{"id":500161,"date":"2026-08-25T16:22:13","date_gmt":"2026-08-25T16:22:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/500161\/"},"modified":"2026-08-25T16:22:13","modified_gmt":"2026-08-25T16:22:13","slug":"halo-campaign-evolved-leva-simbolo-do-xbox-ao-playstation-25-08-2026-ilustrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/500161\/","title":{"rendered":"Halo: Campaign Evolved leva s\u00edmbolo do Xbox ao PlayStation &#8211; 25\/08\/2026 &#8211; Ilustrada"},"content":{"rendered":"<p>Uma nave espacial sob cerco cai em um planeta mec\u00e2nico em formato de anel, e um supersoldado precisa descobrir o que h\u00e1 por l\u00e1. Master Chief, o personagem-s\u00edmbolo dos tempos \u00e1ureos do Xbox, acorda, segue em frente e, milhares de alien\u00edgenas depois, s\u00f3 para nos cr\u00e9ditos.<\/p>\n<p>&#8220;Halo: Campaign Evolved&#8221;, lan\u00e7ado em julho deste ano, \u00e9 mais o segundo remake de &#8220;Halo: Combat Evolved&#8221;, que estreou em 2001 junto do primeiro Xbox e ainda hoje \u00e9 uma refer\u00eancia nos jogos de tiro em primeira pessoa.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m o in\u00edcio de uma franquia que, por quase 25 anos, foi associada aos consoles da marca e agora chega pela primeira vez ao PlayStation.<\/p>\n<p>Agora em gr\u00e1ficos 4K e com ray tracing, Master Chief repete sua exaustiva miss\u00e3o de combater alien\u00edgenas e desvendar os segredos por tr\u00e1s da estrutura. Al\u00e9m da atualiza\u00e7\u00e3o visual e das melhorias mec\u00e2nicas, o que mais impressiona aqui \u00e9 a capacidade que o jogo original j\u00e1 tinha de fazer muito com pouco.<\/p>\n<p>Agilidade sempre foi sin\u00f4nimo de &#8220;Halo&#8221;, mas aqui o ritmo de a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se beneficia do dinamismo trazido por &#8220;Doom&#8221; (2016) e suas sequ\u00eancias, hoje igualmente sob o guarda-chuva dos est\u00fadios Xbox. O combate vai al\u00e9m do teste de pontaria, exigindo tamb\u00e9m equilibrar posicionamento, precis\u00e3o e estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ar indiscriminadamente sobre as hordas alien\u00edgenas \u00e9 tentador, mas nem sempre a melhor op\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um pequeno medidor de vida e outro, maior, de escudo, ambos sujeitos a recarga. Por isso, h\u00e1 uma tens\u00e3o na necessidade de saber quando atacar e quando recuar.<\/p>\n<p>A mesma conten\u00e7\u00e3o aparece na estrutura. S\u00e3o poucas miss\u00f5es, curtas e lineares, sem \u00e1rvores de habilidades, sistemas de personaliza\u00e7\u00e3o nem dezenas de equipamentos. A campanha dura menos de dez horas e n\u00e3o precisa encher o mapa de tarefas para se justificar.<\/p>\n<p>    Combo<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">A newsletter da Folha com o que interessa sobre a ind\u00fastria de games e com as dicas do que voc\u00ea ainda vai jogar.<\/p>\n<p>A variedade est\u00e1 nos pr\u00f3prios espa\u00e7os. P\u00e2ntanos, montanhas congelantes, praias, naves e estruturas futuristas se sucedem, cada um com identidade pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O remake potencializa esses tons individuais com novos efeitos de ilumina\u00e7\u00e3o, texturas e anima\u00e7\u00f5es, favorecidos ap\u00f3s a mudan\u00e7a do motor de jogo para a Unreal Engine, da Epic <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/games\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Games<\/a>. Trata-se de um avan\u00e7o gr\u00e1fico significativo quando comparado aos visuais lavados e cartunescos da segunda vers\u00e3o do jogo, o &#8220;Halo: Combat Evolved Anniversary&#8221; (2011), de Xbox 360.<\/p>\n<p>H\u00e1 miss\u00f5es claustrof\u00f3bicas, outras marcadas pela vastid\u00e3o dos mapas e momentos de batalha aberta que remetem a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq05029803.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">&#8220;Tropas Estelares&#8221;<\/a> (1997), mas distantes da ironia do filme de Paul Verhoeven.<\/p>\n<p>Isso porque nem tudo envelheceu t\u00e3o bem. Os personagens ainda carregam a ingenuidade de um blockbuster de videogame que ajudava a estabelecer as conven\u00e7\u00f5es dos videogames. A narrativa \u00e9 simples e Master Chief ainda est\u00e1 longe de algum desenvolvimento que teria nas sequ\u00eancias \u2014e sua import\u00e2ncia para o imagin\u00e1rio do Xbox s\u00f3 se explica pelo que a franquia faria depois.<\/p>\n<p>Mas essa ingenuidade garante algum charme ao combinar fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica militar, uma certa grandiloqu\u00eancia americana e o entusiasmo de uma ind\u00fastria que ainda descobria as possibilidades das experi\u00eancias tridimensionais mais cinematogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>A chegada do Flood, enxame alien\u00edgena que transforma a campanha em uma esp\u00e9cie de horror espacial, \u00e9 um dos melhores momentos. Corredores infestados de parasitas e criaturas grotescas d\u00e3o uma chacoalhada no jogo, aproximando-o de &#8220;Aliens: O Resgate&#8221; (1986) sem perder o tom mais aventuresco da primeira metade.<\/p>\n<p>\u00c9 significativo que um jogo de 2001 pare\u00e7a renovador por dispensar boa parte das extravag\u00e2ncias que se tornaram padr\u00e3o nos grandes lan\u00e7amentos, mostrando que profundidade mec\u00e2nica n\u00e3o depende necessariamente de quantidade.<\/p>\n<p>A ironia \u00e9 que essa lembran\u00e7a do que o Xbox tinha de melhor chega quando a marca atravessa um de seus per\u00edodos mais conturbados, marcado por levas de demiss\u00f5es em massa. O pr\u00f3prio Halo Studios \u00e9 resultado de uma reorganiza\u00e7\u00e3o recente da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/microsoft\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Microsoft<\/a>, que tem optado no \u00faltimo ano por reduzir a exclusividade de suas principais franquias.<\/p>\n<p>Master Chief, que por anos foi s\u00edmbolo de uma \u00e9poca em que comprar um Xbox significava ter acesso a jogos espec\u00edficos, chega ao console da Sony em uma vers\u00e3o definitiva. Quer dizer, ao menos at\u00e9 decidirem refazer o jogo mais uma vez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma nave espacial sob cerco cai em um planeta mec\u00e2nico em formato de anel, e um supersoldado precisa&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":500162,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,236,905,906,32,33,105,103,104,106,110,600,2811,907],"class_list":["post-500161","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-folha","tag-games","tag-microsoft","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-veja-video","tag-videogame","tag-xbox"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117157071938383243","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/500161","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=500161"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/500161\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/500162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=500161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=500161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=500161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}