{"id":506614,"date":"2026-08-31T16:08:37","date_gmt":"2026-08-31T16:08:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/506614\/"},"modified":"2026-08-31T16:08:37","modified_gmt":"2026-08-31T16:08:37","slug":"guerra-e-seca-tramam-portugal-pao-mais-caro-em-outubro-e-depois-a-massa-bolachas-carne-leite-e-ovos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/506614\/","title":{"rendered":"Guerra e seca tramam Portugal: p\u00e3o mais caro em outubro \u2014 e depois a massa, bolachas, carne, leite e ovos"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/www.pexels.com\/photo\/a-woman-standing-in-front-of-a-vegetable-stall-8805132\/\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">\/\/ Mike Jones \/ Pexels<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-694881 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/8f14e45fceea167a5a36dedd4bea2543-1-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Cereais mais caros, por causa da guerra no Mar Negro e da seca na Europa, amea\u00e7am alimentos. Portugal ter\u00e1 possivelmente de procurar cereais noutros mercados<\/strong><\/p>\n<p>O pre\u00e7o do p\u00e3o dever\u00e1 come\u00e7ar a subir em Portugal a partir de outubro, pressionado pelo encarecimento do trigo e por outros custos suportados pelas empresas. Mas a subida dos cereais poder\u00e1 atingir, mais tarde, as massas, bolachas e pastelaria e, de forma indireta, \u00e0 carne, ao leite e aos ovos.<\/p>\n<p>D\u00e9bora Barbosa, presidente da Associa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio e da Ind\u00fastria de Panifica\u00e7\u00e3o, Pastelaria e Similares (ACIP), diz ao <a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/pao-vai-subir-em-outurbro\/\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Jornal Econ\u00f3mico<\/a> que desde junho, mat\u00e9rias-primas como o trigo panific\u00e1vel e as leveduras aumentaram, em m\u00e9dia, cerca de 10%. Energia, transportes e m\u00e3o de obra tamb\u00e9m est\u00e3o a pressionar os custos.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel antecipar a dimens\u00e3o do aumento. A subida do trigo n\u00e3o \u00e9 transmitida diretamente ao pre\u00e7o do p\u00e3o, uma vez que a farinha representa apenas cerca de 14% dos custos totais de produ\u00e7\u00e3o. Pessoal, distribui\u00e7\u00e3o e energia t\u00eam um peso muito superior. Num c\u00e1lculo te\u00f3rico, um aumento de 30% no trigo, integralmente refletido na farinha e sem altera\u00e7\u00f5es nos restantes custos, faria subir o custo total de produ\u00e7\u00e3o do p\u00e3o em cerca de 4,2%.<\/p>\n<p>A press\u00e3o est\u00e1 a aumentar nos mercados internacionais. O trigo negociado em Chicago chegou no final de agosto ao valor mais elevado desde 2023, depois de subir cerca de 37% face aos m\u00ednimos de finais de junho. A guerra e as dificuldades de transporte no <strong>Mar Negro<\/strong> voltaram a afetar as exporta\u00e7\u00f5es ucranianas e russas.<\/p>\n<p>Na <strong>Ucr\u00e2nia<\/strong>, os ataques russos est\u00e3o a dificultar o funcionamento dos portos e a desviar parte das exporta\u00e7\u00f5es para o Dan\u00fabio. Segundo dados citados pela Reuters, chegaram a estar cerca de 70 navios \u00e0 espera junto ao canal de Sulina, cuja capacidade caiu para dois ou tr\u00eas navios por dia. Na <strong>R\u00fassia<\/strong>, o problema \u00e9 diferente: h\u00e1 cereal, mas as perturba\u00e7\u00f5es log\u00edsticas dificultam a sua chegada aos mercados internacionais.<\/p>\n<p>Ao problema geopol\u00edtico junta-se a <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/tag\/seca\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">seca<\/a> europeia. Em <strong>Fran\u00e7a<\/strong>, uma das fontes importantes do abastecimento portugu\u00eas, a produ\u00e7\u00e3o de milho poder\u00e1 cair para 6,9 milh\u00f5es de toneladas este ano. Se a produ\u00e7\u00e3o europeia diminuir, Portugal ter\u00e1 de procurar cereais noutros mercados, aumentando os custos de transporte.<\/p>\n<p>\u00c9 importante real\u00e7ar que Portugal produz apenas cerca de 20% dos cereais que consome e depende das importa\u00e7\u00f5es para os restantes 80%. No trigo, o grau de autoaprovisionamento ronda apenas 5%. As reservas existentes corresponder\u00e3o a cerca de 15 dias a tr\u00eas semanas de consumo, segundo Jos\u00e9 Palha, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Produtores de Cereais, Oleaginosas e Proteaginosas, ao JE.<\/p>\n<p>Depois do p\u00e3o poder\u00e3o surgir efeitos noutras \u00e1reas. O trigo duro \u00e9 essencial para as massas, enquanto a cevada \u00e9 usada no fabrico de cerveja. Milho, trigo e cevada entram ainda na alimenta\u00e7\u00e3o animal, pelo que uma subida prolongada dos pre\u00e7os poder\u00e1 acabar por aumentar os custos de produ\u00e7\u00e3o de carne, leite e ovos.<\/p>\n<p>O impacto n\u00e3o ser\u00e1 imediato. Segundo economistas da FAO citados pela Reuters, um choque nas mat\u00e9rias-primas alimentares pode demorar entre tr\u00eas e seis meses a chegar por completo aos pre\u00e7os pagos pelos consumidores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\/\/ Mike Jones \/ Pexels Cereais mais caros, por causa da guerra no Mar Negro e da seca&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":506615,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[2369,27,28,269,3398,4212,445,8376,15,16,830,14,2871,25,26,21,22,97,12,13,19,20,32,1503,23,24,33,5452,17,18,29,30,31],"class_list":["post-506614","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-alimentacao","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-capa","tag-comercio","tag-consumo","tag-europa","tag-exportacoes","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-guerra","tag-headlines","tag-importacoes","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mercados","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-portugal","tag-precos","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-seca","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506614","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=506614"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/506614\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/506615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=506614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=506614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=506614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}