{"id":499289,"date":"2026-08-24T22:59:20","date_gmt":"2026-08-24T22:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/499289\/"},"modified":"2026-08-24T22:59:20","modified_gmt":"2026-08-24T22:59:20","slug":"plutao-passou-de-planeta-a-planeta-anao-ha-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/499289\/","title":{"rendered":"Plut\u00e3o passou de planeta a planeta an\u00e3o h\u00e1 20 anos"},"content":{"rendered":"<p>\ud83d\udcf0Mundo<\/p>\n<p class=\"_stHVh\">Astro foi reclassificado em 24 de agosto de 2006, porque n\u00e3o \u00e9 &#8220;a for\u00e7a gravitacional dominante da sua regi\u00e3o&#8221;, um dos crit\u00e9rios para ser considerado planeta<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1787612359_533_1_aa68ebc5ee.jpeg\" alt=\"Avatar de SBT News\" class=\"_2JEcG\"\/><\/p>\n<p>SBT News<\/p>\n<p>24\/08\/2026, 22:47 \u2022 Atualizado h\u00e1 11 minutos<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Plutao_NASA_Johns_Hopkins_University_58342e1b82.jpg\" alt=\"Imagem de Plut\u00e3o capturada pela New Horizons, em 2015. | Foto: NASA\/Johns Hopkins University\/Divulga\u00e7\u00e3o\" class=\"_4TPvg\" loading=\"lazy\"\/><\/p>\n<p class=\"_MyF-P\">Imagem de Plut\u00e3o capturada pela New Horizons, em 2015. | Foto: NASA\/Johns Hopkins University\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Descoberto em 1930, Plut\u00e3o foi considerado como planeta at\u00e9 24 de agosto de 2006, quando a Uni\u00e3o Astron\u00f4mica Internacional fez uma reuni\u00e3o emergencial e estabeleceu, pela primeira vez na hist\u00f3ria, os tr\u00eas crit\u00e9rios oficiais para que um astro pudesse ser chamado dessa forma: estar em \u00f3rbita direta ao redor do Sol; ter massa suficiente para que sua pr\u00f3pria gravidade o deixe em formato esf\u00e9rico; e dominar a pr\u00f3pria \u00f3rbita. <\/p>\n<p><img alt=\"SBT News Logo\" loading=\"lazy\" width=\"88\" height=\"88\" decoding=\"async\" data-nimg=\"1\" style=\"color:transparent\" src=\"https:\/\/sbtnews.sbt.com.br\/images\/statics\/logo-blue.svg\"\/><\/p>\n<p class=\"google-discover-text\">Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura <b>Claro (586)<\/b>, <b>Vivo (576)<\/b>, <b>Sky (580)<\/b> e <b>Oi (175)<\/b>, via streaming pelo <b>+SBT<\/b>, <b>Site<\/b> e <b>YouTube<\/b>, al\u00e9m dos canais nas Smart TVs <b>Samsung<\/b> e <b>LG<\/b>.<\/p>\n<p><a class=\"google-discover-link\" title=\"SBT News no Google Discover\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/Cg0vZy8xMXNmN3Nwdnlq\">Siga no Google Discover<\/a><\/p>\n<p>\ud83d\udcf2 Receba as principais not\u00edcias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! 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Por estar imerso no Cintur\u00e3o de Kuiper, cruzando a \u00f3rbita de Netuno e cercado por milhares de outros corpos celestes, Plut\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a for\u00e7a gravitacional dominante da sua regi\u00e3o, diferentemente do que ocorre com Merc\u00fario, V\u00eanus, Terra, Marte, J\u00fapiter, Saturno, Urano e Netuno.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, com a cria\u00e7\u00e3o da nova categoria, outros astros entraram na lista de planetas an\u00f5es, como \u00c9ris, Haumea, Makemake e Ceres.<\/p>\n<p>As suspeitas sobre a exist\u00eancia de um nono planeta no Sistema Solar surgiram no final do s\u00e9culo XIX, quando astr\u00f4nomos notaram que havia um astro &#8216;perturbando&#8217; a \u00f3rbita de Urano. Em 1906, Percival Lowell, iniciou as buscas do que, na \u00e9poca, ele chamou de Planeta X, mas sua exist\u00eancia s\u00f3 foi confirmada em 1930, pelo estudioso estadunidense Clyde Tombaugh.<\/p>\n<p>Ele trabalhava no Observat\u00f3rio Lowell, que tinha o direito de nomear o novo planeta, e recebeu mais de mil sugest\u00f5es de nomes. Plut\u00e3o foi sugerido por uma menina inglesa de 11 anos, inspirada pelo deus do submundo, da mitologia romana. <\/p>\n<p>Com os avan\u00e7os da tecnologia dos telesc\u00f3pios, a partir de 1992, a descoberta de v\u00e1rios outros objetos similares a Plut\u00e3o no Sistema Solar externo come\u00e7ou a gerar d\u00favidas sobre sua classifica\u00e7\u00e3o como um planeta, principalmente ap\u00f3s a descoberta de \u00c9ris, em 2005, que tem massa 27% superior.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, o tamanho de Plut\u00e3o corresponde a cerca de um quinto do di\u00e2metro da Terra, a um sexto da massa da Lua. Al\u00e9m disso, ele \u00e9 30 vezes menor que Merc\u00fario, que \u00e9, oficialmente, o menor planeta que gira ao redor do Sol. <\/p>\n<p>Mesmo sendo bem pequeno, esse planeta an\u00e3o tem cinco sat\u00e9lites conhecidos: Nix, Hidra, C\u00e9rbero, Estige e Caronte, e sua temperatura varia entre -226 \u00baC e -240 \u00baC.<\/p>\n<p>Mas, a maior surpresa sobre ele veio em 2015, quando a sonda espacial New Horizons, da NASA, realizou um rasante hist\u00f3rico. Em vez de uma bola de gelo morta, as fotos revelaram um mundo din\u00e2mico, com montanhas de gelo de \u00e1gua de 3 km de altura, vales profundos, plan\u00edcies de nitrog\u00eanio sem crateras e uma forma\u00e7\u00e3o brilhante em formato de cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2006, a decis\u00e3o de classificar Plut\u00e3o como planeta an\u00e3o gerou como\u00e7\u00e3o mundial e forte resist\u00eancia nos EUA, j\u00e1 que tinha sido o \u00fanico planeta descoberto por um norte-americano. Duas d\u00e9cadas depois, ainda h\u00e1 diverg\u00eancias na comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Cientistas como Alan Stern, l\u00edder da miss\u00e3o New Horizons, defendem que apenas caracter\u00edsticas f\u00edsicas intr\u00ednsecas (geologia, formato, atmosfera) deveriam definir um planeta, ignorando a din\u00e2mica da sua \u00f3rbita. Para esse grupo, Plut\u00e3o nunca deveria ter sido reclassificado.<\/p>\n<p>J\u00e1 o astr\u00f4nomo Mike Brown argumenta que devolver o t\u00edtulo de planeta \u00e9 mero &#8216;apelo emocional&#8217;, uma vez que, se for desconsiderado o crit\u00e9rio de domin\u00e2ncia orbital, at\u00e9 a Lua da Terra deve que ser classificada como planeta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da pol\u00eamica, uma outra curiosidade envolvendo Plut\u00e3o \u00e9 o tempo que ele leva para dar uma \u00fanica volta ao redor do Sol: 248 anos terrestres. Isso significa que, desde que foi descoberto em 1930, catalogado como planeta, explorado pela NASA e rebaixado h\u00e1 20 anos, ainda n\u00e3o completou nem metade de um &#8216;ano plutoniano&#8217;.<\/p>\n<p>Plut\u00e3o passou de planeta a planeta an\u00e3o h\u00e1 20 anosAstro foi reclassificado em 24 de agosto de 2006, porque n\u00e3o \u00e9 &#8220;a for\u00e7a gravitacional dominante da sua regi\u00e3o&#8221;, um dos crit\u00e9rios para ser considerado planetaMundo2026-08-24T22:47:55.748ZDescoberto em 1930, Plut\u00e3o foi considerado como planeta at\u00e9 24 de agosto de 2006, quando a Uni\u00e3o Astron\u00f4mica Internacional fez uma reuni\u00e3o emergencial e estabeleceu, pela primeira vez na hist\u00f3ria, os tr\u00eas crit\u00e9rios oficiais para que um astro pudesse ser chamado dessa forma: estar em \u00f3rbita direta ao redor do Sol; ter massa suficiente para que sua pr\u00f3pria gravidade o deixe em formato esf\u00e9rico; e dominar a pr\u00f3pria \u00f3rbita.  \ud83d\udcf2 Receba as principais not\u00edcias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique  e siga o canal do SBT News. Como n\u00e3o se enquadrava nesse \u00faltimo quesito, a partir daquele dia, plut\u00e3o foi &#8216;rebaixado&#8217;, passando a ser classificado como &#8216;planeta an\u00e3o&#8217;. Por estar imerso no Cintur\u00e3o de Kuiper, cruzando a \u00f3rbita de Netuno e cercado por milhares de outros corpos celestes, Plut\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a for\u00e7a gravitacional dominante da sua regi\u00e3o, diferentemente do que ocorre com Merc\u00fario, V\u00eanus, Terra, Marte, J\u00fapiter, Saturno, Urano e Netuno. Desde ent\u00e3o, com a cria\u00e7\u00e3o da nova categoria, outros astros entraram na lista de planetas an\u00f5es, como \u00c9ris, Haumea, Makemake e Ceres. A saga de Plut\u00e3o As suspeitas sobre a exist\u00eancia de um nono planeta no Sistema Solar surgiram no final do s\u00e9culo XIX, quando astr\u00f4nomos notaram que havia um astro &#8216;perturbando&#8217; a \u00f3rbita de Urano. Em 1906, Percival Lowell, iniciou as buscas do que, na \u00e9poca, ele chamou de Planeta X, mas sua exist\u00eancia s\u00f3 foi confirmada em 1930, pelo estudioso estadunidense Clyde Tombaugh. Ele trabalhava no Observat\u00f3rio Lowell, que tinha o direito de nomear o novo planeta, e recebeu mais de mil sugest\u00f5es de nomes. Plut\u00e3o foi sugerido por uma menina inglesa de 11 anos, inspirada pelo deus do submundo, da mitologia romana.  Com os avan\u00e7os da tecnologia dos telesc\u00f3pios, a partir de 1992, a descoberta de v\u00e1rios outros objetos similares a Plut\u00e3o no Sistema Solar externo come\u00e7ou a gerar d\u00favidas sobre sua classifica\u00e7\u00e3o como um planeta, principalmente ap\u00f3s a descoberta de \u00c9ris, em 2005, que tem massa 27% superior. Para se ter uma ideia, o tamanho de Plut\u00e3o corresponde a cerca de um quinto do di\u00e2metro da Terra, a um sexto da massa da Lua. Al\u00e9m disso, ele \u00e9 30 vezes menor que Merc\u00fario, que \u00e9, oficialmente, o menor planeta que gira ao redor do Sol.  Mesmo sendo bem pequeno, esse planeta an\u00e3o tem cinco sat\u00e9lites conhecidos: Nix, Hidra, C\u00e9rbero, Estige e Caronte, e sua temperatura varia entre -226 \u00baC e -240 \u00baC. Mas, a maior surpresa sobre ele veio em 2015, quando a sonda espacial New Horizons, da NASA, realizou um rasante hist\u00f3rico. Em vez de uma bola de gelo morta, as fotos revelaram um mundo din\u00e2mico, com montanhas de gelo de \u00e1gua de 3 km de altura, vales profundos, plan\u00edcies de nitrog\u00eanio sem crateras e uma forma\u00e7\u00e3o brilhante em formato de cora\u00e7\u00e3o. O &#8216;rebaixamento&#8217; Em 2006, a decis\u00e3o de classificar Plut\u00e3o como planeta an\u00e3o gerou como\u00e7\u00e3o mundial e forte resist\u00eancia nos EUA, j\u00e1 que tinha sido o \u00fanico planeta descoberto por um norte-americano. Duas d\u00e9cadas depois, ainda h\u00e1 diverg\u00eancias na comunidade cient\u00edfica. Cientistas como Alan Stern, l\u00edder da miss\u00e3o New Horizons, defendem que apenas caracter\u00edsticas f\u00edsicas intr\u00ednsecas (geologia, formato, atmosfera) deveriam definir um planeta, ignorando a din\u00e2mica da sua \u00f3rbita. Para esse grupo, Plut\u00e3o nunca deveria ter sido reclassificado. J\u00e1 o astr\u00f4nomo Mike Brown argumenta que devolver o t\u00edtulo de planeta \u00e9 mero &#8216;apelo emocional&#8217;, uma vez que, se for desconsiderado o crit\u00e9rio de domin\u00e2ncia orbital, at\u00e9 a Lua da Terra deve que ser classificada como planeta. Al\u00e9m da pol\u00eamica, uma outra curiosidade envolvendo Plut\u00e3o \u00e9 o tempo que ele leva para dar uma \u00fanica volta ao redor do Sol: 248 anos terrestres. Isso significa que, desde que foi descoberto em 1930, catalogado como planeta, explorado pela NASA e rebaixado h\u00e1 20 anos, ainda n\u00e3o completou nem metade de um &#8216;ano plutoniano&#8217;.S\u00e3o PauloSPSudestehttps:\/\/sbtnews.sbt.com.br\/noticia\/mundo\/plutao-passou-de-planeta-a-planeta-anao-ha-20-anos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\ud83d\udcf0Mundo Astro foi reclassificado em 24 de agosto de 2006, porque n\u00e3o \u00e9 &#8220;a for\u00e7a gravitacional dominante da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":499290,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,2000,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-499289","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-planeta","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117152971061753958","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=499289"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499289\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/499290"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=499289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=499289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=499289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}