{"id":499747,"date":"2026-08-25T10:03:39","date_gmt":"2026-08-25T10:03:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/499747\/"},"modified":"2026-08-25T10:03:39","modified_gmt":"2026-08-25T10:03:39","slug":"cancer-de-pulmao-gera-r-885-milhoes-em-custos-hospitalares-em-cinco-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/499747\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de pulm\u00e3o gera R$ 885 milh\u00f5es em custos hospitalares em cinco anos"},"content":{"rendered":"<p>Levantamento da Plataforma <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/drg-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">DRG Brasil<\/a><\/strong>, do <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/iag-saude\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Grupo IAG Sa\u00fade<\/a><\/strong>, mostra que o impacto do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o sobre a assist\u00eancia hospitalar vai al\u00e9m das interna\u00e7\u00f5es diretamente provocadas pela neoplasia.\u00a0Entre 2021 e 2025, o levantamento identificou 26.309 interna\u00e7\u00f5es em que o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o foi registrado como motivo da interna\u00e7\u00e3o e outras 24.028 hospitaliza\u00e7\u00f5es de pacientes com a doen\u00e7a internados por outros motivos.<\/p>\n<p>Considerados os dois recortes, foram analisadas mais de 50 mil interna\u00e7\u00f5es, que representaram aproximadamente R$ 885 milh\u00f5es em custos assistenciais no per\u00edodo. Nas interna\u00e7\u00f5es diretamente atribu\u00eddas ao c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, o custo m\u00e9dio foi de cerca de R$ 16 mil, totalizando R$ 417,3 milh\u00f5es. Entre os pacientes hospitalizados por outros motivos, o custo m\u00e9dio chegou a R$ 19,8 mil, com um total de R$ 467,9 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m utilizou informa\u00e7\u00f5es do <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/datasus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">DataSUS<\/a> <\/strong>para ampliar a an\u00e1lise das hospitaliza\u00e7\u00f5es por c\u00e2ncer de pulm\u00e3o no SUS.<\/p>\n<p><strong>Met\u00e1stase: mortalidade hospitalar mais que dobra<\/strong><\/p>\n<p>Entre as 26.309 interna\u00e7\u00f5es diretamente atribu\u00eddas ao c\u00e2ncer de pulm\u00e3o na plataforma, a mortalidade hospitalar foi de 20,8%. Nos casos com registro de met\u00e1stase, por\u00e9m, esse percentual chegou a 37,9%, mais que o dobro dos 17,1% observados nas interna\u00e7\u00f5es sem esse registro. A presen\u00e7a de met\u00e1stase foi identificada em 17,7% das hospitaliza\u00e7\u00f5es analisadas.<\/p>\n<p><img data-lazyloaded=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-168707\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/cancer-pulmao-lung.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"566\"  data-\/><\/p>\n<p>A mortalidade tamb\u00e9m aumentou progressivamente com a idade: foi de 16,5% entre pacientes de 18 a 59 anos e alcan\u00e7ou 27,6% entre aqueles com 80 anos ou mais.\u00a0Entre os homens, a taxa foi de 22,9%, frente a 18,7% entre as mulheres.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 28,2% das interna\u00e7\u00f5es diretamente atribu\u00eddas ao c\u00e2ncer envolveram utiliza\u00e7\u00e3o de CTI (Centro de Terapia Intensiva), 12,8% tiveram uso de ventila\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica e a perman\u00eancia m\u00e9dia foi de 7,1 dias.<\/p>\n<p>\u201cA diferen\u00e7a de mortalidade entre as interna\u00e7\u00f5es com e sem registro de met\u00e1stase mostra como a presen\u00e7a de doen\u00e7a metast\u00e1tica identifica um grupo de maior gravidade no ambiente hospitalar. Esse achado refor\u00e7a a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico oportuno e de uma linha de cuidado capaz de acompanhar o paciente ao longo de toda a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Os dados, entretanto, n\u00e3o permitem afirmar em que momento a met\u00e1stase surgiu nem se houve atraso diagn\u00f3stico\u201d, explica Paula Daibert, diretora de Inova\u00e7\u00e3o do Grupo IAG Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Quando o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o principal motivo da interna\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Um dos diferenciais do levantamento foi analisar o que acontece quando o paciente com c\u00e2ncer de pulm\u00e3o chega ao hospital, mas a neoplasia n\u00e3o \u00e9 o principal motivo registrado da interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram identificadas 24.028 hospitaliza\u00e7\u00f5es nessa situa\u00e7\u00e3o, volume pr\u00f3ximo \u00e0s 26.309 interna\u00e7\u00f5es diretamente atribu\u00eddas ao c\u00e2ncer de pulm\u00e3o. Em 44,5% delas, o principal motivo da hospitaliza\u00e7\u00e3o foi classificado em grupos potencialmente relacionados ao c\u00e2ncer, \u00e0 doen\u00e7a metast\u00e1tica ou ao tratamento.<\/p>\n<p>As infec\u00e7\u00f5es representaram 22,5% das interna\u00e7\u00f5es, seguidas por condi\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias (8,4%), met\u00e1stase como principal motivo da hospitaliza\u00e7\u00e3o (7,1%), condi\u00e7\u00f5es relacionadas ao tratamento ou estado oncol\u00f3gico (3,9%) e eventos tromboemb\u00f3licos (2,7%). Os demais 55,5% foram classificados como outras condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas.<\/p>\n<p><strong>Dois recortes, diferentes demandas assistenciais<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Grafico-DRG-Levantamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" data-lazyloaded=\"1\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-168602 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Grafico-DRG-Levantamento.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"405\"  data-\/><\/a><\/p>\n<p>\u201cOlhar apenas para as interna\u00e7\u00f5es em que o c\u00e2ncer aparece como diagn\u00f3stico principal mostra somente parte da trajet\u00f3ria hospitalar desses pacientes. O volume quase equivalente de hospitaliza\u00e7\u00f5es por outros motivos, associado \u00e0 maior perman\u00eancia e ao maior custo m\u00e9dio, sugere uma carga assistencial que se estende para al\u00e9m do tratamento direto do tumor. Infec\u00e7\u00f5es, complica\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, met\u00e1stases e intercorr\u00eancias do tratamento fazem parte desse cen\u00e1rio e exigem acompanhamento integrado\u201d, pontua Paula.<\/p>\n<p><strong>DataSUS amplia a dimens\u00e3o nacional do problema<\/strong><\/p>\n<p>Como fonte complementar, o DataSUS\/SIH-SUS permitiu dimensionar as interna\u00e7\u00f5es diretamente atribu\u00eddas ao c\u00e2ncer de pulm\u00e3o no SUS. Entre 2016 e 2025, foram registradas 261.662 interna\u00e7\u00f5es pela doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise revelou diferen\u00e7as regionais importantes. A regi\u00e3o Sul apresentou a maior incid\u00eancia de interna\u00e7\u00f5es, com 23 casos por 100 mil habitantes. J\u00e1 a regi\u00e3o Norte registrou a maior mortalidade hospitalar, de 32,7%, e a maior perman\u00eancia m\u00e9dia, de 9,3 dias.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de 2021 a 2025, utilizado para garantir correspond\u00eancia temporal com a Plataforma DRG Brasil, o DataSUS registrou 140.616 interna\u00e7\u00f5es, com mortalidade hospitalar de 25,1% e perman\u00eancia m\u00e9dia de 6,8 dias. Tomando como refer\u00eancia o custo m\u00e9dio por interna\u00e7\u00e3o apurado na Plataforma DRG Brasil, estima-se uma carga assistencial de aproximadamente R$ 2,25 bilh\u00f5es. O valor \u00e9 uma proje\u00e7\u00e3o da magnitude econ\u00f4mica e n\u00e3o corresponde ao montante efetivamente desembolsado pelo SUS.<\/p>\n<p>\u201cOs dados nacionais mostram que o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o permanece associado a uma carga hospitalar expressiva e a diferen\u00e7as relevantes entre os territ\u00f3rios. Essas varia\u00e7\u00f5es refor\u00e7am a necessidade de compreender os contextos regionais de acesso, organiza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia e perfil dos pacientes, sem atribuir causalidade apenas a partir dos dados de interna\u00e7\u00e3o\u201d, diz a diretora.<\/p>\n<p><strong>Um desafio que ultrapassa o tratamento da neoplasia<\/strong><\/p>\n<p>Em conjunto, os resultados apontam para uma carga hospitalar expressiva associada ao c\u00e2ncer de pulm\u00e3o. Al\u00e9m da mortalidade e dos custos das interna\u00e7\u00f5es diretamente atribu\u00eddas \u00e0 doen\u00e7a, o levantamento evidencia uma dimens\u00e3o adicional: pacientes com c\u00e2ncer de pulm\u00e3o tamb\u00e9m demandam assist\u00eancia hospitalar por infec\u00e7\u00f5es, condi\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, met\u00e1stases, eventos tromboemb\u00f3licos, intercorr\u00eancias relacionadas ao tratamento e diversas outras condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas.<\/p>\n<p>\u201cO cuidado do paciente com c\u00e2ncer de pulm\u00e3o n\u00e3o termina no tratamento da neoplasia. A preven\u00e7\u00e3o, o diagn\u00f3stico oportuno e o acompanhamento cont\u00ednuo das complica\u00e7\u00f5es e demais condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas s\u00e3o fundamentais para reduzir a carga da doen\u00e7a sobre pacientes, fam\u00edlias e servi\u00e7os de sa\u00fade. As datas de conscientiza\u00e7\u00e3o de agosto s\u00e3o uma oportunidade para ampliar essa discuss\u00e3o e refor\u00e7ar a import\u00e2ncia do combate ao tabagismo e do cuidado ao longo de toda a trajet\u00f3ria do paciente\u201d, conclui Paula.<\/p>\n<p><strong>O levantamento<\/strong><\/p>\n<p>O estudo \u00e9 observacional, retrospectivo e descritivo. Foram consideradas interna\u00e7\u00f5es com registro de neoplasia maligna dos br\u00f4nquios e dos pulm\u00f5es (CID-10 C34). A Plataforma DRG Brasil foi analisada entre 2021 e 2025 e o DataSUS\/SIH-SUS, entre 2016 e 2025. As duas fontes possuem coberturas e caracter\u00edsticas distintas e foram utilizadas de forma complementar.<\/p>\n<p>O levantamento analisou separadamente as interna\u00e7\u00f5es em que o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o era o diagn\u00f3stico principal e aquelas em que aparecia como diagn\u00f3stico secund\u00e1rio. Essa segunda an\u00e1lise n\u00e3o foi reproduzida no DataSUS devido \u00e0s particularidades observadas na identifica\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o como diagn\u00f3stico secund\u00e1rio nessa fonte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Levantamento da Plataforma DRG Brasil, do Grupo IAG Sa\u00fade, mostra que o impacto do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o sobre&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":499748,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[57904,75147,80126,116,80127,7225,32,33,117,4483],"class_list":["post-499747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-custos","tag-datasus","tag-drg-brasil","tag-health","tag-iag-saude","tag-oncologia","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-sus"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117155582028715523","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=499747"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499747\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/499748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=499747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=499747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=499747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}