{"id":503572,"date":"2026-08-28T13:07:14","date_gmt":"2026-08-28T13:07:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/503572\/"},"modified":"2026-08-28T13:07:14","modified_gmt":"2026-08-28T13:07:14","slug":"quando-a-testosterona-e-considerada-baixa-medicos-lancam-1o-consenso-sobre-o-tema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/503572\/","title":{"rendered":"Quando a testosterona \u00e9 considerada baixa? M\u00e9dicos lan\u00e7am 1\u00ba consenso sobre o tema"},"content":{"rendered":"<p>\n                Ler Resumo<\/p>\n<ul class=\"resume-list\" id=\"resume-list\" aria-hidden=\"true\">\n<li class=\"section-item section-intro\">\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>As principais sociedades m\u00e9dicas brasileiras divulgam o primeiro posicionamento sobre reposi\u00e7\u00e3o de testosterona. O documento estabelece diretrizes baseadas em evid\u00eancias para o diagn\u00f3stico de hipogonadismo e a indica\u00e7\u00e3o de tratamento, diferenciando-o do uso indevido e alertando para os riscos de n\u00edveis hormonais excessivos.<\/p>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-topicos\">\n<ul>\n<li>Sociedades m\u00e9dicas definem diretrizes para reposi\u00e7\u00e3o de testosterona no Brasil.<\/li>\n<li>Valores de refer\u00eancia para testosterona total s\u00e3o estabelecidos para diagn\u00f3stico.<\/li>\n<li>Reposi\u00e7\u00e3o hormonal \u00e9 indicada apenas em casos de hipogonadismo e com sintomas espec\u00edficos.<\/li>\n<li>A dosagem de testosterona n\u00e3o \u00e9 parte do check-up de rotina, sendo solicitada com suspeita cl\u00ednica.<\/li>\n<li>A reposi\u00e7\u00e3o hormonal difere do uso de anabolizantes; o excesso de testosterona acarreta riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-info\">\n<p style=\"margin: 0;\">Este resumo foi \u00fatil?<\/p>\n<p>\n                            \ud83d\udc4d<br \/>\ud83d\udc4e\n                        <\/p>\n<p>                    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela reda\u00e7\u00e3o da Editora Abril.\n                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Tr\u00eas sociedades m\u00e9dicas se uniram para publicar o primeiro <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/41678706\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">posicionamento<\/a> conjunto brasileiro sobre <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/coisas-de-homens\/reposicao-de-testosterona-e-segura-conheca-as-indicacoes-e-os-riscos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>reposi\u00e7\u00e3o de testosterona<\/strong><\/a> e <strong>hipogonadismo<\/strong>, a defici\u00eancia do horm\u00f4nio.\u00a0<\/p>\n<p>O consenso surge como uma resposta \u2014 <b>baseada em evid\u00eancias cient\u00edficas<\/b> \u2014 a algumas d\u00favidas comuns, como: quando os n\u00edveis hormonais masculinos realmente devem ser examinados? Quando s\u00e3o considerados baixos? E quando \u00e9 preciso fazer reposi\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Assinam o material as Sociedades Brasileiras de Urologia (SBU), de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina Sexual e Sa\u00fade (ABEMSS).<\/p>\n<p>Um contexto de preocupa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Entre os pontos abordados, o documento define que os<strong> valores de testosterona<\/strong> total abaixo de <b>264 ng\/dL<\/b> podem sustentar o diagn\u00f3stico de problemas de sa\u00fade, enquanto resultados acima de <b>350 ng\/dL<\/b> est\u00e3o dentro da normalidade.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Cravar essas marcas \u00e9 especialmente importante em tempos em que alguns <strong>m\u00e9dicos<\/strong> e <strong>influenciadores<\/strong> incensam nas <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/redes-sociais\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">redes sociais<\/a> o discurso da <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/promessas-testosterona-quem-deve-usar\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">testosterona<\/a> como rem\u00e9dio para qualquer <strong>desilus\u00e3o<\/strong> da vida adulta.<\/p>\n<p>\u201cO motivador do documento foi a preocupa\u00e7\u00e3o com os homens que t\u00eam a doen\u00e7a e<b> n\u00e3o recebem tratamento correto<\/b> e com os conte\u00fados nas redes que estimulam um <b>uso inadequado do horm\u00f4nio<\/b>\u201d, diz o endocrinologista Alexandre Hohl, presidente ABEMSS e diretor da SBEM, al\u00e9m de autor de um dos maiores tratados m\u00e9dicos nacionais sobre o tema, Testosterona: Dos Aspectos B\u00e1sicos aos Cl\u00ednicos.<\/p>\n<p>Cansa\u00e7o, libido baixa, pot\u00eancia diminu\u00edda, ganho de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/fitness\/musculo-e-vida-agora-ele-e-considerado-um-orgao-decisivo-para-a-longevidade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">m\u00fasculos<\/a>\u2026 n\u00e3o param de brotar publica\u00e7\u00f5es onde tudo parece um motivo para<strong> repor esse horm\u00f4nio <\/strong>\u2014 que, ali\u00e1s, deve estar sempre \u201cexplodindo\u201d no corpo, dizem eles.<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que realmente mostra a ci\u00eancia? Confira a seguir.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p><strong>+Leia a seguir: \u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/promessas-testosterona-quem-deve-usar\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">As promessas da testosterona: entenda, de vez, se voc\u00ea deve usar ou n\u00e3o<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Quando fazer reposi\u00e7\u00e3o de testosterona?<\/p>\n<p>Em um v\u00eddeo do Tiktok, um m\u00e9dico l\u00ea a pergunta de um seguidor: \u201ctenho 38 anos e minha testosterona est\u00e1 em <strong>340 mg\/dL<\/strong>. Est\u00e1 baixa? O que fazer?\u201d. E ele responde, sem pestanejar: \u201c<strong>Repor<\/strong>! Est\u00e1 baix\u00edssima!\u201d.<\/p>\n<p>Em seguida, o doutor afirma que, com base em valores de refer\u00eancia, o n\u00famero poderia ser considerado normal. \u201cMas esse \u2018normal\u2018 n\u00e3o \u00e9 bom\u201d, atesta, enquanto crava que valores saud\u00e1veis estariam entre <b>800 <\/b>e<b> 900 ng\/dL<\/b>.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 bem isso, por\u00e9m, que a literatura m\u00e9dica indica. Pelo contr\u00e1rio, as autoridades no assunto atestam: \u201cas pessoas t\u00eam que <strong>parar de achar que mais \u00e9 melhor<\/strong>\u201d, diz Hohl.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Segundo o consenso, se, por um lado, h\u00e1<strong> risco cardiovascular<\/strong> em indiv\u00edduos com n\u00edveis extremamente baixos, maiores ainda s\u00e3o os perigos para aqueles com taxas <b>acima do natural humano<\/b> (mais do que <strong>900ng\/dL<\/strong>, por exemplo).<\/p>\n<p>Por isso, a reposi\u00e7\u00e3o de testosterona s\u00f3 \u00e9 indicada em casos espec\u00edficos: quando o sujeito enfrenta um quadro de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/testosterona-baixa-conheca-as-causas-e-sintomas\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><b>hipogonadismo<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o em que o organismo n\u00e3o produz testosterona suficiente, seja por uma <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/com-a-palavra\/acromegalia-caminhos-ate-o-diagnostico\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><b>falha nos test\u00edculos<\/b><\/a> (g\u00f4nadas), seja por altera\u00e7\u00f5es nas estruturas do <b><a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/cerebro\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">c\u00e9rebro<\/a> <\/b>que controlam sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>O paciente pode ter sintomas como<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/terapia-testosterona-mulheres-indicacao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><b> queda da libido<\/b><\/a> e <b>redu\u00e7\u00e3o das ere\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas.<\/b><\/p>\n<p>Quando a testosterona \u00e9 considerada baixa?<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que entram os n\u00fameros definidos pelo consenso, que devem ser usados exclusivamente para <strong>diagnosticar<\/strong> ou <strong>descartar<\/strong> quadros de hipogonadismo.<\/p>\n<p>Segundo cravado pela diretriz, a condi\u00e7\u00e3o \u00e9 confirmada quando os n\u00fameros est\u00e3o <b>abaixo de 264 ng\/dL<\/b>, acompanhados de sintomas. J\u00e1 com n\u00edveis <b>acima de 350 ng\/dL<\/b>, a condi\u00e7\u00e3o <strong>geralmente<\/strong> \u00e9 descartada.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Existe, por\u00e9m, uma zona cinzenta: o meio do caminho entre <b>264 e 350 ng\/dL<\/b>. Este \u00e9, por exemplo, o caso do exemplo recebido pelo m\u00e9dico Tiktoker.<\/p>\n<p>Mas a resposta aqui <strong>n\u00e3o \u00e9 a reposi\u00e7\u00e3o hormonal<\/strong> imediata.\u00a0Nesses casos, o n\u00famero, sozinho, <strong>n\u00e3o permite concluir que h\u00e1 defici\u00eancia<\/strong>. Assim, o m\u00e9dico pode pedir exames de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/com-a-palavra\/testosterona-quando-dosar-e-quem-realmente-precisa\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><b>testosterona livre<\/b><\/a>, que ajudam a estimar quanto do horm\u00f4nio est\u00e1 efetivamente dispon\u00edvel para agir no organismo.<\/p>\n<p>Para calcul\u00e1-la, s\u00e3o levados em conta a<strong> testosterona total<\/strong> e a <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/5-exames-que-todo-homem-jovem-deveria-fazer-para-evitar-surpresas-depois\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><b>SHBG<\/b><\/a>, uma prote\u00edna que se liga ao horm\u00f4nio no corpo. Se o resultado desta conta for abaixo de <strong>6,5 ng\/dL, <\/strong>ele \u00e9 <b>diagnosticado<\/b> com hipogonadismo.<\/p>\n<p>Se estiver acima, o paciente \u00e9 considerado <b>normal<\/b>. Assim, em caso de sintomas como baixa libido e<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/com-a-palavra\/quando-alteracoes-genitais-e-urinarias-persistem-na-vida-adulta\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> disfun\u00e7\u00e3o sexual<\/a>, outras causas devem ser <b>investigadas<\/b>, como a <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/mente-saudavel\/depressao-sintomas-diagnostico-prevencao-e-tratamento\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">depress\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>No mais, qualquer n\u00famero dentro dessas caracter\u00edsticas ou acima de 350 ng\/dL \u00e9, sim, <b>saud\u00e1vel<\/b>.\u00a0\u201cN\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia cient\u00edfica de que uma pessoa tenha melhor<b> qualidade de vida<\/b> com uma testosterona de 600 ng\/dL do que com 400 ng\/dL. Os dois valores <b>est\u00e3o dentro da normalidade<\/b>\u201d, alerta Hohl.<\/p>\n<p>Queda de testosterona \u00e9 normal<\/p>\n<p>\u00c9 importante diferenciar <b><a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/longevidade\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">envelhecimento<\/a> normal<\/b> de hipogonadismo. Afinal, o horm\u00f4nio pode <strong>cair gradualmente<\/strong> com a idade \u2014 aproximadamente <b>1,6%<\/b> ao ano \u2013, mas isso, por si s\u00f3, n\u00e3o representa um <b>risco \u00e0 sa\u00fade,<\/b> tampouco \u00e0 qualidade de vida.<\/p>\n<p>Por isso, em qualquer idade, um homem saud\u00e1vel<b> n\u00e3o deve fazer reposi\u00e7\u00e3o<\/b> simplesmente pela promessa de aumentar a disposi\u00e7\u00e3o, ganhar m\u00fasculos, melhorar desempenho sexual ou \u201cotimizar\u201d o organismo.<\/p>\n<p>Nesses casos,<b> n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de benef\u00edcios<\/b> e o tratamento pode ter efeitos indesejados, incluindo <b>supress\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de espermatozoides<\/b> e preju\u00edzo \u00e0 <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/fertilidade\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><b>fertilidade<\/b><\/a>, al\u00e9m de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/fisiculturismo-o-que-explica-a-morte-subita-de-jovem-baiano-e-outros-atletas-do-esporte\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">riscos cardiovasculares<\/a> ligados ao <b>abuso do horm\u00f4nio<\/b>.<\/p>\n<p>Quando dosar a testosterona?<\/p>\n<p>Outro ponto importante \u00e9 que a pr\u00f3pria <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/com-a-palavra\/testosterona-quando-dosar-e-quem-realmente-precisa\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">dosagem de testosterona<\/a> <strong>n<\/strong><b>\u00e3o deve fazer parte do check-up<\/b> de rotina.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 indicada quando h\u00e1 uma <b>suspeita cl\u00ednica<\/b>, e n\u00e3o simplesmente para descobrir se o horm\u00f4nio est\u00e1 \u201calto\u201d ou \u201cbaixo\u201d.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica \u00e9 semelhante \u00e0 de outros problemas de sa\u00fade. \u201cOra, uma pessoa s\u00f3 ir\u00e1 investigar a possibilidade de enxaqueca caso sinta dores de cabe\u00e7a. Do mesmo modo, um homem sem queixas n\u00e3o precisa investigar a testosterona\u201d, compara Hohl.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico vai al\u00e9m dos n\u00fameros<\/p>\n<p>Mesmo homens com n\u00edveis considerados<b> realmente baixos<\/b> de testosterona n\u00e3o t\u00eam, necessariamente, hipogonadismo.<\/p>\n<p>\u00c9 que, lembre-se: o diagn\u00f3stico s\u00f3 existe entre pessoas que, al\u00e9m dos n\u00fameros, tamb\u00e9m t\u00eam <strong>sintomas<\/strong> compat\u00edveis com o quadro.<\/p>\n<p>\u201cIsso porque o que determina o funcionamento do organismo \u00e9 o n\u00famero de <b>receptores da testosterona<\/b>. \u00c9 ele quem define se um indiv\u00edduo vai ter sintomas ou n\u00e3o\u201d, explica Leonardo Seligra, supervisor da Disciplina de Medicina Sexual do Departamento de Andrologia, Reprodu\u00e7\u00e3o e Sexualidade da Sociedade Brasileira de Urologia.<\/p>\n<p>Desse jeito, uma pessoa com baixa testosterona pode ter<b> mais receptores <\/b>ou <b>maior sensibilidade<\/b> a eles, aproveitando melhor o horm\u00f4nio dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>J\u00e1 outra, com n\u00edveis mais altos, pode ter <b>menos receptores<\/b> ou menor sensibilidade e, assim, apresentar <b>sintomas<\/b>.<\/p>\n<p>Por isso, para ser diagnosticado, \u00e9 preciso ter a <strong>combina\u00e7\u00e3o<\/strong> entre exames de sangue e sinais cl\u00ednicos. \u201cO homem deve desconfiar, principalmente, quando h\u00e1 <b>problemas na esfera sexual<\/b>, como queda de libido e diminui\u00e7\u00e3o das ere\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas, matinais ou noturnas\u201d, explica Hohl.<\/p>\n<p>Nem todo mundo com hipoganismo deve fazer reposi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Para pacientes com hipogonadismo confirmado e <b>sintomas persistentes<\/b>, a terapia de reposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica importante.<\/p>\n<p>Mas o consenso ressalta que a<b> indica\u00e7\u00e3o deve ser individualizada<\/b>, com avalia\u00e7\u00e3o de riscos e benef\u00edcios e acompanhamento cl\u00ednico e laboratorial regular.<\/p>\n<p>Em qual valor estabilizar as taxas?<\/p>\n<p>Outro ponto trazido pelo material \u00e9 que, quando a reposi\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente <strong>indicada<\/strong>, a ideia<strong> n\u00e3o \u00e9 deixar<\/strong> a testosterona o mais alta poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cA meta \u00e9 manter esse paciente na faixa de normalidade, com n\u00edveis entre <b>400 <\/b>e<b> 600 ng\/dL<\/b>\u201c, explica Seligra. Isso porque, de novo, n\u00edveis<b> excessivamente elevados<\/b> podem aumentar <b>riscos<\/b> associados ao tratamento.<\/p>\n<p>Outras causas para a queda de testosterona<\/p>\n<p>O consenso tamb\u00e9m recomenda descobrir <b>por que a testosterona est\u00e1 baixa <\/b>antes de optar pelo tratamento hormonal.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/obesidade\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Obesidade<\/a>, <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/diabetes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">diabetes<\/a>, doen\u00e7as cr\u00f4nicas e o uso de alguns medicamentos, como <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/o-que-sao-opioides-entenda-a-classe-de-medicamentos-analgesicos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">opioides<\/a> e <strong>corticoides<\/strong>, podem reduzir os n\u00edveis do horm\u00f4nio.<\/p>\n<p>Em alguns casos, corrigir o problema de origem<b> pode ser suficiente<\/b> para recuperar a testosterona.<\/p>\n<p>Por exemplo, homens com obesidade podem ter um tipo hipogonadismo chamado de \u201c<strong>funcional<\/strong>\u201c. Nesses casos, mudan\u00e7as no <strong>estilo de vida<\/strong> e<strong> perda de peso<\/strong> s\u00e3o a <b>primeira linha <\/b>de tratamento.<\/p>\n<p>Reposi\u00e7\u00e3o e uso de anabolizantes n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, \u00e9 v\u00e1lido dizer que, embora ambos envolvam testosterona, reposi\u00e7\u00e3o hormonal e uso de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/esteroides-anabolizantes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">anabolizantes<\/a> s\u00e3o coisas bem diferentes.\u00a0<\/p>\n<p>Na primeira, o objetivo \u00e9 corrigir uma <b>defici\u00eancia comprovada<\/b> e manter o horm\u00f4nio dentro de n\u00edveis naturais do corpo.<\/p>\n<p>J\u00e1 no uso das chamadas \u201c<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/10-coisas-que-voce-ainda-nao-sabia-sobre-anabolizantes-e-precisa-conhecer-ja\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">bombas<\/a>\u201c, s\u00e3o comuns doses <b>suprafisiol\u00f3gicas de testosterona e seus derivados sint\u00e9ticos<\/b>, ou seja, muito acima do que o organismo produziria naturalmente. E \u00e9 justamente a\u00ed que os <b>riscos aumentam<\/b>.<\/p>\n<p>Quanto maior a exposi\u00e7\u00e3o ao horm\u00f4nio, maior o potencial de <b>efeitos adverso<\/b>s, que podem incluir diminui\u00e7\u00e3o dos test\u00edculos, <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/espinha-interna-como-lidar-com-esse-incomodo-problema\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">acne intensa<\/a>, reten\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos, aumento da <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/pressao-alta\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">press\u00e3o arterial<\/a>, piora da <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/coluna\/com-a-palavra\/disturbios-do-sono-na-era-das-telas-o-papel-decisivo-da-odontologia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">apneia do sono<\/a> e altera\u00e7\u00f5es importantes de humor e libido.<\/p>\n<p>O uso em doses elevadas tamb\u00e9m pode provocar altera\u00e7\u00f5es no <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/colesterol\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><b>colesterol<\/b><\/a>, problemas no <b>f\u00edgado <\/b>e no <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/coracao\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><b>cora\u00e7\u00e3o<\/b><\/a>, como arritmias e aumento do risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), trombose e <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/embolia-pulmonar-o-que-e-como-tratar\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">embolia pulmonar<\/a>.<\/p>\n<p>Em alguns casos, ainda pode haver <b>depend\u00eancia <\/b>e sintomas de <b>depress\u00e3o <\/b>ap\u00f3s a suspens\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, a principal mensagem do trabalho publicado pelos m\u00e9dicos brasileiros \u00e9, segundo Seligra: \u201c<b>n\u00e3o existe f\u00f3rmula m\u00e1gica<\/b>\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA testosterona \u00e9, sim, um horm\u00f4nio importante para a <b>sa\u00fade masculina<\/b>, mas a reposi\u00e7\u00e3o hormonal deve ser feita para quem tem indica\u00e7\u00e3o e com acompanhamento adequado\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Anabolizantes: n\u00e3o caia nesses 5 argumentos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ler Resumo Introdu\u00e7\u00e3o As principais sociedades m\u00e9dicas brasileiras divulgam o primeiro posicionamento sobre reposi\u00e7\u00e3o de testosterona. 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