{"id":498686,"date":"2026-08-24T13:36:35","date_gmt":"2026-08-24T13:36:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/498686\/"},"modified":"2026-08-24T13:36:35","modified_gmt":"2026-08-24T13:36:35","slug":"familia-recorda-momentos-de-terror-durante-derrocada-no-seixal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/498686\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia recorda momentos de terror durante derrocada no Seixal"},"content":{"rendered":"<p>Uma fam\u00edlia que seguia para o Porto Moniz ficou no meio da derrocada que, na passada quinta-feira, atingiu a Via Expresso, na zona do Seixal, tendo vivido momentos de extrema afli\u00e7\u00e3o. O carro onde seguiam Laura, o companheiro e os dois filhos estava parado no tr\u00e2nsito quando come\u00e7aram a ouvir as pedras e os troncos a cair pela encosta.<br \/>A derrocada ocorreu na tarde de 20 de agosto, junto ao t\u00fanel da Ladeira da Vinha, e atingiu pelo menos tr\u00eas viaturas. A via esteve encerrada durante v\u00e1rias horas, tendo a circula\u00e7\u00e3o sido retomada no in\u00edcio da noite, depois de uma vistoria realizada por uma equipa de rocheiros da Dire\u00e7\u00e3o Regional de Estradas.<br \/>Inicialmente, houve indica\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios feridos, mas, segundo informa\u00e7\u00e3o posteriormente transmitida ao JM pelo presidente da C\u00e2mara Municipal do Porto Moniz, apenas um homem ficou ferido, tendo sido assistido no Centro de Sa\u00fade do Porto Moniz e posteriormente encaminhado para o hospital.<br \/>No meio da ocorr\u00eancia estava tamb\u00e9m a fam\u00edlia de Laura e M\u00e1rcio, que, atrav\u00e9s das redes sociais, divulgam o trabalho desenvolvido na \u00e1rea das limpezas de alojamento local, atrav\u00e9s do projeto Helplimpeza Madeira. Naquele dia, os quatro seguiam para o Porto Moniz para realizar um servi\u00e7o.<br \/>A madeirense contou, num v\u00eddeo publicado nas redes sociais, os momentos vividos durante a fuga \u00e0 derrocada. \u201cRealmente pens\u00e1mos que \u00edamos morrer\u201d, come\u00e7a por dizer.<br \/>Segundo o relato, a fam\u00edlia esteve cerca de cinco minutos parada no interior de um t\u00fanel, devido ao tr\u00e2nsito. Quando sa\u00edram, Laura come\u00e7ou a ouvir um ru\u00eddo que inicialmente associou ao mar. \u201cEu comecei a ouvir um som muito estranho\u201d, recorda. A janela estava aberta e a m\u00fasica tocava em volume baixo. Por isso, pensou que o barulho pudesse ser provocado pelo embate do mar nas rochas. At\u00e9 que voltou a olhar para o exterior e reparou na rea\u00e7\u00e3o do companheiro.<br \/>\u201cVejo-o meter primeira no carro e puxar o carro para a frente. E ele disse: \u2018Temos que fugir porque vem a\u00ed uma derrocada\u2019.\u201d<br \/>Com o tr\u00e2nsito parado, prossegue, M\u00e1rcio tentou fazer uma invers\u00e3o de marcha para retirar a fam\u00edlia da zona. Foi ent\u00e3o que Laura percebeu que as pedras e os troncos estavam a cair cada vez mais perto. \u201cAs rochas estavam a rolar. Quando olho e vejo as rochas e troncos a cair l\u00e1 em baixo, o som aproximava-se cada vez mais da gente. E a derrocada vinha ao nosso encontro.\u201d<br \/>A manobra revelou-se dif\u00edcil e o carro chegou a ficar preso. Enquanto M\u00e1rcio tentava avan\u00e7ar e recuar para conseguir sair do local, come\u00e7aram a ouvir-se pedras a bater no ve\u00edculo. \u201cCome\u00e7\u00e1mos a sentir as pedras a cair no telhado do nosso carro\u201d, relata Laura, que n\u00e3o chegou sequer a pensar em fechar as janelas que estavam abertas.<br \/>Dentro do carro, os filhos gritavam e Laura pedia ao companheiro para fugir. \u201cS\u00f3 gritavam \u2018o pai que fuja, o pai que fuja, salve a gente\u2019.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>O medo estampado no olhar do companheiro fez aumentar o nervosismo, mas o condutor acabou por conseguir sair do local e a fam\u00edlia passou entre dois ve\u00edculos que estavam parados. Laura conta que, depois desse momento, perdeu a mem\u00f3ria de parte do sucedido. \u201cN\u00e3o me lembro de mais nada, porque eu desmaiei.\u201d<br \/>De acordo com M\u00e1rcio e os filhos, Laura ter\u00e1 desmaiado cerca de cinco vezes. \u201cEu lembro-me que acordava, gritava e apagava novamente. N\u00e3o tinha for\u00e7a no corpo, nada.\u201d<br \/>J\u00e1 depois de se afastarem da zona da derrocada, algumas das pessoas que tamb\u00e9m tinham conseguido fugir pararam para ajudar. Entre elas estava, segundo Laura, uma enfermeira, que a ajudou a controlar a respira\u00e7\u00e3o e recomendou que fosse levada ao Centro de Sa\u00fade de S\u00e3o Vicente.<br \/>Recebeu assist\u00eancia nas urg\u00eancias, onde, segundo o seu relato, foi medicada para as enxaquecas e para a ansiedade. A tens\u00e3o arterial tamb\u00e9m estava elevada. O epis\u00f3dio motivou ainda um agradecimento \u00e0 equipa que a recebeu. \u201cA equipa das urg\u00eancias de S\u00e3o Vicente foi fant\u00e1stica, tiveram imensa calma comigo.\u201d<br \/>Apesar de garantir que a fam\u00edlia est\u00e1 bem, Laura admite que o epis\u00f3dio deixou marcas. \u201cEu pude viver o desespero de uma m\u00e3e e de um pai. Ouvir dois filhos, homens, chorando e gritando em desespero. E praticamente a gente n\u00e3o podia fazer muito.\u201d<br \/>A pr\u00f3pria diz continuar a sentir ansiedade quando atravessa zonas onde existem pedras junto \u00e0 estrada. \u201cEu pe\u00e7o ao M\u00e1rcio sempre para acelerar o carro nessas partes. Porque ainda me traz aquela ansiedade, aquele medo.\u201d<br \/>No relato, Laura revela ainda que, nesse dia, mais duas familiares tinham ponderado acompanh\u00e1-los, mas acabaram por ficar em casa. \u201cPor algum motivo eu disse-lhes que era melhor n\u00e3o virem\u201d, conta.<br \/>Apesar do impacto da experi\u00eancia, a fam\u00edlia est\u00e1 bem e Laura diz querer continuar a vida normalmente. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma fam\u00edlia que seguia para o Porto Moniz ficou no meio da derrocada que, na passada quinta-feira, atingiu&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":498687,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[27,28,33408,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,20028,17,18,29,30,31],"class_list":["post-498686","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-derrocada","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-seixal","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117150756696909020","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/498686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=498686"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/498686\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/498687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=498686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=498686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=498686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}