{"id":502621,"date":"2026-08-27T15:07:15","date_gmt":"2026-08-27T15:07:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/502621\/"},"modified":"2026-08-27T15:07:15","modified_gmt":"2026-08-27T15:07:15","slug":"o-erro-que-deixou-a-industria-automovel-alema-para-tras-na-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/502621\/","title":{"rendered":"O erro que deixou a ind\u00fastria autom\u00f3vel alem\u00e3 para tr\u00e1s na China"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/editorial\/iaa-frankfurt-2013-31669267.html\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">gyuszko  \/ Depositphotos <\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-761775\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1679091c5a880faf6fb5e6087eb1b2dc-14-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Os fabricantes alem\u00e3es de autom\u00f3veis est\u00e3o \u00e0 procura de alternativas \u00e0 China, aos EUA e \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o europeia. Mas chegaram tarde a muitos dos mercados onde agora querem crescer. \u201cFaltou-lhes humildade\u201d, diz um analista.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 nada f\u00e1cil a vida para a Volkswagen, Mercedes e BMW.<\/p>\n<p>Na China, as tr\u00eas principais fabricantes alem\u00e3s t\u00eam vindo a perder quota; ao mesmo tempo, nos EUA enfrentam a guerra de tarifas de Donald Trump.<\/p>\n<p>Entre a espada e a parede, tamb\u00e9m o ch\u00e3o lhes come\u00e7a a fugir na Europa, onde n\u00e3o esperam crescer grande coisa nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00e3o: procurar mercados alternativos com potencial de crescimento. Mas, quando olham agora para pa\u00edses como \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Tail\u00e2ndia, Brasil ou Argentina, encontram concorrentes que <strong>chegaram primeiro<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo uma an\u00e1lise do <a href=\"https:\/\/www.handelsblatt.com\/unternehmen\/industrie\/industrie-deutsche-autobauer-verpassen-boom-bei-china-alternativen\/100229444.html\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Handelsblatt<\/a>, baseada em dados da MarkLines, entre 2020 e 2025, as matr\u00edculas de autom\u00f3veis cresceram mais de 44% nos 26 mercados analisados na \u00c1sia, Am\u00e9rica do Sul e Oce\u00e2nia.<\/p>\n<p>As marcas alem\u00e3s avan\u00e7aram menos de 24%.<\/p>\n<p>Na Volkswagen h\u00e1 quem reconhe\u00e7a que a aposta na China durou demasiado tempo.<\/p>\n<p>\u201cConcentr\u00e1mo-nos demasiado na China e n\u00e3o apost\u00e1mos noutros mercados em crescimento na regi\u00e3o, como a \u00cdndia\u201d, dizem fontes do conselho de supervis\u00e3o do grupo citadas pelo jornal alem\u00e3o.<\/p>\n<p>Indon\u00e9sia, Filipinas, Vietname, Tail\u00e2ndia e Myanmar somam cerca de 635 milh\u00f5es de habitantes, mas apenas 2,4 milh\u00f5es de matr\u00edculas de autom\u00f3veis. Na \u00cdndia vivem 1,5 mil milh\u00f5es de pessoas e s\u00e3o vendidos cerca de 5,2 milh\u00f5es de carros novos.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Stefan Bratzel<\/strong>, fundador e diretor do Center of Automotive Management (CAM), alguns destes mercados podem ter uma evolu\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 que a China teve no passado, mas as fabricantes alem\u00e3s <strong>chegaram tarde<\/strong>. \u201cFaltou-lhes humildade\u201d, diz.<\/p>\n<p>Durante anos, tiveram uma vantagem: os pa\u00edses em desenvolvimento procuravam carros com motores de combust\u00e3o, uma \u00e1rea em que as marcas alem\u00e3s eram fortes.<\/p>\n<p>Houve quem tivesse aproveitado a oportunidade. A <strong>Stellantis<\/strong> vendeu 1,5 milh\u00f5es de autom\u00f3veis nestes mercados em 2025, mais 56% do que em 2020. A <strong>Tesla<\/strong> passou de cerca de 600 unidades para mais de 162.000.<\/p>\n<p>O crescimento dos fabricantes chineses \u00e9 ainda mais evidente.<\/p>\n<p>Em 2020 vendiam apenas 4.400 carros nos mercados analisados. No ano passado ultrapassaram os 409.000. A BYD aumentou as vendas em 70% s\u00f3 no primeiro semestre deste ano.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma dificuldade para os fabricantes alem\u00e3es: muitos destes pa\u00edses compram <strong>carros baratos<\/strong>. As margens s\u00e3o menores e dificilmente compensar\u00e3o depressa as receitas perdidas na China.<\/p>\n<p>Para baixar custos, a Volkswagen j\u00e1 exporta quase 70.000 carros produzidos na China para pa\u00edses vizinhos e quer chegar a cerca de 250.000 por ano at\u00e9 2030. O Uzbequist\u00e3o \u00e9 o primeiro desses mercados.<\/p>\n<p>A BMW e Mercedes tamb\u00e9m est\u00e3o a recorrer \u00e0 produ\u00e7\u00e3o ou montagem local.<\/p>\n<p>Mas, uma vez mais, <strong>a BYD antecipou-se<\/strong>.<\/p>\n<p>A fabricante chinesa j\u00e1 monta carros na Tail\u00e2ndia e, desde 2024, tamb\u00e9m no Uzbequist\u00e3o, onde se instalou ainda antes de a Volkswagen ter apresentado o pa\u00eds como um novo mercado de crescimento.<\/p>\n<p>E como diz a sabedoria popular, quem primeiro chega, primeiro se avia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"gyuszko \/ Depositphotos Os fabricantes alem\u00e3es de autom\u00f3veis est\u00e3o \u00e0 procura de alternativas \u00e0 China, aos EUA e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":502622,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[1305,2702,88,358,89,428,90,413,445,295,32,33],"class_list":["post-502621","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-alemanha","tag-auto","tag-business","tag-china","tag-economy","tag-eletricos","tag-empresas","tag-eua","tag-europa","tag-industria","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117168101569023920","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=502621"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502621\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/502622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=502621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=502621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=502621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}