{"id":504378,"date":"2026-08-29T08:50:16","date_gmt":"2026-08-29T08:50:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/504378\/"},"modified":"2026-08-29T08:50:16","modified_gmt":"2026-08-29T08:50:16","slug":"cocaina-e-anfetaminas-podem-quase-triplicar-risco-de-avc-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/504378\/","title":{"rendered":"Coca\u00edna e anfetaminas podem quase triplicar risco de AVC, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">O uso de drogas recreativas pode ser um importante fator de risco para acidente vascular cerebral, inclusive entre os mais jovens, segundo um estudo da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Com dados de mais de 100 milh\u00f5es de participantes e publicada no International Journal of Stroke, a revis\u00e3o cient\u00edfica baseia-se em 32 pesquisas que investigaram \u2014 e encontraram \u2014 associa\u00e7\u00f5es significativas entre o consumo de cannabis, coca\u00edna e anfetaminas e a ocorr\u00eancia de AVC.<\/p>\n<p class=\"texto\">Um dos principais problemas de sa\u00fade no mundo, o AVC ocupa o terceiro lugar como causa combinada de morte e incapacidade. Muitos dos seus principais fatores de risco podem ser modificados por meio de escolhas de estilo de vida, como alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, atividade f\u00edsica e outros h\u00e1bitos. Ao mesmo tempo, o uso recreativo de drogas tem aumentado: segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), cerca de 316 milh\u00f5es de pessoas usam subst\u00e2ncias il\u00edcitas, um aumento de 23%, comparado \u00e0 d\u00e9cada passada.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Estudos anteriores indicaram que o uso de drogas recreativas pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral, mas boa parte das evid\u00eancias era puramente observacional, sem estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito. &#8220;Isso dificultava determinar se as pr\u00f3prias drogas aumentam o risco de AVC ou se a associa\u00e7\u00e3o observada reflete outras caracter\u00edsticas e h\u00e1bitos compartilhados entre os usu\u00e1rios de drogas&#8221;, explica Megan Ritchie, do Grupo de Pesquisa sobre AVC da Universidade de Cambridge e coautora da pesquisa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Meta-an\u00e1lise\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Ela conta que especialistas do Departamento de Neuroci\u00eancias Cl\u00ednicas da institui\u00e7\u00e3o debru\u00e7aram-se sobre estudos variados sobre o tema, com mais de 100 milh\u00f5es de participantes no total. &#8220;A meta-an\u00e1lise permite combinar e testar dados de m\u00faltiplos estudos. Especialmente quando as descobertas anteriores foram inconsistentes, ao reunir os resultados, os pesquisadores podem chegar a conclus\u00f5es mais robustas do que seria poss\u00edvel com base em estudos individuais menores.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Os resultados, publicados no International Journal of Stroke, mostraram varia\u00e7\u00f5es significativas no risco de AVC associado a diferentes drogas. O uso de coca\u00edna e anfetaminas foi relacionado a uma probabilidade duas vezes maior de derrame cerebral \u2014 a coca\u00edna elevou a chance em 96%, e as anfetaminas em 122%. J\u00e1 entre usu\u00e1rios de cannabis, o percentual foi de 37%. N\u00e3o foi encontrada associa\u00e7\u00e3o estatisticamente significativa entre opioides e acidente vascular cerebral.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Os pesquisadores tamb\u00e9m realizaram uma an\u00e1lise separada para pessoas com menos de 55 anos. Nesse grupo mais jovem, o uso de anfetaminas foi associado a um risco quase tr\u00eas vezes maior de AVC (um aumento de 174%). A cannabis foi relacionada a um leve aumento de 14%; enquanto a coca\u00edna, a um aumento de 97%.<\/p>\n<p class=\"texto\">A equipe investigou se essas associa\u00e7\u00f5es poderiam ir al\u00e9m de uma mera correla\u00e7\u00e3o. Eles empregaram a randomiza\u00e7\u00e3o mendeliana, um m\u00e9todo estat\u00edstico que testa varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas naturais ligadas a fatores de risco e acidente vascular cerebral. Os pesquisadores podem usar essas diferen\u00e7as para avaliar se as evid\u00eancias sustentam uma rela\u00e7\u00e3o causal entre um determinado elemento, como o uso de drogas, e um desfecho de sa\u00fade, que, nesse caso, foi o AVC.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">A an\u00e1lise gen\u00e9tica revelou que o transtorno por uso de coca\u00edna estava especificamente associado a hemorragia cerebral e acidente vascular cerebral cardioemb\u00f3lico, quando um co\u00e1gulo formado no cora\u00e7\u00e3o viaja at\u00e9 o c\u00e9rebro, bloqueando o fluxo sangu\u00edneo e danificando o tecido cerebral. De modo geral, o transtorno por uso de cannabis foi relacionado a AVC, particularmente o de grandes art\u00e9rias. Segundo os pesquisadores, essas descobertas gen\u00e9ticas corroboram a possibilidade n\u00e3o apenas de uma correla\u00e7\u00e3o, mas de uma conex\u00e3o entre causa e efeito.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Mecanismos<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Diversos mecanismos biol\u00f3gicos podem ajudar a explicar por que drogas recreativas est\u00e3o ligadas ao AVC. Anteriormente, pesquisadores identificaram aumentos repentinos na press\u00e3o arterial, constri\u00e7\u00e3o e estreitamento dos vasos sangu\u00edneos, ritmos card\u00edacos irregulares, maior probabilidade de forma\u00e7\u00e3o de co\u00e1gulos sangu\u00edneos (especialmente com cannabis) e inflama\u00e7\u00e3o ou vasculite (particularmente com anfetaminas) como poss\u00edveis causas.<\/p>\n<p class=\"texto\">Todos esses processos j\u00e1 s\u00e3o conhecidos por desempenhar um papel na ocorr\u00eancia de AVCs. &#8220;Eles podem contribuir tanto para AVCs isqu\u00eamicos (causados pela obstru\u00e7\u00e3o do fluxo sangu\u00edneo devido a um co\u00e1gulo) quanto para AVCs hemorr\u00e1gicos (causados por sangramento)&#8221;, comenta Ritchie. Segundo a pesquisadora, a an\u00e1lise \u00e9 a mais abrangente at\u00e9 agora sobre o assunto e &#8220;fornece evid\u00eancias convincentes de que drogas como coca\u00edna, anfetaminas e cannabis s\u00e3o fatores de risco para AVC&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Para Eric H. Horsfield, coautor do estudo, os resultados t\u00eam importantes implica\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da sa\u00fade p\u00fablica. &#8220;Nossa an\u00e1lise mostra que essas drogas em si aumentam o risco de AVC, e n\u00e3o apenas outros fatores de estilo de vida dos usu\u00e1rios. No geral, nossas descobertas refor\u00e7am a import\u00e2ncia de medidas de sa\u00fade p\u00fablica para reduzir o v\u00edcio em drogas como forma de tamb\u00e9m ajudar a reduzir o risco de acidente vascular cerebral.&#8221;<\/p>\n<p>Tr\u00eas perguntas para\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\t&#13;<br \/>\n  \t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1_medicopaloma-67546658.jpg\" alt=\"Victor Hugo Esp\u00edndola, neurocirurgi\u00e3o e especialista em doen\u00e7as cerebrovasculares\" title=\"Victor Hugo Esp\u00edndola, neurocirurgi\u00e3o e especialista em doen\u00e7as cerebrovasculares\" class=\"lazy\" width=\"393\" height=\"270\"\/>&#13;<br \/>\n  \t &#13;<br \/>\n\t\tVictor Hugo Esp\u00edndola, neurocirurgi\u00e3o e especialista em doen\u00e7as cerebrovasculares&#13;<br \/>\n\t\t(foto: Arquivo pessoal)&#13;<br \/>\n\t&#13;\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Victor Hugo Esp\u00edndola, neurocirurgi\u00e3o e especialista em doen\u00e7as cerebrovasculares<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Quais s\u00e3o os principais mecanismos pelos quais as drogas podem provocar um AVC?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">As drogas podem aumentar o risco de AVC por diferentes mecanismos, e isso varia conforme a subst\u00e2ncia. Entre os principais, est\u00e3o a vasoconstri\u00e7\u00e3o das art\u00e9rias cerebrais, eleva\u00e7\u00f5es abruptas da press\u00e3o arterial, altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o do endot\u00e9lio vascular, maior tend\u00eancia \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de trombos e, em alguns casos, altera\u00e7\u00f5es card\u00edacas capazes de produzir \u00eambolos que migram para o c\u00e9rebro. Essas subst\u00e2ncias podem participar tanto da g\u00eanese do AVC isqu\u00eamico, por obstru\u00e7\u00e3o de uma art\u00e9ria, quanto do AVC hemorr\u00e1gico, pelo rompimento de um vaso.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>No estudo, a associa\u00e7\u00e3o foi particularmente forte entre o uso de cannabis e o AVC isqu\u00eamico. O que pode explicar essa rela\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\u00c9 importante destacar que se trata de uma associa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica e n\u00e3o significa que todo usu\u00e1rio de cannabis tenha esse aumento individual de risco. Do ponto de vista fisiol\u00f3gico, a cannabis pode interferir na regula\u00e7\u00e3o do calibre dos vasos cerebrais, favorecer epis\u00f3dios de vasoconstri\u00e7\u00e3o e produzir oscila\u00e7\u00f5es da press\u00e3o arterial, entre outros. Um dado interessante do estudo \u00e9 que a an\u00e1lise gen\u00e9tica encontrou associa\u00e7\u00e3o entre predisposi\u00e7\u00e3o ao transtorno por uso de cannabis e AVC de grandes art\u00e9rias. Isso refor\u00e7a a plausibilidade de uma rela\u00e7\u00e3o causal, mas n\u00e3o permite afirmar que o uso espor\u00e1dico tenha exatamente o mesmo efeito, porque a an\u00e1lise gen\u00e9tica avaliou predisposi\u00e7\u00e3o ao uso problem\u00e1tico ou depend\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>H\u00e1 caracter\u00edsticas espec\u00edficas nos AVCs relacionados a essas drogas que os diferenciam daqueles provocados pelos fatores de risco tradicionais?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Em muitos casos, o AVC produzido por essas drogas \u00e9 clinicamente indistingu\u00edvel de qualquer outro AVC. O que muda \u00e9 principalmente o contexto em que ele ocorre e o mecanismo respons\u00e1vel. Os fatores tradicionais \u2014 hipertens\u00e3o, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e fibrila\u00e7\u00e3o atrial, por exemplo \u2014 geralmente produzem dano vascular progressivo ao longo dos anos. J\u00e1 algumas drogas podem funcionar como um gatilho agudo, provocando vasoconstri\u00e7\u00e3o intensa, uma crise hipertensiva, arritmia ou dissec\u00e7\u00e3o arterial em um intervalo relativamente curto ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o. Outra particularidade \u00e9 que determinadas subst\u00e2ncias parecem se relacionar a mais de um mecanismo.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Coca%C3%ADna+e+anfetaminas+podem+quase+triplicar+risco+de+AVC%2C+diz+estudo%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2026\/08\/7488624-cocaina-e-anfetaminas-podem-quase-triplicar-risco-de-avc-diz-estudo.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F08%2F7488624-cocaina-e-anfetaminas-podem-quase-triplicar-risco-de-avc-diz-estudo.html&amp;text=Coca%C3%ADna+e+anfetaminas+podem+quase+triplicar+risco+de+AVC%2C+diz+estudo\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F08%2F7488624-cocaina-e-anfetaminas-podem-quase-triplicar-risco-de-avc-diz-estudo.html&amp;text=Coca%C3%ADna+e+anfetaminas+podem+quase+triplicar+risco+de+AVC%2C+diz+estudo\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1787993415_127_google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; margin: 0 !important; margin-left: 3px;\" alt=\"Google Discover Icon\"\/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>              <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1787993416_406_paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1787993416_406_paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Paloma Oliveto  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter s\u00eanior<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Formada na Universidade de Bras\u00edlia, \u00e9 especializada na cobertura de ci\u00eancia e sa\u00fade h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Entre as premia\u00e7\u00f5es recebidas, est\u00e3o primeiro lugar no Grande Pr\u00eamio Ayrton Senna e men\u00e7\u00e3o honrosa no Pr\u00eamio Esso.<\/p>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O uso de drogas recreativas pode ser um importante fator de risco para acidente vascular cerebral, inclusive entre&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":504379,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[27512,1493,22205,19764,80832,116,32,33,117],"class_list":["post-504378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-acidente-vascular-cerebral","tag-avc","tag-cannabis","tag-cocaina","tag-drogras","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117177944428649454","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=504378"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504378\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/504379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=504378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=504378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=504378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}