{"id":512068,"date":"2026-09-04T19:32:12","date_gmt":"2026-09-04T19:32:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/512068\/"},"modified":"2026-09-04T19:32:12","modified_gmt":"2026-09-04T19:32:12","slug":"agencia-de-comunicacao-ganho-de-peso-na-menopausa-dra-tassiane-alvarenga-explica-por-que-emagrecer-exige-mais-do-que-comer-menos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/512068\/","title":{"rendered":"Ag\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o &#8211; Ganho de peso na menopausa: Dra. Tassiane Alvarenga explica por que emagrecer exige mais do que comer menos"},"content":{"rendered":"<p>Endocrinologista e Metabologista pela USP com atua\u00e7\u00e3o principal em obesidade, medicina do estilo de vida, menopausa e doen\u00e7as metab\u00f3licas, Dra. Tassiane Alvarenga defende uma abordagem global, um verdadeiro giro 360 graus na sa\u00fade da mulher, que vai muito al\u00e9m da balan\u00e7a para promover perda de peso com preserva\u00e7\u00e3o de m\u00fasculos e da sa\u00fade metab\u00f3lica e autonomia ao longo do envelhecimento<\/p>\n<p>A dificuldade para emagrecer durante a menopausa n\u00e3o deve ser resumida apenas a simples equa\u00e7\u00e3o \u201ccomer menos, se exercitar mais, ter foco e disciplina\u201d. Nessa fase, altera\u00e7\u00f5es hormonais, perda de massa muscular, mudan\u00e7as na distribui\u00e7\u00e3o da gordura, piora do sono e outros fatores metab\u00f3licos passam a interferir de forma importante no organismo da mulher, favorecendo o ganho de peso e mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o corporal (a famosa \u201cmenopause belly\u201d \u2013 barriga da menopausa). Por isso, a endocrinologista Dra. Tassiane Alvarenga, especialista em obesidade, menopausa, diabetes e doen\u00e7as metab\u00f3licas, defende uma abordagem mais ampla que v\u00e1 al\u00e9m da balan\u00e7a. \u201cEssa mulher n\u00e3o precisa simplesmente ouvir que deve fechar a boca e praticar atividade f\u00edsica. Ela precisa de um tratamento que considere horm\u00f4nios, metabolismo, sono, comportamento alimentar, composi\u00e7\u00e3o corporal e risco cardiovascular\u201d, afirma a m\u00e9dica, que possui t\u00edtulo de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e forma\u00e7\u00e3o complementar em Obesidade, Medicina do Estilo de Vida (certifica\u00e7\u00e3o internacional pelo International Board of Lifestyle Medicine) e Menopausa (certifica\u00e7\u00e3o internacional \u2013 \u201cMenopause Society Certified Practitioner\u201d). Al\u00e9m disso, \u00e9 criadora do MENOPOWER, um curso que capacita m\u00e9dicos de diferentes especialidades a mergulharem no estudo e tratamento dessa fase da vida da mulher.<\/p>\n<p>Segundo a endocrinologista, a menopausa n\u00e3o provoca apenas uma mudan\u00e7a no n\u00famero da balan\u00e7a. \u201cCom o envelhecimento, ocorre perda gradual de massa muscular e redu\u00e7\u00e3o do gasto energ\u00e9tico, o famoso metabolismo. Al\u00e9m disso, a queda do estrog\u00eanio (o principal horm\u00f4nio feminino) caracter\u00edstica dessa fase tamb\u00e9m favorece o ac\u00famulo de gordura abdominal e visceral e interfere em mecanismos relacionados \u00e0 sensibilidade \u00e0 insulina, ao apetite e \u00e0 saciedade\u201d, diz a Dra. Tassiane. A especialista alerta que a redistribui\u00e7\u00e3o da gordura merece aten\u00e7\u00e3o especial porque a gordura visceral apresenta atividade metab\u00f3lica e est\u00e1 associada a maior risco de resist\u00eancia \u00e0 insulina, altera\u00e7\u00f5es do colesterol, diabetes e doen\u00e7as cardiovasculares. \u201cNessa fase, existe uma transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas reprodutiva, mas um verdadeiro shift cardiometab\u00f3lico e neuroend\u00f3crino que precisa ser considerado.\u201d<\/p>\n<p>A m\u00e9dica explica que a dificuldade para emagrecer tamb\u00e9m envolve uma quest\u00e3o comportamental. \u201cA menopausa costuma coincidir com uma fase de maior sobrecarga profissional e familiar, piora do sono por fogachos ou ins\u00f4nia, altera\u00e7\u00f5es de humor, ansiedade, comer emocional, menor pr\u00e1tica de exerc\u00edcios e mudan\u00e7as na rotina. Tudo isso interfere\u201d, pontua a m\u00e9dica. Al\u00e9m disso, condi\u00e7\u00f5es como hipotireoidismo, diabetes e apneia do sono, assim como alguns medicamentos, tamb\u00e9m podem contribuir para o ganho de peso. \u201cOu seja, antes de atribuir o ganho de peso apenas ao balan\u00e7o energ\u00e9tico, \u00e9 preciso investigar todo o contexto daquela paciente. Esse olhar para a mulher como um quebra cabe\u00e7a de v\u00e1rias pe\u00e7as interligadas \u00e9 indispens\u00e1vel na minha pr\u00e1tica cl\u00ednica, porque o tratamento s\u00f3 faz sentido quando entendemos o que est\u00e1 por tr\u00e1s do ganho de peso de cada mulher\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Essas mudan\u00e7as ajudam a entender porque tantas mulheres chegam ao consult\u00f3rio relatando ganho de peso sem terem mudado a alimenta\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c0s vezes, a mulher realmente n\u00e3o passou a comer mais, mas o organismo que recebe aquelas calorias j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 metabolicamente o mesmo\u201d, diz a m\u00e9dica.  Por isso, a Dra. Tassiane n\u00e3o restringe a avalia\u00e7\u00e3o ao peso e ao IMC. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que o peso varie pouco, mas a circunfer\u00eancia da cintura aumente e a composi\u00e7\u00e3o corporal piore. O IMC isoladamente n\u00e3o conta toda a hist\u00f3ria da mulher na menopausa\u201d, explica. Essa avalia\u00e7\u00e3o em um verdadeiro giro 360 graus que considera sa\u00fade f\u00edsica, emocional, cardiometab\u00f3lica e sexual, faz parte da rotina da Dra. Tassiane na Cl\u00ednica Alvarenga, em Passos (MG), onde atende presencialmente, al\u00e9m de acompanhar por telemedicina pacientes de diferentes regi\u00f5es do Brasil e do exterior.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, essa investiga\u00e7\u00e3o inclui marcadores como circunfer\u00eancia abdominal, percentual de gordura, massa muscular, qualidade do sono, glicemia, perfil lip\u00eddico, fun\u00e7\u00e3o tireoidiana, sa\u00fade \u00f3ssea e sexual. A avalia\u00e7\u00e3o do comportamento alimentar tamb\u00e9m \u00e9 importante. \u201cPrecisamos entender como essa mulher se relaciona com a comida e se existe, por exemplo, o chamado food noise, que \u00e9 aquela presen\u00e7a constante de pensamentos sobre comida, um verdadeiro barulho invis\u00edvel no c\u00e9rebro\u201d, explica a Dra. Tassiane. Quando necess\u00e1rio, tamb\u00e9m podem ser indicados exames como bioimped\u00e2ncia ou DEXA, m\u00e9todo de imagem que avalia com maior precis\u00e3o a quantidade e a distribui\u00e7\u00e3o de gordura e massa magra.<\/p>\n<p>Para a perda de peso na menopausa, a m\u00e9dica afirma que os fundamentos continuam os mesmos, mas a \u00eanfase muda. \u201cPrecisamos preservar massa muscular, proteger a sa\u00fade \u00f3ssea, tratar sintomas que interferem no bem-estar e reduzir o risco metab\u00f3lico. N\u00e3o basta promover perda de peso. O foco \u00e9 a qualidade desse emagrecimento\u201d, diz ela, ressaltando que um erro muito comum \u00e9 recorrer a dietas excessivamente restritivas. \u201cA mulher at\u00e9 pode perder peso, mas, se n\u00e3o realizar treinamento de for\u00e7a e consumir pouca prote\u00edna, pode perder tamb\u00e9m massa muscular, reduzir ainda mais o gasto energ\u00e9tico e aumentar o risco de sarcopenia. E, nessa fase, preservar m\u00fasculo \u00e9 especialmente importante n\u00e3o apenas para o metabolismo, mas tamb\u00e9m para a for\u00e7a, a funcionalidade, a sa\u00fade \u00f3ssea e a autonomia ao longo do envelhecimento\u201d, alerta.<\/p>\n<p>A abordagem da Dra. Tassiane Alvarenga re\u00fane alimenta\u00e7\u00e3o com boa qualidade nutricional e quantidade adequada de prote\u00ednas, treinamento de for\u00e7a associado atividade aer\u00f3bica, cuidado com sono e aten\u00e7\u00e3o ao comportamento alimentar, al\u00e9m de terapia hormonal e uso de medicamentos para obesidade quando houver indica\u00e7\u00e3o. \u201cA terapia hormonal n\u00e3o \u00e9 um medicamento para emagrecimento e n\u00e3o deve ser prescrita com esse objetivo. Da mesma forma, uma medica\u00e7\u00e3o para obesidade n\u00e3o resolve, sozinha, todos os componentes envolvidos\u201d, ressalta a especialista. Por outro lado, estudos mostram que mais da metade das mulheres na menopausa tem diagn\u00f3stico de sobrepeso ou obesidade. \u201cTratar o excesso de peso com medica\u00e7\u00f5es seguras e eficazes como as popularmente chamadas \u2018canetas emagrecedoras\u2019, que, na verdade, s\u00e3o medicamentos com ci\u00eancia e evid\u00eancia para diminuir fome, gula por coisas gostosas e o chamado \u2018food noise\u2019, deve ser considerado nesses casos, uma vez que a obesidade pode causar ou acelerar mais de 230 outras doen\u00e7as, como hipertens\u00e3o, diabetes, apneia do sono, gordura no f\u00edgado, osteoartrose de joelho e mais de 12 tipos de c\u00e2ncer, como mama, endom\u00e9trio e col\u00f3n. Cada estrat\u00e9gia tem sua indica\u00e7\u00e3o e precisa fazer parte de um tratamento \u00fanico, pois, parafraseando Clarice Lispector, cada mulher \u00e9 um mundo\u201d, acrescenta. Para ela, o cuidado com a obesidade na menopausa deve considerar que duas mulheres com o mesmo peso podem ter composi\u00e7\u00f5es corporais, sintomas e riscos metab\u00f3licos completamente diferentes. \u201cO objetivo n\u00e3o \u00e9 simplesmente fazer a balan\u00e7a cair. \u00c9 reduzir gordura visceral, preservar m\u00fasculos, melhorar o metabolismo e permitir que essa mulher envelhe\u00e7a com for\u00e7a, autonomia e menor risco de doen\u00e7as\u201d, finaliza a Dra. Tassiane Alvarenga.<\/p>\n<p>  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/MKB20260904154504406668-menopausa-1.jpg\" alt=\"Divulga\u00e7\u00e3o 1\"\/>Divulga\u00e7\u00e3o 1<\/p>\n<p><b>SOBRE A M\u00c9DICA<\/b><\/p>\n<p>DRA. TASSIANE ALVARENGA: M\u00e9dica endocrinologista, com atua\u00e7\u00e3o principal em Obesidade, Medicina do Estilo de Vida, Menopausa, Diabetes e Doen\u00e7as metab\u00f3licas. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU), realizou resid\u00eancia em Cl\u00ednica M\u00e9dica pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (UNIFESP) e resid\u00eancia em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (HCFMUSP), al\u00e9m de aperfei\u00e7oamentos em obesidade e Medicina do Estilo de Vida em institui\u00e7\u00f5es como a Harvard Medical School. Com t\u00edtulo de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a m\u00e9dica tem certifica\u00e7\u00e3o internacional em Lifestyle Medicine pelo International Board of Lifestyle Medicine e \u00e9 membro da Menopause Society com certifica\u00e7\u00e3o internacional em Menopausa (Menopause Society Certified Practitioner). \u00c9 uma das fundadoras do projeto M\u00e9dicos na Cozinha e atua tamb\u00e9m na educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, como professora em cursos de atualiza\u00e7\u00e3o, palestrante em congressos cient\u00edficos e speaker em programas de educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica continuada. Fundadora do curso MENOPOWER que treina m\u00e9dicos de todo Brasil a tratar menopausa com ci\u00eancia, evid\u00eancia e pr\u00e1tica cl\u00ednica. Atende presencialmente na Cl\u00ednica Alvarenga, em Passos (MG), e por telemedicina pacientes de todo o Brasil e do exterior | CRM-MG 48.597 | CRM-SP 142.525 | RQE Cl\u00ednica M\u00e9dica 35.074 | RQE Endocrinologia e Metabologia 35.075 | Instagram: @tassianealvarenga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Endocrinologista e Metabologista pela USP com atua\u00e7\u00e3o principal em obesidade, medicina do estilo de vida, menopausa e doen\u00e7as&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":512069,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":["post-512068","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117214442824259971","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/512068","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=512068"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/512068\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/512069"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=512068"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=512068"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=512068"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}