{"id":516283,"date":"2026-09-08T20:43:35","date_gmt":"2026-09-08T20:43:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/516283\/"},"modified":"2026-09-08T20:43:35","modified_gmt":"2026-09-08T20:43:35","slug":"zona-euro-cresce-mais-do-que-os-eua-dois-paises-explicam-boa-parte-da-surpresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/516283\/","title":{"rendered":"Zona euro cresce mais do que os EUA. Dois pa\u00edses explicam boa parte da surpresa"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/detail-national-flag-ireland-waving-wind-blurred-european-union-flag-568489176.html\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">rarrarorro  \/ Depositphotos <\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-763754\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/1ff1de774005f8da13f42943881c655f-1-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>O PIB do euro foi revisto em alta, de 0,4% para 0,6%, e superou o avan\u00e7o trimestral norte-americano. Quase toda a diferen\u00e7a, por\u00e9m, vem de um salto irland\u00eas que pouco tem que ver com a economia real.<\/strong><\/p>\n<p>A economia da zona euro cresceu 0,6% entre abril e junho, face aos tr\u00eas meses anteriores, acima da estimativa inicial de 0,4%. Os dados foram divulgados esta segunda-feira pelo <a href=\"https:\/\/ec.europa.eu\/eurostat\/web\/products-euro-indicators\/w\/2-07092026-ap\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Eurostat<\/a> e colocam o bloco \u00e0 frente dos Estados Unidos, que avan\u00e7aram 0,4% na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vantagem, contudo, \u00e9 estreita e dura um trimestre. Na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, s\u00e3o os Estados Unidos que est\u00e3o \u00e0 frente: 2,1% contra 1,2% da zona euro. E, no primeiro trimestre, tinha sido a economia americana a crescer, enquanto a europeia estagnava.<\/p>\n<p>O que virou o resultado foi, sobretudo, a <strong>Irlanda<\/strong>, nota o <a href=\"https:\/\/www.handelsblatt.com\/politik\/konjunktur\/konjunktur-euroraum-waechst-im-fruehjahr-schneller-als-die-us-wirtschaft\/100252552.html\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Handelsblatt<\/a>. O instituto de estat\u00edstica irland\u00eas reviu o crescimento do pa\u00eds de 3,9% para 10,2% \u2014 o valor mais alto da zona euro, depois de uma queda de 7,8% no trimestre anterior. \u00c9 essa revis\u00e3o que puxa quase toda a subida da m\u00e9dia europeia.<\/p>\n<p>S\u00f3 que o salto n\u00e3o reflete a economia que os irlandeses vivem. Foi puxado pelas <strong>multinacionais<\/strong> ali sediadas por causa dos impostos baixos: os setores que essas empresas dominam cresceram 11,2%, a ind\u00fastria globalizada disparou 22,1% e as exporta\u00e7\u00f5es subiram 17,1%. Os setores dom\u00e9sticos avan\u00e7aram apenas 0,7%. E a procura interna modificada, o indicador que a Irlanda usa precisamente para filtrar o peso das multinacionais, caiu 0,8%. Em termos hom\u00f3logos, o PIB irland\u00eas est\u00e1 mesmo a <strong>recuar 0,4%<\/strong>.<\/p>\n<p>Descontado o efeito irland\u00eas, h\u00e1 crescimento genu\u00edno. A <strong>Espanha<\/strong> voltou a destacar-se entre as grandes economias, com 0,7% \u2014 ainda que esse valor j\u00e1 constasse da estimativa anterior e n\u00e3o explique a revis\u00e3o. A Alemanha cresceu 0,3% e a Fran\u00e7a ficou parada.<\/p>\n<p>No conjunto do bloco, o <strong>motor foi o com\u00e9rcio externo<\/strong>: o saldo entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es somou 0,9 pontos ao crescimento, o consumo das fam\u00edlias acrescentou 0,2 e a varia\u00e7\u00e3o de exist\u00eancias retirou 0,5.<\/p>\n<p><strong>Portugal cresceu acima da m\u00e9dia<\/strong>: 0,8% em cadeia, mais 0,2 pontos percentuais do que a zona euro e o dobro dos EUA. Face ao mesmo trimestre do ano passado, avan\u00e7ou 2,5%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m aqui o impulso veio de fora.<\/p>\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/www.ine.pt\/ngt_server\/attachfileu.jsp?look_parentBoui=813348765&amp;att_display=n&amp;att_download=y\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">INE<\/a>, o contributo da procura externa l\u00edquida passou de -2,0 para +0,7 pontos percentuais, enquanto a procura interna abrandou, travada pela quebra do investimento.<\/p>\n<p>A leitura final \u00e9 uma s\u00f3: a zona euro cresceu mais do que se esperava, mas grande parte do brilho \u00e9 contabil\u00edstico.<\/p>\n<p>Tiramos a Irlanda, e o trimestre foi menos cintilante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"rarrarorro \/ Depositphotos O PIB do euro foi revisto em alta, de 0,4% para 0,6%, e superou o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":516284,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,89,90,640,413,445,9852,32,33,636],"class_list":["post-516283","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-economy","tag-empresas","tag-espanha","tag-eua","tag-europa","tag-irlanda","tag-portugal","tag-pt","tag-uniao-europeia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117237370492905263","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/516283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=516283"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/516283\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/516284"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=516283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=516283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=516283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}