\u00e3o o padr\u00e3o das marinhas da NATO, e uma LionFish de 30 mil\u00edmetros. As OTO podem disparar proj\u00e9teis guiados DART (antidrone) e VULCANO, com alcances que podem ir at\u00e9 aos 40 quil\u00f3metros. J\u00e1 a LionFish, que \u00e9 a \u00faltima barreira de defesa do navio, pode atingir m\u00edsseis e \u201cdrones\u201d at\u00e9 seis quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia. Qualquer uma destas armas tem grandes cad\u00eancias de fogo: 120 muni\u00e7\u00f5es por minuto no caso das OTO Melara; mais de 200 no caso do LionFish. Quando disparadas, estas armas criam assim aut\u00eanticas barreiras de fogo. Sem exagero.<\/p>\n<p>Sobre o mar e sobre a terra <\/p>\n<p>As pe\u00e7as de artilharia OTO Melara podem ser usadas para atacar alvos em terra, se for necess\u00e1rio. Conv\u00e9m que n\u00e3o seja, porque um navio de guerra que esteja a poucas dezenas de quil\u00f3metros da costa \u00e9 sempre um alvo tentador e \u00f3bvio para o inimigo. Por isso, quase todas as fragatas modernas t\u00eam m\u00edsseis de m\u00e9dio ou longo alcance que tanto podem ser lan\u00e7ados contra outros navios, como contra alvos terrestres.<\/p>\n<p>As FREMM EVO portuguesas v\u00e3o tamb\u00e9m contar com este tipo de armas. S\u00f3 n\u00e3o est\u00e1 garantido qual ser\u00e1 o modelo. A CNN Portugal sabe que a prefer\u00eancia da Marinha vai para o Naval Strike Missile (NSM), que \u00e9 fabricado pela empresa norueguesa Kongsberg. Trata-se de uma arma com um alcance superior a 300 quil\u00f3metros que foi adotada pela Marinha dos EUA e est\u00e1 a tornar-se padr\u00e3o da NATO. Da\u00ed a prefer\u00eancia da Armada, que prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de oito m\u00edsseis em cada fragata.<\/p>\n<p>E sob o mar? <\/p>\n<p style=\"text-align:justify; margin-bottom:11px\">Outra das miss\u00f5es-chave da FREMM EVO, a mais importante no caso portugu\u00eas, \u00e9 a luta antissubmarina. O regresso dos submarinos nucleares russos ao Atl\u00e2ntico levanta preocupa\u00e7\u00f5es especiais, at\u00e9 porque est\u00e1 a ser acompanhado pela presen\u00e7a crescente de navios militares ou da chamada \u201cFrota Fantasma\u201d que transportam \u201cdrones\u201d submers\u00edveis. Nos \u00faltimos anos t\u00eam sido cada vez mais not\u00f3rias movimenta\u00e7\u00f5es estranhas que, muito provavelmente, t\u00eam a ver com os muitos cabos submarinos que passam ao largo da costa portuguesa.<\/p>\n<p>A vigil\u00e2ncia e defesa do espa\u00e7o entre o Continente e os A\u00e7ores, j\u00e1 para n\u00e3o falar das \u00e1guas territoriais e da nossa Zona Econ\u00f3mica Exclusiva (ZEE), que pretendemos alargar, s\u00e3o responsabilidades que a NATO nos atribui e das quais n\u00e3o podemos escapar. \u00c9 por causa disso que o pa\u00eds vai gastar 3900 milh\u00f5es de euros em tr\u00eas navios de guerra, j\u00e1 para n\u00e3o falar das outras nove embarca\u00e7\u00f5es que est\u00e3o a ser constru\u00eddas ou a caminho disso.<\/p>\n<p>As novas fragatas v\u00e3o dispor de vinte torpedos ligeiros, que tanto poder\u00e3o ser o modelo americano Mk 46, com um alcance de 11 quil\u00f3metros, como o MU90, de fabrico franco-italiano, que pode ir at\u00e9 aos 22 quil\u00f3metros. Essas armas antissubmarinas poder\u00e3o ser usadas diretamente pelos navios, e tamb\u00e9m pelos helic\u00f3pteros embarcados (dois por navio).<\/p>\n<p>Neste momento, Portugal disp\u00f5e de quatro aparelhos do tipo Lynx Mk95 (um quinto est\u00e1 h\u00e1 anos em moderniza\u00e7\u00e3o e \u00e9 duvidoso que volte ao servi\u00e7o). A Marinha assume que \u201ctem previsto, no \u00e2mbito da Lei de Programa\u00e7\u00e3o Militar, um programa de substitui\u00e7\u00e3o dos atuais helic\u00f3pteros (\u2026) no final da sua vida \u00fatil (\u2026), mas que este se encontra ainda \u201cnuma fase inicial, n\u00e3o existindo, por agora, qualquer decis\u00e3o quanto ao modelo ou ao n\u00famero de aeronaves a adquirir\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, a CNN Portugal pode avan\u00e7ar que os dois modelos que est\u00e3o a ser considerados s\u00e3o o SH-60 norte-americano, a vers\u00e3o naval do famoso Blackhawk, e o NH90, de fabrico europeu, tamb\u00e9m na sua vers\u00e3o naval. A vontade da Marinha, a avaliar por uma apresenta\u00e7\u00e3o feita em maio deste ano pelo chefe do Estado-Maior, o almirante Nobre de Sousa, \u00e9 ter oito novos helic\u00f3pteros a partir de 2030.<\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"562\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/6a8a2127d34ed0733ba812d7.webp\" width=\"1000\"\/><br \/>\n   Slide da apresenta\u00e7\u00e3o exibida pelo Alm. Nobre de Sousa na Academia de Marinha, detalhando os prazos para a renova\u00e7\u00e3o da esquadra (26 de maio de 2026) <\/p>\n<p>Ver melhor, mais longe e mais depressa <\/p>\n<p style=\"text-align:justify; margin-bottom:11px\">\u00c9 claro que todas estas armas s\u00f3 poder\u00e3o ser eficazes se houver sensores adequados para detetar as amea\u00e7as com a precis\u00e3o e anteced\u00eancia necess\u00e1rias. \u00c9 nisso e nas capacidades de guerra eletr\u00f3nica que tamb\u00e9m se gasta boa parte dos tais 3900 milh\u00f5es de euros. \u00c9 tamb\u00e9m nisso que as FREMM EVO oferecem uma enorme melhoria em rela\u00e7\u00e3o ao que h\u00e1 agora \u2013 que \u00e9 muito pouco.<\/p>\n<p>O radar principal \u00e9 o Kronos Dual Band, fabricado pela empresa italiana Leonardo. Tem um alcance superior a 250 quil\u00f3metros e \u00e9 capaz de detetar e rastrear centenas de alvos simultaneamente, desde m\u00edsseis bal\u00edsticos a \u201cdrones\u201d, e em todas as dire\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo \u2013 exceto uma, claro.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 dete\u00e7\u00e3o de submarinos, a FREMM EVO conta com o sonar de profundidade vari\u00e1vel CAPTAS-4, da empresa francesa Thales, que tem um alcance m\u00e1ximo de 160 quil\u00f3metros. Como o barulho dos motores de uma fragata antissubmarina \u00e9 um dos principais obst\u00e1culos ao seu sucesso, este navio conta com outro trunfo importante \u2013 a propuls\u00e3o el\u00e9trica, que torna a FREMM quase inaud\u00edvel para os submarinos.<\/p>\n<p>A execu\u00e7\u00e3o desta miss\u00e3o contar\u00e1, muito provavelmente, com outros meios. Segundo a Armada, \u201cperspetiva-se o envolvimento de empresas portuguesas (\u2026) nas \u00e1reas das comunica\u00e7\u00f5es, sistemas de combate, simula\u00e7\u00e3o [e] ve\u00edculos n\u00e3o tripulados\u201d. Assim, embora se admita que os tipos e modelos de \u201cdrone\u201d n\u00e3o estejam ainda selecionados, \u00e9 certo que os navios ter\u00e3o aparelhos deste tipo de fabrico nacional. Tanto podem ser aeronaves, como embarca\u00e7\u00f5es de superf\u00edcie e de subsuperf\u00edcie. Tanto podem servir para detetar, identificar, rastrear ou atacar. No ar, na superf\u00edcie ou abaixo dela.<\/p>\n<p>Estas fragatas, com capacidades refor\u00e7adas no comando e controlo de \u201cdrones\u201d, juntando-se ao <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/videos\/este-navio-e-o-cumulo-de-um-ecossistema-que-pode-criar-em-portugal-uma-industria-completamente-nova-e-revolucionaria\/6a29dd380cf21fcd83775ca6\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">NRP D. Jo\u00e3o II<\/a>, um navio inovador a n\u00edvel mundial, podem permitir a Portugal desenvolver uma nova forma de vigiar e controlar as suas \u00e1guas, ou at\u00e9 uma nova estrat\u00e9gia mar\u00edtima.<\/p>\n<p>Seja como for, nos pr\u00f3ximos dez anos, a Marinha de Guerra Portuguesa dar\u00e1 o maior salto dos \u00faltimos duzentos. Pelo menos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Tr\u00eas mil e novecentos milh\u00f5es de euros. Assim, por extenso, ainda parece mais. Quando se fala de navios&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":497256,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[8],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,36491,34950,36490,36461,79621,35100,301,830,14,233,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":["post-497255","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-principais-noticias","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-fincantieri","tag-fragatas","tag-fragatas-fremm-evo","tag-fragatas-italianas","tag-fragatas-portuguesas","tag-fremm-evo","tag-governo","tag-guerra","tag-headlines","tag-italia","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/497255","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=497255"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/497255\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/497256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=497255"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=497255"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=497255"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}