{"id":503246,"date":"2026-08-28T01:51:29","date_gmt":"2026-08-28T01:51:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/503246\/"},"modified":"2026-08-28T01:51:29","modified_gmt":"2026-08-28T01:51:29","slug":"novos-procedimentos-tratam-a-dor-no-ombro-sem-cirurgia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/503246\/","title":{"rendered":"Novos procedimentos tratam a dor no ombro sem cirurgia"},"content":{"rendered":"<p>Dr. Rodrigo Queiroz, ortopedista especializado em cirurgia do ombro e cotovelo, explica as principais causas da dor persistente no ombro e detalha como infiltra\u00e7\u00f5es guiadas por ultrassom, ondas de choque e outros recursos podem tratar condi\u00e7\u00f5es ortop\u00e9dicas, evitando cirurgias invasivas desnecess\u00e1rias.<\/p>\n<p>A dor persistente no ombro est\u00e1 entre as queixas musculoesquel\u00e9ticas mais comuns na rotina ortop\u00e9dica, associada a causas como les\u00f5es do manguito rotador, instabilidade articular, luxa\u00e7\u00f5es recorrentes e sobrecargas relacionadas \u00e0 pr\u00e1tica esportiva. Segundo <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/36476476\/\" target=\"_blank\">revis\u00e3o sistem\u00e1tica internacional<\/a>, a preval\u00eancia de dor no ombro na popula\u00e7\u00e3o geral \u00e9 significativa e tende a aumentar com a idade, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia de reconhecer os sinais que indicam a necessidade de avalia\u00e7\u00e3o especializada.<\/p>\n<p>Para o ortopedista Rodrigo Queiroz, especialista em cirurgia do ombro e cotovelo em Itapema (SC), o diagn\u00f3stico correto \u00e9 o que deve orientar a escolha entre as diferentes op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas hoje dispon\u00edveis. &#8220;A caracter\u00edstica da les\u00e3o \u00e9 fundamental para definir qual tratamento faz mais sentido. N\u00e3o existe uma tecnologia que seja melhor para todas as les\u00f5es. Primeiro precisamos entender qual tecido est\u00e1 comprometido, o tipo de les\u00e3o, sua extens\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o e est\u00e1gio de evolu\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Entre as ferramentas conservadoras mais utilizadas atualmente, o m\u00e9dico destaca os procedimentos guiados por ultrassom. &#8220;Eles permitem levar a medica\u00e7\u00e3o exatamente ao local necess\u00e1rio, com muita precis\u00e3o. Podemos utilizar anest\u00e9sicos, medicamentos, \u00e1cido hialur\u00f4nico e, em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, produtos obtidos do pr\u00f3prio paciente, como o plasma rico em plaquetas&#8221;, explica. Estudos de revis\u00e3o j\u00e1 apontam a <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/35524038\/\" target=\"_blank\">ultrassonografia<\/a> como recurso capaz de aumentar a precis\u00e3o de infiltra\u00e7\u00f5es no ombro em compara\u00e7\u00e3o a t\u00e9cnicas guiadas apenas por refer\u00eancias anat\u00f4micas.<\/p>\n<p>Sobre o plasma rico em plaquetas (PRP), Dr. Rodrigo Queiroz lembra que a t\u00e9cnica passou por uma mudan\u00e7a regulat\u00f3ria recente no Brasil. &#8220;Apesar de ser estudado e utilizado na medicina h\u00e1 d\u00e9cadas, no Brasil era considerado experimental. Em julho de 2026, o CFM regulamentou seu uso como tratamento adjuvante para algumas condi\u00e7\u00f5es osteomusculares espec\u00edficas, representando um avan\u00e7o importante&#8221;, diz, em refer\u00eancia \u00e0 <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/noticias\/cfm-regulamenta-uso-de-plasma-rico-em-plaquetas-para-tratamento-de-condicoes-osteomusculares-especificas\/\" target=\"_blank\">Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.464\/2026<\/a>, que trata do uso complementar do PRP em condi\u00e7\u00f5es osteomusculares espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Outros recursos citados pelo m\u00e9dico incluem ondas de choque, laser de alta intensidade e acupuntura neurofuncional. &#8220;Tamb\u00e9m utilizamos as ondas de choque, especialmente em tendinopatias, tendinopatias calc\u00e1rias e algumas dores cr\u00f4nicas; o laser de alta intensidade, que pode contribuir para o controle da dor e para a modula\u00e7\u00e3o dos processos inflamat\u00f3rios e teciduais; e a acupuntura neurofuncional, que utiliza est\u00edmulos perif\u00e9ricos para modular o sistema nervoso e a percep\u00e7\u00e3o da dor&#8221;, detalha. Estudo internacional recente refor\u00e7a a efic\u00e1cia das <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/37903597\/\" target=\"_blank\">ondas de choque<\/a> no tratamento de tendinopatias do manguito rotador sem calcifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quando a cirurgia \u00e9 realmente necess\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Para Dr. Rodrigo Queiroz, a indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica n\u00e3o deve se basear apenas em achados de exames de imagem, mas no impacto funcional da les\u00e3o sobre a rotina do paciente. &#8220;A decis\u00e3o entre tratamento conservador e cirurgia n\u00e3o deve ser baseada apenas no que aparece em uma resson\u00e2ncia. Precisamos avaliar o tipo, a extens\u00e3o e a localiza\u00e7\u00e3o da les\u00e3o, mas principalmente o quanto ela est\u00e1 comprometendo a fun\u00e7\u00e3o e os objetivos daquele paciente&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico cita a pr\u00f3pria experi\u00eancia com uma les\u00e3o no b\u00edceps sofrida durante uma partida de t\u00eanis, tratada de forma conservadora por manter a fun\u00e7\u00e3o preservada, mesmo com altera\u00e7\u00e3o est\u00e9tica residual. &#8220;Uma altera\u00e7\u00e3o estrutural ou at\u00e9 mesmo uma altera\u00e7\u00e3o est\u00e9tica n\u00e3o significa necessariamente que exista uma indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica&#8221;, observa.<\/p>\n<p>Segundo o ortopedista, o receio de muitos pacientes em procurar atendimento por medo de uma indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica costuma ser infundado. &#8220;A grande maioria das dores e les\u00f5es ortop\u00e9dicas pode ser tratada sem cirurgia. As situa\u00e7\u00f5es em que realmente precisamos operar s\u00e3o uma parcela menor dos casos&#8221;, informa. Ele acrescenta que a individualiza\u00e7\u00e3o do tratamento \u00e9 o que permite equilibrar tecnologia e necessidade cl\u00ednica.<\/p>\n<p>&#8220;O meu objetivo n\u00e3o \u00e9 oferecer o maior n\u00famero de tratamentos, nem necessariamente o tratamento mais moderno. \u00c9 oferecer o tratamento mais adequado para aquela pessoa naquele momento&#8221;, conclui Dr. Rodrigo Queiroz, para quem a combina\u00e7\u00e3o entre avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica cuidadosa e comunica\u00e7\u00e3o clara com o paciente \u00e9 o que sustenta decis\u00f5es terap\u00eauticas mais seguras e funcionais.<\/p>\n<p>Para saber mais, basta acessar: <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/rodrigoqueiroz.com\/\" data-mce-selected=\"inline-boundary\" target=\"_blank\">https:\/\/rodrigoqueiroz.com\/\ufeff<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-lazyloaded=\"1\" width=\"1\" height=\"1\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1787881889_28_335590.gif\" alt=\"\" style=\"border:0px;width:1px;height:1px;\"\/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dr. Rodrigo Queiroz, ortopedista especializado em cirurgia do ombro e cotovelo, explica as principais causas da dor persistente&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":503247,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[109,116,32,33,117,8472,58],"class_list":["post-503246","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-ciencia","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-saude-e-bem-estar","tag-sociedade"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117170634171705069","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/503246","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=503246"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/503246\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/503247"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=503246"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=503246"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=503246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}