{"id":503446,"date":"2026-08-28T10:18:14","date_gmt":"2026-08-28T10:18:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/503446\/"},"modified":"2026-08-28T10:18:14","modified_gmt":"2026-08-28T10:18:14","slug":"esclerose-multipla-afeta-3-vezes-mais-mulheres-em-idade-produtiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/503446\/","title":{"rendered":"Esclerose M\u00faltipla afeta 3 vezes mais mulheres em idade produtiva"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose m\u00faltipla, segundo estimativas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Esclerose M\u00faltipla (<strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/abem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">ABEM<\/a><\/strong>). No mundo, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (<strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/oms\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">OMS<\/a><\/strong>), s\u00e3o mais de 2,8 milh\u00f5es de pessoas com a condi\u00e7\u00e3o, que pode afetar fun\u00e7\u00f5es motoras, sensoriais, visuais, cognitivas e emocionais. O Dia Nacional de Conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a Esclerose M\u00faltipla, celebrado em 30 de agosto, faz parte da campanha Agosto Laranja, per\u00edodo dedicado \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre a doen\u00e7a e \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce.<\/p>\n<p>A esclerose m\u00faltipla \u00e9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria e autoimune que afeta o sistema nervoso central, formado pelo c\u00e9rebro e pela medula espinhal. Ela ocorre quando o sistema imunol\u00f3gico provoca danos \u00e0 bainha de mielina, estrutura que auxilia no funcionamento dos impulsos nervosos. Como diferentes regi\u00f5es do sistema nervoso podem ser atingidas, os sintomas variam de acordo com o local afetado.<\/p>\n<p><img data-lazyloaded=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-150136\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Medico-imagem-cerebro-brain-touch.jpg\" alt=\"\" width=\"854\" height=\"566\"  data-\/><\/p>\n<p><strong>Sintomas variam conforme a regi\u00e3o afetada<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o neurologista da <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/hapvida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Hapvida<\/a><\/strong>, Drusus P\u00e9rez Marques, os sintomas variam diretamente em fun\u00e7\u00e3o do grupo neuronal atingido. \u201cSe a les\u00e3o ocorre no neur\u00f4nio respons\u00e1vel pelo movimento do bra\u00e7o, a pessoa perde essa for\u00e7a motora. Se afeta a sensibilidade da m\u00e3o, surgem altera\u00e7\u00f5es t\u00e1teis. Se compromete a \u00e1rea relacionada \u00e0 linguagem, o paciente apresentar\u00e1 dificuldade na fala\u201d, exemplifica o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Em alguns casos, a doen\u00e7a se manifesta por meio de surtos, per\u00edodos em que os sintomas aparecem ou se agravam. Eles podem provocar perda de for\u00e7a, altera\u00e7\u00f5es na sensibilidade, dificuldades de movimento e problemas na fala. Ainda podem ocorrer quadros como disfun\u00e7\u00e3o esfincteriana (dificuldade de controlar urina e fezes) e outros sinais mais silenciosos.<\/p>\n<p>\u201cEntre as manifesta\u00e7\u00f5es que podem passar despercebidas est\u00e3o os sintomas sensitivos. Formigamento, sensa\u00e7\u00e3o de anestesia ou altera\u00e7\u00e3o da sensibilidade por dias ou at\u00e9 semanas no rosto, no bra\u00e7o ou em outras regi\u00f5es do corpo e depois desaparecer\u201d, detalha Drusus. Ainda de acordo com o especialista, quando essas altera\u00e7\u00f5es permanecem por pelo menos 24 horas, \u00e9 importante buscar avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p><strong>Mulheres jovens est\u00e3o entre as mais afetadas<\/strong><\/p>\n<p>A esclerose m\u00faltipla \u00e9 uma doen\u00e7a que afeta majoritariamente adultos jovens em sua fase mais produtiva da vida, especialmente entre os 20 e 40 anos de idade. De acordo com dados epidemiol\u00f3gicos do DATASUS e da ABEM, as mulheres s\u00e3o as principais afetadas, representando cerca de 70% dos casos diagnosticados.<\/p>\n<p>Apesar da maior incid\u00eancia nesse grupo, a condi\u00e7\u00e3o pode surgir em qualquer faixa et\u00e1ria. \u201cA doen\u00e7a \u00e9 mais comum em mulheres jovens e brancas, mas a nossa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 altamente miscigenada. Portanto, qualquer pessoa pode apresentar o quadro. Embora o pico ocorra entre os 20 e 40 anos, h\u00e1 registros em crian\u00e7as, adolescentes e idosos\u201d, ressalta Drusus.<\/p>\n<p>A recorr\u00eancia dos surtos pode deixar sequelas, j\u00e1 que a recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s cada epis\u00f3dio nem sempre \u00e9 completa. \u201cCom o tempo, o paciente pode acumular incapacidades, apresentar restri\u00e7\u00f5es de mobilidade e necessidade de apoio, como bengala ou andador. Em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados e sem tratamento adequado, pode haver necessidade de cadeira de rodas\u201d, explica o especialista.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico precoce ajuda a controlar a doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o dos sintomas e a avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica s\u00e3o importantes para que o diagn\u00f3stico seja realizado o quanto antes. \u201cEsclerose m\u00faltipla \u00e9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria que faz com que a pessoa acumule les\u00f5es. Quanto antes ela for diagnosticada e receber o tratamento adequado, menor ser\u00e1 esse ac\u00famulo e maior a preserva\u00e7\u00e3o da sua qualidade de vida ao longo do tempo\u201d, destaca o neurologista.<\/p>\n<p>As pesquisas sobre o surgimento da doen\u00e7a continuam avan\u00e7ando. Um estudo pioneiro da Universidade de British Columbia, no Canad\u00e1, publicado em 2025 na revista JAMA Network Open, revelou que o aumento no uso de servi\u00e7os m\u00e9dicos por pessoas que futuramente desenvolver\u00e3o a doen\u00e7a pode ser detectado at\u00e9 15 anos antes do surgimento dos sintomas neurol\u00f3gicos cl\u00e1ssicos.<\/p>\n<p>Embora as causas exatas da doen\u00e7a ainda estejam sob investiga\u00e7\u00e3o, sabe-se que h\u00e1 uma forte associa\u00e7\u00e3o com a infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9via pelo v\u00edrus Epstein-Barr, presente na maioria dos pacientes diagnosticados, mas n\u00e3o significa que a infec\u00e7\u00e3o isoladamente seja suficiente para causar a condi\u00e7\u00e3o. O tabagismo tamb\u00e9m \u00e9 considerado um fator de risco. J\u00e1 a defici\u00eancia de vitamina D est\u00e1 associada a uma maior ocorr\u00eancia de surtos, embora n\u00edveis elevados da vitamina n\u00e3o sejam considerados uma forma de prote\u00e7\u00e3o contra a doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Tratamento varia de acordo com cada paciente<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ter cura, a esclerose m\u00faltipla possui tratamento. A condi\u00e7\u00e3o conta com recursos terap\u00eauticos avan\u00e7ados capazes de modificar a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, reduzir a incid\u00eancia de surtos e retardar a progress\u00e3o das incapacidades.<\/p>\n<p>As op\u00e7\u00f5es incluem medicamentos de uso oral, injet\u00e1veis subcut\u00e2neos e infus\u00f5es endovenosas aplicadas em intervalos programados. \u201cO tratamento \u00e9 eficaz. Ele pode reduzir mais de 95% a quantidade de surtos e o grau de incapacidade que a pessoa tem. \u00c9 um tratamento baseado em medicamentos e, nesse sentido, \u00e9 preciso individualizar cada pessoa e a gravidade da doen\u00e7a para definir o medicamento\u201d, explica o neurologista.<\/p>\n<p>Segundo Drusus, o acompanhamento com um neurologista com experi\u00eancia em esclerose m\u00faltipla permite acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e ajustar o tratamento quando necess\u00e1rio. A aten\u00e7\u00e3o a sintomas como formigamentos, altera\u00e7\u00f5es visuais, perda de for\u00e7a e dificuldades de equil\u00edbrio, principalmente quando persistem por mais de 24 horas, pode favorecer a investiga\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio do cuidado adequado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose m\u00faltipla, segundo estimativas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Esclerose M\u00faltipla&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":503447,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[80663,75147,7134,53178,116,2778,32,33,117],"class_list":["post-503446","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-abem","tag-datasus","tag-esclerose-multipla","tag-hapvida","tag-health","tag-oms","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117172628295759368","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/503446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=503446"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/503446\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/503447"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=503446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=503446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=503446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}