{"id":506069,"date":"2026-08-31T01:10:11","date_gmt":"2026-08-31T01:10:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/506069\/"},"modified":"2026-08-31T01:10:11","modified_gmt":"2026-08-31T01:10:11","slug":"divida-dos-eua-atingiu-um-novo-recorde-40-000-000-000-000-de-dolares-nao-e-um-problema-dos-eua-e-um-problema-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/506069\/","title":{"rendered":"D\u00edvida dos EUA atingiu um novo recorde: 40.000.000.000.000 de d\u00f3lares. &#8220;N\u00e3o \u00e9 um problema dos EUA. \u00c9 um problema mundial&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>                Todo o ouro j\u00e1 extra\u00eddo da crosta terrestre seria insuficiente para pagar a d\u00edvida norte-americana. Seriam necess\u00e1rias sete Nvidias ou cada cidad\u00e3o norte-americano doar 117 mil d\u00f3lares. Ainda assim, este valor pode n\u00e3o ser o maior problema nas m\u00e3os do Departamento do Tesouro dos EUA e h\u00e1 uma aterradora certeza: &#8220;Tudo aquilo que possa colocar em causa a estabilidade financeira dos EUA, coloca o pr\u00f3prio sistema financeiro global tamb\u00e9m em risco&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify; margin-bottom:11px\">A d\u00edvida dos Estados Unidos atingiu um novo m\u00e1ximo hist\u00f3rico de 40.000.000.000.000 de d\u00f3lares. \u00c9 isso mesmo: quarenta seguido por 12 zeros. S\u00e3o 40 bili\u00f5es de d\u00f3lares ou, por outras palavras,\u00a0&#8220;um marco sombrio&#8221; na hist\u00f3ria da sa\u00fade or\u00e7amental da maior Economia do planeta, como a\u00a0imprensa norte-americana, incluindo a <a href=\"https:\/\/edition.cnn.com\/2026\/08\/23\/economy\/national-debt-40-trillion\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">CNN Internacional<\/a>, se tem referido ao novo recorde.<\/p>\n<p>O n\u00famero \u00e9 impressionante por si s\u00f3, mas a teia de m\u00e1s not\u00edcias adensa-se quando se tem em conta que o endividamento norte-americano est\u00e1 a crescer mais depressa do que as previs\u00f5es faziam antever h\u00e1 alguns anos. A culpa tem sido, essencialmente, dos d\u00e9fices or\u00e7amentais persistentes aliados aos juros exorbitantes. Mas os gastos em Defesa &#8211; primeiro na Ucr\u00e2nia e recentemente no M\u00e9dio Oriente &#8211; tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o a ajudar.<\/p>\n<p>Contudo, desengane-se quem possa pensar que esta \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o exclusiva da administra\u00e7\u00e3o Trump ou que promete s\u00f3 tirar sono a norte-americanos. O economista Filipe Garcia garante que se algum dia ocorrer &#8220;alguma coisa verdadeiramente grave&#8221; com a d\u00edvida dos EUA, este &#8220;n\u00e3o ser\u00e1 um problema dos EUA, ser\u00e1 um problema mundial&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Tendo em conta o tamanho da d\u00edvida, tudo aquilo que possa de alguma maneira\u00a0colocar em causa a estabilidade financeira dos EUA, coloca o pr\u00f3prio sistema\u00a0financeiro global tamb\u00e9m em risco e, por isso, \u00e9 que este \u00e9 um assunto importante&#8221;, alerta o presidente do\u00a0Conselho de Especialidade de An\u00e1lise Financeira da Ordem dos Economistas e do\u00a0IMF &#8211; Informa\u00e7\u00e3o de Mercados Financeiros.<\/p>\n<p>Filipe Garcia lembra que &#8220;a\u00a0grande quest\u00e3o \u00e9 que os Estados Unidos e o d\u00f3lar n\u00e3o s\u00e3o propriamente coisas frugais&#8221;.\u00a0&#8220;O d\u00f3lar \u00e9 pe\u00e7a central do sistema financeiro, representa uma percentagem muito grande das\u00a0reservas cambiais globais, 60%, e 85% do financiamento de atividades de com\u00e9rcio internacional.\u00a0Os bancos centrais t\u00eam esses d\u00f3lares aplicados em d\u00edvida p\u00fablica. A d\u00edvida p\u00fablica americana \u00e9 o mecanismo de colateral de garantia para as transa\u00e7\u00f5es\u00a0dentro do sistema financeiro e, de alguma forma, \u00e9 justo\u00a0dizer que o sistema financeiro global, apesar de n\u00e3o assentar s\u00f3 no d\u00f3lar, tem no d\u00f3lar\u00a0uma pedra important\u00edssima\u201d, refere.<\/p>\n<p>Nem todo o ouro alguma vez minerado pelo Homem chegaria para pagar a conta <\/p>\n<p>Ao longo da sua hist\u00f3ria, o ser humano extraiu do planeta um total de aproximadamente 220.700 toneladas de ouro, de acordo com o\u00a0Conselho Mundial do Ouro.<\/p>\n<p>Ao pre\u00e7o corrente deste metal precioso, cerca de 4.600 d\u00f3lares por on\u00e7a (28,35 gramas), todo o ouro alguma vez minerado dava cerca de 33 bili\u00f5es de d\u00f3lares; o que quer dizer que os EUA ainda precisariam de mais 7 bili\u00f5es para saldar a conta.<\/p>\n<p>Na altura da publica\u00e7\u00e3o deste artigo, a Nvidia \u00e9 a empresa mais valiosa do mundo, muito impulsionada pelo advento da intelig\u00eancia artificial. Est\u00e1 atualmente avaliada em 5,2 bili\u00f5es de d\u00f3lares. Volta a n\u00e3o chegar, Washington necessitaria de sete Nvidias para saldar as contas.<\/p>\n<p>As 11 empresas mais valiosas do \u00edndice S&amp;P 500 &#8211;\u00a0que aglomera as 500 empresas mais valiosas do mercado dos EUA &#8211; t\u00eam um valor de mercado combinado de aproximadamente 28 bili\u00f5es de d\u00f3lares. Continuam a faltar 12 bili\u00f5es para os 40 bili\u00f5es da d\u00edvida nacional norte-americana.<\/p>\n<p>O que mais pesa na almofada de Trump: 40.000.000.000.000 ou 123%? <\/p>\n<p>Apesar deste j\u00e1 ser um n\u00famero de dif\u00edcil compreens\u00e3o para quem est\u00e1 pouco habituado a tantos zeros, h\u00e1 outro indicador que \u00e9 ainda mais preocupante para o Departamento do Tesouro dos EUA: a rela\u00e7\u00e3o entre o valor da d\u00edvida e o PIB. Mas, comecemos pelo primeiro problema, afinal, qual \u00e9 o verdadeiro significado de 40 bili\u00f5es de alguma coisa?<\/p>\n<p>As duas explica\u00e7\u00f5es mais simples s\u00e3o: 40.000.000.000.000 \u00e9 1 milh\u00e3o, 40 milh\u00f5es de vezes; e \u00e9 tamb\u00e9m mil milh\u00f5es, 40.000 vezes.<\/p>\n<p>Agora com d\u00f3lares. Com uma d\u00edvida de 40 bili\u00f5es de d\u00f3lares, se os EUA pagassem mil milh\u00f5es por dia, iriam precisar de 110 anos para saldar a d\u00edvida por completo. Se pagassem &#8216;apenas&#8217; um milh\u00e3o a cada 24 horas, iriam precisar de 110 mil anos.<\/p>\n<p>J\u00e1 nem a pr\u00f3pria Economia dos EUA, medida pelo PIB, que representa o valor total dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds e que est\u00e1 nos 32 bili\u00f5es de d\u00f3lares &#8211; de acordo com dados do Departamento de An\u00e1lise Econ\u00f3mica dos EUA -, chegaria para chegar para pagar os 40 bili\u00f5es de d\u00f3lares.\u00a0<\/p>\n<p>Foi em 2012 que, pela primeira vez, a d\u00edvida p\u00fablica dos EUA ultrapassou 100% do PIB. Agora, esta rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida\/PIB j\u00e1 est\u00e1 nos 123% e coloca os EUA no top 10 dos maiores credores do mundo. De acordo com os\u00a0dados do <a href=\"https:\/\/www.imf.org\/external\/datamapper\/GGXWDG_NGDP@WEO\/OEMDC\/ADVEC\/WEOWORLD\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Fundo Monet\u00e1rio Internacional<\/a>, os\u00a0\u00fanicos pa\u00edses com \u00edndices de d\u00edvida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB superiores aos dos Estados Unidos s\u00e3o Jap\u00e3o, Singapura, Sud\u00e3o, Bahrein, It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Senegal e Maldivas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify; margin-bottom:11px\">Este \u00e9 ali\u00e1s o maior problema e motivo de incerteza aliado a este novo record, tal como refere Filipe Garcia, porque &#8220;\u201cestes 40 bili\u00f5es, ou trillions do outro lado do Atl\u00e2ntico, s\u00e3o um milestone [um marco], mas eles, em si, n\u00e3o querem dizer nada de especial\u201d. \u201cO que \u00e9 mais relevante \u00e9 o facto de significarem j\u00e1 cerca de 123% do PIB, o que j\u00e1 \u00e9 um peso relativamente importante\u201d, diz.<\/p>\n<p>&#8220;Mais do que o valor em absoluto, o que devemos sempre analisar, at\u00e9 porque tivemos um contexto de infla\u00e7\u00e3o,\u00a0\u00e9 o peso da d\u00edvida sobre o PIB. Nesse sentido, 123% do PIB j\u00e1 \u00e9 um n\u00famero muito substancial, porque obriga que uma parte muito importante do Or\u00e7amento Federal j\u00e1\u00a0seja para juros de d\u00edvida&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Quanto d\u00e1 20.000.000.000.000 x 2? Deu apenas 10 dez anos <\/p>\n<p>A d\u00edvida norte-americana \u00e9 agora aproximadamente o dobro daquilo que era h\u00e1 apenas 10 anos. Em agosto de 2016, h\u00e1 apenas uma d\u00e9cada, a d\u00edvida nacional total dos EUA n\u00e3o chegava aos 20 bili\u00f5es de d\u00f3lares. E\u00a0aliado a este facto surge uma leitura que j\u00e1 envolve o plano pol\u00edtico e tem um detalhe peculiar, porque foi, como aponta Filipe Garcia, &#8220;desde 2016, do primeiro mandato de Trump at\u00e9 agora, que este valor duplicou de 20 para 40 bili\u00f5es de d\u00f3lares\u201d.<\/p>\n<p>Para o economista, a &#8220;grande quest\u00e3o&#8221; est\u00e1 precisamente neste facto, porque mais relevante do que o valor absurdamente elevado da d\u00edvida e de a rela\u00e7\u00e3o PIB\/d\u00edvida j\u00e1 estar nos 123%, neste momento e nos \u00faltimos anos, &#8220;n\u00e3o se v\u00ea\u00a0nenhum sinal de que haja uma invers\u00e3o, ou sequer uma tentativa de invers\u00e3o, dessa tend\u00eancia de subida da d\u00edvida&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Os dois principais partidos dos EUA\u00a0n\u00e3o t\u00eam um potencial de entendimento, uma esp\u00e9cie\u00a0de pacto de regime, algo do g\u00e9nero, que aponte para uma maior conten\u00e7\u00e3o\u00a0dos gastos ou do peso da d\u00edvida sobre o PIB e\u00a0\u00e9 sobre isto que as pessoas t\u00eam andado a falar nos mercados&#8221;, explica. &#8220;Os mercados\u00a0n\u00e3o\u00a0est\u00e3o bem preocupados com o valor atual da d\u00edvida ou com o r\u00e1cio atual da d\u00edvida, est\u00e3o preocupadas com a tend\u00eancia e com o facto de n\u00e3o se ver nenhuma vontade de amenizar\u00a0a quest\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Portugal tamb\u00e9m j\u00e1 esteve a bra\u00e7os com &#8220;este paradigma&#8221;. Filipe Garcia recorda que at\u00e9 2010 os gastos de d\u00edvida nacional sobre o PIB &#8220;estavam a disparar&#8221;. Depois, veio &#8220;a crise e isso fez com que houvesse uma esp\u00e9cie de pacto de regime entre os dois partidos do arco&#8221;. &#8220;O consenso das contas certas&#8221;, chama-lhe o economista, que tamb\u00e9m defende que &#8220;se\u00a0deve caminhar para uma consolida\u00e7\u00e3o or\u00e7amental,\u00a0para or\u00e7amentos de base zero, com a tentativa de diminui\u00e7\u00e3o do r\u00e1cio da d\u00edvida p\u00fablica\u00a0sobre o PIB&#8221;. Mas, o exemplo lusitano demonstra tamb\u00e9m outra vertente tal como pode vir a acontecer no caso norte-americano: &#8220;O entendimento s\u00f3 surgiu por causa de uma crise&#8221;.<\/p>\n<p>Cada norte-americano teria de dar 117 mil d\u00f3lares para saldar a d\u00edvida <\/p>\n<p>Os EUA s\u00e3o um pa\u00eds com 343 milh\u00f5es de cidad\u00e3os, de acordo com dados do Departamento do Censo norte-americano. Dito isto e dividindo os tais 40 bili\u00f5es pela popula\u00e7\u00e3o, equivale a 117 mil d\u00f3lares por cada habitante.<\/p>\n<p>Feitas as convers\u00f5es de d\u00f3lares para euros, 40 bili\u00f5es de d\u00f3lares s\u00e3o cerca de 110 vezes o PIB de Portugal em 2025. Quer isto dizer, que todos os portugueses teriam de trabalhar consecutivamente e\u00a0ininterruptamente mais de 110 anos para pagar esta quantia.<\/p>\n<p>Em junho, foi not\u00edcia que o patrim\u00f3nio l\u00edquido de Elon Musk ultrapassou a barreira do bili\u00e3o de d\u00f3lares, no seguimento da oferta p\u00fablica inicial da SpaceX. Contudo, mesmo a maior riqueza individual do planeta parece uma ninharia ao lado do monstruoso n\u00famero da d\u00edvida p\u00fablica dos EUA. Ali\u00e1s, mesmo somando a riqueza das 500 personalidades do mundo, o valor final \u00e9 &#8216;apenas&#8217; 13 bili\u00f5es de d\u00f3lares, uma mera fra\u00e7\u00e3o do montante que os EUA um talvez venham a pagar.<\/p>\n<p>De acordo com o \u00cdndice de Bilion\u00e1rios da Bloomberg, as dez pessoas mais ricas do mundo possuem um patrim\u00f4nio l\u00edquido combinado de 2,7 bili\u00f5es de d\u00f3lares. A d\u00edvida nacional dos EUA \u00e9 quase 15 vezes maior.<\/p>\n<p>\u00c9 a insolv\u00eancia uma sa\u00edda para os EUA? <\/p>\n<p>Perante o peso dos EUA e do d\u00f3lar na economia mundial, um cen\u00e1rio em que os EUA entram em insolv\u00eancia ou em default parece ser quase uma impossibilidade. At\u00e9 porque, como refere\u00a0Filipe Garcia que reitera que \u00e9 &#8220;improv\u00e1vel&#8221;, ao contr\u00e1rio de Portugal e de todos os pa\u00edses com uma moeda partilhada com outros Estado como \u00e9 o caso do Euro, os EUA t\u00eam &#8220;graus de\u00a0liberdade diferentes na gest\u00e3o de\u00a0uma crise desta natureza, porque podem emitir a pr\u00f3pria moeda&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;No fundo e no limite, os Estados Unidos podem emitir sempre d\u00f3lares para pagar os d\u00f3lares\u00a0que devem.\u00a0E isso, tecnicamente, faz com que n\u00e3o tenham de entrar em default [insolv\u00eancia]&#8221;, explica com uma ressalva: &#8220;O que \u00e9 que uma emiss\u00e3o desenfreada de d\u00f3lares provocaria?\u00a0Uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e uma perda de confian\u00e7a do d\u00f3lar&#8221;.<\/p>\n<p>O economista lembra que &#8220;tecnicamente n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel os EUA entrarem em default&#8221; e exemplo disso mesmo s\u00e3o &#8220;os pr\u00f3prios ratings que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o AAA, porque demonstram essa possibilidade&#8221;, mas \u00e9 algo altamente improv\u00e1vel.<\/p>\n<p>No entanto, o economista recorda que as recentes tentativas desta estrat\u00e9gia de &#8220;monetiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida&#8221; t\u00eam &#8220;corrido mal&#8221;. Aconteceu na Venezuela, na Argentina e no\u00a0Zimbabu\u00e9 quando &#8220;emitiram moeda em roda livre e provocaram uma desvaloriza\u00e7\u00e3o brutal das moedas&#8221;. Filipe Garcia reconhece, no entanto, que estes s\u00e3o casos &#8220;caricaturais&#8221; e lembra que &#8220;o\u00a0d\u00f3lar n\u00e3o tem compara\u00e7\u00e3o com mais nenhuma moeda do mundo, porque \u00e9 de longe aquela\u00a0que \u00e9 mais detida pelas entidades fora dos Estados Unidos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Quando se diz que\u00a060% das reservas cambiais globais dos bancos centrais est\u00e3o\u00a0em d\u00f3lares, elas n\u00e3o est\u00e3o em notas. Est\u00e3o em, chamemos-lhe, d\u00f3lares digitais ou eletr\u00f3nicos aplicados\u00a0em t\u00edtulos do tesouro de curto ou de longo prazo. No fundo, o que os bancos centrais e qualquer fundo de pens\u00f5es de grande\u00a0dimens\u00e3o tem s\u00e3o t\u00edtulos de d\u00edvida americana. Agora imaginemos,\u00a0o que \u00e9 que seria se esses t\u00edtulos de d\u00edvida americana desvalorizassem de uma forma significativa? Iria criar ondas de choque por todo lado e \u00e9, por isso, que me parece que o cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 veros\u00edmil&#8221;, teoriza.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o e qual \u00e9 o pior cen\u00e1rio poss\u00edvel plaus\u00edvel? Filipe Garcia admite uma realidade alternativa a um\u00a0default\u00a0norte-americana em que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se altera e o mundo se vai afastando de &#8220;forma paulatina&#8221; da economia dos EUA e do d\u00f3lar. Entre os piores cen\u00e1rios, este \u00e9 o &#8220;mais prov\u00e1vel&#8221;. &#8220;Porque l\u00e1 est\u00e1, no limite, o Tesouro dos EUA pode dizer assim: &#8211; Ok, temos aqui uma emiss\u00e3o de quanto? Mil milh\u00f5es de d\u00f3lares? O Tesouro tem dinheiro? N\u00e3o? Emita-se!&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Todo o ouro j\u00e1 extra\u00eddo da crosta terrestre seria insuficiente para pagar a d\u00edvida norte-americana. 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