{"id":506534,"date":"2026-08-31T15:06:14","date_gmt":"2026-08-31T15:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/506534\/"},"modified":"2026-08-31T15:06:14","modified_gmt":"2026-08-31T15:06:14","slug":"morcegos-livres-de-cancro-e-virus-genes-de-longevidade-dao-pistas-para-a-saude-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/506534\/","title":{"rendered":"Morcegos livres de cancro e v\u00edrus: genes de longevidade d\u00e3o pistas para a sa\u00fade humana"},"content":{"rendered":"<p>Os morcegos s\u00e3o os mam\u00edferos que vivem mais tempo em rela\u00e7\u00e3o ao seu tamanho e t\u00eam a capacidade de se adaptar a v\u00edrus e refor\u00e7ar as suas defesas. Cientistas procuram agora perceber se os seres humanos podem aprender algo com a capacidade dos morcegos para resistirem a v\u00edrus e at\u00e9 prevenir o cancro. <\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>Um novo <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-026-10932-7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\">estudo (fonte em ingl\u00eas)<\/a>, publicado na revista Nature, analisou o que estes animais podem ensinar sobre longevidade e combate \u00e0s doen\u00e7as. As conclus\u00f5es mostram que a capacidade dos morcegos para abrandar o envelhecimento e tolerar v\u00edrus est\u00e1 geneticamente ligada, sugerindo que os mesmos \u201ctruques\u201d biol\u00f3gicos os protegem tanto das infe\u00e7\u00f5es como da degrada\u00e7\u00e3o associada \u00e0 idade. <\/p>\n<p>\u201cOs morcegos evolu\u00edram uma capacidade f\u00edsica incr\u00edvel, uma capacidade incr\u00edvel de lidar com doen\u00e7as e uma capacidade incr\u00edvel de prevenir o cancro\u201d, afirmou Juan Manuel Vazquez, autor do estudo na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley. <\/p>\n<p>\u201cIsto significa que, ao percebermos como \u00e9 que os morcegos evolu\u00edram para fazer todas estas coisas que outros mam\u00edferos n\u00e3o fazem, podemos descobrir formas completamente novas e inesperadas de lidar com os processos normais que causam doen\u00e7as humanas.\u201d<\/p>\n<p>Para o estudo, Vazquez viajou para capturar, fazer bi\u00f3psias e libertar diferentes esp\u00e9cies de morcegos. Tem atualmente culturas celulares de 259 indiv\u00edduos pertencentes a 32 esp\u00e9cies. <\/p>\n<p>Centrado no g\u00e9nero Myotis, conhecido por apresentar algumas das adapta\u00e7\u00f5es mais extremas \u00e0 longevidade e \u00e0 resist\u00eancia a doen\u00e7as entre os mam\u00edferos, Vazquez analisou, por exemplo, o Myotis brandtii (morcego de Brandt), que pode viver at\u00e9 42 anos. <\/p>\n<p>Como os morcegos resistem ao envelhecimento e ao cancro<\/p>\n<p>Ao elaborar mapas gen\u00e9ticos de alta qualidade para oito esp\u00e9cies diferentes, os investigadores identificaram os \u201ctruques\u201d biol\u00f3gicos espec\u00edficos que estes animais usam para sobreviver.<\/p>\n<p>Um dos resultados mais importantes \u00e9 que os morcegos de vida longa desenvolveram formas de prevenir o cancro. O pequeno morcego\u2011castanho (Myotis lucifugus), por exemplo, tem uma capacidade refor\u00e7ada para eliminar c\u00e9lulas danificadas antes de causarem danos. <\/p>\n<p>Um exemplo disso \u00e9 um fator imunit\u00e1rio espec\u00edfico chamado PKR, j\u00e1 que a maioria das esp\u00e9cies de Myotis evoluiu c\u00f3pias adicionais deste gene para combater uma gama mais ampla de v\u00edrus. <\/p>\n<p>Uma forma diferente de combater v\u00edrus<\/p>\n<p>Os morcegos funcionam como reservat\u00f3rios zoon\u00f3ticos (animais que conseguem transportar v\u00edrus perigosos para os seres humanos sem adoecerem). A capacidade de o fazer resulta de uma estrat\u00e9gia evolutiva especializada conhecida como toler\u00e2ncia viral.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o concluiu que, enquanto a maioria dos mam\u00edferos recorre \u00e0 \u201cresist\u00eancia\u201d para combater v\u00edrus, tentando eliminar o agente patog\u00e9nico, os morcegos evolu\u00edram n\u00edveis elevados de toler\u00e2ncia viral. <\/p>\n<p>Desenvolveram mecanismos que suprimem a inflama\u00e7\u00e3o prejudicial e o stress celular que, noutras esp\u00e9cies de mam\u00edferos, seriam fatais, permitindo que o v\u00edrus permane\u00e7a nos seus organismos. <\/p>\n<p>No caso dos v\u00edrus de ARN, respons\u00e1veis por surtos humanos como a pandemia de COVID\u201119, os morcegos tendem a alterar o n\u00famero de genes imunit\u00e1rios de que disp\u00f5em e a desenvolver c\u00f3pias adicionais para alargar a sua defesa. <\/p>\n<p>Impacto nas doen\u00e7as humanas<\/p>\n<p>Como os morcegos desenvolveram solu\u00e7\u00f5es naturais para problemas como o cancro e a degrada\u00e7\u00e3o celular, constituem um gui\u00e3o para compreender como estes processos podem ser geridos em seres humanos, referem os investigadores. <\/p>\n<p>Vazquez salientou que os morcegos evolu\u00edram para viver muitos anos sem adoecer, o que sugere que n\u00e3o \u00e9 necessariamente preciso encarar as doen\u00e7as do envelhecimento e as doen\u00e7as infeciosas como dom\u00ednios completamente separados. <\/p>\n<p>\u201cPodemos olhar para estes morcegos e tentar perceber como, da mesma forma que se pode refor\u00e7ar o sistema imunit\u00e1rio para combater v\u00edrus, talvez seja poss\u00edvel refor\u00e7ar o sistema imunit\u00e1rio para que n\u00e3o decline na velhice\u201d, observou. <\/p>\n<p>\u201cOu talvez os morcegos nos possam ajudar a encontrar formas de combater tumores para que o nosso sistema imunit\u00e1rio n\u00e3o se canse, o que tamb\u00e9m pode ajudar a lidar com outros tipos de stress ao longo da vida sem esgotar a nossa imunidade.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os morcegos s\u00e3o os mam\u00edferos que vivem mais tempo em rela\u00e7\u00e3o ao seu tamanho e t\u00eam a capacidade&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":506535,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[1207,109,107,108,32,33,117,105,103,104,106,110],"class_list":["post-506534","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-cancro","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117190747116496403","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506534","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=506534"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506534\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/506535"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=506534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=506534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=506534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}