{"id":502521,"date":"2026-08-27T13:38:25","date_gmt":"2026-08-27T13:38:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/502521\/"},"modified":"2026-08-27T13:38:25","modified_gmt":"2026-08-27T13:38:25","slug":"o-segundo-choque-chines-ja-comecou-mas-desta-vez-nao-sao-produtos-baratos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/502521\/","title":{"rendered":"O segundo &#8220;choque chin\u00eas&#8221; j\u00e1 come\u00e7ou (mas desta vez n\u00e3o s\u00e3o produtos baratos)"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">BYD<\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-680033\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/433c59744e3e145abefe1adc08ee72c6-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Nova vaga tecnol\u00f3gica chinesa amea\u00e7a empresas ocidentais: el\u00e9tricos, chips, rob\u00f3tica industrial e componentes para centros de dados de IA.<\/strong><\/p>\n<p>A economia mundial est\u00e1 a entrar numa nova fase da competi\u00e7\u00e3o comercial com a China. \u00c9 essa a conclus\u00e3o de Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management, que considera que o chamado \u201cChina Shock 2.0\u201d, um segundo <strong>choque chin\u00eas,<\/strong> j\u00e1 chegou.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da primeira vaga, marcada pela entrada massiva de produtos baratos \u2014 como roupa, mobili\u00e1rio e eletr\u00f3nica \u2014, a nova ofensiva chinesa concentra-se em sectores <strong>tecnol\u00f3gicos<\/strong> e <strong>industriais<\/strong> de maior valor acrescentado.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros ajudam a explicar a preocupa\u00e7\u00e3o entre as empresas ocidentais, sobretudo nos EUA.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es chinesas aumentaram 24% em julho, enquanto as exporta\u00e7\u00f5es de produtos de alta tecnologia cresceram quase 41% entre janeiro e julho, face ao mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de semicondutores, por sua vez, duplicaram. Ve\u00edculos el\u00e9tricos, chips, rob\u00f3tica industrial e componentes para centros de dados de intelig\u00eancia artificial est\u00e3o entre as \u00e1reas em que os fabricantes chineses ganham terreno.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a fundamental em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira \u201cChina Shock\u201d \u00e9 que Pequim j\u00e1 n\u00e3o depende apenas de m\u00e3o de obra barata ou de componentes importados, salienta o especialista na <a href=\"https:\/\/fortune.com\/2026\/08\/25\/china-shock-tech-competition\/\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Fortune<\/a>.<\/p>\n<p>As empresas chinesas est\u00e3o a dominar segmentos inteiros das cadeias de produ\u00e7\u00e3o, incluindo os pr\u00f3prios componentes necess\u00e1rios para fabricar produtos avan\u00e7ados. Isso reduz a necessidade de importar bens industriais e aumenta o excedente que a China pode colocar nos mercados internacionais. \u00c9 uma nova fase da integra\u00e7\u00e3o comercial mundial.<\/p>\n<p>O sector autom\u00f3vel \u00e9 um dos exemplos mais evidentes. A BYD ultrapassou a Tesla em 2025 como maior fabricante mundial de ve\u00edculos el\u00e9tricos, enquanto a ind\u00fastria autom\u00f3vel alem\u00e3 enfrenta uma press\u00e3o crescente tanto na China como em mercados terceiros. A Volkswagen, em particular, v\u00ea fabricantes chineses aproximarem-se dos seus tradicionais mercados na Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e at\u00e9 na Europa.<\/p>\n<p>Os EUA tentam proteger a ind\u00fastria nacional atrav\u00e9s de tarifas e restri\u00e7\u00f5es comerciais. No entanto, estas medidas podem limitar a entrada de produtos chineses no mercado americano sem impedir que as empresas chinesas concorram diretamente com companhias ocidentais em outros pa\u00edses. Para especialistas citados pela Fortune, ser\u00e1 necess\u00e1rio recorrer a instrumentos econ\u00f3micos mais amplos do que os direitos aduaneiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"BYD Nova vaga tecnol\u00f3gica chinesa amea\u00e7a empresas ocidentais: el\u00e9tricos, chips, rob\u00f3tica industrial e componentes para centros de dados&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":502522,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,269,358,476,89,428,90,295,933,32,33,11874,110],"class_list":["post-502521","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-capa","tag-china","tag-economia","tag-economy","tag-eletricos","tag-empresas","tag-industria","tag-inteligencia-artificial","tag-portugal","tag-pt","tag-robotica","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117167752031683922","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502521","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=502521"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502521\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/502522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=502521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=502521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=502521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}