{"id":510196,"date":"2026-09-03T11:11:24","date_gmt":"2026-09-03T11:11:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/510196\/"},"modified":"2026-09-03T11:11:24","modified_gmt":"2026-09-03T11:11:24","slug":"condicoes-climaticas-extremas-onu-alerta-para-a-chegada-de-um-el-nino-muito-intenso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/510196\/","title":{"rendered":"Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas&#8221;. ONU alerta para a chegada de um El Ni\u00f1o &#8220;muito intenso"},"content":{"rendered":"<p>\n                <b>O fen\u00f3meno El Ni\u00f1o est\u00e1 &#8220;firmemente estabelecido&#8221; e prev\u00ea-se que se intensifique ainda mais nos pr\u00f3ximos meses, com uma probabilidade &#8220;pr\u00f3xima dos 100 por cento&#8221; de durar at\u00e9 fevereiro de 2027. <\/b>Os especialistas deixam ainda avisos de que o aquecimento das \u00e1guas superficiais do Pac\u00edfico v\u00e3o levar as temperaturas globais a atingir novos recordes, fazendo do<b> pr\u00f3ximo ano o mais quente alguma vez registado.<\/b><\/p>\n<p>\u201cEm meados de agosto de 2026, o El Ni\u00f1o j\u00e1 estava firmemente estabelecido, caracterizado por anomalias positivas persistentes e crescentes na temperatura da superf\u00edcie do mar em toda a regi\u00e3o centro-leste do Pac\u00edfico equatorial. <b>As \u00faltimas previs\u00f5es sazonais dos Centros Globais de Produ\u00e7\u00e3o da OMM indicam uma probabilidade excecionalmente alta (pr\u00f3xima de 100 por cento) de que o El Ni\u00f1o persistir\u00e1 at\u00e9 setembro-novembro de 2026 e dezembro de 2026-fevereiro de 2027\u201d<\/b>, l\u00ea-se no relat\u00f3rio divulgado esta quinta-feiraOs especialistas adiantam que as previs\u00f5es indicam um \u201cfortalecimento adicional do El Ni\u00f1o nos pr\u00f3ximos meses\u201d, atingindo \u201cuma intensidade muito forte antes de atingir o pico no final do ano\u201d. <\/p>\n<p>Um El Ni\u00f1o muito forte, explica o relat\u00f3rio da ONU, \u201caumenta a probabilidade de mudan\u00e7as significativas nos padr\u00f5es de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o em muitas partes do mundo\u201d. <b>No entanto, o fen\u00f3meno deve ter um impacto reduzido na Europa. <\/b><\/p>\n<p>Este \u00e9 um fen\u00f3meno natural que se repete a cada dois a sete anos. As \u00e1guas superficiais do Pac\u00edfico equatorial central e oriental come\u00e7am a aquecer na primavera, levando a grandes altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es de vento, press\u00e3o e precipita\u00e7\u00e3o em todo o mundo nos meses seguintes. As temperaturas da superf\u00edcie do mar nesta zona do Pac\u00edfico equatorial j\u00e1 est\u00e3o significativamente acima da m\u00e9dia e continuam a subir.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1788433884_231_antena1_default.png\"\/><\/p>\n<p> Nuno Amaral &#8211; RTP Antena1<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>\u201cO El Ni\u00f1o estabeleceu-se firmemente e ir\u00e1 intensificar-se, tornando-se um fen\u00f3meno muito forte nos pr\u00f3ximos meses, com repercuss\u00f5es significativas nos padr\u00f5es de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o, bem como nos riscos associados de inunda\u00e7\u00f5es, secas e calor extremo&#8221;<\/b>, refor\u00e7a o relat\u00f3rio.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO Canal do Panam\u00e1, por exemplo, tem em vigor a partir desta quinta-feira restri\u00e7\u00f5es \u00e0 circula\u00e7\u00e3o dos navios, devido \u00e0 falta de \u00e1gua no canal provocada pelo El Ni\u00f1o.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos tempo a perder\u201d<br \/>\nO aumento da temperatura causado pelo El Ni\u00f1o j\u00e1 est\u00e1 a ter impactos, desde o agravamento dos inc\u00eandios florestais na Indon\u00e9sia at\u00e9 \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o das vitais chuvas de mon\u00e7\u00e3o na \u00cdndia. Os impactos v\u00e3o se espalhar globalmente, desde um maior risco de inc\u00eandios na Austr\u00e1lia at\u00e9 a inunda\u00e7\u00f5es mais intensas na Am\u00e9rica do Sul. <\/p>\n<p>E j\u00e1 em agosto, o Programa Alimentar Mundial alertou para o risco de o El Ni\u00f1o provavelmente deixar cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas em n\u00edveis de fome aguda.<\/p>\n<p><b>\u201cA ci\u00eancia n\u00e3o deixa d\u00favidas: o planeta est\u00e1 a navegar em \u00e1guas desconhecidas, e essas \u00e1guas est\u00e3o a aquecer. As temperaturas da superf\u00edcie do mar est\u00e3o a subir, as temperaturas continuam a aumentar e o mundo est\u00e1 na zona de perigo de eventos clim\u00e1ticos extremos. A corrida agora \u00e9 entre os riscos crescentes e o nosso compromisso de tomar medidas clim\u00e1ticas e proteger as pessoas. Devemos vencer esta corrida\u201d<\/b>, disse o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ant\u00f3nio Guterres, num comunicado.<\/p>\n<p>A crise clim\u00e1tica, causada pela polui\u00e7\u00e3o proveniente de combust\u00edveis f\u00f3sseis, j\u00e1 est\u00e1 a intensificar eventos clim\u00e1ticos extremos e a provocar mortos, com a onda de calor mais extrema j\u00e1 registada que atingiu a Europa este ver\u00e3o. O El Ni\u00f1o agravar\u00e1 ainda mais os impactos.<\/p>\n<p>E como referiu, no mesmo comunicado, a secret\u00e1ria-geral da OMM, Celeste Saulo, \u201cj\u00e1 estamos a ver perturba\u00e7\u00f5es e a devasta\u00e7\u00e3o causadas por secas e inunda\u00e7\u00f5es, e prevemos que esses impactos aumentem \u00e0 medida que o El Ni\u00f1o se intensifica\u201d.<\/p>\n<p><b>\u201cEste El Ni\u00f1o excecional exige prepara\u00e7\u00e3o e resposta excecionais. Nunca antes nos 50 anos de hist\u00f3ria da Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial lan\u00e7amos uma mobiliza\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande com os Servi\u00e7os Meteorol\u00f3gicos e Hidrol\u00f3gicos Nacionais, que est\u00e3o na linha de frente, fornecendo previs\u00f5es e servi\u00e7os para salvar vidas e meios de subsist\u00eancia\u201d<\/b>, disse ainda a respons\u00e1vel, alertando: <b>\u201cN\u00e3o temos tempo a perder\u201d<\/b>.<\/p>\n<p>As temperaturas estiveram, em m\u00e9dia, 1,5 graus acima do normal entre maio e julho de 2026, passando para dois graus acima do normal em julho, segundo a OMM, que refere ainda leituras de 2,2 graus a 2,6 graus acima da m\u00e9dia entre o final de julho e meados de agosto, &#8220;o que demonstra o cont\u00ednuo fortalecimento do fen\u00f3meno&#8221;. Abaixo da superf\u00edcie do oceano, as temperaturas oce\u00e2nicas estiveram ainda mais de 0,8 graus acima da m\u00e9dia em algumas \u00e1reas durante julho e in\u00edcio de agosto.<\/p>\n<p><b>Embora cada El Ni\u00f1o seja diferente, o fen\u00f3meno causou ou intensificou historicamente secas e riscos de inc\u00eandio em partes da Amaz\u00f3nia, Am\u00e9rica Central, Indon\u00e9sia e Austr\u00e1lia, interrompeu a mon\u00e7\u00e3o na \u00cdndia e trouxe chuvas torrenciais para a \u00c1frica Oriental. Este fen\u00f3meno soma-se \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas causadas pelas atividades humanas, exacerbando os eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/b><\/p>\n<p>Para o per\u00edodo de setembro a novembro deste ano, as previs\u00f5es da OMM indicam um aumento da probabilidade de temperaturas acima da m\u00e9dia em quase todas as massas terrestres, bem como padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o consistentes com uma resposta atmosf\u00e9rica forte e cl\u00e1ssica a um El Ni\u00f1o intenso no Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNo ano seguinte ao El Ni\u00f1o, o calor armazenado no oceano \u00e9 libertado para a atmosfera, contribuindo geralmente para o aumento das temperaturas globais, levando muitos cientistas do clima a prever que 2027 ser\u00e1 o ano mais quente de que h\u00e1 registo. O ano mais quente at\u00e9 \u00e0 data \u00e9 2024, depois do \u00faltimo El Ni\u00f1o.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nc\/ag\u00eancias&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O fen\u00f3meno El Ni\u00f1o est\u00e1 &#8220;firmemente estabelecido&#8221; e prev\u00ea-se que se intensifique ainda mais nos pr\u00f3ximos meses, com&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":510197,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,420,421,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-510196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-rtp","tag-rtp-noticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117206810148316829","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=510196"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510196\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/510197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=510196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=510196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=510196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}