{"id":510620,"date":"2026-09-03T17:23:14","date_gmt":"2026-09-03T17:23:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/510620\/"},"modified":"2026-09-03T17:23:14","modified_gmt":"2026-09-03T17:23:14","slug":"60-alvos-atingidos-18-milhoes-de-barris-de-petroleo-protegidos-o-dia-em-que-os-eua-desafiaram-o-irao-no-estreito-de-ormuz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/510620\/","title":{"rendered":"60 alvos atingidos, 18 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo protegidos: o dia em que os EUA desafiaram o Ir\u00e3o no Estreito de Ormuz"},"content":{"rendered":"<p>                As for\u00e7as norte-americanas tamb\u00e9m neutralizaram m\u00edsseis de cruzeiro antinavio durante a opera\u00e7\u00e3o de escolta<\/p>\n<p>Os militares norte-americanos escoltaram 40 navios comerciais que transportavam 18 milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo atrav\u00e9s do estreito de Ormuz, num m\u00e1ximo registado durante a guerra, enquanto o Ir\u00e3o e os Estados Unidos \u201ctrocaram uma nova ronda de ataques\u201d na ter\u00e7a-feira, disseram \u00e0 CNN dois respons\u00e1veis norte-americanos familiarizados com as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio da guerra, h\u00e1 pouco mais de seis meses, cerca de 20 milh\u00f5es de barris por dia atravessavam o estreito.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos utilizaram v\u00e1rios meios a\u00e9reos, mar\u00edtimos e espaciais n\u00e3o s\u00f3 para continuar a atacar a capacidade do Ir\u00e3o de atingir navios comerciais no estreito, mas tamb\u00e9m para travar vagas de ataques com drones enquanto realizavam as arriscadas opera\u00e7\u00f5es de escolta dos navios que transportavam milh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo, segundo os respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>As for\u00e7as norte-americanas tamb\u00e9m neutralizaram m\u00edsseis de cruzeiro antinavio durante a opera\u00e7\u00e3o de escolta, acrescentou o primeiro respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o ocorre numa altura em que os Estados Unidos centraram a sua estrat\u00e9gia na guerra na prioridade de atingir alvos nas proximidades do estreito, realizar opera\u00e7\u00f5es de escolta para navios comerciais atrav\u00e9s desta importante via mar\u00edtima e manter o bloqueio naval aos portos iranianos, como parte de uma \u201cpress\u00e3o total\u201d da Administra\u00e7\u00e3o Trump para aumentar a press\u00e3o econ\u00f3mica sobre a lideran\u00e7a do regime, segundo os respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Apesar de a opera\u00e7\u00e3o de ter\u00e7a-feira ter sido bem-sucedida, os respons\u00e1veis n\u00e3o t\u00eam ilus\u00f5es de que esteja pr\u00f3xima uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para o conflito. As empresas de energia continuam receosas dos enormes riscos envolvidos no envio dos seus navios atrav\u00e9s do estreito, mesmo com escoltas militares. Os pre\u00e7os da energia permanecem elevados, provocando turbul\u00eancia no mercado global de obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As outras prioridades declaradas do presidente Donald Trump, incluindo opera\u00e7\u00f5es destinadas a eliminar elementos do programa nuclear iraniano, foram efetivamente colocadas \u201cem segundo plano\u201d, por enquanto, segundo o primeiro respons\u00e1vel, que reiterou que o Comando Central dos Estados Unidos recebeu instru\u00e7\u00f5es para concentrar todos os seus esfor\u00e7os no estreito e impedir que as exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo saiam ou entrem nos portos iranianos.<\/p>\n<p>Trump sugeriu recentemente que est\u00e1 disposto a deixar enterradas as reservas iranianas de ur\u00e2nio altamente enriquecido, que n\u00e3o foram completamente destru\u00eddas nos ataques norte-americanos do ano passado contra tr\u00eas instala\u00e7\u00f5es nucleares importantes, e monitoriz\u00e1-las atrav\u00e9s de imagens de sat\u00e9lite \u2014 apesar de ter insistido anteriormente que garantir a seguran\u00e7a desse material era uma prioridade no atual conflito.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira, os Estados Unidos realizaram uma opera\u00e7\u00e3o multifacetada em linha com a estrat\u00e9gia atual, atingindo cerca de 60 alvos militares nas proximidades do estreito \u2014 incluindo sistemas de defesa a\u00e9rea, radares, meios mar\u00edtimos, capacidades de coloca\u00e7\u00e3o de minas e instala\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00f5es \u2014 enquanto, em simult\u00e2neo, escoltavam os navios, disseram os dois respons\u00e1veis \u00e0 CNN.<\/p>\n<p>Os militares norte-americanos esperam continuar a realizar ataques ofensivos perto do estreito, em parte porque o Ir\u00e3o demonstrou ter capacidade para reconstruir as suas capacidades de uma forma que exige uma a\u00e7\u00e3o persistente, afirmou o segundo respons\u00e1vel. Esses ataques equivalem a \u201ccortar a relva\u201d ou a um jogo de \u201cmatar a toupeira\u201d, com o objetivo de reduzir a capacidade do Ir\u00e3o para amea\u00e7ar os navios comerciais.<\/p>\n<p>A reduzir a capacidade de press\u00e3o do Ir\u00e3o <\/p>\n<p>Mas os ataques s\u00e3o tamb\u00e9m uma parte fundamental da estrat\u00e9gia militar mais abrangente para reduzir sistematicamente a capacidade do Ir\u00e3o de utilizar o estreito como instrumento de press\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, o bloqueio norte-americano impediu o Ir\u00e3o de exportar petr\u00f3leo desde julho, afirmou o segundo respons\u00e1vel norte-americano.<\/p>\n<p>Trump afirmou na quarta-feira que a mais recente ronda de ataques norte-americanos foi al\u00e9m dos sistemas de radar iranianos, numa tentativa de eliminar a capacidade do pa\u00eds para monitorizar os navios que atravessam o estreito de Ormuz.<\/p>\n<p>\u201cEles estavam a tentar ver os navios\u201d, afirmou na Sala Oval. \u201cN\u00e3o conseguem v\u00ea-los porque n\u00e3o t\u00eam radar, porque o destru\u00edmos, e destru\u00edmos muito mais do que os radares na noite passada.\u201d<\/p>\n<p>Trump n\u00e3o especificou que outros alvos foram atingidos no ataque. Mas voltou a insistir que os Estados Unidos mant\u00eam o controlo do estreito e demonstraram ser capazes de atingir posi\u00e7\u00f5es iranianas ao longo da costa enquanto defendem os navios de eventuais ataques.<\/p>\n<p>Ainda assim, est\u00e1 por determinar se as opera\u00e7\u00f5es militares em v\u00e1rias frentes acabar\u00e3o por obrigar o Ir\u00e3o a capitular \u2014 e, mesmo que isso aconte\u00e7a, quanto tempo poder\u00e1 ser necess\u00e1rio para tal.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio do Tesouro, Scott Bessent, aludiu no in\u00edcio desta semana a um aumento do fluxo de petr\u00f3leo atrav\u00e9s do estreito, no contexto do recente agravamento das tens\u00f5es entre os Estados Unidos e o Ir\u00e3o, afirmando \u00e0 CNBC que essas exporta\u00e7\u00f5es atingiram na segunda-feira um recorde durante a guerra, superior a 17 milh\u00f5es de barris por dia. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 o controlo iraniano do estreito\u201d, afirmou Bessent.<\/p>\n<p>Respons\u00e1veis norte-americanos disseram \u00e0 CNN acreditar que o estreito est\u00e1 a perder valor como instrumento de press\u00e3o para o Ir\u00e3o, apontando para os progressos recentes como prova dessa avalia\u00e7\u00e3o. Ainda assim, o Ir\u00e3o continua provavelmente a considerar a sua capacidade de influenciar negativamente o fluxo de tr\u00e1fego atrav\u00e9s de amea\u00e7as cred\u00edveis \u00e0 navega\u00e7\u00e3o comercial como uma forma de press\u00e3o, enquanto os operadores mar\u00edtimos permanecem, em geral, c\u00e9ticos quanto \u00e0 capacidade dos Estados Unidos para implementar um sistema sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Respons\u00e1veis da Administra\u00e7\u00e3o Trump t\u00eam insistido repetidamente que atravessam o estreito mais carregamentos de petr\u00f3leo do que aqueles que s\u00e3o conhecidos publicamente, devido \u00e0 pr\u00e1tica cada vez mais comum de os navios desligarem os seus transponders para n\u00e3o serem detetados enquanto atravessam a via mar\u00edtima. A maioria, se n\u00e3o todos, dos 40 navios comerciais que atravessaram o estreito de Ormuz na ter\u00e7a-feira desligaram os transponders numa tentativa de evitar a dete\u00e7\u00e3o, segundo o primeiro respons\u00e1vel familiarizado com a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em agosto, o secret\u00e1rio da Energia, Chris Wright, afirmou que as exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo do M\u00e9dio Oriente tinham aumentado temporariamente para n\u00edveis anteriores \u00e0 guerra.<\/p>\n<p>Ceticismo perante as afirma\u00e7\u00f5es de &#8220;controlo total&#8221; <\/p>\n<p>Apesar de semanas de esfor\u00e7os concertados para assumir o controlo do estreito, a Administra\u00e7\u00e3o norte-americana continua a enfrentar forte ceticismo por parte de respons\u00e1veis do setor e analistas, que afirmam que os Estados Unidos ainda n\u00e3o demonstraram ser capazes de sustentar de forma fi\u00e1vel as suas afirma\u00e7\u00f5es de \u201ccontrolo total\u201d da rota mar\u00edtima.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 seguro dizer que a Administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguiu conquistar credibilidade\u201d, afirmou uma pessoa familiarizada com a din\u00e2mica do setor, acrescentando que, mesmo que os aumentos di\u00e1rios do volume de navios sejam leg\u00edtimos, \u201cn\u00e3o conhe\u00e7o ningu\u00e9m que pense que a m\u00e9dia seja assim t\u00e3o elevada\u201d.<\/p>\n<p>Entretanto, os operadores comerciais que optam por atravessar o estreito est\u00e3o, em grande medida, a tomar essas decis\u00f5es caso a caso, disseram duas pessoas familiarizadas com a situa\u00e7\u00e3o. O pre\u00e7o do aluguer de um petroleiro para atravessar o estreito tamb\u00e9m disparou, com algumas estimativas a apontarem para mais de 500 mil d\u00f3lares por dia, criando um incentivo financeiro adicional para as empresas de fretamento dispostas a arriscar a viagem.<\/p>\n<p>Mas o setor, de forma geral, continua \u00e0 procura de mais garantias. O custo de segurar os navios, que disparou no in\u00edcio da guerra, continua elevado, agravando os c\u00e1lculos complexos que as empresas mar\u00edtimas t\u00eam de fazer. E, mesmo quando n\u00e3o s\u00e3o bem-sucedidos, os relatos cont\u00ednuos de ataques iranianos contra navios que atravessam o estreito continuam a funcionar como fator dissuasor.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo representa apenas uma das formas de carga relacionada com a energia que atravessam a via mar\u00edtima. Os navios-tanque que transportam outras fontes de energia, nomeadamente g\u00e1s natural liquefeito, parecem estar a demonstrar ainda mais cautela devido \u00e0s consequ\u00eancias potencialmente catastr\u00f3ficas caso uma embarca\u00e7\u00e3o com esse tipo de carga seja atingida por um drone, uma mina ou um m\u00edssil iraniano, segundo o primeiro respons\u00e1vel familiarizado com as opera\u00e7\u00f5es militares norte-americanas em curso em torno do Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>Alguns respons\u00e1veis norte-americanos reconhecem que dever\u00e1 ser necess\u00e1rio tempo e persist\u00eancia para que os militares dos Estados Unidos n\u00e3o s\u00f3 continuem a atuar sobre a lista de alvos ainda n\u00e3o atingidos de meios militares iranianos pr\u00f3ximos do estreito \u2014 capacidades que foram pelo menos parcialmente reconstru\u00eddas durante a recente pausa nos combates \u2014 como tamb\u00e9m consigam convencer o setor mar\u00edtimo de que \u00e9 seguro navegar na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso implica realizar opera\u00e7\u00f5es de escolta consistentes, como a que teve lugar na ter\u00e7a-feira, durante a qual as for\u00e7as norte-americanas acompanharam navios comerciais atrav\u00e9s de uma passagem que tinha sido limpa de minas. At\u00e9 ao pr\u00f3ximo m\u00eas, os militares norte-americanos esperam alargar essa faixa de navega\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do estreito, permitindo que os navios manobrem com maior liberdade, com o objetivo de aumentar progressivamente a quantidade de petr\u00f3leo que atravessa a via mar\u00edtima.<\/p>\n<p>A CNN identificou os navios comerciais espec\u00edficos, de entrada e de sa\u00edda, que fizeram a travessia do estreito na ter\u00e7a-feira \u2014 embarca\u00e7\u00f5es com bandeiras de v\u00e1rios pa\u00edses estrangeiros, desde a Ar\u00e1bia Saudita at\u00e9 Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do conflito, os militares norte-americanos tentaram lan\u00e7ar uma opera\u00e7\u00e3o de escolta semelhante, denominada Project Freedom, que foi rapidamente suspensa depois de o an\u00fancio ter apanhado de surpresa importantes aliados do Golfo, nomeadamente a Ar\u00e1bia Saudita, levando a amea\u00e7as de bloquear o acesso norte-americano a bases e ao espa\u00e7o a\u00e9reo para opera\u00e7\u00f5es contra o Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>Meses depois, a guerra parece ter entrado numa nova fase e, com os rebeldes houthis a lan\u00e7arem agora ataques contra a Ar\u00e1bia Saudita, existe maior apoio dos parceiros regionais \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de escolta atrav\u00e9s do estreito, afirmou o primeiro respons\u00e1vel familiarizado com a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As for\u00e7as norte-americanas tamb\u00e9m neutralizaram m\u00edsseis de cruzeiro antinavio durante a opera\u00e7\u00e3o de escolta Os militares norte-americanos escoltaram&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":510621,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[609,70862,836,611,3391,27,28,607,608,333,52699,832,604,135,610,476,413,15,16,301,830,14,5453,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,6153,52,32,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-510620","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alerta","tag-alvos","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-ataques","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-conflito-medio-oriente","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-eua","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-governo","tag-guerra","tag-headlines","tag-irao","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-opiniao","tag-pais","tag-petroleo","tag-politica","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510620","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=510620"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/510620\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/510621"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=510620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=510620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=510620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}