{"id":50136,"date":"2025-08-29T13:26:13","date_gmt":"2025-08-29T13:26:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/50136\/"},"modified":"2025-08-29T13:26:13","modified_gmt":"2025-08-29T13:26:13","slug":"big-techs-nao-sao-mais-sensiveis-a-opiniao-publica-como-ja-foram-diz-autor-de-a-maquina-do-caos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/50136\/","title":{"rendered":"&#8216;Big techs n\u00e3o s\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica como j\u00e1 foram&#8217;, diz autor de &#8216;A m\u00e1quina do caos&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> L\u00e1 pelas tantas no livro \u201cA m\u00e1quina do caos\u201d, o jornalista americano Max Fisher conta a hist\u00f3ria da carioca Christine, que, certa vez, notou algo estranho na conta de YouTube da filha. Um v\u00eddeo da crian\u00e7a, de 10 anos, brincando com uma amiguinha numa piscina estava recebendo milhares de visitas, algo in\u00e9dito e surpreendente para um perfil criado apenas para consumo pr\u00f3prio. A explica\u00e7\u00e3o, Fisher escreve, era ter ca\u00eddo no sistema de recomenda\u00e7\u00e3o de conte\u00fado com tem\u00e1tica sexual do YouTube, simplesmente pelo fato de as garotas estarem usando biqu\u00edni. <\/p>\n<ul class=\"content-unordered-list\">\n<li><strong>M\u00edriam Leit\u00e3o<\/strong>: <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/miriam-leitao\/coluna\/2025\/08\/o-que-exigir-das-plataformas.ghtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">O que exigir das plataformas<\/a><\/li>\n<li><strong>Al\u00e9m da &#8216;adultiza\u00e7\u00e3o&#8217;<\/strong>: <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/noticia\/2025\/08\/18\/alem-da-adultizacao-saiba-os-outros-cinco-videos-mais-vistos-de-felca.ghtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Cinco v\u00eddeos mais vistos de Felca t\u00eam base de Virginia, receitas de TikTok e Wandinha<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Neste cap\u00edtulo, Fisher mostra, a partir de robustas pesquisas, como a l\u00f3gica dos algoritmos e de monetiza\u00e7\u00e3o das grandes plataformas colocam as crian\u00e7as em risco. \u00c9 a mesma discuss\u00e3o que o influenciador <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/tudo-sobre\/personalidade\/felca\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Felca<\/a> impulsionou h\u00e1 duas semanas, acelerando a tramita\u00e7\u00e3o no Congresso de um Projeto de Lei com medidas de prote\u00e7\u00e3o para menores nas redes, <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/brasil\/noticia\/2025\/08\/27\/senado-aprova-projeto-que-cria-regras-nas-redes-contra-a-adultizacao-de-criancas-e-adolescentes.ghtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aprovado pelo Senado anteontem e na fila da san\u00e7\u00e3o presidencial<\/a>. O governo Lula tamb\u00e9m entrou na conversa e se prepara para enviar projeto de <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/noticia\/2025\/08\/21\/projeto-de-regulacao-economica-mira-big-techs-com-faturamento-superior-a-r-5-bilhoes-por-ano-no-brasil.ghtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">regula\u00e7\u00e3o das big techs<\/a>, empresas cujas entranhas o rep\u00f3rter disseca nas 512 p\u00e1ginas do livro. Elas foram escritas a partir de conversas com executivos, an\u00e1lises de documentos confidenciais e estudo de casos em pa\u00edses impactados pela dissemina\u00e7\u00e3o de fake news. Na \u00e9poca do lan\u00e7amento nos Estados Unidos, em 2022, o livro foi descrito pelo New York Times como um \u201crelato devastador\u201d. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Por chamada de v\u00eddeo de Nova York, Fisher \u2014 finalista do pr\u00eamio Pulitzer em 2019 por uma reportagem sobre redes sociais \u2014 falou sobre regula\u00e7\u00e3o, funcionamento do algoritmo e como a sociedade pode cobrar mudan\u00e7as. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Em 2022, voc\u00ea contou a hist\u00f3ria da Christine e, agora, o influenciador Felca dominou as conversas sobre sexualiza\u00e7\u00e3o infantil. De l\u00e1 para c\u00e1, o que o YouTube e outras plataformas t\u00eam feito para proteger crian\u00e7as?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u00c9 poss\u00edvel que o YouTube tenha feito alguma mudan\u00e7a concreta, mas, mesmo assim, claramente os fatores estruturais continuam l\u00e1. E tamb\u00e9m no Instagram, o que considero importante mencionar, pois mostra que n\u00e3o se trata apenas de uma pol\u00edtica espec\u00edfica de uma determinada plataforma. \u00c9 algo inerente \u00e0 forma como as redes sociais modernas s\u00e3o organizadas e como s\u00e3o regidas: algoritmos opacos, caixas-pretas, que escolhem o que vemos e determinam no que a maior parte da Humanidade gasta suas horas, baseando-se puramente na maximiza\u00e7\u00e3o do engajamento. <\/p>\n<p>      <img decoding=\"async\" class=\"content-media__image\"  src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/112131067-sc-a-maquina-do-caos-max-fisher.jpg\" alt=\"Max Fisher \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"855\" height=\"1118\" loading=\"lazy\"\/>  Max Fisher \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o        <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Como a ascens\u00e3o do modelo de v\u00eddeos curtos, como Reels do Instagram, TikTok, Kwai e YouTube Shorts, contribuiu para o aumento da explora\u00e7\u00e3o infantil nas redes sociais?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u00c9 a mesma f\u00f3rmula b\u00e1sica, s\u00f3 que agora acelerada. As grandes empresas querem nos manter nas plataformas o m\u00e1ximo de tempo poss\u00edvel para poderem mostrar mais an\u00fancios, afinal \u00e9 assim que ganham dinheiro. Elas querem garantir que o pr\u00f3ximo conte\u00fado seja justamente aquele com maior probabilidade de engajamento. Se \u00e9 uma plataforma de v\u00eddeos longos, a decis\u00e3o algor\u00edtmica se d\u00e1 a cada cinco, dez ou 15 minutos. J\u00e1 numa de v\u00eddeos curtos o algoritmo decide a cada dez ou 20 segundos. Existem, ent\u00e3o, muito mais chances de sermos conduzidos por uma corrente que come\u00e7a em um tipo de conte\u00fado que escolhemos e que pode terminar em qualquer outro que ela queira. Na maioria das vezes, apenas veremos muitos v\u00eddeos parecidos com o que j\u00e1 assistimos. N\u00e3o \u00e9 como se toda cadeia de recomenda\u00e7\u00f5es levasse necessariamente a algo sombrio ou perigoso. Mas a verdade \u00e9 que existe poder para isso. Em redes sociais de v\u00eddeos curtos, como o TikTok, as oportunidades s\u00e3o muito maiores. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>No livro, voc\u00ea e os pesquisadores citados afirmam que a solu\u00e7\u00e3o para acabar com a explora\u00e7\u00e3o infantil nas redes \u00e9 desligar o algoritmo quando se trata de conte\u00fado com crian\u00e7as, impedindo recomenda\u00e7\u00f5es.<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Esses algoritmos s\u00e3o sofisticados em identificar todo tipo de caracter\u00edstica de qualquer foto ou v\u00eddeo publicado na plataforma, ent\u00e3o \u00e9 trivialmente f\u00e1cil para eles reconhecerem crian\u00e7as. A \u201cdesvantagem\u201d de desligar recomenda\u00e7\u00e3o com esses conte\u00fados seria essas empresas ganharem um pouquinho menos dinheiro. Isso representaria uma parte muito, muito pequena do neg\u00f3cio e do lucro delas. Mesmo que estiv\u00e9ssemos falando de milh\u00f5es de pessoas direcionadas para v\u00eddeos de sexualiza\u00e7\u00e3o infantil, ainda seria uma gota no oceano diante do n\u00famero total de visualiza\u00e7\u00f5es que essas empresas t\u00eam e do dinheiro que fazem. N\u00e3o estou dizendo que resolveria 100% do problema, mas \u00e9 a medida que mais faria diferen\u00e7a e custaria pouco. O fato de elas se recusarem a fazer isso porque impactaria 0,000001% do lucro, mesmo sabendo que salvaria um grande n\u00famero de crian\u00e7as de serem sexualizadas, me parece muito revelador sobre a forma como operam. <\/p>\n<p>       <img decoding=\"async\" class=\"content-media__image\"  src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/112131077-sc-a-maquina-do-caos-max-fisher.jpg\" alt=\"'A m\u00e1quina do caos', tradu\u00e7\u00e3o de \u00c9rico Assis \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"480\" height=\"728\" loading=\"lazy\"\/>  &#8216;A m\u00e1quina do caos&#8217;, tradu\u00e7\u00e3o de \u00c9rico Assis \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o       <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Recentemente, a Uni\u00e3o Europeia, a Austr\u00e1lia e o pr\u00f3prio Brasil t\u00eam feito esfor\u00e7os de regula\u00e7\u00e3o. Existe algum modelo que pare\u00e7a mais efetivo?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u00c9 muito dif\u00edcil para qualquer pa\u00eds que n\u00e3o seja os Estados Unidos regular as big techs, porque elas est\u00e3o acess\u00edveis livremente em quase todos os lugares, s\u00e3o controladas por empresas sediadas nos EUA e, no fim das contas, s\u00f3 precisam responder \u00e0 lei norte-americana. O Brasil parece ser um dos poucos pa\u00edses que t\u00eam conseguido, de fato, for\u00e7ar alguma mudan\u00e7a nas companhias. Em parte porque \u00e9 um mercado muito grande e altamente lucrativo para elas. Mas h\u00e1 ainda outro fator: os legisladores brasileiros t\u00eam mostrado disposi\u00e7\u00e3o real em usar esse poder, de uma forma que muitos outros pa\u00edses n\u00e3o demonstraram. A Uni\u00e3o Europeia talvez n\u00e3o tenha sido t\u00e3o agressiva, mas tamb\u00e9m det\u00e9m um enorme poder de mercado. Por\u00e9m, tanto no caso do Brasil quanto no da UE, acredito que o fator decisivo ser\u00e1 a disposi\u00e7\u00e3o de desligar o acesso \u00e0s plataformas ou a amea\u00e7a concreta de desligar esse acesso. Esse \u00e9 o \u00fanico recurso suficientemente forte para obrigar as empresas a ouvir. Qualquer pa\u00eds, grande ou pequeno, pode aprovar quantas regula\u00e7\u00f5es quiser, mas o \u00fanico ponto de press\u00e3o, capaz de for\u00e7ar as companhias a pelo menos fingirem que est\u00e3o mudando sua pol\u00edtica, \u00e9 o bloqueio de acesso. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>O que a sociedade civil pode fazer sobre esse assunto?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> As big techs desistiram de fingir que se importam com o que as pessoas pensam delas. N\u00e3o s\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica como j\u00e1 foram. Antes, queriam ser vistas atuando para o bem comum ou, pelo menos, n\u00e3o causando danos. Uma das raz\u00f5es era o recrutamento. O mercado de trabalho em tecnologia sofreu bastante nos \u00faltimos anos. Tornou-se mais dif\u00edcil conseguir emprego na \u00e1rea, o que significa que as empresas n\u00e3o precisam mais se preocupar se os potenciais funcion\u00e1rios acreditam ou n\u00e3o que elas est\u00e3o fazendo o bem. H\u00e1 candidatos de sobra para contratar. E a opini\u00e3o no Vale do Sil\u00edcio est\u00e1 muito polarizada. Por isso, acredito que o modelo de a\u00e7\u00e3o da sociedade civil hoje \u00e9 pressionar governos e reguladores, n\u00e3o diretamente as empresas. Elas n\u00e3o ligam para o que as pessoas pensam delas, mas governantes precisam se importar. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Como voc\u00ea enxerga o futuro das big techs?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Acredito que apenas uma ou duas coisas podem transformar o futuro. A primeira seria uma grande mudan\u00e7a pol\u00edtica dentro dos Estados Unidos, de modo que o governo finalmente regulasse de forma efetiva essas plataformas. Est\u00e1vamos caminhando nessa dire\u00e7\u00e3o sob a administra\u00e7\u00e3o Biden, mas Trump n\u00e3o se importa com nada disso. A outra possibilidade seria se as pessoas decidissem, individualmente, que n\u00e3o devem usar essas plataformas como fonte de not\u00edcias e informa\u00e7\u00e3o. E, olha, eu entendo: s\u00e3o muito viciantes, fazem parte dos nossos h\u00e1bitos di\u00e1rios de consumo. N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para acreditar que, se eu, como indiv\u00edduo, mudar meus h\u00e1bitos e deixar de usar redes sociais, isso v\u00e1 gerar alguma transforma\u00e7\u00e3o. Mas, se todos fizermos isso, \u00e9 o instrumento mais forte que temos. Essas empresas s\u00f3 t\u00eam tanto poder sobre n\u00f3s porque escolhemos us\u00e1-las todos os dias. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"L\u00e1 pelas tantas no livro \u201cA m\u00e1quina do caos\u201d, o jornalista americano Max Fisher conta a hist\u00f3ria da&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":50137,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,92,114,115,581,9838,170,582,32,33],"class_list":{"0":"post-50136","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-donald-trump","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-ex-presidente-dos-eua-pelo-partido-republicano-concorreu-a-reeleicao-em-2020","13":"tag-felca","14":"tag-livros","15":"tag-mas-foi-derrotado-por-joe-biden","16":"tag-portugal","17":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50136\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}