{"id":51735,"date":"2025-08-30T17:32:10","date_gmt":"2025-08-30T17:32:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/51735\/"},"modified":"2025-08-30T17:32:10","modified_gmt":"2025-08-30T17:32:10","slug":"milhoes-tomam-betabloqueantes-apos-enfarte-sem-precisar-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/51735\/","title":{"rendered":"Milh\u00f5es tomam betabloqueantes ap\u00f3s enfarte sem precisar \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo publicado este s\u00e1bado pelo Centro Nacional de Investiga\u00e7\u00f5es Cardiovasculares espanhol mostra que milh\u00f5es de pessoas ap\u00f3s sofrerem um enfarte est\u00e3o a tomar betabloqueantes com poucos efeitos pr\u00e1ticos. O ensaio cl\u00ednico, feito em Espanha e em It\u00e1lia com 8.500 pacientes, concluiu que a toma destes f\u00e1rmacos pode \u201cprejudicar mais do que beneficiar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEste ensaio cl\u00ednico foi muito bem planeado, controlado e envolve milhares de doentes. De facto, conclui que, numa <strong>parte dos doentes<\/strong> que sofreram um enfarte e <strong>n\u00e3o em todos<\/strong>, <strong>n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as em termos de benef\u00edcio\u201d<\/strong>, explicou, \u00e0 R\u00e1dio Observador, Ana Gomes de Almeida, professora de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.<\/p>\n<p>Os betabloqueantes s\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, receitados ap\u00f3s um quadro de enfarte. Na altura, os estudos cl\u00ednicos mostravam que aqueles medicamentos \u201creduziam os enfartes, os re-enfartes, a hospitaliza\u00e7\u00e3o e a morte\u201d, indicou Ana Gomes de Almeida. Contudo, \u201ctudo mudou\u201d nos \u00faltimos anos. H\u00e1 agora<strong> \u201ctratamentos muito mais eficazes<\/strong>\u201d e os doentes, se \u201cforem cedo ao hospital\u201d, conseguem \u201cevitar o enfarte e ficam com a fun\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o preservada\u201d.<\/p>\n<p>Este estudo veio exatamente provar que n\u00e3o existem benef\u00edcios na toma desses betabloqueantes para os doentes com \u201cboa fun\u00e7\u00e3o card\u00edaca e ventricular\u201d. No entanto, para os que tiveram complica\u00e7\u00f5es, de acordo com a professora universit\u00e1ria, este medicamento efetivamente \u201cmelhora o progn\u00f3stico dos doentes\u201d que t\u00eam uma \u201csobrevida maior, menos complica\u00e7\u00f5es, menos enfartes e evitam-se complica\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, os betabloqueantes eram normalmente receitados mesmo para os que ficavam com boa fun\u00e7\u00e3o card\u00edaca, mesmo que j\u00e1 se duvidasse da sua efic\u00e1cia. \u201cEste trabalho vem trazer uma informa\u00e7\u00e3o inovadora. J\u00e1 tinha havido alguns pequenos estudos para a possibilidade de se evitar o uso dos betabloqueantes nos doentes com boa fun\u00e7\u00e3o card\u00edaca. <strong>E este estudo cabalmente veio demonstrar que n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a\u201d<\/strong>, aponta Ana Gomes de Almeida, que classifica este ensaio cl\u00ednico como um \u201c<strong>marco<\/strong>\u201d no tratamento das doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Uma vez que era receitado para muitos doentes que, afinal, n\u00e3o necessitavam, os betabloqueantes podiam at\u00e9 causar <strong>efeitos secund\u00e1rios indesejados.\u00a0<\/strong>Mais: o estudo cl\u00ednico mostrou que estes medicamentos poderiam ser particularmente prejudiciais para o sexo feminino. <a href=\"https:\/\/elpais.com\/ciencia\/2025-08-30\/mas-de-un-millon-de-personas-en-espana-toman-cada-dia-un-tratamiento-contra-el-infarto-que-no-sirve-para-nada.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">De acordo com o El Pa\u00eds<\/a>, nas mulheres, caso tomassem este f\u00e1rmaco ap\u00f3s sofrerem um enfarte sem complica\u00e7\u00f5es posteriores, <strong>o risco de morte e de ter outro enfarte aumentava 45%. <\/strong><\/p>\n<p>Este estudo \u00e9, por isso, para a professora universit\u00e1ria, um \u201cpasso muit\u00edssimo importante\u201d para perceber se os medicamentos s\u00e3o \u201cin\u00fateis\u201d e como podem \u201cprejudicar ou n\u00e3o o sexo feminino\u201d. \u201cNeste momento, claramente, com a robustez deste trabalho, v\u00ea-se a necessidade de uma orienta\u00e7\u00e3o diferente e <strong>da retirada do medicamento na maior parte dos doentes\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Em Espanha, segundo os c\u00e1lculos do cardiologista Borja Ib\u00e1\u00f1ez ao El Pa\u00eds, cerca de 1,2 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o a tomar diariamente um medicamento de forma in\u00fatil com a agravante de poderem sofrer efeitos secund\u00e1rios, que incluem fadiga, ritmo card\u00edaco lento e diminui\u00e7\u00e3o do desejo sexual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo publicado este s\u00e1bado pelo Centro Nacional de Investiga\u00e7\u00f5es Cardiovasculares espanhol mostra que milh\u00f5es de pessoas ap\u00f3s&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":51736,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[4643,442,15076,116,3083,1208,57,32,33,2946,117,58],"class_list":{"0":"post-51735","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cardiologia","9":"tag-ciu00eancia","10":"tag-farmu00e1cias","11":"tag-health","12":"tag-medicamentos","13":"tag-medicina","14":"tag-pau00eds","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-sau00fade","18":"tag-saude","19":"tag-sociedade"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51735\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}