{"id":52428,"date":"2025-08-31T08:44:07","date_gmt":"2025-08-31T08:44:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/52428\/"},"modified":"2025-08-31T08:44:07","modified_gmt":"2025-08-31T08:44:07","slug":"suplemento-de-litio-pode-ser-a-nova-arma-contra-o-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/52428\/","title":{"rendered":"Suplemento de l\u00edtio pode ser a nova arma contra o Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p>Estudo de Harvard sugere que baixos n\u00edveis do metal contribuem para o decl\u00ednio cognitivo<\/p>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-025-02471-4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">estudo<\/a> conduzido por um grupo de pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mostra que an\u00e1lises de tecido cerebral humano e testes com camundongos revelaram um padr\u00e3o: quando os n\u00edveis de l\u00edtio no c\u00e9rebro caem, aparecem sinais de perda de mem\u00f3ria e marcas t\u00edpicas do Alzheimer, como as placas amiloides e os emaranhados de tau.\u00a0<\/p>\n<p>A pesquisa trouxe ind\u00edcios, em experimentos com animais, de que um tipo espec\u00edfico de suplemento de l\u00edtio consegue reverter essas altera\u00e7\u00f5es, recuperar a mem\u00f3ria e devolver ao c\u00e9rebro um funcionamento mais jovem e saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>O professor Orestes Vicente Forlenza, titular do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) e pesquisador em Psiquiatria Geri\u00e1trica e Neuroci\u00eancias, explica: \u201cO l\u00edtio \u00e9 considerado um medicamento que trata algumas doen\u00e7as mentais e transtornos neuropsiqui\u00e1tricos, e mais recentemente ele foi colocado como um poss\u00edvel agente neuroprotetor e capaz de modificar alguns processos ligados a certas doen\u00e7as neurodegenerativas, incluindo a doen\u00e7a de Alzheimer\u201d.<\/p>\n<p><b>L\u00edtio na \u00e1gua<\/b><\/p>\n<p>Forlenza diz que o l\u00edtio cumpre diferentes fun\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro: \u201cH\u00e1 alguns anos, estudos epidemiol\u00f3gicos feitos em pa\u00edses da Europa, como a Dinamarca, e tamb\u00e9m na Am\u00e9rica do Norte mostraram que a concentra\u00e7\u00e3o de l\u00edtio na \u00e1gua do len\u00e7ol fre\u00e1tico \u00e9 inversamente associada \u00e0 ocorr\u00eancia de doen\u00e7a de Alzheimer. Ou seja, quanto mais alto o teor de l\u00edtio na \u00e1gua do len\u00e7ol fre\u00e1tico, menor a [incid\u00eancia da] doen\u00e7a de Alzheimer\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o professor, as pesquisas que relacionam o n\u00edvel de Alzheimer com o l\u00edtio na \u00e1gua se alinham com o estudo recente sobre a efici\u00eancia do l\u00edtio na luta contra a doen\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 bastante coerente com o modelo que ele [estudo de Harvard] utilizou, utilizando tanto a amostra de tecido cerebral post-mortem, a amostra de plasma desses mesmos indiv\u00edduos, mostrando que h\u00e1 uma depress\u00e3o de l\u00edtio nos c\u00e9rebros daqueles indiv\u00edduos que j\u00e1 t\u00eam os marcadores patol\u00f3gicos da doen\u00e7a de Alzheimer\u201d, diz.\u00a0<\/p>\n<p>Quando usado como forma de tratamento, os n\u00edveis de l\u00edtio se encontram numa dosagem muito maior do que nos c\u00e9rebros analisados no estudo de Harvard, publicado na revista cient\u00edfica Nature. O que a pesquisa prop\u00f5e \u00e9 que h\u00e1 um n\u00edvel que, embora seja baixo, \u00e9 necess\u00e1rio para o bom funcionamento do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p><b>Marcadores patol\u00f3gicos<\/b><\/p>\n<p>Os principais marcadores patol\u00f3gicos da doen\u00e7a de Alzheimer s\u00e3o as placas amiloides e emaranhados neurofibrilares. No estudo, a an\u00e1lise laboratorial comprova que com a remo\u00e7\u00e3o do l\u00edtio da dieta dos camundongos houve um aceleramento no desenvolvimento dessas placas e emaranhados.<\/p>\n<p>O professor salienta achados cl\u00ednicos mostrando que, entre pessoas que envelheceram com algum tipo de transtorno mental e fizeram o uso do l\u00edtio, houve menos casos de Alzheimer e uma maior sobrevida cognitiva.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEssas s\u00e3o demonstra\u00e7\u00f5es que n\u00f3s fizemos h\u00e1 mais de 15 anos, no estudo do tratamento de bipolares aqui do nosso grupo, e reproduzimos agora recentemente numa casu\u00edstica internacional de bipolares idosos, com mais de 3.500 participantes, mostrando esse benef\u00edcio do uso cr\u00f4nico do l\u00edtio em rela\u00e7\u00e3o a certos desfechos tanto funcionais como cl\u00ednicos\u201d, declara.<\/p>\n<p><b>O rem\u00e9dio do futuro?<\/b><\/p>\n<p>A comprova\u00e7\u00e3o de que n\u00edveis baixos de l\u00edtio possam ter efeitos biol\u00f3gicos protetores aumenta a seguran\u00e7a para o seu uso numa escala maior, j\u00e1 que o risco de toxicidade da medica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nulo. Forlenza diz que o estudo traz uma aten\u00e7\u00e3o maior para a funcionalidade do l\u00edtio, destacando os benef\u00edcios e apresentando maior relev\u00e2ncia para poss\u00edveis tratamentos do Alzheimer com o uso desse rem\u00e9dio.<\/p>\n<p>\u201cIsso mostra realmente um potencial incr\u00edvel de uma droga barata que pode ser disponibilizada em larga escala e em dosagens menores, com efeitos biol\u00f3gicos comprovados, a seguran\u00e7a \u00e9 muito maior\u201d, diz.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA gente tem todos aqueles elementos para realmente posicionar o l\u00edtio como um composto com um grande potencial terap\u00eautico e protetor, n\u00e3o s\u00f3 contra a doen\u00e7a de Alzheimer, mas [contra] outras doen\u00e7as degenerativas, como doen\u00e7a de Parkinson. Alguns estudos mostram benef\u00edcios at\u00e9 na recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-AVC, sem contar, evidentemente, nas doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas\u201d, declara.\u00a0<\/p>\n<p>Com informa\u00e7\u00f5es do <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/radio-usp\/suplemento-de-litio-pode-ser-a-nova-arma-na-luta-contra-o-alzheimer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Jornal da USP<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Estudo de Harvard sugere que baixos n\u00edveis do metal contribuem para o decl\u00ednio cognitivo Um estudo conduzido por&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":52429,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-52428","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52428"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52428\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}