{"id":52582,"date":"2025-08-31T12:06:06","date_gmt":"2025-08-31T12:06:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/52582\/"},"modified":"2025-08-31T12:06:06","modified_gmt":"2025-08-31T12:06:06","slug":"uvas-com-sabor-a-manga-ou-algodao-doce-sao-saudaveis-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/52582\/","title":{"rendered":"Uvas com sabor a manga ou algod\u00e3o doce s\u00e3o saud\u00e1veis? \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Como a grande maioria das uvas dispon\u00edveis no mercado, estas n\u00e3o t\u00eam grainha \u2014 uma outra modalidade do fruto que surgiu atrav\u00e9s de um processo semelhante de hibrida\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. De uma forma mais t\u00e9cnica, David Monteiro adianta que os diferentes sabores resultam da \u201caplica\u00e7\u00e3o de p\u00f3len de algumas variedades existentes de uvas \u00e0s flores de outras\u201d. Desta forma, os produtores conseguem alcan\u00e7ar \u201ccombina\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias\u201d que s\u00e3o, numa fase posterior, apresentadas a um \u201cpainel de provas\u201d. \u00c9 neste etapa que se decide quais s\u00e3o as \u201cuvas mais especiais para serem cultivadas\u201d.<\/p>\n<p>O processo em si n\u00e3o \u00e9 fora do comum, como explica ao Observador o nutricionista Rui Valdiviesso. \u201cA forma de produzir estas uvas \u00e9 uma f\u00f3rmula que a humanidade j\u00e1 usa h\u00e1 mil\u00e9nios\u201d, admite o especialista, fazendo um paralelismo com uma outra aplica\u00e7\u00e3o das uvas: o vinho. \u201cQuando se utiliza uvas para vinifica\u00e7\u00e3o, muitos depois t\u00eam sabores extremamente complexos. E claro, a origem desses sabores j\u00e1 estava na uva\u201d, afirma, mencionando que s\u00e3o \u201cfrutos com uma quantidade enorme de mol\u00e9culas diferentes\u201d.<\/p>\n<p>Com tamanha variedade de esp\u00e9cies, \u201ca concentra\u00e7\u00e3o, a rea\u00e7\u00e3o com outras [esp\u00e9cies] e a pr\u00f3pria matura\u00e7\u00e3o\u201d cria as diferentes express\u00f5es moleculares que depois originam os sabores que remetem para outros alimentos fora deste meio. E este processo n\u00e3o foi repetido apenas para alcan\u00e7ar este sabor final, mas tamb\u00e9m para a textura da pr\u00f3pria uva, ou at\u00e9 mesmo a cor e as suas dimens\u00f5es. Por\u00e9m, uma das muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas naturais que destaca \u00e9 a aus\u00eancia de grainha, que se v\u00ea atualmente nas prateleiras de todos os supermercados e que foi alvo do mesmo processo de \u201csele\u00e7\u00e3o artificial\u201d.<\/p>\n<p>Se o sabor destas uvas vem do cruzamento de diferentes esp\u00e9cies, resta a quest\u00e3o: De onde vem o sabor a algod\u00e3o doce? Afinal, o autocolante na embalagem diz claramente: \u201cSabor a algod\u00e3o doce\u201d. Efetivamente, no procedimento habitual de produ\u00e7\u00e3o destes alimentos, os nomes das variedades s\u00e3o atribu\u00eddos em fun\u00e7\u00e3o do sabor que fazem lembrar, n\u00e3o necessariamente daquilo que \u00e9 utilizado artificialmente para intensificar a experi\u00eancia gastron\u00f3mica.<\/p>\n<p>Neste caso em espec\u00edfico, n\u00e3o se trata de inserir de alguma forma algod\u00e3o doce em cada uma das uvas, mas sim um des\u00edgnio por aproxima\u00e7\u00e3o. Como explica o l\u00edder da categoria fruta e legumes do Continente, o \u201calgod\u00e3o doce\u201d \u00e9 um sabor fortuito que resultou de um processo natural. Desta forma, apesar de o produto ser apresentado como tendo \u201csabor a algod\u00e3o doce\u201d, \u201co sabor n\u00e3o \u00e9 de algod\u00e3o doce, mas antes um sabor que remete para o algod\u00e3o doce\u201d.<\/p>\n<p>O mesmo verifica-se para os produtos que s\u00e3o vendidos como tendo sabor a manga ou morango, por exemplo. Apesar de cruzamentos entre diferentes frutas serem poss\u00edveis e at\u00e9 relativamente comuns na natureza, como refere a nutricionista Concei\u00e7\u00e3o Calhau.<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, as uvas com sabor a algod\u00e3o doce parecem uvas \u201cnormais\u201d. Algumas pessoas nas redes sociais admitem que as compraram acidentalmente e s\u00f3 se aperceberam da diferen\u00e7a quando deram a primeira dentada. A\u00ed, a diferen\u00e7a sente-se de imediato, com um travo doce nas papilas gustativas. Neste momento, at\u00e9 se pode sentir que estas uvas t\u00eam um teor de a\u00e7\u00facar bastante mais elevado que a uva cl\u00e1ssica. Por\u00e9m, de acordo com informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel online, estas t\u00eam entre 16 e 17 gramas de a\u00e7\u00facar por cada 100 gramas de uva.<\/p>\n<p>Comparado com uma uva verde cl\u00e1ssica \u2014 que tem entre 13 a 15 gramas \u2014 n\u00e3o \u00e9 uma diferen\u00e7a assinal\u00e1vel. Num contexto geral de fruta, a uva por si j\u00e1 \u00e9 das mais doces. Para refer\u00eancia, uma ma\u00e7\u00e3 tem entre 10 e 13 gramas de a\u00e7\u00facar por cada 100, e uma melancia tem entre oito e nove gramas. Ainda assim, apesar de ser uma fruta com um teor elevado de glucose e frutose \u2014 e esta variante ser parcialmente mais doce \u2014 a sua ingest\u00e3o continua a ter grandes benef\u00edcios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como a grande maioria das uvas dispon\u00edveis no mercado, estas n\u00e3o t\u00eam grainha \u2014 uma outra modalidade do&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":52583,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[15288,88,89,90,32,33,15289,58],"class_list":{"0":"post-52582","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-alimentau00e7u00e3o","9":"tag-business","10":"tag-economy","11":"tag-empresas","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-seguranu00e7a-alimentar","15":"tag-sociedade"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52582\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}