{"id":504478,"date":"2026-08-29T11:18:38","date_gmt":"2026-08-29T11:18:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/504478\/"},"modified":"2026-08-29T11:18:38","modified_gmt":"2026-08-29T11:18:38","slug":"os-cinco-efeitos-que-acontecem-no-corpo-quando-comemos-mais-leguminosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/504478\/","title":{"rendered":"Os cinco efeitos que acontecem no corpo quando comemos mais leguminosas"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/beans-in-tomato-sauce-with-dill-horizontal-top-view-73418141.html\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">lenyvavsha \/ Depositphotos<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-761796 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/b7dc87ff22b1546afa83d43265382867-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>As lentilhas, os feij\u00f5es e o gr\u00e3o-de-bico alimentam as popula\u00e7\u00f5es humanas h\u00e1 milhares de anos. No entanto, os cientistas continuam a investigar o que acontece no organismo quando consumimos estes alimentos.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Um novo <a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/2072-6643\/18\/15\/2571\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">estudo<\/a>, publicado este m\u00eas na Nutrients, analisou as evid\u00eancias dispon\u00edveis sobre as leguminosas secas, a microbiota intestinal, o metabolismo e a sustentabilidade. As leguminosas secas incluem alimentos como lentilhas, gr\u00e3o-de-bico, feij\u00f5es secos e ervilhas secas.<\/p>\n<p><strong>1. Alimentam os micr\u00f3bios do intestino<\/strong><\/p>\n<p>As leguminosas fornecem prote\u00edna vegetal e fibra, al\u00e9m de hidratos de carbono que n\u00e3o s\u00e3o completamente digeridos no intestino delgado e podem chegar ao intestino grosso,\u00a0A\u00ed, parte destes compostos \u00e9 fermentada pela microbiota intestinal, produzindo \u00e1cidos gordos de cadeia curta, como o acetato, o propionato e o butirato, explicou <strong>Lewis Mason<\/strong> da Kingston University num artigo do <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/what-happens-to-your-body-when-you-eat-more-pulses-five-effects-you-need-to-know-289525\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">The Conversation<\/a>.<\/p>\n<p>Estes compostos participam na manuten\u00e7\u00e3o da barreira intestinal e na regula\u00e7\u00e3o de processos imunit\u00e1rios e metab\u00f3licos. Apesar de os mecanismos serem promissores, grande parte da evid\u00eancia sobre a microbiota ainda \u00e9 pr\u00e9-cl\u00ednica.<\/p>\n<p><strong>2. Podem reduzir o aumento da glicemia\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>As leguminosas podem atenuar o aumento da glicose no sangue ap\u00f3s uma refei\u00e7\u00e3o, sobretudo quando substituem fontes de hidratos de carbono de digest\u00e3o mais r\u00e1pida.<\/p>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s00394-021-02685-y\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">estudo<\/a> publicado em 2021, incluiu 65 ensaios cl\u00ednicos envolvendo 2.102 participantes, com e sem diabetes tipo 2. Nos ensaios agudos, o consumo de leguminosas reduziu significativamente o pico de glicose ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es, tanto em pessoas com diabetes tipo 2 como em pessoas sem diabetes.<\/p>\n<p>A fibra, o amido e a estrutura das paredes celulares das leguminosas podem contribuir para uma digest\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o mais lentas. Os efeitos a longo prazo s\u00e3o mais vari\u00e1veis, embora alguns estudos indiquem melhorias no controlo glic\u00e9mico, particularmente em pessoas com diabetes tipo 2.<\/p>\n<p><strong>3. Podem reduzir o colesterol\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Ensaios cl\u00ednicos indicam que o consumo de leguminosas pode produzir redu\u00e7\u00f5es modestas do colesterol total e do colesterol LDL.<\/p>\n<p>Uma <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s00394-024-03576-8\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">revis\u00e3o<\/a> de 2024, que reuniu 24 ensaios cl\u00ednicos e 1.938 participantes, envolvendo 1.938 participantes, encontrou melhorias nestes par\u00e2metros. Os efeitos s\u00e3o relativamente pequenos, pelo que as leguminosas n\u00e3o devem ser encaradas como tratamento isolado para o colesterol elevado, mas podem fazer parte de um padr\u00e3o alimentar favor\u00e1vel \u00e0 sa\u00fade cardiovascular.<\/p>\n<p><strong>4. Podem aumentar a saciedade<\/strong><\/p>\n<p>As leguminosas tamb\u00e9m podem influenciar a sensa\u00e7\u00e3o de fome e saciedade depois de uma refei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma <a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/oby.20782\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">revis\u00e3o<\/a> de ensaios alimentares concluiu que as pessoas referiam maior saciedade depois de refei\u00e7\u00f5es que inclu\u00edam leguminosas do que depois das refei\u00e7\u00f5es de compara\u00e7\u00e3o. No entanto, esse aumento n\u00e3o se traduziu de forma estatisticamente significativa numa redu\u00e7\u00e3o da quantidade de alimentos consumida na refei\u00e7\u00e3o seguinte.<\/p>\n<p><strong>5. Podem influenciar a biodisponibilidade de minerais<br \/><\/strong><\/p>\n<p>As leguminosas cont\u00eam minerais importantes, como ferro e zinco, mas tamb\u00e9m cont\u00eam naturalmente fitato, uma forma de armazenamento de f\u00f3sforo presente nas sementes.<\/p>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o dos alimentos pode modificar este efeito. T\u00e9cnicas como a imers\u00e3o, a germina\u00e7\u00e3o e a fermenta\u00e7\u00e3o podem reduzir o teor de fitato e, em determinadas condi\u00e7\u00f5es, melhorar a biodisponibilidade de minerais como o ferro e o zinco. O efeito, contudo, varia de acordo com a leguminosa e com o m\u00e9todo de processamento.<\/p>\n<p>A forma como o alimento \u00e9 preparado tamb\u00e9m pode influenciar a quantidade desse mineral que fica efetivamente dispon\u00edvel para o organismo.<\/p>\n<p><strong>Benef\u00edci<\/strong><strong>os ambientais\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>As leguminosas estabelecem associa\u00e7\u00f5es simbi\u00f3ticas com bact\u00e9rias capazes de fixar azoto atmosf\u00e9rico, o que pode reduzir a necessidade de fertilizantes azotados sint\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos potenciais benef\u00edcios para a sa\u00fade, as leguminosas s\u00e3o fontes de prote\u00edna e fibra que podem integrar padr\u00f5es alimentares saud\u00e1veis. Os seus efeitos sobre a glicemia, o colesterol e a saciedade est\u00e3o relativamente bem estudados, enquanto os efeitos sobre a microbiota intestinal continuam a ser investigados.<\/p>\n<p>Vers\u00e1teis e nutricionalmente densas, as leguminosas podem contribuir para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e, dependendo do sistema de produ\u00e7\u00e3o, para pr\u00e1ticas agr\u00edcolas mais sustent\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"lenyvavsha \/ Depositphotos As lentilhas, os feij\u00f5es e o gr\u00e3o-de-bico alimentam as popula\u00e7\u00f5es humanas h\u00e1 milhares de anos.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":504479,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[2369,116,1863,32,33,117],"class_list":["post-504478","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-alimentacao","tag-health","tag-nutricao","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117178526385197653","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=504478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/504478\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/504479"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=504478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=504478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=504478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}