{"id":50601,"date":"2025-08-29T19:32:17","date_gmt":"2025-08-29T19:32:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/50601\/"},"modified":"2025-08-29T19:32:17","modified_gmt":"2025-08-29T19:32:17","slug":"fogos-mataram-400-veados-corcos-e-javalis-na-cordilheira-central-em-portugal-incendios-florestais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/50601\/","title":{"rendered":"Fogos mataram 400 veados, cor\u00e7os e javalis na cordilheira central em Portugal | Inc\u00eandios florestais"},"content":{"rendered":"<p>Os inc\u00eandios que afectaram a cordilheira central de Portugal continental (Lous\u00e3, A\u00e7or, Estrela e Gardunha) podem ter provocado a morte a cerca de quatro centenas de animais ungulados (veados, cor\u00e7os e javalis), segundo um relat\u00f3rio preliminar da Universidade de Aveiro.<\/p>\n<p>O documento, elaborado pela Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, a que a ag\u00eancia Lusa teve acesso, refere que, no limite, podem ter morrido 120 <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/15\/local\/noticia\/morador-aldeia-lousa-soltou-veados-fugirem-incendios-2144051\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">veados<\/a>, 150 cor\u00e7os e 140 javalis nos fogos que este m\u00eas atingiram aquelas \u00e1reas.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de se tratar de estimativas, consideramos que s\u00e3o de elevada relev\u00e2ncia para o futuro das popula\u00e7\u00f5es de ungulados neste territ\u00f3rio, podendo contribuir para sustentar a sua gest\u00e3o de curto a m\u00e9dio prazo&#8221;, disse \u00e0 ag\u00eancia Lusa o coordenador daquele departamento acad\u00e9mico e autor do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Carlos Fonseca salientou que a recupera\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de ungulados, que foram reintroduzidas na Serra da Lous\u00e3 h\u00e1 30 anos, ser\u00e1 uma realidade em breve naquele territ\u00f3rio, uma vez que s\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/especie\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">esp\u00e9cies<\/a> muito resilientes.<\/p>\n<p>&#8220;Aquelas popula\u00e7\u00f5es poder\u00e3o contribuir, em muito, para a valoriza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, social e ecol\u00f3gica desta vasta regi\u00e3o&#8221;, sublinhou o coordenador da Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio foi elaborado com base no trabalho de campo e na monitoriza\u00e7\u00e3o efectuada pela equipa da Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar ap\u00f3s os <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/29\/azul\/noticia\/incendios-douro-internacional-destruiu-3300-colmeias-tres-concelhos-2145315\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">inc\u00eandios <\/a>de Pi\u00f3d\u00e3o, Arganil e Lous\u00e3, no distrito de Coimbra, que atingiram as serras do A\u00e7or, Lous\u00e3, Estrela e Gardunha, na cordilheira central.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destas mortes, quase tr\u00eas centenas de animais podem ter ficado feridos devido a queimaduras ou a atropelamentos, sendo que os veados poder\u00e3o ter sido a esp\u00e9cie mais atingida.<\/p>\n<p>Numa observa\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o daquelas esp\u00e9cies, os investigadores da Universidade de Aveiro contabilizaram entre 250 a 350 veados, sobretudo na Serra da Lous\u00e3, onde se concentra o maior n\u00facleo destes animais, al\u00e9m de 40 a 60 cor\u00e7os e 30 a 50 javalis.<\/p>\n<p>&#8220;Em partes muito significativas das \u00e1reas afectadas, as caracter\u00edsticas do fogo, o relevo e o coberto vegetal possibilitaram a antecipada detec\u00e7\u00e3o do risco por parte de muitos animais, que se refugiaram ou afastaram para \u00e1reas que n\u00e3o foram afectadas, contrariamente aos inc\u00eandios de 2017, em que a mortalidade foi mais elevada&#8221;, explicou Carlos Fonseca.<\/p>\n<p>Segundo o bi\u00f3logo, houve v\u00e1rias &#8220;ilhas&#8221; de coberto arb\u00f3reo que n\u00e3o arderam, em especial na Serra da Lous\u00e3, que funcionam actualmente como importantes zonas de ref\u00fagio para a fauna. Os investigadores detectaram ainda diversos cad\u00e1veres de aves, carn\u00edvoros e outros mam\u00edferos, o que demonstra o impacto dos inc\u00eandios em muitas outras esp\u00e9cies animais.<\/p>\n<p>O inc\u00eandio, que deflagrou na zona do Pi\u00f3d\u00e3o, na Serra do A\u00e7or, a 13 de Agosto, consumiu cerca de 11.800 hectares no concelho de <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/25\/azul\/noticia\/fogo-comecou-arganil-apresenta-maior-area-ardida-portugal-2144868\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Arganil<\/a>, correspondendo a quase 40% da sua \u00e1rea total. O fogo afectou tamb\u00e9m os concelhos de Pampilhosa da Serra e Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra), Seia (Guarda) e Castelo Branco, Fund\u00e3o e Covilh\u00e3 (Castelo Branco). Apresenta ainda a maior \u00e1rea ardida de sempre em Portugal, com 64 mil hectares consumidos, segundo o relat\u00f3rio provis\u00f3rio do Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e Florestas (ICNF).<\/p>\n<p>O munic\u00edpio da Lous\u00e3 foi afectado por um grande inc\u00eandio, com in\u00edcio no dia 14, que alastrou ao munic\u00edpio vizinho de G\u00f3is e consumiu 3500 hectares na Serra da Lous\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os inc\u00eandios que afectaram a cordilheira central de Portugal continental (Lous\u00e3, A\u00e7or, Estrela e Gardunha) podem ter provocado&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":50602,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[964,785,27,28,4770,15,16,4652,14,14827,2832,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31,14825,14826],"class_list":{"0":"post-50601","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-ambiente","9":"tag-azul","10":"tag-breaking-news","11":"tag-breakingnews","12":"tag-conservacao","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-floresta","16":"tag-headlines","17":"tag-icnf","18":"tag-incendios-florestais","19":"tag-latest-news","20":"tag-latestnews","21":"tag-main-news","22":"tag-mainnews","23":"tag-news","24":"tag-noticias","25":"tag-noticias-principais","26":"tag-noticiasprincipais","27":"tag-portugal","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-pt","31":"tag-top-stories","32":"tag-topstories","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias","36":"tag-universidade-de-aveiro","37":"tag-veados"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50601"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50601\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}