{"id":499291,"date":"2026-08-24T23:02:32","date_gmt":"2026-08-24T23:02:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/499291\/"},"modified":"2026-08-24T23:02:32","modified_gmt":"2026-08-24T23:02:32","slug":"as-avarias-nas-escadas-e-elevadores-do-metro-de-lisboa-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/499291\/","title":{"rendered":"As avarias nas escadas e elevadores do Metro de Lisboa \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Esta transcri\u00e7\u00e3o foi gerada automaticamente por Intelig\u00eancia Artificial e pode conter erros ou imprecis\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a hist\u00f3ria do dia da R\u00e1dio Observador. Como se explicam as in\u00fameras avarias nas escadas rolantes e nos elevadores do metro de Lisboa? Chegar e sair da teia subterr\u00e2nea de Lisboa tornou-se num exerc\u00edcio desgastante para v\u00e1rios passageiros. No Metropolitano da capital portuguesa, encontra-se por v\u00e1rias vezes a frase &#8220;fora de servi\u00e7o&#8221;. E se procurar uma alternativa no elevador, a\u00ed as avarias ainda s\u00e3o mais recorrentes. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a velhinha escada, mas isto pode ser um problema para idosos e para pessoas com mobilidade reduzida. O Observador foi recolher dados e encontr\u00e1mos escadas rolantes avariadas h\u00e1 mais de tr\u00eas anos e meio e, nos elevadores, chegaram a estar parados 30% dos equipamentos. Em fevereiro deste ano, contabilizavam-se 40 escadas rolantes avariadas e 38 elevadores parados nas esta\u00e7\u00f5es do metro de Lisboa. A situa\u00e7\u00e3o tem vindo a melhorar, mas ainda h\u00e1 problemas por resolver e alguns est\u00e3o a tornar-se cr\u00f3nicos. Nesta altura, a gest\u00e3o do metro procura diferentes solu\u00e7\u00f5es para resolver os problemas e est\u00e1 a estudar formas de prevenir as avarias no futuro. Recebemos a Ana Suspiro, jornalista do Observador, que fez uma vasta investiga\u00e7\u00e3o sobre as acessibilidades no Metropolitano da capital portuguesa. Eu sou o Miguel Cordeiro e esta \u00e9 a hist\u00f3ria do dia, de segunda-feira, 24 de agosto. Ol\u00e1, Ana.<\/p>\n<p>Ol\u00e1, Miguel.<\/p>\n<p>Subiste muitas escadas a p\u00e9 nestas \u00faltimas semanas, nessa investiga\u00e7\u00e3o \u00e0s acessibilidades do metro de Lisboa.<\/p>\n<p>Subi algumas, mas eu, fora da minha vida profissional, sou uma utilizadora regular do metro, portanto, \u00e9 uma experi\u00eancia que eu j\u00e1 tinha vivido.<\/p>\n<p>Pois, e que \u00e9 quase necess\u00e1ria para andar de metro em Lisboa, at\u00e9 porque o que vamos falar aqui mostra que, de facto, h\u00e1 grandes problemas nas acessibilidades ao Metropolitano. Vamos falar aqui do que o Observador encontrou. H\u00e1 dados desde o in\u00edcio do ano, e os dados do in\u00edcio do ano mostram esse cen\u00e1rio mais preocupante. Desde ent\u00e3o, tem existido uma melhoria. N\u00f3s j\u00e1 vamos falar dessa melhoria, mas h\u00e1 de facto muitos problemas. Para come\u00e7ar, vamos a n\u00fameros. Estamos a falar de uma vasta rede de escadas rolantes, tapetes e tamb\u00e9m elevadores.<\/p>\n<p>Sim, estamos a falar daquela que provavelmente ser\u00e1, n\u00e3o temos a certeza, mas uma das maiores redes portuguesas em Portugal deste tipo de equipamentos. S\u00e3o 234 escadas, 10 tapetes e 133 elevadores. Est\u00e3o distribu\u00eddos por 46 esta\u00e7\u00f5es, portanto, h\u00e1 esta\u00e7\u00f5es do metro que n\u00e3o t\u00eam nenhum equipamento. S\u00e3o poucas, algumas na linha azul, mas existem. E depois estamos a falar de equipamentos que atravessam v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de modelos, t\u00eam v\u00e1rias idades, t\u00eam v\u00e1rios fabricantes. Portanto, \u00e9 dif\u00edcil tu fazeres a gest\u00e3o de um equipamento t\u00e3o diverso.<\/p>\n<p>Sim.<\/p>\n<p>E eu gostava tamb\u00e9m de dizer aqui uma coisa, isto que acontece no metro, tamb\u00e9m acontece nos comboios suburbanos. Talvez at\u00e9 seja pior, mas \u00e9 mais dif\u00edcil n\u00f3s conseguirmos os dados. E no metro foi poss\u00edvel, e eles colaboraram conosco e deram-nos a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sim, portanto, temos idades diferentes, modelos diferentes, fabricantes diferentes, tudo isto acaba por complicar ainda mais as solu\u00e7\u00f5es, mas de facto tornou-se comum encontrar equipamentos avariados. Quando \u00e9 que o problema come\u00e7ou a tornar-se gritante?<\/p>\n<p>Olha, eu acho que todos nos apercebemos disso no dia a dia, mas eu s\u00f3 fiquei com essa no\u00e7\u00e3o quando a atual presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do Metro, a Cristina Vaz Tom\u00e9, foi ao Parlamento e foi questionada sobre este tema no in\u00edcio do ano, e ela deu n\u00fameros que me surpreenderam. Portanto, ela disse que havia, at\u00e9 mais ou menos 2020, 2019, percentagens de avarias na casa dos 5%.<\/p>\n<p>Sim.<\/p>\n<p>E depois, a partir dessa altura, coincide um pouco tamb\u00e9m com a pandemia, mas a seguir, a partir de 2021, 2022, as taxas come\u00e7am a crescer, duplicam e chegam quase praticamente a triplicar e atingem valores 20%. Portanto, h\u00e1, de facto, um agravamento consistente ao longo dos anos at\u00e9 chegarmos a 2026.<\/p>\n<p>E foi a\u00ed que chegou esta pior fase, podemos dizer assim. Quantos equipamentos \u00e9 que estavam avariados? Quantos \u00e9 que foram identificados neste primeiro trimestre de 2026?<\/p>\n<p>O pico foi fevereiro. Dos dados que o Metropolitano nos forneceu, foi o pior m\u00eas. Havia 30% dos elevadores avariados e 17% das escadas rolantes paradas. N\u00f3s estamos a falar em toda a rede do metro, de 40 escadas e 38 elevadores. E muitos destes equipamentos estavam parados h\u00e1 mais de um ano.<\/p>\n<p>Pois. Portanto, estamos a falar de praticamente um em cada quatro, no caso dos elevadores, e um em cada cinco, no caso das escadas, parados nesse per\u00edodo, fevereiro, mar\u00e7o.<\/p>\n<p>\u00c9, porque tu tinhas dois sinais de agravamento do problema.<\/p>\n<p>Sim.<\/p>\n<p>Tinhas o n\u00famero de equipamentos avariados e depois tinhas o longo per\u00edodo de tempo em que eles estavam avariados. Havia essa dupla situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00f3s j\u00e1 voltamos a esta conversa com a Ana Suspiro, fazemos apenas uma curta pausa. Estamos de regresso \u00e0 Hist\u00f3ria do Dia. Ana, n\u00f3s est\u00e1vamos aqui a fazer a contagem das avarias no in\u00edcio deste ano, que foi em parte o pior per\u00edodo O que explica este volume de avarias todas ao mesmo tempo, desta dimens\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00f3s n\u00e3o conseguimos encontrar uma explica\u00e7\u00e3o, mas temos aqui algumas situa\u00e7\u00f5es que nos ajudam a perceber o que pode ter acontecido. Obviamente que existe a decad\u00eancia normal destes equipamentos, que s\u00e3o extremamente utilizados, s\u00e3o usados 18 horas por dia de forma intensiva, mas o que n\u00f3s verificamos coincidiu com o per\u00edodo em que o Metropolitano de Lisboa fez um contrato \u00fanico de manuten\u00e7\u00e3o com uma empresa, que era um contrato anual, que foi prolongado durante mais ou menos cinco anos. Aquilo entrou em vigor salvo erro em 2021 e terminou precisamente no final de 2025. Era uma esp\u00e9cie de contrato chave na m\u00e3o. E durante esse per\u00edodo, de facto, n\u00f3s assistimos a um agravamento do problema de avarias.<\/p>\n<p>Portanto, era s\u00f3 uma empresa a tratar das avarias todas.<\/p>\n<p>Exatamente. H\u00e1 tamb\u00e9m outros sinais que n\u00f3s podemos aqui apontar. Sobretudo na fase final de vig\u00eancia deste contrato, n\u00f3s tivemos uma administra\u00e7\u00e3o do Metropolitano reduzida, primeiro a tr\u00eas pessoas, portanto, de cinco para tr\u00eas, e depois a duas pessoas durante v\u00e1rios meses, o que significa que o acompanhamento desta situa\u00e7\u00e3o, se calhar, tamb\u00e9m n\u00e3o foi aquele que teria sido em circunst\u00e2ncias normais.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o tem vindo a melhorar, principalmente desde esse per\u00edodo mais gritante, fevereiro, in\u00edcio de mar\u00e7o. Por qu\u00ea? O que mudou? Foi a quest\u00e3o dos contratos? Foi tamb\u00e9m a dire\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Foi tudo. Portanto, h\u00e1 aqui uma coincid\u00eancia. O tal contrato com o fornecedor termina. Tamb\u00e9m h\u00e1 uma nova administra\u00e7\u00e3o do Metro, que est\u00e1 consciente do problema, obviamente que fez este levantamento. Mudou muitas coisas. Come\u00e7ou logo por escolher v\u00e1rios fornecedores, em vez de um s\u00f3.<\/p>\n<p>Abrir um contrato para cada uma das avarias?<\/p>\n<p>Exato. Ou seja, fizeram v\u00e1rios contratos para v\u00e1rios equipamentos.<\/p>\n<p>Certo.<\/p>\n<p>De curta dura\u00e7\u00e3o, um ano, enquanto est\u00e3o a tentar perceber qual \u00e9 a melhor solu\u00e7\u00e3o para resolver os problemas de manuten\u00e7\u00e3o. E por qu\u00ea? Porque j\u00e1 em 2024, a anterior administra\u00e7\u00e3o do Metro tinha reconhecido que havia um problema. E fez um comunicado a explicar algumas das coisas que eu acabei aqui de dizer, sobretudo a dificuldade de encontrar fornecedores, pe\u00e7as, e estavam a trabalhar num projeto-piloto. S\u00f3 que os projetos-piloto demoram o seu tempo a produzir resultados. Portanto, o que esta administra\u00e7\u00e3o do Metro fez: vamos aqui ganhar algum tempo para decidir o que \u00e9 que vamos fazer, vamos ter v\u00e1rios fornecedores com contratos de um ano e vamos fiscalizar de forma muito pr\u00f3xima o que est\u00e1 a acontecer em termos de avarias e o que est\u00e1 a ser feito para reparar essas avarias. Passaram a estar em cima do acontecimento e a ter, inclusive, um membro da administra\u00e7\u00e3o regularmente a olhar para os mapas para ver quantos elevadores, onde \u00e9 que os elevadores e as escadas est\u00e3o avariadas, h\u00e1 quanto tempo, o que \u00e9 que est\u00e1 a ser feito para ser reparado. H\u00e1 um acompanhamento muito maior.<\/p>\n<p>Eu ia, de facto, a esse ponto, que era o que est\u00e1 o Metro a fazer para continuar a corrigir esta situa\u00e7\u00e3o, para prevenir avarias no futuro. At\u00e9 j\u00e1 estavas a falar a\u00ed de alguns projetos-piloto que possam mudar a forma como tudo isto \u00e9 feito.<\/p>\n<p>Exatamente. H\u00e1 um projeto-piloto para duas esta\u00e7\u00f5es, que entrou em vigor este ano, que est\u00e1 a funcionar. Tu vais perceber por que s\u00e3o estas duas esta\u00e7\u00f5es, acho eu, \u00e9 a Baixa-Chiado e o Aeroporto. A Baixa-Chiado \u00e9 aquele lance intermin\u00e1vel de escadas. Quer o Aeroporto, quer a Baixa-Chiado t\u00eam o qu\u00ea? Muitas pessoas, muitos passageiros e, do ponto de vista reputacional, s\u00e3o sens\u00edveis para a rede do metro, porque t\u00eam muitos turistas.<\/p>\n<p>Claro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o escolheram essas duas, que est\u00e3o introduzidas neste projeto-piloto, que foi contratado com uma empresa, que tem uma monitoriza\u00e7\u00e3o muito mais atenta do que se est\u00e1 a passar. Inclusive, t\u00eam piquetes de vigil\u00e2ncia dispon\u00edveis durante 24 horas. N\u00e3o estou a dizer que eles est\u00e3o l\u00e1 24 horas, mas se houver um problema, eles est\u00e3o dispon\u00edveis para atuar e resolver as avarias.<\/p>\n<p>Ainda antes de terminar, h\u00e1 aqui um caso que \u00e9 do Cais do Sodr\u00e9, onde h\u00e1 uma escada rolante avariada desde 2019, e aqui nem \u00e9 propriamente uma quest\u00e3o de contratos, \u00e9 mais um impasse que temos entre as entidades.<\/p>\n<p>\u00c9, de facto, um bom exemplo, que se calhar ajuda a explicar outros casos que n\u00f3s nos deparamos com outros equipamentos de outros operadores. H\u00e1 umas escadas rolantes no Cais do Sodr\u00e9 que est\u00e3o paradas desde 2019, porque aparentemente h\u00e1 uma diverg\u00eancia entre a IP, Infraestruturas Portugal, que gere a esta\u00e7\u00e3o de comboios, e o metro, de quem \u00e9 a responsabilidade pelas escadas. E como te disse, se este trabalho tivesse sido feito nas esta\u00e7\u00f5es suburbanas de comboios, acho que os resultados ainda seriam mais complicados, pelo menos em termos de tempo, de equipamentos parados.<\/p>\n<p>Certo, mas aqui temos um caso j\u00e1 com muitos meses de paragem. Para terminar, Ana, para resolver esta situa\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m de encontrar estas solu\u00e7\u00f5es alternativas e criar aqui diferentes contratos para diferentes empresas, procurar projetos-piloto, solu\u00e7\u00f5es diferentes, no final do dia, vai ser sempre preciso gastar mais dinheiro, certo?<\/p>\n<p>\u00c9 esse o resultado do que temos visto at\u00e9 agora. Portanto, este projeto-piloto que te falei para duas esta\u00e7\u00f5es, est\u00e1 previsto custar este ano 1,2 milh\u00f5es de euros. Este valor \u00e9 superior \u00e0quilo que o Metro pagou, por exemplo, no ano passado, \u00e0quele fornecedor \u00fanico de manuten\u00e7\u00e3o, que fazia a manuten\u00e7\u00e3o da rede toda. Portanto, para duas esta\u00e7\u00f5es. E corresponde mais ou menos a todos os custos que o metro teve que suportar no ano passado com a manuten\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o destes equipamentos em toda a rede. E s\u00e3o duas esta\u00e7\u00f5es. Obviamente que a empresa vai ter que olhar para os dois lados da equa\u00e7\u00e3o e ver custo, benef\u00edcio e at\u00e9 onde \u00e9 que pode, e se faz sentido implementar uma coisa t\u00e3o completa em todas as esta\u00e7\u00f5es da rede. Se calhar n\u00e3o faz sentido, mas o metro quer, de facto, introduzir um novo modelo de manuten\u00e7\u00e3o j\u00e1 mais definitivo a partir do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Obrigado, Ana.<\/p>\n<p>Obrigada eu, Miguel.<\/p>\n<p>Ana Suspiro \u00e9 jornalista do Observador. Assina um especial interativo em observador.pt sobre este tema, juntamente com o Miguel Farias Cabral e a Beatriz Martins. Esta foi a hist\u00f3ria do dia. A sonoplastia \u00e9 do Tom\u00e1s Ferreira, a m\u00fasica do gen\u00e9rico \u00e9 do Jo\u00e3o Ribeiro. Eu sou o Miguel Cordeiro. At\u00e9 amanh\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Esta transcri\u00e7\u00e3o foi gerada automaticamente por Intelig\u00eancia Artificial e pode conter erros ou imprecis\u00f5es. 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