{"id":503478,"date":"2026-08-28T11:44:09","date_gmt":"2026-08-28T11:44:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/503478\/"},"modified":"2026-08-28T11:44:09","modified_gmt":"2026-08-28T11:44:09","slug":"italia-imagens-da-lua-do-esturjao-em-eclipse-lunar-sobre-o-coliseu-de-roma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/503478\/","title":{"rendered":"It\u00e1lia: imagens da Lua do Esturj\u00e3o em eclipse lunar sobre o Coliseu de Roma"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>Lua Cheia do Esturj\u00e3o<\/strong> assinalou o final do ver\u00e3o de 2026 com um <a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2026\/08\/26\/espanha-italia-franca-portugal-e-alemanha-onde-ver-eclipse-lunar-parcial\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">eclipse lunar parcial<\/a> vis\u00edvel entre a noite de quinta-feira, 27, e a manh\u00e3 de sexta-feira, <strong>28 de agosto<\/strong>.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2026\/08\/12\/europa-prepara-se-para-o-eclipse-solar-total-o-que-esperar-deste-fenomeno-raro\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Depois do eclipse solar de 12 de agosto<\/a>, ao amanhecer de sexta-feira, um novo fen\u00f3meno astron\u00f3mico p\u00f4de ser observado tamb\u00e9m nos c\u00e9us italianos. Apesar da hora muito madrugadora, o fen\u00f3meno mobilizou <strong>in\u00fameros entusiastas<\/strong> ao longo de toda a pen\u00ednsula.<\/p>\n<p>Como salientam os especialistas do Instituto Nacional de Astrof\u00edsica (Inaf), esta <strong>proximidade temporal n\u00e3o \u00e9 casual<\/strong>, pois a mec\u00e2nica celeste dita que, quando as condi\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas dos n\u00f3s orbitais permitem um eclipse solar durante a Lua nova, a <strong>configura\u00e7\u00e3o se repete de forma complementar duas semanas depois<\/strong>, em coincid\u00eancia com a fase de Lua cheia.<\/p>\n<p>Tratou-se de um eclipse parcial extremamente profundo, que chegou a cobrir cerca de <strong>96% da superf\u00edcie vis\u00edvel do disco lunar<\/strong> dentro do cone de sombra da Terra. Para os observadores italianos, explica o Inaf, o espet\u00e1culo concentrou-se inteiramente nas primeiras horas da manh\u00e3, no horizonte oeste-sudoeste.<\/p>\n<p>O m\u00e1ximo do eclipse foi atingido \u00e0s <strong>6:12<\/strong>, momento em que <strong>96% da Lua ficou envolvida na sombra<\/strong>, quase na totalidade, e ganhou <strong>tonalidades quentes<\/strong>, avermelhadas ou cor de cobre, devido ao facto de a <strong>luz solar ser filtrada pela atmosfera terrestre<\/strong>. Como o auge do fen\u00f3meno ocorreu j\u00e1 perto da manh\u00e3, a fase final do eclipse n\u00e3o foi vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Porque se chama Lua do Esturj\u00e3o<\/p>\n<p>A designa\u00e7\u00e3o <strong>Lua do Esturj\u00e3o<\/strong> vem das tradi\u00e7\u00f5es dos nativos americanos que viviam na regi\u00e3o dos Grandes Lagos. No m\u00eas de agosto, <strong>o esturj\u00e3o subia os cursos de \u00e1gua em grande n\u00famero e<\/strong> esse per\u00edodo era considerado particularmente favor\u00e1vel \u00e0 pesca.<\/p>\n<p><strong>O plenil\u00fanio \u00e9 tamb\u00e9m conhecido por outros nomes<\/strong> ligados \u00e0s atividades agr\u00edcolas e \u00e0s colheitas de fim de ver\u00e3o, entre eles Lua do Milho Verde, Lua do Trigo e Lua dos Mirtilos.<\/p>\n<p>Num artigo na sua revista online, o Inaf recorda que, j\u00e1 h\u00e1 dois mil anos, chineses, caldeus, eg\u00edpcios, maias, gregos e romanos conheciam as causas do fen\u00f3meno e sabiam calcular tamb\u00e9m os eclipses futuros.<\/p>\n<p>Ainda assim, fora do c\u00edrculo dos poucos s\u00e1bios, difundiam-se sobretudo <strong>mitos que procuravam explicar o fen\u00f3meno<\/strong>, durante o qual os dois astros mais brilhantes do c\u00e9u pareciam perder a vida.<\/p>\n<p><strong>A eclipse era interpretada como o momento em que o astro se enfurecia<\/strong>, morria, era retirado do c\u00e9u ou descia \u00e0 Terra. Na Mesopot\u00e2mia, eram geralmente vistas como um <strong>mau press\u00e1gio para o soberano<\/strong>, motivo pelo qual se criou o ritual do \u201crei substituto\u201d, que permitia cumprir a profecia matando o falso rei e poupando o verdadeiro.<\/p>\n<p>Segundo a mitologia n\u00f3rdica, durante os <strong>eclipses<\/strong> o Sol e a Lua eram devorados por dois lobos que os perseguiam incessantemente.<\/p>\n<p>O mesmo pensavam muitas outras culturas, como na China, onde, por\u00e9m, as mand\u00edbulas eram as de um drag\u00e3o celeste. Na <strong>Gr\u00e9cia antiga<\/strong> acreditava-se que a <strong>Lua desaparecia porque tinha descido \u00e0 Terra:<\/strong> ou vinha voluntariamente para se encontrar com o seu amado Endimi\u00e3o, ou era for\u00e7ada pelas feiticeiras da Tess\u00e1lia, que com os seus feiti\u00e7os tentavam fazer descer a Lua da sua carruagem.<\/p>\n<p>Perante estes fen\u00f3menos, em todas as partes do mundo, a tradi\u00e7\u00e3o ditava que, para evitar a derrota dos dois astros, era preciso fazer o m\u00e1ximo de barulho poss\u00edvel, com cornos, tambores, instrumentos e todo o tipo de objetos, para <strong>assustar os devoradores c\u00f3smicos at\u00e9 os fazer recuar, ou libertar o astro do efeito das palavras m\u00e1gicas<\/strong>.<\/p>\n<p>Porque \u00e9 que o sat\u00e9lite fica avermelhado<\/p>\n<p>Um <strong>eclipse lunar<\/strong> ocorre quando <strong>Sol, Terra e Lua<\/strong> se alinham <strong>ao longo da mesma linha<\/strong>, ou quase. A Terra fica entre o Sol e o sat\u00e9lite e projeta no espa\u00e7o um cone de sombra que pode cobrir totalmente, ou apenas em parte, a superf\u00edcie lunar. Este alinhamento acontece durante a fase de Lua cheia, mas n\u00e3o em todos os plenil\u00fanios, porque a \u00f3rbita lunar est\u00e1 inclinada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00f3rbita terrestre.<\/p>\n<p>A parte mergulhada na sombra n\u00e3o desaparece completamente. <strong>Uma parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcan\u00e7ar a superf\u00edcie lunar<\/strong>. O ar dispersa sobretudo os componentes azuis da luz e deixa passar mais as componentes vermelhas e alaranjadas, num mecanismo semelhante ao que colore os p\u00f4r do sol.<\/p>\n<p>A tonalidade final pode variar consoante a quantidade de poeiras e nuvens presentes na atmosfera: quanto maior for a presen\u00e7a de part\u00edculas, mais intenso pode parecer o vermelho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Lua Cheia do Esturj\u00e3o assinalou o final do ver\u00e3o de 2026 com um eclipse lunar parcial vis\u00edvel&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":503479,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,55608,233,2179,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-503478","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-eclipse-total-do-sol","tag-italia","tag-lua","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/503478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=503478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/503478\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/503479"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=503478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=503478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=503478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}