{"id":502005,"date":"2026-08-27T02:13:31","date_gmt":"2026-08-27T02:13:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/502005\/"},"modified":"2026-08-27T02:13:31","modified_gmt":"2026-08-27T02:13:31","slug":"andar-mais-tao-eficaz-quanto-treino-aerobico-para-asma-26-08-2026-equilibrio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/502005\/","title":{"rendered":"Andar mais t\u00e3o eficaz quanto treino aer\u00f3bico para asma &#8211; 26\/08\/2026 &#8211; Equil\u00edbrio"},"content":{"rendered":"<p>Para pessoas que sofrem com <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2023\/11\/asma-10-coisas-que-voce-precisa-saber-para-conviver-melhor-com-a-doenca.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">asma <\/a>moderada a grave, aumentar o <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/07\/caminhar-7000-passos-por-dia-reduz-o-risco-de-cancer-aponta-estudo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">n\u00famero de passos di\u00e1rios <\/a>pode ser t\u00e3o eficaz para o controle da doen\u00e7a quanto suar a camisa em sess\u00f5es estruturadas de treinamento aer\u00f3bico. \u00c9 o que revela um estudo liderado por pesquisadores da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/usp\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">USP<\/a> (<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/universidade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Universidade<\/a> de S\u00e3o Paulo) e <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/25310429.2026.2684131\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">publicado<\/a> na revista Pulmonology.<\/p>\n<p>A pesquisa demonstrou que as duas abordagens melhoram a qualidade de vida, aliviam sintomas de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/ansiedade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ansiedade<\/a> e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/depressao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">depress\u00e3o<\/a> e mant\u00eam a asma sob controle a m\u00e9dio prazo, oferecendo aos m\u00e9dicos e pacientes alternativas mais flex\u00edveis e acess\u00edveis de tratamento n\u00e3o farmacol\u00f3gico.<\/p>\n<p>O artigo \u00e9 fruto do doutorado do fisioterapeuta David Halen Ara\u00fajo Pinheiro, desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP) em colabora\u00e7\u00e3o com a Unidade de Doen\u00e7as de Vias A\u00e9reas da Divis\u00e3o de Pneumologia do Instituto do Cora\u00e7\u00e3o do Hospital das Cl\u00ednicas (HC) da FM-USP. O grupo recebeu apoio da Fapesp (projetos 21\/03745-3, 24\/00263-6, 21\/04198-6 e 18\/17788-3) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico).<\/p>\n<p>&#8220;Em um estudo anterior, vimos que, se um paciente caminha 7.500 passos por dia, ele j\u00e1 tem um melhor controle cl\u00ednico da asma&#8221;, afirma Pinheiro, atualmente p\u00f3s-doutorando do Laborat\u00f3rio de Investiga\u00e7\u00e3o em Fisioterapia e Exerc\u00edcio (Liffe) do HC-FM-USP, com bolsa da FAPESP.<\/p>\n<p>De 480 pacientes convidados a fazer parte do novo estudo, 52 ingressaram no programa ap\u00f3s triagem. As interven\u00e7\u00f5es duraram dois meses e uma reavalia\u00e7\u00e3o foi feita quatro meses depois.<\/p>\n<p>Para participar da pesquisa, os volunt\u00e1rios com diagn\u00f3stico de asma moderada a grave n\u00e3o controlada deveriam estar at\u00e9 ent\u00e3o inativos (praticando menos de 150 minutos de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/atividade-fisica\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">atividade f\u00edsica<\/a> moderada a vigorosa por semana), recebendo tratamento m\u00e9dico por ao menos seis meses, clinicamente est\u00e1veis (sem exacerba\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 30 dias) e n\u00e3o ser fumantes.<\/p>\n<p>Antes de iniciar o programa, os participantes assistiram a uma aula educacional presencial, com t\u00f3picos como fisiopatologia da asma, uso correto da medica\u00e7\u00e3o e benef\u00edcios da pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica.<\/p>\n<p>Por sorteio, os volunt\u00e1rios foram divididos em dois grupos. Um deles passou a frequentar duas vezes por semana o HC para um treinamento aer\u00f3bio em esteira ergom\u00e9trica com orienta\u00e7\u00e3o profissional por 45 minutos.<\/p>\n<p>O segundo grupo frequentou o HC uma vez por semana, para sess\u00f5es de at\u00e9 90 minutos, a fim de receber orienta\u00e7\u00f5es, aconselhamentos e incentivos para aumento da pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica, com caminhadas e estabelecimento de metas semanais. Os membros desse grupo receberam no per\u00edodo um rel\u00f3gio inteligente (smartwatch) para a contagem dos passos. Ambas as interven\u00e7\u00f5es duraram oito semanas.<\/p>\n<p>Os par\u00e2metros de atividade f\u00edsica, controle cl\u00ednico da asma, qualidade de vida e sintomas de depress\u00e3o e ansiedade foram medidos em tr\u00eas momentos: antes do in\u00edcio da pesquisa (basal), logo ap\u00f3s conclu\u00eddas as oito semanas de interven\u00e7\u00e3o (p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o) e quatro meses depois (followup).<\/p>\n<p>Nas tr\u00eas etapas de avalia\u00e7\u00e3o, que duraram sete dias e sete noites, os volunt\u00e1rios usaram um aceler\u00f4metro na cintura durante o dia, para medir os passos, e outro no punho \u00e0 noite, para verificar a qualidade do sono. Os profissionais que fizeram as avalia\u00e7\u00f5es n\u00e3o estavam diretamente envolvidos no estudo e n\u00e3o sabiam em qual dos grupos o paciente estava.<\/p>\n<p>Baixa qualidade de vida<\/p>\n<p>As pessoas com asma que integraram a pesquisa tinham entre 18 e 65 anos. A maioria era de mulheres com sobrepeso ou <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/obesidade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">obesidade<\/a> grau 1 e apresentava sintomas de ansiedade e depress\u00e3o, al\u00e9m de baixa qualidade de vida, escrevem os autores do artigo. Os volunt\u00e1rios dos dois grupos tiveram menos sintomas respirat\u00f3rios e mantiveram o benef\u00edcio quatro meses ap\u00f3s o t\u00e9rmino.<\/p>\n<p>&#8220;Ambas as interven\u00e7\u00f5es s\u00e3o ben\u00e9ficas para o paciente e proporcionam um melhor controle cl\u00ednico da doen\u00e7a. E, em nosso resultado, nenhuma das estrat\u00e9gias se sobressaiu \u00e0 outra&#8221;, ressalta Pinheiro.<\/p>\n<p>&#8220;Entretanto, o treinamento aer\u00f3bio requer um aparato maior e precisa ser supervisionado. J\u00e1 com uma simples caminhada, ao aumentar o n\u00famero di\u00e1rio de passos, o paciente tende tamb\u00e9m a controlar a doen\u00e7a e obter outros benef\u00edcios, como, por exemplo, a melhora da qualidade de vida e a redu\u00e7\u00e3o dos sintomas de ansiedade e depress\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s conclu\u00eddos os dois meses de uma interven\u00e7\u00e3o ou de outra, os pesquisadores ficavam quatro meses sem entrar em contato com os pacientes e s\u00f3 ent\u00e3o os chamavam para followup. &#8220;Fizemos isso para n\u00e3o influenciar e deixar que seguissem a vida cotidiana&#8221;, conta o pesquisador.<\/p>\n<p>&#8220;Depois dos quatro meses, muitos pacientes do grupo do treinamento aer\u00f3bio contaram que entraram na academia para fazer esteira e os pacientes do grupo da interven\u00e7\u00e3o comportamental mantiveram a caminhada no dia a dia&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Nem todos, por\u00e9m. A varia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica (de tempo frio para o quente ou vice-versa) foi apontada como o principal motivo para a descontinuidade das atividades.<\/p>\n<p>&#8220;Observamos que, no grupo de treinamento aer\u00f3bio, o n\u00famero de passos aumentou em compara\u00e7\u00e3o com o momento basal e decaiu no followup. O mesmo ocorreu no grupo de interven\u00e7\u00e3o comportamental, embora nos dois casos os n\u00fameros tenham ficado acima do registrado antes da interven\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>No grupo de treinamento aer\u00f3bio, no p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o houve um aumento em m\u00e9dia de 1.537 passos por dia, em rela\u00e7\u00e3o ao momento inicial. No followup desse grupo, o aumento foi menor: ficou em 983 passos. J\u00e1 no grupo da interven\u00e7\u00e3o comportamental, o n\u00famero de passos di\u00e1rios logo ap\u00f3s os dois meses de programa teve aumento de 1.126. Quatro meses depois, o n\u00famero foi para 996.<\/p>\n<p>&#8220;Isso foi uma curiosidade que notamos. Depois de quatro meses, o n\u00famero de passos registrados pelo grupo da interven\u00e7\u00e3o comportamental foi um pouco maior do que o do treinamento aer\u00f3bio.&#8221;<\/p>\n<p>    Cuide-se<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Ci\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n<p>Pinheiro ressalta, no entanto, que em seu protocolo o paciente deve fazer uso cont\u00ednuo da medica\u00e7\u00e3o, como preconizado pela organiza\u00e7\u00e3o internacional Iniciativa Global para a Asma (Gina).<\/p>\n<p>&#8220;Tanto o treinamento aer\u00f3bio como a interven\u00e7\u00e3o s\u00e3o um complemento da medica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos jamais parar de fazer uso do tratamento que o m\u00e9dico prescreve&#8221;, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>O artigo Aerobic training versus behavioural intervention to increase physical activity on clinical control of people with moderate-to-severe asthma: A randomised clinical trial pode ser lido em: <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/25310429.2026.2684131\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/25310429.2026.2684131<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para pessoas que sofrem com asma moderada a grave, aumentar o n\u00famero de passos di\u00e1rios pode ser t\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":502006,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[9298,4843,4844,948,1024,1031,25764,1029,1531,20107,1616,236,1023,116,1022,32,33,117,1030,2969,3062,3064],"class_list":["post-502005","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-agencia-fapesp","tag-ansiedade","tag-antidepressivo","tag-asma","tag-atividade-fisica","tag-autocuidado","tag-cnpq","tag-cuide-se","tag-depressao","tag-doenca-respiratoria","tag-exercicio-fisico","tag-folha","tag-gordura","tag-health","tag-obesidade","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-saude-mental","tag-tristeza","tag-universidade","tag-usp"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117165058127826822","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=502005"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502005\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/502006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=502005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=502005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=502005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}