{"id":515327,"date":"2026-09-07T22:33:11","date_gmt":"2026-09-07T22:33:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/515327\/"},"modified":"2026-09-07T22:33:11","modified_gmt":"2026-09-07T22:33:11","slug":"infarto-acontece-mais-cedo-em-sao-paulo-do-que-em-outros-lugares-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/515327\/","title":{"rendered":"Infarto acontece mais cedo em S\u00e3o Paulo do que em outros lugares, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>\n                        <b style=\"margin-bottom: 8px; display: inline-block;\">Resumo<\/b><br \/>Um estudo da Rede D&#8217;Or revelou que pacientes com infarto em S\u00e3o Paulo t\u00eam a menor m\u00e9dia de idade do pa\u00eds, 58 anos, contra 70 em Pernambuco. Embora a pesquisa n\u00e3o comprove rela\u00e7\u00f5es causais diretas e analise a rede privada, fatores urbanos como estresse cr\u00f4nico e polui\u00e7\u00e3o somam-se a riscos tradicionais, como hipertens\u00e3o arterial. Especialistas alertam que a rotina das metr\u00f3poles potencializa problemas cardiovasculares, refor\u00e7ando a urg\u00eancia da preven\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e de h\u00e1bitos mais saud\u00e1veis.\n                    <\/p>\n<p class=\"text\">As doen\u00e7as cardiovasculares continuam sendo um dos maiores desafios de sa\u00fade p\u00fablica no mundo. Dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) indicam que elas est\u00e3o relacionadas a aproximadamente 19,8 milh\u00f5es de mortes todos os anos, correspondendo a cerca de 32% dos \u00f3bitos globais. Infarto e acidente vascular cerebral (AVC), juntos, representam a maior parcela dessas mortes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Estudo aponta que pacientes de S\u00e3o Paulo sofrem infarto mais cedo, com m\u00e9dia de 58 anos; entenda o papel do estresse e da polui\u00e7\u00e3o\" class=\"img-3d88f6f3aca09968f806c0caf4896cc35la4b2bi\" fetchpriority=\"high\" height=\"374\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1968913366-capa-bons-fluidos-2026-09-07t175555317.jpg\"  title=\"Estudo aponta que pacientes de S\u00e3o Paulo sofrem infarto mais cedo, com m\u00e9dia de 58 anos; entenda o papel do estresse e da polui\u00e7\u00e3o\" width=\"664\"\/><\/p>\n<p>Estudo aponta que pacientes de S\u00e3o Paulo sofrem infarto mais cedo, com m\u00e9dia de 58 anos; entenda o papel do estresse e da polui\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o: Towfiqu barbhuiya\/Pexels \/ Bons Fluidos<\/p>\n<p class=\"text\">Um novo levantamento brasileiro chama aten\u00e7\u00e3o para outro aspecto do problema: a idade em que o infarto acontece. Entre pacientes atendidos por unidades da Rede D&#8217;Or em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds, aqueles que tiveram infarto em S\u00e3o Paulo apresentaram a menor m\u00e9dia de idade.\u00a0Nos hospitais paulistas analisados, a m\u00e9dia foi de 58 anos. Em <strong>Pernambuco<\/strong>, por exemplo, chegou a 70 anos, uma diferen\u00e7a de 12 anos entre os dois grupos.<\/p>\n<p class=\"text\">Embora o resultado seja expressivo, os pr\u00f3prios dados exigem cautela. A pesquisa n\u00e3o investigou quais fatores provocaram essa diferen\u00e7a e, portanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir que viver em S\u00e3o Paulo fa\u00e7a uma pessoa sofrer um infarto mais cedo.<\/p>\n<p class=\"text\">Ainda assim, caracter\u00edsticas comuns \u00e0s grandes cidades, como estresse e exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 polui\u00e7\u00e3o, levantam uma discuss\u00e3o importante sobre como o ambiente e o estilo de vida podem se somar aos fatores de risco cardiovasculares j\u00e1 conhecidos.<\/p>\n<p><strong>Infarto ocorreu mais cedo entre pacientes de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\">O levantamento analisou atendimentos realizados entre janeiro de 2025 e mar\u00e7o de 2026 em unidades da Rede D&#8217;Or de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, <strong>Minas Gerais<\/strong>, <strong>Bahia<\/strong>, Pernambuco e <strong>Distrito Federal<\/strong>. Ao todo, avaliaram 4.921 pacientes com suspeita de infarto atendidos em 59 unidades. Entre eles, 2.194 receberam a confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p class=\"text\">Quando os pesquisadores compararam a idade m\u00e9dia dos pacientes com infarto, encontraram diferen\u00e7as consider\u00e1veis entre os locais analisados: S\u00e3o Paulo: 58 anos; Rio de Janeiro: 62 anos; Distrito Federal: 67 anos; Minas Gerais: 67,5 anos; Bahia: 69 anos; Pernambuco: 70 anos.<\/p>\n<p class=\"text\">S\u00e3o Paulo teve 572 casos confirmados de infarto entre os pacientes avaliados. O Rio de Janeiro apresentou o maior n\u00famero, com 764. Outro dado importante \u00e9 que mais de 70% das pessoas analisadas apresentavam pelo menos um fator de risco cardiovascular. A hipertens\u00e3o arterial foi o mais frequente.<\/p>\n<p><strong>Por que o infarto pode aparecer mais cedo?<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\">Hipertens\u00e3o, diabetes, tabagismo, colesterol elevado e sedentarismo est\u00e3o entre os fatores tradicionalmente associados ao aumento do risco de doen\u00e7as cardiovasculares.\u00a0<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;Mas al\u00e9m dos riscos tradicionais, como hipertens\u00e3o, diabetes, tabagismo, colesterol alto e sedentarismo, caracter\u00edsticas da vida em S\u00e3o Paulo, como o estresse e a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 polui\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m podem contribuir&#8221;, explica <strong>Ant\u00f4nio Aur\u00e9lio Fagundes<\/strong>, ao portal O Globo.<\/p>\n<p class=\"text\">\u00c9 importante, por\u00e9m, fazer uma distin\u00e7\u00e3o: o levantamento encontrou uma diferen\u00e7a de idade, mas n\u00e3o desenvolveu-se para descobrir a causa dela. Tamb\u00e9m h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es na compara\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de hospitais e cidades analisados n\u00e3o foi igual em todos os estados. Em Minas Gerais, por exemplo, os dados vieram de apenas uma unidade localizada em<strong> Nova Lima<\/strong>, enquanto S\u00e3o Paulo reuniu informa\u00e7\u00f5es de 12 unidades distribu\u00eddas por oito munic\u00edpios.<\/p>\n<p class=\"text\">Al\u00e9m disso, todos os pacientes foram atendidos na rede privada. Por isso, os resultados refletem o perfil dessa popula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e n\u00e3o podem ser automaticamente aplicados a todos os brasileiros.<\/p>\n<p><strong>Polui\u00e7\u00e3o pode prejudicar a sa\u00fade cardiovascular<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\">A poss\u00edvel participa\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o nessa discuss\u00e3o n\u00e3o acontece por acaso. A exposi\u00e7\u00e3o ao ar polu\u00eddo j\u00e1 \u00e9 reconhecida como um fator de risco ambiental para doen\u00e7as cardiovasculares.\u00a0Ao respirar determinados poluentes, part\u00edculas e outras subst\u00e2ncias entram em contato com o sistema respirat\u00f3rio e podem desencadear processos inflamat\u00f3rios no organismo.<\/p>\n<p class=\"text\">Essa inflama\u00e7\u00e3o n\u00e3o fica necessariamente restrita aos pulm\u00f5es. Ela tamb\u00e9m pode atingir os vasos sangu\u00edneos e favorecer processos relacionados \u00e0 aterosclerose &#8211; condi\u00e7\u00e3o caracterizada pelo ac\u00famulo de placas nas art\u00e9rias. Com a progress\u00e3o dessas altera\u00e7\u00f5es, o risco cardiovascular pode aumentar, principalmente quando a pessoa j\u00e1 apresenta outros fatores associados.<\/p>\n<p><strong>E o estresse? Ele tamb\u00e9m afeta o cora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\">A rotina acelerada, os deslocamentos longos, as cobran\u00e7as profissionais e outras tens\u00f5es do cotidiano tamb\u00e9m podem repercutir no organismo quando o estresse se torna frequente.<\/p>\n<p class=\"text\">Uma das respostas do corpo \u00e0s situa\u00e7\u00f5es estressantes envolve a libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios como a adrenalina. Esse mecanismo \u00e9 importante em momentos pontuais, pois prepara o organismo para reagir rapidamente. O problema pode surgir quando esse estado de alerta se repete constantemente.<\/p>\n<p class=\"text\">Ao longo do tempo, a exposi\u00e7\u00e3o recorrente a esse cen\u00e1rio pode se somar a outros fatores e contribuir para altera\u00e7\u00f5es nos vasos sangu\u00edneos e para a progress\u00e3o da aterosclerose.<\/p>\n<p class=\"text\">Isso n\u00e3o significa que uma semana estressante, isoladamente, levar\u00e1 algu\u00e9m a sofrer um infarto. O risco cardiovascular \u00e9 resultado da intera\u00e7\u00e3o de diversos elementos, e cada pessoa apresenta uma combina\u00e7\u00e3o diferente deles.<\/p>\n<p><strong>Como proteger o cora\u00e7\u00e3o mesmo vivendo em uma grande cidade?<\/strong><\/p>\n<p class=\"text\">Eliminar completamente a polui\u00e7\u00e3o ou o estresse da rotina pode ser praticamente imposs\u00edvel para quem vive em grandes centros. Por isso, uma das estrat\u00e9gias mais importantes \u00e9 cuidar dos fatores que podem ser modificados.\u00a0&#8220;N\u00e3o fume, fa\u00e7a atividades f\u00edsicas regulares, tenha uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, controle o colesterol, o diabetes e a hipertens\u00e3o e consulte regularmente um cardiologista&#8221;, orienta Fagundes.<\/p>\n<p class=\"text\">O cuidado com o estresse tamb\u00e9m precisa ser individualizado. Sono adequado, exerc\u00edcios f\u00edsicos, t\u00e9cnicas de relaxamento e acompanhamento psicol\u00f3gico podem ajudar algumas pessoas a administrar melhor as tens\u00f5es cotidianas. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 polui\u00e7\u00e3o, determinadas medidas podem reduzir pontualmente a exposi\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como o uso de m\u00e1scaras adequadas e a perman\u00eancia em ambientes com ar filtrado.<\/p>\n<p class=\"text\">Mais do que interpretar o resultado como um motivo para temer a vida nas grandes cidades, o levantamento refor\u00e7a um alerta que vale independentemente do endere\u00e7o: a preven\u00e7\u00e3o cardiovascular precisa come\u00e7ar antes que os primeiros sintomas apare\u00e7am. Acompanhar press\u00e3o arterial, colesterol e glicemia, manter o corpo ativo, evitar o cigarro e buscar uma rotina mais equilibrada s\u00e3o cuidados que ajudam a proteger o cora\u00e7\u00e3o ao longo da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ResumoUm estudo da Rede D&#8217;Or revelou que pacientes com infarto em S\u00e3o Paulo t\u00eam a menor m\u00e9dia de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":515328,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":["post-515327","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117232141200728244","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/515327","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=515327"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/515327\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/515328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=515327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=515327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=515327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}