{"id":50631,"date":"2025-08-29T20:04:06","date_gmt":"2025-08-29T20:04:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/50631\/"},"modified":"2025-08-29T20:04:06","modified_gmt":"2025-08-29T20:04:06","slug":"o-maior-aliado-da-russia-a-defender-a-ucrania-eis-a-polemica-proposta-de-trump-que-caiu-mal-ao-ocidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/50631\/","title":{"rendered":"O maior aliado da R\u00fassia a defender a Ucr\u00e2nia: eis a pol\u00e9mica proposta de Trump que caiu mal ao Ocidente"},"content":{"rendered":"<p>\t                Proposta de Trump foi apresentada aos aliados e \u00e0 Ucr\u00e2nia na reuni\u00e3o na Casa Branca. A ideia n\u00e3o caiu nada bem, at\u00e9 porque j\u00e1 tinha sido sugerida anteriormente<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Tropas norte-americanas nunca far\u00e3o parte das garantias de seguran\u00e7a a dar \u00e0 <a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/aominuto\/6207bf6c0cf2cc58e7e276ff\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Ucr\u00e2nia<\/a> e isso j\u00e1 se sabia, mas a proposta do presidente dos Estados Unidos \u00e9, no m\u00ednimo, inquietante para Kiev, j\u00e1 que passa por colocar soldados amigos da R\u00fassia a mediar o conflito.<\/p>\n<p>De acordo com o <a href=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/dc6488e9-b853-4abe-b257-71a2e8a5c35b\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Financial Times<\/a>, que cita quatro fontes familiarizadas com as negocia\u00e7\u00f5es, o presidente dos Estados Unidos sugeriu que sejam destacadas tropas chinesas como for\u00e7as da paz num cen\u00e1rio p\u00f3s-guerra.<\/p>\n<p>Uma proposta que, segundo as mesmas fontes, vai ao encontro do que Vladimir Putin sugeriu, at\u00e9 porque a China \u00e9 um dos mais fortes aliados da R\u00fassia, mesmo que tenha mantido sempre uma postura amb\u00edgua em rela\u00e7\u00e3o ao que se passa na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>A proposta de Trump passa por convidar a China a enviar pacificadores que monitorizem a situa\u00e7\u00e3o a partir de uma zona neutral ao longo dos 1.300 quil\u00f3metros da linha da frente, numa altura em que ainda n\u00e3o se percebe bem que linha ser\u00e1 essa.<\/p>\n<p>De resto, os aliados europeus e o presidente da Ucr\u00e2nia j\u00e1 saber\u00e3o desta ideia, uma vez que a mesma foi colocada em cima da mesa no dia em que a Casa Branca recebeu Volodymyr Zelensky e os l\u00edderes dos principais pa\u00edses do Velho Continente. Sem surpresa, foi algo que n\u00e3o caiu bem.<\/p>\n<p>Em rea\u00e7\u00e3o ao artigo do Financial Times, a administra\u00e7\u00e3o Trump garante que esta informa\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 falsa\u201d, j\u00e1 que \u201cn\u00e3o houve discuss\u00e3o sobre pacificadores chineses\u201d. No entanto, as fontes do jornal brit\u00e2nico apontam mesmo nesse sentido.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma ideia que a Europa e a Ucr\u00e2nia j\u00e1 recusaram, at\u00e9 porque n\u00e3o \u00e9 clara a posi\u00e7\u00e3o de Pequim sobre a guerra, mesmo que nunca tenha expressado apoio oficial \u00e0 iniciativa da R\u00fassia.<\/p>\n<p>Apostado em fazer a paz a qualquer custo, Trump viu nesta possibilidade uma forma de acelerar as negocia\u00e7\u00f5es para um cessar-fogo, mas esqueceu-se que a R\u00fassia beneficiaria mais do que a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, e mesmo perante a press\u00e3o do presidente dos Estados Unidos &#8211; que agora vai esperar uma a duas semanas antes de voltar a intervir -, R\u00fassia e Ucr\u00e2nia parecem a l\u00e9guas de dist\u00e2ncia de um entendimento territorial. Mesmo que ambos concordem na possibilidade de troca de territ\u00f3rios, ningu\u00e9m parece saber como isso poder\u00e1 exatamente acontecer.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 ideia em si, Estados Unidos, Ucr\u00e2nia e Europa at\u00e9 concordam de base. Faz todo o sentido criar uma zona desmilitarizada que sirva como um tamp\u00e3o entre as duas partes. N\u00e3o faz \u00e9 sentido, na l\u00f3gica ocidental, que haja for\u00e7as chinesas nessa mesma zona.<\/p>\n<p>E se a ideia j\u00e1 parece m\u00e1 de base na perspetiva ucraniana, a lembran\u00e7a de que a R\u00fassia sugeriu algo semelhante durante as primeiras negocia\u00e7\u00f5es para o fim da guerra &#8211; ocorridas na primavera de 2022 em Istambul &#8211; s\u00f3 d\u00e3o for\u00e7a a essa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi nessa mesma l\u00f3gica que a R\u00fassia prop\u00f4s um conjunto de \u201cEstados garantidores\u201d da paz, num grupo formado por Estados Unidos, Reino Unido, Fran\u00e7a, China e a pr\u00f3pria R\u00fassia. A ideia era garantir a defesa da Ucr\u00e2nia em caso de um ataque contra o pa\u00eds, n\u00e3o sendo propriamente claro como \u00e9 que isso iria funcionar caso o ataque viesse do lado russo.<\/p>\n<p>Algo semelhante ao que a R\u00fassia conseguiu em 1994, no Memorando de Budapeste, em que passou a ser um dos Estados protetores da Ucr\u00e2nia, al\u00e9m de Estados Unidos e Reino Unido.<\/p>\n<p>Tal como a possibilidade de a China estar no terreno, tamb\u00e9m este ponto \u00e9 inegoci\u00e1vel para a Ucr\u00e2nia, que rejeita quaisquer negocia\u00e7\u00f5es com estes termos. \u00c9 que a R\u00fassia queria que os cinco Estados que iriam representar aquele novo entendimento dessem unanimidade para uma interven\u00e7\u00e3o militar em defesa da Ucr\u00e2nia. Por outras palavras, se Moscovo decidisse voltar a atacar Kiev, bastava n\u00e3o aprovar a defesa do pa\u00eds atacado para que isso n\u00e3o acontecesse.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tudo isso, a proposta da R\u00fassia surgiu quando havia um claro ganho para a R\u00fassia, que avan\u00e7ava a todo o g\u00e1s em dire\u00e7\u00e3o ao objetivo maximalista. Meses depois, com a contraofensiva de ver\u00e3o da Ucr\u00e2nia, o Kremlin ficou numa zona bem mais fragilizadas, dando um maior poder de negocia\u00e7\u00e3o a Kiev.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 China, que n\u00e3o se expressou muito mais para l\u00e1 da sua defesa de um \u201cpapel construtivo\u201d, o que n\u00e3o colou em Volodymyr Zelensky, que quer Pequim longe dos esfor\u00e7os de paz ou das garantias de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cPorque \u00e9 que a China n\u00e3o est\u00e1 nas garantias? Primeiro, a China n\u00e3o nos ajudou a travar a guerra desde o in\u00edcio. Segundo, a China ajudou a R\u00fassia ao abrir o mercado de drones\u201d, afirmou o presidente ucraniano.<\/p>\n<p>Uma ideia que at\u00e9 j\u00e1 vem de antes: \u201cN\u00e3o fizeram nada quando a Crimeia foi ocupada. \u00c9 por isso que n\u00e3o precisamos de garantidores que n\u00e3o ajudam a Ucr\u00e2nia e n\u00e3o ajudaram a Ucr\u00e2nia quando foi mesmo preciso\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Proposta de Trump foi apresentada aos aliados e \u00e0 Ucr\u00e2nia na reuni\u00e3o na Casa Branca. 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