{"id":513752,"date":"2026-09-06T13:17:22","date_gmt":"2026-09-06T13:17:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/513752\/"},"modified":"2026-09-06T13:17:22","modified_gmt":"2026-09-06T13:17:22","slug":"uniao-de-claudia-andujar-e-george-love-ganha-exposicao-05-09-2026-ilustrissima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/513752\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o de Claudia Andujar e George Love ganha exposi\u00e7\u00e3o &#8211; 05\/09\/2026 &#8211; Ilustr\u00edssima"},"content":{"rendered":"<p><strong>[RESUMO]<\/strong> A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;To Love&#8221; apresenta o encontro amoroso e art\u00edstico, corajoso e nada \u00f3bvio, de Claudia Andujar e George Love, que ampliaram as possibilidades da fotografia como linguagem art\u00edstica. Solariza\u00e7\u00f5es, exposi\u00e7\u00f5es duplas e prolongadas, filmes infravermelhos e altera\u00e7\u00f5es no processamento qu\u00edmico est\u00e3o entre os recursos explorados por ambos, destaca cr\u00edtico de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/arte\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">arte<\/a>.<\/p>\n<p>Eu ia saindo de fininho da casa de<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2018\/12\/claudia-andujar-expoe-imagens-de-indios-que-entrelacam-arte-e-politica.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Claudia Andujar<\/a> depois de um longo dia de trabalho, l\u00e1 pelos idos de 2014, quando ela me lembrou de olhar os livros que doaria, para ver se algum seria do meu interesse.<\/p>\n<p>Deixei ent\u00e3o o famoso apartamento da rua S\u00e3o Carlos do Pinhal com uma pilha debaixo do bra\u00e7o. Al\u00e9m de uma primeira edi\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2019\/09\/robert-frank-escancarou-o-lado-tragico-do-sonho-americano.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">&#8220;The Americans&#8221;, do fot\u00f3grafo Robert Frank<\/a>, com o carimbo de Andujar na folha de rosto, me chamaram a aten\u00e7\u00e3o outros dois volumes.<\/p>\n<p>Um deles era &#8220;The Bikeriders&#8221; (1968), de Danny Lyon, que documenta uma gangue de motociclistas de Chicago nos anos 1960 e recentemente virou filme \u2014<a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/colunas\/roberto-sadovski\/2024\/06\/20\/jodie-comer-brilha-forte-no-intenso-e-imperfeito-clube-dos-vandalos.htmhttps:\/\/www.uol.com.br\/splash\/colunas\/roberto-sadovski\/2024\/06\/20\/jodie-comer-brilha-forte-no-intenso-e-imperfeito-clube-dos-vandalos.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Clube dos V\u00e2ndalos&#8221; (2023)<\/a>. O outro, uma monografia da editora Prestel, especializada em livros de arte, sobre a s\u00e9rie<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1995\/4\/09\/revista_da_folha\/11.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> &#8220;Fotoformas&#8221;, de Geraldo de Barros<\/a>, ponto alto da vanguarda construtiva brasileira.<\/p>\n<p>Com Lyon, Andujar integrou a efervescente cena norte-americana da fotografia nos anos 1960. Nathan Lyons, que foi curador da George Eastman House, incluiu Lyon e Andujar, respectivamente, em duas exposi\u00e7\u00f5es sucessivas por ele organizadas: &#8220;Toward a Social Landscape&#8221; (1966) e &#8220;Photography in the Twentieth Century&#8221; (1967).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/10\/serie-fotografica-derradeira-e-inedita-de-geraldo-de-barros-vira-mostra-na-luciana-brito.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Geraldo de Barros<\/a> abriu caminho para a fotografia de arte no Brasil quando exibiu a s\u00e9rie &#8220;Fotoformas&#8221; de maneira pioneira, em 1951, no Masp (o museu que mais tarde seria t\u00e3o importante na hist\u00f3ria de Andujar).<\/p>\n<p>A s\u00edntese entre uma fotografia documental radical, em que o fot\u00f3grafo se aproxima vitalmente de seu objeto, e a imagem experimental, na qual a forma interroga o car\u00e1ter realista da fotografia e a afirma como materialidade em si mesma, sempre me pareceu um ingrediente fundamental no trabalho de Andujar.<\/p>\n<p>\u00c9 essa tens\u00e3o que est\u00e1 em relevo na inovadora exposi\u00e7\u00e3o &#8220;To Love&#8221;, na galeria Vermelho, em S\u00e3o Paulo, com curadoria de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/mais\/fs211205.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Eder Chiodetto<\/a>. A mostra se concentra na colabora\u00e7\u00e3o entre Andujar e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2024\/02\/george-love-pioneiro-ao-fotografar-a-amazonia-ganha-retrospectiva-no-mam.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">George Love<\/a> (1937\u20131995), fot\u00f3grafo americano radicado em S\u00e3o Paulo, casados e parceiros art\u00edsticos nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 composta quase inteiramente de amplia\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas de grande formato, produzidas a partir dos arquivos dos dois fot\u00f3grafos.<\/p>\n<p>Representada pela Vermelho desde 2003, Andujar mant\u00e9m com a galeria uma parceria duradoura, pautada pelo compromisso \u00e9tico de destinar parte da renda obtida com a venda de sua obra sobre os yanomami a iniciativas voltadas a esse povo.<\/p>\n<p>&#8220;To Love&#8221; marca tamb\u00e9m o in\u00edcio da representa\u00e7\u00e3o do Arquivo George Love pela galeria \u2014e faz sentido que essa estreia se d\u00ea em di\u00e1logo com Andujar.<\/p>\n<p>O car\u00e1ter afetivo da parceria entre os fot\u00f3grafos aparece logo numa das paredes de entrada, com retratos tanto de um quanto do outro. Embora ambos sejam creditados a Love, pode-se especular que o retrato dele pr\u00f3prio tenha sido tomado por Andujar com a c\u00e2mera dele.<\/p>\n<p>Essa contamina\u00e7\u00e3o entre autores, olhares, aparatos e procedimentos d\u00e1 o tom de outros conjuntos da mostra. Solariza\u00e7\u00f5es, exposi\u00e7\u00f5es duplas e prolongadas, filmes infravermelhos e altera\u00e7\u00f5es no processamento qu\u00edmico est\u00e3o entre os recursos explorados por ambos.<\/p>\n<p>Andujar e Love se conheceram em Nova York, onde gravitaram em torno da Association of Heliographers, uma cooperativa de fot\u00f3grafos brevemente ativa na cidade em meados dos anos 1960.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s viajarem juntos pela Am\u00e9rica do Sul, estabeleceram-se em S\u00e3o Paulo em 1966 e casaram-se no ano seguinte, em Nova York. Ficaram casados at\u00e9 1974.<\/p>\n<p>Nascida na Su\u00ed\u00e7a e criada no Leste Europeu, Andujar j\u00e1 se radicara na capital paulista na d\u00e9cada anterior, quando come\u00e7ara a fotografar. Os dois colaboraram com a revista Realidade, da editora Abril, conhecida pelas reportagens de f\u00f4lego sobre grandes temas brasileiros e pela ousadia no tratamento da imagem fotogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>Em 1971, publicaram fotografias no n\u00famero especial dedicado \u00e0 Amaz\u00f4nia. Foi em uma das viagens para a realiza\u00e7\u00e3o da reportagem que Andujar encontrou pela primeira vez os yanomami, experi\u00eancia que redefiniria sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os dois tamb\u00e9m tiveram uma atividade intensa no Masp, onde participaram da forma\u00e7\u00e3o de uma cultura institucional da fotografia. Andujar organizou cursos, dirigiu o laborat\u00f3rio e foi convidada a supervisionar o novo Departamento de Fotografia; Love ministrou um curso que definia a imagem fotogr\u00e1fica como &#8220;realidade em si&#8221;, aberta \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o e a novos modos de apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda em fevereiro de 1971, Love coordenou, no v\u00e3o-livre e nos jardins do Masp, &#8220;Som, Imagem e Luz&#8221;, happening audiovisual que reuniu cerca de mil pessoas. Proje\u00e7\u00f5es e jogos de luz eram acompanhados por uma trilha que inclu\u00eda grava\u00e7\u00f5es de cantos do povo ind\u00edgena xikrin e de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/jimi-hendrix\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Jimi Hendrix<\/a>.<\/p>\n<p>Juntos, organizaram diversas exposi\u00e7\u00f5es no museu, entre elas &#8220;Hileia Amaz\u00f4nica&#8221;, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2025\/03\/claudia-andujar-ganha-exposicoes-que-evidenciam-seu-ativismo-na-ditadura.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">mostra multidisciplinar e ecol\u00f3gica no momento em que a ditadura abria a rodovia Transamaz\u00f4nica.<\/a><\/p>\n<p>Parte da pesquisa amaz\u00f4nica dos dois foi reunida no fotolivro &#8220;Amaz\u00f4nia&#8221; (Praxis, 1978), com projeto gr\u00e1fico do artista <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq2411199906.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Wesley Duke Lee<\/a>. Imagens do livro est\u00e3o na sala principal do primeiro andar da exposi\u00e7\u00e3o na Vermelho, recriando e expandindo o di\u00e1logo estabelecido nas p\u00e1ginas da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui a estrat\u00e9gia da amplia\u00e7\u00e3o em grande escala, da justaposi\u00e7\u00e3o e dos jogos crom\u00e1ticos ocupa o centro da montagem. Muitas dessas imagens fazem parte do monumental acervo fotogr\u00e1fico que Andujar construiu ao longo de d\u00e9cadas junto aos yanomami, documentando sua vida e sua resist\u00eancia, um trabalho que talvez n\u00e3o tenha paralelo na hist\u00f3ria da fotografia dedicada a um \u00fanico povo ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Uma imagem do rito mortu\u00e1rio \u00e9 especialmente ressonante aqui e levanta quest\u00f5es \u00e9ticas incontorn\u00e1veis sobre a apropria\u00e7\u00e3o da cultura do outro, sobretudo quando est\u00e3o em jogo temas espirituais.<\/p>\n<p>No caso de Andujar, essas quest\u00f5es devem ser lidas \u00e0 luz da correla\u00e7\u00e3o que ela pr\u00f3pria estabeleceu, em textos e entrevistas, entre a luta ind\u00edgena e sua biografia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2021\/05\/ianomamis-estao-marcados-para-viver-nao-para-morrer-diz-artista-claudia-andujar.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Seu compromisso progressivo com os yanomami<\/a> foi atravessado pela mem\u00f3ria da persegui\u00e7\u00e3o antissemita sofrida por sua fam\u00edlia paterna durante o Holocausto. Isso n\u00e3o atenua o problema \u00e9tico da representa\u00e7\u00e3o, mas permite situ\u00e1-lo numa perspectiva mais complexa.<\/p>\n<p>Outro ponto, ainda mais significativo na exposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 entender como o trabalho de Andujar com os yanomami se aproxima de uma posi\u00e7\u00e3o experimental, emancipando suas imagens dos limites e da pretens\u00e3o de transpar\u00eancia da linguagem etnogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que se d\u00e1 uma abertura epist\u00eamica: a fotografia n\u00e3o se limita a descrever uma cultura a partir de fora, mas procura se abrir \u00e0 cosmologia yanomami.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie &#8220;O Reahu&#8221;, dedicada aos rituais e representada por um imponente d\u00edptico vermelho, \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o mais contundente disso na mostra, e a influ\u00eancia de Love na formula\u00e7\u00e3o dessa linguagem n\u00e3o parece pequena.<\/p>\n<p>Essa dimens\u00e3o experimental perpassou meu di\u00e1logo com a artista e orientou a curadoria da galeria permanente concebida originalmente para abrigar seu trabalho no Instituto Inhotim. (Em 2025, sua montagem monogr\u00e1fica foi desfeita, e o espa\u00e7o passou a incluir tamb\u00e9m obras de 22 artistas ind\u00edgenas da Am\u00e9rica do Sul.)<\/p>\n<p>Em Love, essa investiga\u00e7\u00e3o reaparece no segundo andar da mostra, levada \u00e0s fronteiras da abstra\u00e7\u00e3o pela s\u00e9rie &#8220;Ponta de Filme&#8221;.<\/p>\n<p>Filmes riscados, furados, velados ou mal processados, termos que aparecem nos pr\u00f3prios t\u00edtulos, criam campos de cor que s\u00e3o como elogios do acidente e manifesta\u00e7\u00f5es da materialidade crom\u00e1tica da fotografia. Essa convers\u00e3o de acidentes e res\u00edduos do processo fotogr\u00e1fico em imagens abstratas faz pensar no trabalho que Wolfgang Tillmans desenvolveria d\u00e9cadas mais tarde.<\/p>\n<p>O arquivo de Andujar n\u00e3o para de trazer imagens \u00e0 luz e parece que ainda cont\u00e9m muitas surpresas. Vide o alvoro\u00e7o causado nas redes sociais, no come\u00e7o deste ano, pela publica\u00e7\u00e3o no perfil da jornalista Adriana Maximiliano de imagens feitas pela fot\u00f3grafa no Rio de Janeiro, em 1962, para a revista Look.<\/p>\n<p>Redescobertas ap\u00f3s permanecerem intocadas na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos por mais de 50 anos, <a href=\"https:\/\/piaui.uol.com.br\/revista\/237\/cidade-escondida\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">elas logo foram reproduzidas pela revista piau\u00ed<\/a>.<\/p>\n<p>Love, por sua vez, permanecia relativamente esquecido, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o realizada no<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2024\/02\/george-love-pioneiro-ao-fotografar-a-amazonia-ganha-retrospectiva-no-mam.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo, em 2024<\/a>, com curadoria do fot\u00f3grafo Z\u00e9 de Boni, guardi\u00e3o de seu acervo. Conhecer melhor seu impressionante impulso criativo \u00e9 algo a se comemorar.<\/p>\n<p>O reencontro dos dois artistas e amantes na exposi\u00e7\u00e3o da Vermelho nos faz ver a coragem de suas apostas, pouco \u00f3bvias e arriscadas: a colabora\u00e7\u00e3o art\u00edstica em sintonia com a rela\u00e7\u00e3o afetiva, as influ\u00eancias de m\u00e3o dupla e a converg\u00eancia entre pr\u00e1ticas documentais e formalistas que hoje parecem tristemente divorciadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"[RESUMO] A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;To Love&#8221; apresenta o encontro amoroso e art\u00edstico, corajoso e nada \u00f3bvio, de Claudia Andujar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":513753,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[145],"tags":[207,559,211,210,61858,114,115,236,2085,32,33],"class_list":["post-513752","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-celebridades","tag-arte","tag-artes-plasticas","tag-celebridades","tag-celebrities","tag-claudia-andujar","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-folha","tag-fotografia","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117224291895175920","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/513752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=513752"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/513752\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/513753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=513752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=513752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=513752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}