{"id":499135,"date":"2026-08-24T20:18:18","date_gmt":"2026-08-24T20:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/499135\/"},"modified":"2026-08-24T20:18:18","modified_gmt":"2026-08-24T20:18:18","slug":"endocrinologista-explica-emagrecimento-apos-os-40-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/499135\/","title":{"rendered":"Endocrinologista explica emagrecimento ap\u00f3s os 40 anos"},"content":{"rendered":"<p>Dra. Aline Pinho, m\u00e9dica especialista em endocrinologia e metabologia, avalia por que horm\u00f4nios, sono e composi\u00e7\u00e3o corporal precisam ser analisados em conjunto no emagrecimento ap\u00f3s os 40 anos, com destaque para a medicina de precis\u00e3o e o cuidado com mulheres na perimenopausa e na menopausa.<\/p>\n<p>A partir dos 40 anos, as mulheres come\u00e7am a vivenciar um envelhecimento mais intenso, que acompanha as altera\u00e7\u00f5es hormonais t\u00edpicas da menopausa e frequentemente vem junto a um aumento nas responsabilidades e mudan\u00e7as na vida tanto pessoal quanto profissional. Ademais, depois desta idade, o processo de emagrecimento deixa de depender apenas de dieta e exerc\u00edcio e passa a exigir uma leitura mais ampla do organismo. Isso \u00e9 o que apontam os materiais do <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.einstein.br\/n\/vida-saudavel\/mulheres-40-quais-sao-os-cuidados-para-um-envelhecimento-saudavel\" target=\"_blank\">Hospital Israelita Albert Einstein<\/a> e da <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.hospitaloswaldocruz.org.br\/levecomvoce\/saude-mulheres-40-saude-inclusiva\/\" target=\"_blank\">Rede Oswaldo Cruz<\/a>.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica endocrinologista Aline Pinho defende que o principal erro nessa fase \u00e9 repetir estrat\u00e9gias que funcionavam na juventude sem considerar mudan\u00e7as metab\u00f3licas e hormonais que ocorrem de forma silenciosa. &#8220;Depois dos 40, o problema raramente \u00e9 apenas o peso. O organismo come\u00e7a a mudar silenciosamente antes mesmo que a balan\u00e7a mostre isso&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, altera\u00e7\u00f5es na massa muscular, na distribui\u00e7\u00e3o de gordura e na sensibilidade \u00e0 insulina j\u00e1 est\u00e3o em curso antes mesmo de o peso corporal se alterar de forma percept\u00edvel. Nas mulheres, a perimenopausa e a menopausa acrescentam outra camada de complexidade, podendo modificar o sono, a disposi\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o de gordura.<\/p>\n<p>&#8220;Depois desta idade, por exemplo, n\u00e3o basta perguntar quanto a pessoa come ou quanto se exercita. \u00c9 preciso entender como ela dorme, como est\u00e1 sua sa\u00fade hormonal, quanto m\u00fasculo possui, como est\u00e1 distribu\u00edda a gordura corporal, qual \u00e9 seu risco metab\u00f3lico e como aquele organismo responde ao estresse e \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, explica a m\u00e9dica.<\/p>\n<p><strong>Particularidades devem ser levadas em considera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a Dra. Aline Pinho, dois pacientes com o mesmo peso e o mesmo \u00cdndice de Massa Corporal (IMC) podem precisar de condutas diferentes. Algu\u00e9m com sono fragmentado ou perda relevante de massa muscular tende a responder de forma distinta a um plano terap\u00eautico em compara\u00e7\u00e3o a outra pessoa sem essas altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Depois desta fase, emagrecer bem n\u00e3o significa apenas perder quilos. Significa compreender o que mudou naquele organismo, corrigir o que interfere na resposta ao tratamento e proteger aquilo que n\u00e3o podemos nos dar ao luxo de perder: m\u00fasculo, for\u00e7a, energia e autonomia&#8221;, pontua. De acordo com a m\u00e9dica, uma pessoa pode manter o mesmo peso na balan\u00e7a e, ainda assim, apresentar menos m\u00fasculo e mais gordura visceral, cen\u00e1rio comum na transi\u00e7\u00e3o menopausal.<\/p>\n<p>&#8220;M\u00fasculo n\u00e3o \u00e9 apenas est\u00e9tica. \u00c9 um tecido metabolicamente ativo, relacionado \u00e0 for\u00e7a, funcionalidade, sa\u00fade metab\u00f3lica e independ\u00eancia ao longo do envelhecimento&#8221;, completa.<\/p>\n<p><strong>Medicina de precis\u00e3o une dados cl\u00ednicos e gen\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da Dra. Aline Pinho, a vis\u00e3o da medicina de precis\u00e3o parte de uma premissa simples: pacientes diferentes n\u00e3o deveriam receber automaticamente o mesmo tratamento apenas por apresentarem o mesmo IMC. A integra\u00e7\u00e3o de dados gen\u00e9ticos a essa an\u00e1lise tem ganhado espa\u00e7o na literatura cient\u00edfica, como discutido em <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/revistas.unifoa.edu.br\/cadernos\/article\/view\/5211\" target=\"_blank\">artigo sobre medicina de precis\u00e3o<\/a> aplicada \u00e0 obesidade e ao diabetes.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica ressalta, por\u00e9m, que a gen\u00e9tica deve ser interpretada com cautela. &#8220;Gen\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 senten\u00e7a e n\u00e3o deve ser interpretada isoladamente. Os escores gen\u00e9ticos atuais t\u00eam potencial para estratifica\u00e7\u00e3o de risco, mas ainda apresentam limita\u00e7\u00f5es&#8221;, assinala.<\/p>\n<p>Um exemplo identificado pela endocrinologista envolve variantes relacionadas ao receptor de GLP-1, horm\u00f4nio ligado \u00e0 saciedade, estudadas por sua rela\u00e7\u00e3o com a resposta a medicamentos dessa classe, tema tamb\u00e9m abordado pela <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c5yvj7lkm6yo\" target=\"_blank\">BBC News Brasil<\/a>. De acordo com ela, esses marcadores ainda n\u00e3o t\u00eam precis\u00e3o suficiente para, isoladamente, indicar ou descartar um tratamento.<\/p>\n<p>&#8220;A indica\u00e7\u00e3o continua sendo predominantemente cl\u00ednica, mas hoje a gen\u00e9tica pode acrescentar uma camada de informa\u00e7\u00e3o que torna essa decis\u00e3o muito mais individualizada&#8221;, pondera. O tempo de uso desses medicamentos acompanha o debate sobre uso cont\u00ednuo ou provis\u00f3rio, tema explorado em reportagem da <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/medicamentos-de-emagrecimento-uso-continuo-ou-provisorio\/\" target=\"_blank\">R\u00e1dio USP<\/a>. Segundo a Dra. Aline Pinho, ainda n\u00e3o existe teste gen\u00e9tico validado para prever riscos espec\u00edficos dessa classe, e essa avalia\u00e7\u00e3o depende da hist\u00f3ria cl\u00ednica e do acompanhamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Perimenopausa e menopausa pedem acompanhamento integrado<\/strong><\/p>\n<p>Para a especialista, a transi\u00e7\u00e3o menopausal n\u00e3o se resume ao fim da menstrua\u00e7\u00e3o, mas envolve um per\u00edodo que pode se estender por anos e se manifestar de formas diferentes entre as mulheres, quest\u00e3o discutida em material da <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.agenciabrasilia.df.gov.br\/w\/mudancas-apos-os-40-anos-podem-afetar-a-qualidade-de-vida-da-mulher\" target=\"_blank\">Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/a>. &#8220;Sono ruim, ondas de calor, altera\u00e7\u00e3o de humor, mudan\u00e7a de composi\u00e7\u00e3o corporal, queda da libido, redu\u00e7\u00e3o de energia e dificuldade maior para manter m\u00fasculo podem aparecer em combina\u00e7\u00f5es distintas&#8221;, descreve.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica tamb\u00e9m cita a terapia hormonal como recurso validado para sintomas vasomotores da menopausa, cuja indica\u00e7\u00e3o deve ser avaliada conforme sintomas, idade, tempo desde a menopausa e perfil de risco de cada paciente. Segundo ela, o acompanhamento nessa fase deve envolver tamb\u00e9m avalia\u00e7\u00e3o de risco cardiovascular, massa \u00f3ssea e metabolismo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 justamente nessa fase que eu quero olhar para risco cardiovascular, composi\u00e7\u00e3o corporal, m\u00fasculo, osso, metabolismo, sono, sexualidade e h\u00e1bitos que determinar\u00e3o como essa mulher chegar\u00e1 \u00e0s pr\u00f3ximas d\u00e9cadas&#8221;, frisa.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o da endocrinologista, o objetivo n\u00e3o \u00e9 apenas alcan\u00e7ar um peso menor, mas construir um organismo mais forte e equilibrado. Para ela, a boa medicina de preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveria esperar o organismo adoecer para agir. &#8220;Depois dos 40, acredito que o paciente n\u00e3o deveria perguntar apenas: \u2018meus exames est\u00e3o normais?\u2019 Uma pergunta mais sofisticada seria: \u2018esses resultados mostram que estou construindo o envelhecimento que desejo ter?\u2019&#8221;, resume Dra. Aline Pinho.<\/p>\n<p>Para saber mais, basta acessar: <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/draalinepinho.com.br\/\" target=\"_blank\">https:\/\/draalinepinho.com.br\/<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-lazyloaded=\"1\" width=\"1\" height=\"1\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/335588.gif\" alt=\"\" style=\"border:0px;width:1px;height:1px;\"\/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dra. Aline Pinho, m\u00e9dica especialista em endocrinologia e metabologia, avalia por que horm\u00f4nios, sono e composi\u00e7\u00e3o corporal precisam&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":499136,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[109,116,32,33,117,8472,58],"class_list":["post-499135","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-ciencia","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-saude-e-bem-estar","tag-sociedade"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117152338180376391","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=499135"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499135\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/499136"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=499135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=499135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=499135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}