{"id":501198,"date":"2026-08-26T12:52:22","date_gmt":"2026-08-26T12:52:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/501198\/"},"modified":"2026-08-26T12:52:22","modified_gmt":"2026-08-26T12:52:22","slug":"adeus-canal-do-suez-seul-esta-a-testar-nova-rota-para-a-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/501198\/","title":{"rendered":"Adeus Canal do Suez? Seul est\u00e1 a testar nova rota para a Europa"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">YONHAP\/EPA<\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-761471 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/6c84dbfa956a1f4964e0eab15a07325a-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">O navio porta-contentores PanStar Acro, com capacidade para 2.800 TEU (unidades equivalentes a vinte p\u00e9s), est\u00e1 ancorado num porto da cidade de Busan, no sudeste da Coreia do Sul, a 22 de agosto de 2026, enquanto se prepara para uma viagem de teste at\u00e9 Roterd\u00e3o, na Holanda, atrav\u00e9s da rota do \u00c1rtico<\/p>\n<p><strong>Coreia do Sul estuda a viabilidade de rota mar\u00edtima pelo \u00c1rtico at\u00e9 \u00e0 Europa, mais curta do que a convencional, num contexto de derretimento do gelo marinho provocado pelo aquecimento global e de tens\u00f5es no M\u00e9dio Oriente.<\/strong><\/p>\n<p>A Coreia do Sul est\u00e1 a p\u00f4r em pr\u00e1tica, pela primeira vez, o plano de utilizar comercialmente a <strong>Rota Mar\u00edtima do Norte<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como <strong>Passagem do Nordeste<\/strong>, uma via que liga os oceanos Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico atrav\u00e9s do \u00c1rtico, ao longo da costa norte da Europa e da regi\u00e3o russa da Sib\u00e9ria.<\/p>\n<p>O navio porta-contentores <strong>PanStar Acro<\/strong> iniciou a viagem experimental no s\u00e1bado, partindo do porto sul-coreano de Busan com destino aos portos de Felixstowe, no Reino Unido, Roterd\u00e3o, nos Pa\u00edses Baixos, e Gdansk, na Pol\u00f3nia. A bordo seguem, entre outras cargas, produtos qu\u00edmicos e autom\u00f3veis usados. Segundo o Minist\u00e9rio dos Oceanos e das Pescas da Coreia do Sul, toda a viagem, incluindo o regresso a Busan, dever\u00e1 durar cerca de 45 dias.<\/p>\n<p>A procura de uma nova rota mar\u00edtima vi\u00e1vel atrav\u00e9s do gelo surge como resposta ao <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/thread\/guerra-em-israel\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">conflito em curso no M\u00e9dio Oriente<\/a>, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Ir\u00e3o em fevereiro, que abalaram o transporte mar\u00edtimo mundial. Com o aquecimento global e o derretimento do gelo marinho, a passagem tem sido considerada uma alternativa por governos e empresas.<\/p>\n<p>Na travessia sul-coreana, ser\u00e3o recolhidos dados sobre o tempo de navega\u00e7\u00e3o, o consumo de combust\u00edvel e os custos operacionais, para perceber se as \u00e1guas estreitas que separam o Alasca da R\u00fassia podem tornar-se uma passagem permanente para a navega\u00e7\u00e3o entre a \u00c1sia e a Europa durante os meses de ver\u00e3o. A longo prazo, Seul pretende estabelecer esta liga\u00e7\u00e3o como uma nova rota comercial e transformar Busan num centro log\u00edstico internacional.<\/p>\n<p>Muito mais curta do que a rota pelo Canal do Suez<\/p>\n<p>Atualmente, a rota mar\u00edtima convencional entre a Coreia do Sul e a Europa passa pelo oceano \u00cdndico, pelo <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/efeitos-ataques-mar-vermelho-europa-580748\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">mar Vermelho<\/a> e pelo <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/bloquear-o-estreito-de-hormuz-436080\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Canal do Suez<\/a>. Segundo o Instituto Coreano de Pol\u00edtica Econ\u00f3mica Internacional (Korea Institute for International Economic Policy), este percurso \u00e9 cerca de 7000 quil\u00f3metros mais longo e exige aproximadamente mais dez dias de viagem do que a rota pelo \u00c1rtico.<\/p>\n<p>No entanto, a rota ainda s\u00f3 pode ser utilizada de forma sazonal. Sem o aux\u00edlio de quebra-gelos, os navios porta-contentores s\u00f3 conseguem atravessar a passagem durante os meses de ver\u00e3o, quando o gelo marinho recua o suficiente. Com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, o per\u00edodo durante o qual a rota permanece naveg\u00e1vel est\u00e1 a tornar-se mais longo.<\/p>\n<p>China e R\u00fassia j\u00e1 experimentaram<\/p>\n<p>A Coreia do Sul n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds a apostar cada vez mais na rota do \u00c1rtico. A R\u00fassia e a China j\u00e1 t\u00eam vindo a expandir a sua utiliza\u00e7\u00e3o comercial.<\/p>\n<p>A 15 de agosto, o navio porta-contentores Dubai Tower, operado por uma empresa de navega\u00e7\u00e3o chinesa, partiu de Ningbo, no leste da China, rumo \u00e0 Europa atrav\u00e9s da rota do \u00c1rtico. A viagem faz parte de um novo servi\u00e7o sazonal regular que pretende reduzir para metade o tempo de transporte entre a China e a Europa.<\/p>\n<p>A R\u00fassia utiliza a Passagem do Nordeste, entre outros fins, para transportar g\u00e1s natural liquefeito do porto de Sabetta, na pen\u00ednsula de Yamal, na Sib\u00e9ria, para clientes na \u00c1sia. O primeiro navio porta-contentores do mundo a percorrer a rota do \u00c1rtico realizou a travessia em 2018.<\/p>\n<p>Os riscos ambientais<\/p>\n<p>\u00c0 medida que cresce o interesse por esta rota mar\u00edtima, aumentam tamb\u00e9m as preocupa\u00e7\u00f5es com o impacto no sens\u00edvel ambiente do \u00c1rtico. Ambientalistas alertam que o aumento do tr\u00e1fego mar\u00edtimo pode perturbar os ecossistemas e acelerar ainda mais o derretimento do gelo marinho.<\/p>\n<p>Por esse motivo, v\u00e1rias grandes companhias de navega\u00e7\u00e3o anunciaram que, por enquanto, evitar\u00e3o utilizar rotas pelo \u00c1rtico. Entre elas est\u00e3o a alem\u00e3 Hapag-Lloyd, a su\u00ed\u00e7a MSC e a francesa CMA CGM.<\/p>\n<p>\u201cA Rota Mar\u00edtima do Norte tornou-se progressivamente mais vi\u00e1vel porque o \u00c1rtico est\u00e1 a aquecer cerca de quatro vezes mais depressa do que a m\u00e9dia global, o que levou a uma forte redu\u00e7\u00e3o da cobertura de gelo marinho\u201d, afirmou o Centro Paran Ocean Citizen Science, grupo ambientalista sul-coreano, num comunicado divulgado no ano passado.<\/p>\n<p>\u201cMas tornar a rota comercialmente vi\u00e1vel exigiria um aquecimento ainda maior, o que coloca esta pol\u00edtica em conflito com os esfor\u00e7os para combater as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d, aponta ainda o grupo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"YONHAP\/EPA O navio porta-contentores PanStar Acro, com capacidade para 2.800 TEU (unidades equivalentes a vinte p\u00e9s), est\u00e1 ancorado&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":501199,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[5291,11579,27,28,269,2271,3398,3092,476,445,8376,15,16,4006,14,25,26,21,22,432,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-501198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-aquecimento-global","tag-artico","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-capa","tag-clima","tag-comercio","tag-coreia-do-sul","tag-economia","tag-europa","tag-exportacoes","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-geopolitica","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-medio-oriente","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=501198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/501198\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/501199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=501198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=501198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=501198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}