{"id":497365,"date":"2026-08-23T11:01:19","date_gmt":"2026-08-23T11:01:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/497365\/"},"modified":"2026-08-23T11:01:19","modified_gmt":"2026-08-23T11:01:19","slug":"marrocos-so-aceita-cadaveres-dos-seus-cidadaos-mortos-em-ceuta-se-espanha-tambem-devolver-menores-marroquinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/497365\/","title":{"rendered":"Marrocos s\u00f3 aceita cad\u00e1veres dos seus cidad\u00e3os mortos em Ceuta se Espanha tamb\u00e9m devolver menores marroquinos"},"content":{"rendered":"<p>                &#8220;N\u00e3o podemos receber os corpos sem saber quem s\u00e3o estas pessoas, isso, em primeiro lugar. Em segundo lugar, pedimos que nos devolvessem os vivos e agora falam dos mortos. N\u00f3s n\u00e3o fazemos distin\u00e7\u00e3o entre vivos e mortos&#8221;, declarou o ministro da Justi\u00e7a do pa\u00eds africano<\/p>\n<p>O ministro da Justi\u00e7a marroquino, Abdellatif Ouahbi, condicionou a aceita\u00e7\u00e3o, por parte de Marrocos, dos corpos dos seus nacionais falecidos durante a \u00faltima crise migrat\u00f3ria em Ceuta a dois requisitos: a entrega a Rabat dos relat\u00f3rios forenses e a repatria\u00e7\u00e3o dos menores marroquinos que se encontram na cidade espanhola.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos receber os corpos sem saber quem s\u00e3o estas pessoas, isso, em primeiro lugar. Em segundo lugar, pedimos que nos devolvessem os vivos e agora falam dos mortos. N\u00f3s n\u00e3o fazemos distin\u00e7\u00e3o entre vivos e mortos&#8221;, declarou Ouahbi numa entrevista ao canal saudita Al Arabiya.<\/p>\n<p>O ministro da Justi\u00e7a sublinhou que Marrocos desconhece quantos corpos de marroquinos existem em Ceuta, uma vez que as autoridades espanholas n\u00e3o lhe forneceram os seus relat\u00f3rios forenses. &#8220;Queremos os seus processos para determinar se s\u00e3o marroquinos, da \u00c1frica Subsariana ou de outros pa\u00edses \u00e1rabes&#8221;, precisou.<\/p>\n<p>Quando questionado sobre o motivo pelo qual o seu pa\u00eds n\u00e3o criou um mecanismo para recolher amostras de ADN das fam\u00edlias dos desaparecidos durante a \u00faltima onda migrat\u00f3ria, Ouahbi rejeitou a proposta e reiterou que cabe \u00e0 Espanha entregar os registos m\u00e9dicos e as fotografias dos falecidos. &#8220;Eles (a Espanha) t\u00eam de provar que s\u00e3o marroquinos&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Ouahbi insistiu que Marrocos &#8220;n\u00e3o permitir\u00e1 a entrada de nenhum cad\u00e1ver sem que se encontre uma solu\u00e7\u00e3o global atrav\u00e9s de um procedimento e de um quadro acordados. Tudo deve ser feito no contexto de um acordo entre n\u00f3s e os espanh\u00f3is&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O ministro reconheceu que os governos de ambos os pa\u00edses ainda n\u00e3o chegaram a um acordo sobre estas quest\u00f5es pendentes, embora tenha manifestado a sua confian\u00e7a de que se chegue a um entendimento &#8220;em breve&#8221;.<\/p>\n<p>As autoridades de Ceuta come\u00e7aram esta sexta-feira a enterrar os mais de 80 corpos de migrantes que faleceram durante a onda migrat\u00f3ria do final de julho e que permanecem na morgue provis\u00f3ria da cidade aut\u00f3noma. No \u00e2mbito do dispositivo extraordin\u00e1rio posto em pr\u00e1tica para fazer face \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de corpos, j\u00e1 foram enterrados 18.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 facilidade com que dezenas de milhares de migrantes conseguiram entrar em Ceuta nos dias 30 e 31 de julho, Ouahbi explicou que a decis\u00e3o das for\u00e7as de seguran\u00e7a marroquinas de n\u00e3o confrontar os migrantes visava evitar v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Descreveu a gest\u00e3o da crise por parte de Marrocos como &#8220;inteligente&#8221; e recordou que a constitui\u00e7\u00e3o marroquina garante a liberdade de circula\u00e7\u00e3o. &#8220;H\u00e1 migrantes que se perguntam: &#8216;Por que raz\u00e3o Marrocos nos impede de passar se Ceuta \u00e9 uma cidade marroquina?'&#8221;, citou.<\/p>\n<p>Durante a atual crise migrat\u00f3ria, Ouahbi tornou-se o rosto vis\u00edvel do Governo marroquino. Em v\u00e1rios encontros com a imprensa, explicou a posi\u00e7\u00e3o do seu executivo e, em algumas ocasi\u00f5es, reiterou a tese de Marrocos de que Ceuta e Melilha s\u00e3o &#8220;cidades marroquinas ocupadas&#8221;. A \u00faltima vez que o fez foi esta sexta-feira.<\/p>\n<p>Nesse mesmo dia, o governo espanhol transmitiu a Marrocos a sua &#8220;rejei\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica&#8221; \u00e0s pretens\u00f5es de Rabat sobre as cidades aut\u00f3nomas de Ceuta e Melilha que, recorde-se, fazem parte da &#8220;integridade territorial&#8221; e da &#8220;soberania&#8221; de Espanha e s\u00e3o parte integrante do territ\u00f3rio da UE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o podemos receber os corpos sem saber quem s\u00e3o estas pessoas, isso, em primeiro lugar. 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