{"id":515176,"date":"2026-09-07T19:06:16","date_gmt":"2026-09-07T19:06:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/515176\/"},"modified":"2026-09-07T19:06:16","modified_gmt":"2026-09-07T19:06:16","slug":"estudo-indica-que-sinal-nos-olhos-eleva-risco-de-infarto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/515176\/","title":{"rendered":"Estudo indica que sinal nos olhos eleva risco de infarto"},"content":{"rendered":"<p>Manchas amareladas ao redor dos olhos podem ser um sinal de alerta para um risco maior de <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/infarto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">infarto<\/a> e <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/avc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">AVC<\/a>. Pesquisadores da Universidade Stanford encontraram uma associa\u00e7\u00e3o entre essa altera\u00e7\u00e3o, conhecida como xantelasma, e uma incid\u00eancia maior de eventos cardiovasculares.<\/p>\n<p>Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.atherosclerosis.2026.120647\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">estudo busca ajudar m\u00e9dicos<\/a> a identificar pacientes com poss\u00edveis fatores de risco cardiovascular de forma mais precoce. A associa\u00e7\u00e3o foi observada tanto no primeiro ano quanto nos acompanhamentos realizados cinco e dez anos depois.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"504\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/xantelasma-1024x504.jpg\" alt=\"Olhos castanhos de uma mulher adulta com patologia de placas de colesterol e p\u00e1lpebra ca\u00edda, xantelasma.\" class=\"wp-image-1370638\"  \/>Manchas amareladas ao redor dos olhos caracterizam o xantelasma, condi\u00e7\u00e3o associada a maior incid\u00eancia de eventos cardiovasculares. \u2013 Imagem: Nadezhda Dorokhova\/ShutterstockO que \u00e9 o xantelasma?<\/p>\n<p>A aterosclerose pode se desenvolver de forma silenciosa. Conforme placas de <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/gordura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">gordura<\/a> se acumulam nas art\u00e9rias, o fluxo sangu\u00edneo pode ficar restrito, aumentando o risco de problemas cardiovasculares. Em busca de sinais que ajudem a identificar esse processo mais cedo, os pesquisadores voltaram a aten\u00e7\u00e3o para o xantelasma.<\/p>\n<p>A condi\u00e7\u00e3o provoca o surgimento de placas amareladas na regi\u00e3o das p\u00e1lpebras. Elas ganham volume quando c\u00e9lulas de defesa do organismo, os macr\u00f3fagos, acumulam <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/colesterol\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">colesterol<\/a> e outras gorduras. Como o ac\u00famulo de gordura tamb\u00e9m est\u00e1 envolvido na aterosclerose, a equipe de Stanford investigou se poderia existir uma rela\u00e7\u00e3o entre as condi\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Os n\u00fameros da pesquisa<\/p>\n<p>Os cientistas analisaram dados m\u00e9dicos de 17.925 pessoas com xantelasma e compararam os resultados com um grupo de controle de mesmo tamanho. Os participantes desse segundo grupo tinham presbiopia, condi\u00e7\u00e3o que causa dificuldade para enxergar de perto, e tamb\u00e9m haviam passado por exames oftalmol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>No primeiro ano de acompanhamento, os eventos cardiovasculares foram mais frequentes entre as pessoas com xantelasma:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Infarto:<\/strong> 1% dos pacientes com xantelasma, ou 178 pessoas, contra 0,35% no grupo de controle, ou 63 pessoas.<\/li>\n<li><strong>AVC:<\/strong> 0,95% no grupo com as manchas, contra 0,3% no grupo de controle.<\/li>\n<li><strong>Ataque isqu\u00eamico transit\u00f3rio (AIT):<\/strong> 0,6% contra 0,19%.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A diferen\u00e7a diminuiu um pouco com o passar do tempo, mas o risco continuou substancialmente maior entre os pacientes com xantelasma nas an\u00e1lises de cinco e dez anos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/exame-avc-1024x684.jpg\" alt=\"exame avc\" class=\"wp-image-1199923\"  \/>Entre os pacientes com xantelasma, a incid\u00eancia de AVC chegou a 0,95% no primeiro ano, contra 0,3% no grupo de controle. Imagem: utah778\/iStock&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\tUm poss\u00edvel marcador nos consult\u00f3rios<\/p>\n<p>As manchas n\u00e3o s\u00e3o apontadas como a causa dos infartos ou AVCs. A import\u00e2ncia do achado est\u00e1 na possibilidade de o xantelasma funcionar como um sinal vis\u00edvel associado a outros fatores de risco cardiovascular.<\/p>\n<p>\u201cXantelasma est\u00e1 associado a uma maior incid\u00eancia de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares importantes no curto e no longo prazo, at\u00e9 dez anos\u201d, escreveram os pesquisadores.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m encontrou um dado relevante: a incid\u00eancia desses eventos foi semelhante entre os pacientes com xantelasma, independentemente de apresentarem n\u00edveis anormalmente elevados de gordura no sangue. Isso sugere que outros fatores podem estar envolvidos na associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores observam que muitos pacientes com xantelasma procuram dermatologistas por motivos est\u00e9ticos, embora possam apresentar fatores de risco cardiovascular n\u00e3o diagnosticados ou sem controle adequado.<\/p>\n<p>Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o e pr\u00f3ximos passos<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o do xantelasma pode, segundo os autores, representar uma oportunidade para investigar a sa\u00fade cardiovascular desses pacientes e adotar medidas preventivas quando necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cOs resultados do nosso estudo destacam a import\u00e2ncia de avaliar os pacientes com xantelasma nos est\u00e1gios iniciais para identificar e controlar suas condi\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas subjacentes, ajudando a prevenir potenciais eventos cardiovasculares.\u201d<\/p>\n<p>Os autores sugerem medidas como mudan\u00e7as no estilo de vida, tratamento para altera\u00e7\u00f5es nos n\u00edveis de lip\u00eddios e controle da press\u00e3o arterial. Ainda ser\u00e3o necess\u00e1rias novas pesquisas para esclarecer por que o xantelasma est\u00e1 associado a um risco maior de infarto, AVC e outros eventos cardiovasculares.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" class=\"mbio-avt\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/valdir-antonelli-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" alt=\"Valdir Antonelli\" loading=\"lazy\"\/><\/p>\n<p>Valdir Antonelli<\/p>\n<p>Valdir Antonelli \u00e9 jornalista com especializa\u00e7\u00e3o em marketing digital e consumo.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/author\/valdir-antonelli\/\" class=\"mbio-link\" rel=\"author nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ver todos os artigos \u2192<\/a><\/p>\n<p>\t&#13;<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Manchas amareladas ao redor dos olhos podem ser um sinal de alerta para um risco maior de infarto&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":515177,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":["post-515176","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117231327324853627","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/515176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=515176"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/515176\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/515177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=515176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=515176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=515176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}