{"id":502982,"date":"2026-08-27T20:43:18","date_gmt":"2026-08-27T20:43:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/502982\/"},"modified":"2026-08-27T20:43:18","modified_gmt":"2026-08-27T20:43:18","slug":"yellowstone-faz-barulhos-ha-150-anos-e-ninguem-sabe-explicar-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/502982\/","title":{"rendered":"Yellowstone faz barulhos h\u00e1 150 anos \u2014 e ningu\u00e9m sabe explicar porqu\u00ea"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Opal_Pool_YNP2_filtered_noise.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Acroterion \/ Gaendalf \/ Wikimedia <\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-170806 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/7e15625e45656d5c9b34aadb5e9877ae-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>H\u00e1 relatos, desde h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, de visitantes do Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, que ouviram sons estranhos e fugazes, aparentemente concentrados sobretudo nas proximidades do Yellowstone Lake e do Shoshone Lake.<\/strong><\/p>\n<p>As descri\u00e7\u00f5es variam entre ru\u00eddos semelhantes ao zumbido de abelhas, \u201cm\u00fasica\u201d ou sinos distantes e sons comparados \u00e0 vibra\u00e7\u00e3o de fios ou cabos met\u00e1licos. Ao longo do tempo, foram propostas v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es naturais para o fen\u00f3meno, mas nenhuma foi demonstrada de forma conclusiva como a sua causa.<\/p>\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/thedebrief.org\/yellowstone-has-a-150-year-old-sonic-mystery-and-scientists-still-arent-sure-what-causes-it\/\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">The Debrief<\/a>, os relatos hist\u00f3ricos que descrevem este fen\u00f3meno ac\u00fastico concentram-se sobretudo nas proximidades do Yellowstone Lake e do Shoshone Lake. Esta associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 confirmada por <strong>Hiram Chittenden<\/strong>, que escreveu em 1895 que os sons eram conhecidos entre exploradores e tinham sido observados nas proximidades desses dois lagos.<\/p>\n<p>De acordo com <strong>Lee Whittlesey<\/strong>, historiador reformado que trabalhou durante 16 anos no parque de Yellowstone, as descri\u00e7\u00f5es escritas dos sons estranhos do parque remontam pelo menos ao final do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Entre os relatos mais antigos e detalhados encontra-se o livro de 1895 de Hiram Chittenden, intitulado \u201cThe Yellowstone National Park: Historical and Descriptive\u201d. Chittenden descreveu o fen\u00f3meno como constitu\u00eddo por \u201csons estranhos e indefin\u00edveis\u201d aparentemente vindos do alto.<\/p>\n<p>Segundo Chittenden, os sons pareciam ocorrer sobretudo de manh\u00e3, duravam apenas alguns instantes e apresentavam um movimento aparente atrav\u00e9s do ar, geralmente de norte para sul. Entre as compara\u00e7\u00f5es registadas estavam o som de fios telegr\u00e1ficos e o zumbido de um enxame de abelhas.<\/p>\n<p>Um outro relato foi apresentado por <strong>Edwin Linton<\/strong> em 1892 e publicado posteriormente, em 1893, na revista <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.ns-22.561.244.a\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Science<\/a>. Linton descreveu uma combina\u00e7\u00e3o de sons semelhantes ao vento nas copas dos pinheiros, ao eco de sinos e ao zumbido de um enxame de abelhas.<\/p>\n<p>Outro membro do grupo de Linton descreveu o fen\u00f3meno como \u201cuma esp\u00e9cie de vibra\u00e7\u00e3o sinuosa\u201d, enquanto <strong>Elwood Hofer<\/strong>, o guia do grupo, ter\u00e1 considerado aquele o som mais misterioso que ouvira nas montanhas.<\/p>\n<p>No ano seguinte, em 1893, o cientista <strong>Stephen Forbes<\/strong> publicou uma descri\u00e7\u00e3o semelhante. O som fazia-lhe lembrar o clangor de uma harpa tocada rapidamente, bem acima das copas das \u00e1rvores, ou o ru\u00eddo de v\u00e1rios fios telegr\u00e1ficos a oscilar ao vento. Em algumas ocasi\u00f5es, tamb\u00e9m lhe pareceu semelhante ao murm\u00fario de \u201cvozes t\u00e9nues\u201d que respondiam umas \u00e0s outras no alto.<\/p>\n<p>Forbes descreveu ainda uma evolu\u00e7\u00e3o peculiar do fen\u00f3meno. O som come\u00e7ava ao longe, aumentava de intensidade \u00e0 medida que se aproximava, produzia pulsa\u00e7\u00f5es cada vez mais fortes e, depois, desaparecia gradualmente na dire\u00e7\u00e3o oposta.<\/p>\n<p>Em 1871, o ge\u00f3logo <strong>Frank Bradley<\/strong> participou na expedi\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica Hayden, que explorou a regi\u00e3o de Yellowstone. Durante os trabalhos de campo, Bradley relatou ter ouvido um som curioso situado entre um assobio e o relincho de um cavalo. Na altura, os membros da expedi\u00e7\u00e3o chegaram a suspeitar que o som pudesse ser produzido por aves aqu\u00e1ticas do outro lado do lago.<\/p>\n<p>Os sons h\u00e1 muito associados a Yellowstone podem, contudo, n\u00e3o ser exclusivos da regi\u00e3o. Existem relatos de outros fen\u00f3menos ac\u00fasticos naturais em diferentes partes do mundo. No caso de Yellowstone, por\u00e9m, a combina\u00e7\u00e3o de relatos hist\u00f3ricos, a aparente concentra\u00e7\u00e3o junto aos grandes lagos e a natureza fugaz do fen\u00f3meno tornam o acontecimento numa das curiosidades mais persistentes da hist\u00f3ria do parque.<\/p>\n<p>Apesar de terem sido expostas v\u00e1rias hip\u00f3teses, n\u00e3o existe uma explica\u00e7\u00e3o consensual que tenha sido demonstrada como respons\u00e1vel pelo fen\u00f3meno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Acroterion \/ Gaendalf \/ Wikimedia H\u00e1 relatos, desde h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, de visitantes do Parque Nacional&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":502983,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,413,15,16,7833,14,736,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65,6015],"class_list":["post-502982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-eua","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-geologia","tag-headlines","tag-historia","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews","tag-yellowstone"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117169422578116981","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=502982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/502982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/502983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=502982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=502982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=502982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}