{"id":511615,"date":"2026-09-04T12:02:12","date_gmt":"2026-09-04T12:02:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/511615\/"},"modified":"2026-09-04T12:02:12","modified_gmt":"2026-09-04T12:02:12","slug":"rim-de-porco-funcionou-durante-271-dias-no-corpo-de-paciente-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/511615\/","title":{"rendered":"Rim de porco funcionou durante 271 dias no corpo de paciente \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Um rim de porco transplantado para um homem em janeiro de 2025 <strong>funcionou durante 271 dias no corpo do paciente<\/strong>, o per\u00edodo mais longo alguma vez registado, segundo uma equipa m\u00e9dica norte-americana. O \u00f3rg\u00e3o foi removido em outubro desse ano e, depois de fazer hemodi\u00e1lise durante 82 dias, Tim Andrews acabou por receber um rim de um dador humano, em janeiro deste ano.<\/p>\n<p>Andrews, de acordo com a <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/articles\/c305qn2jeggo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">BBC<\/a>, <strong>sofria de doen\u00e7a renal terminal causada pela diabetes tipo 2<\/strong>, com os rins j\u00e1 em fal\u00eancia. Tinha 66 anos quando recebeu o transplante, a 25 de janeiro de 2025.<\/p>\n<p>O rim de porco come\u00e7ou a funcionar de imediato, segundo dados publicados na revista m\u00e9dica The Lancet, citados pela emissora. Embora tenham sido detetados sinais precoces de rejei\u00e7\u00e3o pelo sistema imunit\u00e1rio, <strong>estes foram tratados com sucesso atrav\u00e9s de um ajuste da medica\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>No entanto, cerca de seis meses depois, <strong>os vasos sangu\u00edneos do rim come\u00e7aram a ser danificados<\/strong>, n\u00e3o sendo ainda claro o motivo, o que provocou uma inflama\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o. O rim \u00f3rg\u00e3o por come\u00e7ar a falhar e foi removido 271 dias ap\u00f3s o transplante.<\/p>\n<p>Tim Andrews afirmou que o transplante lhe deu \u201cesperan\u00e7a\u201d e poupou-lhe meses de internamento para fazer hemodi\u00e1lise. \u201cSenti-me revigorado e revitalizado. <strong>Foi um milagre<\/strong>. A magnitude do que estes m\u00e9dicos e enfermeiros realizaram \u00e9 inacredit\u00e1vel e quero agradecer-lhes por me terem dado uma nova oportunidade de vida\u201d, afirmou o homem, segundo um comunicado publicado nas redes sociais do <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/massgeneral\/posts\/pfbid02ARzLnBheiuvHptc2xRKfnsZDysMbns8pdCLGuKrzevvjrCkGay5LfpYLnXhwwYHwl\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Massachusetts General Hospital<\/a>, em Boston.<\/p>\n<p>A equipa do hospital em Boston considera que este trabalho demonstra que os \u00f3rg\u00e3os de porco podem ser usados como uma \u201cponte\u201d enquanto os doentes aguardam por um transplante humano.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ACnzI8evwi\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2024\/03\/21\/primeiro-transplante-de-um-rim-de-porco-para-um-paciente-vivo-nos-estados-unidos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Primeiro transplante de um rim de porco para um paciente vivo nos Estados Unidos<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os porcos s\u00e3o considerados os animais mais adequados para este tipo de transplante, uma vez que os seus \u00f3rg\u00e3os t\u00eam aproximadamente o tamanho certo e existe j\u00e1 uma longa experi\u00eancia na sua cria\u00e7\u00e3o. No entanto, <strong>os animais t\u00eam de ser submetidos a modifica\u00e7\u00f5es gen\u00f3micas para \u201chumanizar\u201d os seus \u00f3rg\u00e3os<\/strong>, relatou a BBC.<\/p>\n<p>\u201cEstamos a trabalhar arduamente para dar esperan\u00e7a aos doentes e acreditamos firmemente que o xenotransplante (utiliza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os de outras esp\u00e9cies em seres humanos) <strong>pode ser uma alternativa para quem n\u00e3o tem um dador vivo<\/strong>, permitindo, potencialmente, evitar a di\u00e1lise e avan\u00e7ar diretamente para um transplante\u201d, afirmou Leonardo Riella, investigador do Centro de Ci\u00eancias de Transplantes do Mass General Brigham, do Massachusetts General Hospital, citado pela emissora.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos e investigadores est\u00e3o a explorar a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os de outras esp\u00e9cies em seres humanos,<strong> numa tentativa de responder \u00e0 escassez de \u00f3rg\u00e3os dispon\u00edveis para transplante<\/strong>. Nos Estados Unidos, cerca de 100 mil pessoas aguardam por um transplante renal, enquanto s\u00e3o realizados apenas cerca de 25 mil por ano. Em 2025, <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/07\/20\/portugal-com-maximos-historicos-de-transplantes-cardiacos-e-pulmonares-em-2025\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">foram realizados 525 transplantes deste \u00f3rg\u00e3o em Portugal<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um rim de porco transplantado para um homem em janeiro de 2025 funcionou durante 271 dias no corpo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":511616,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[624,442,623,116,1208,62,32,33,2946,117],"class_list":["post-511615","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-amu00e9rica","tag-ciu00eancia","tag-estados-unidos-da-amu00e9rica","tag-health","tag-medicina","tag-mundo","tag-portugal","tag-pt","tag-sau00fade","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117212672531439645","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/511615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=511615"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/511615\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/511616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=511615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=511615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=511615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}