{"id":53490,"date":"2025-09-01T03:22:21","date_gmt":"2025-09-01T03:22:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/53490\/"},"modified":"2025-09-01T03:22:21","modified_gmt":"2025-09-01T03:22:21","slug":"cientistas-desenvolvem-uma-ecocardiografia-de-alta-precisao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/53490\/","title":{"rendered":"Cientistas desenvolvem uma ecocardiografia de alta precis\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Um modelo de intelig\u00eancia artificial (IA) desenvolvido por pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, \u00e9 capaz de identificar a amiloidose card\u00edaca\u00a0 \u2014 doen\u00e7a rara que leva ao ac\u00famulo de prote\u00ednas anormais no cora\u00e7\u00e3o, dificultando o funcionamento do \u00f3rg\u00e3o, pondo a vida em risco. O sistema aplicado ao exame de ecocardiografia obteve precis\u00e3o diagn\u00f3stica, ao atingir 85% de sensibilidade e 93% de especificidade em uma ampla amostra de pacientes de diferentes etnias e regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">Para o estudo, foram examinados\u00a02.541 pacientes. Segundo os resultados,\u00a0o modelo de IA previu com sucesso\u00a0seis meses antes do diagn\u00f3stico cl\u00ednico em 59% dos casos.\u00a0Os cientistas afirmam ser esta a primeira e \u00fanica IA do mundo que detecta essa condi\u00e7\u00e3o com tamanha acur\u00e1cia a partir de um \u00fanico v\u00eddeo de ecocardiograma.\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">O estudo publicado na revista European Heart Journal contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores da Universidade de Chicago. O modelo de IA foi rigorosamente testado em uma base de dados cl\u00ednicos diversificada e robusta, validando sua efic\u00e1cia em identificar todos os subtipos principais da amiloidose card\u00edaca. Al\u00e9m disso, conseguiu diferenci\u00e1-los de outras doen\u00e7as card\u00edacas com apresenta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas semelhantes, o que tradicionalmente torna o diagn\u00f3stico um grande desafio.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais not\u00edcias do dia no seu celular<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Inova\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">A tecnologia de intelig\u00eancia artificial utilizada no estudo \u00e9 baseada em aprendizado profundo (deep learning), um ramo da IA que simula o funcionamento do c\u00e9rebro humano para processar dados complexos. Nesse caso, o algoritmo foi treinado com milhares de v\u00eddeos de ecocardiogramas \u2014 exames n\u00e3o invasivos amplamente utilizados na pr\u00e1tica cl\u00ednica \u2014, e aprendeu a reconhecer padr\u00f5es sutis que indicam a presen\u00e7a de amiloide no tecido card\u00edaco, algo que pode passar despercebido at\u00e9 mesmo por especialistas experientes.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">Patricia Pellikka, cardiologista da Mayo Clinic, autora senior do estudo e ex-diretora do Laborat\u00f3rio de Ecocardiograma da institui\u00e7\u00e3o, disse que esse modelo \u00e9 um divisor de \u00e1guas no atendimento a pacientes com suspeita de amiloidose. &#8220;Trata-se de uma ferramenta revolucion\u00e1ria, capaz de auxiliar o m\u00e9dico a identificar precocemente uma condi\u00e7\u00e3o frequentemente negligenciada. A IA superou m\u00e9todos tradicionais de triagem, inclusive, a an\u00e1lise cl\u00ednica convencional e o ecocardiograma transtor\u00e1cico realizado sem suporte de tecnologia&#8221;, afirma a especialista.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">O modelo recebeu certifica\u00e7\u00e3o, portanto aprova\u00e7\u00e3o da Food and Drug Administration (FDA), ag\u00eancia reguladora dos Estados Unidos, atestando sua seguran\u00e7a e viabilizando sua implementa\u00e7\u00e3o.\u00a0A ferramenta pode ser integrada de maneira simples \u00e0 rotina dos hospitais: basta que o v\u00eddeo do ecocardiograma, realizado rotineiramente em milhares de pacientes com queixas card\u00edacas, seja analisado por meio do algoritmo. Em quest\u00e3o de segundos, o sistema entrega uma avalia\u00e7\u00e3o com alto grau de confiabilidade sobre a poss\u00edvel presen\u00e7a de amiloidose, orientando o m\u00e9dico sobre a necessidade de exames confirmat\u00f3rios mais espec\u00edficos, como bi\u00f3psias, cintilografia com pirofosfato ou resson\u00e2ncia magn\u00e9tica card\u00edaca.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">O desenvolvimento desse novo modelo de IA tamb\u00e9m se apoia em avan\u00e7os anteriores da mesma equipe. Em 2022, a Mayo Clinic e a Ultromics lan\u00e7aram outra ferramenta de IA aprovada pela FDA, voltada para a detec\u00e7\u00e3o da insufici\u00eancia card\u00edaca com fra\u00e7\u00e3o de eje\u00e7\u00e3o preservada (ICFEP) \u2014 um subtipo comum de insufici\u00eancia card\u00edaca, caracterizado por sintomas t\u00edpicos, mas com fun\u00e7\u00e3o de bombeamento aparentemente normal nos exames tradicionais. Essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 muitas vezes mal diagnosticada, e estima-se que at\u00e9 15% dos pacientes com ICFEP tenham, na verdade, amiloidose card\u00edaca n\u00e3o reconhecida.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Efeitos<\/strong><\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">O modelo de\u00a0IA para detectar a amiloidose card\u00edaca pode ter um impacto duplo: n\u00e3o apenas aprimora a triagem dessa doen\u00e7a rara, mas tamb\u00e9m oferece uma ferramenta poderosa de diagn\u00f3stico diferencial, contribuindo para a elucida\u00e7\u00e3o de casos de ICFEP com etiologia amb\u00edgua. Isso pode evitar tratamentos inadequados e abrir caminho para terapias personalizadas baseadas em evid\u00eancia concreta.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Estamos vivenciando uma mudan\u00e7a de paradigma. Essa IA n\u00e3o substitui o julgamento cl\u00ednico, mas oferece um apoio inestim\u00e1vel, especialmente em cen\u00e1rios complexos ou com poucos recursos. Quanto mais cedo conseguimos detectar a amiloidose, maiores s\u00e3o as chances de controlar a doen\u00e7a e oferecer ao paciente uma qualidade de vida significativamente melhor,&#8221; destaca Pellikka.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00c0 medida que novas aplica\u00e7\u00f5es de IA continuam a emergir no campo da sa\u00fade, espera-se que modelos como esse inspirem outros projetos inovadores. A combina\u00e7\u00e3o entre grandes bancos de dados cl\u00ednicos, algoritmos sofisticados e valida\u00e7\u00e3o multic\u00eantrica internacional pavimenta o caminho para uma medicina mais eficiente, precisa e humana.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>*Estagi\u00e1ria sob supervis\u00e3o\u00a0de Renata Giraldi<\/strong><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nDoen\u00e7a rara, grave e silenciosa&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">A amiloidose card\u00edaca \u00e9 uma doen\u00e7a potencialmente fatal, caracterizada pelo ac\u00famulo anormal de prote\u00ednas chamadas amiloides no tecido card\u00edaco, o que prejudica a fun\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o ao torn\u00e1-lo r\u00edgido e incapaz de bombear o sangue adequadamente. Em geral, \u00e9 confundida com outros tipos de insufici\u00eancia card\u00edaca, pois os sintomas iniciais s\u00e3o pouco espec\u00edficos \u2014 como fadiga, falta de ar, incha\u00e7o e palpita\u00e7\u00f5es \u2014 dificultando um diagn\u00f3stico precoce e comprometendo o in\u00edcio oportuno do tratamento.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">Estudos indicam que, quando n\u00e3o diagnosticada precocemente, a amiloidose card\u00edaca pode evoluir rapidamente e levar a complica\u00e7\u00f5es graves, incluindo insufici\u00eancia card\u00edaca congestiva, arritmias e morte s\u00fabita. No entanto, nos \u00faltimos anos, avan\u00e7os significativos no desenvolvimento de terapias farmacol\u00f3gicas permitiram que o tratamento da doen\u00e7a fosse mais eficaz \u2014 desde que iniciado ainda nas fases iniciais.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">O novo panorama terap\u00eautico, indicado pelo modelo de intelig\u00eancia artificial desenvolvido para o diagn\u00f3stico, mostra como uma ferramenta de triagem r\u00e1pida, eficiente e acess\u00edvel pode ajudar no tratamento e na preven\u00e7\u00e3o de mortes.\u00a0A amiloidose pode levar a uma taxa de mortalidade de at\u00e9 65% em cinco anos em pacientes n\u00e3o tratados, segundo a literatura cient\u00edfica. (<strong>RB<\/strong>)\u00a0<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nTR\u00caS PERGUNTAS PARA&#8230;\u00a0&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>FABR\u00cdCIO DA SILVA<\/strong>, m\u00e9dico cardiologista da Amplexus Sa\u00fade Especializada<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Existe uma preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o ao uso da IA em diagn\u00f3sticos m\u00e9dicos no Brasil? Como garantir que ela seja usada de forma complementar e n\u00e3o substitutiva ao racioc\u00ednio cl\u00ednico?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">Sim, na verdade, a gente ainda est\u00e1 em fase de regulamenta\u00e7\u00e3o e conhecendo os limites dessas ferramentas e entendendo quais s\u00e3o as principais atua\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o at\u00e9 a gente conseguir ter maior clareza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma de utiliza\u00e7\u00e3o, as regulamenta\u00e7\u00f5es para uso e acesso e, obviamente, ter a conscientiza\u00e7\u00e3o dos pacientes para que saibam utilizar de forma assertiva sem a substitui\u00e7\u00e3o, ela ainda tem essa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9tica. Para a gente reduzir a chance da ferramenta ser utilizada de uma forma substitutiva, mas complementar, \u00e9 importante que os m\u00e9dicos tenham treinamentos adequados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da ferramenta, porque sim, de fato, ela \u00e9 \u00fatil para avan\u00e7ar em ampliar leques de possibilidades diagn\u00f3sticas e apoiar em rela\u00e7\u00e3o a protocolos e planejamentos de investiga\u00e7\u00e3o, mas claro que as tomadas de decis\u00f5es finais e o racioc\u00ednio levando em considera\u00e7\u00e3o a hist\u00f3ria do paciente, o contexto sociocultural, as quest\u00f5es familiares, tudo isso tem que ser levado em considera\u00e7\u00e3o para tomada da decis\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao melhor tratamento.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Em sua experi\u00eancia, quais s\u00e3o os principais desafios para o diagn\u00f3stico precoce da amiloidose card\u00edaca no Brasil?\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amiloidose card\u00edaca, os principais desafios s\u00e3o, primeiro, a capacita\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos generalistas em conhecer a patologia, entender que ela \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o relativamente prevalente, especialmente quando a gente pensa na forma dos pacientes idosos, que tem o cometimento de uma altera\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o que cursa com a insufici\u00eancia card\u00edaca e que passa, \u00e0s vezes, despercebido pelo m\u00e9dico generalista, imaginando que sairia uma insufici\u00eancia card\u00edaca convencional do paciente idoso. Esse \u00e9 o primeiro. E o segundo s\u00e3o os acessos aos m\u00e9todos diagn\u00f3sticos. Primeiro que a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica card\u00edaca, a cintilografia, s\u00e3o os exames de aux\u00edlio para confirma\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica e nem todo servi\u00e7o tem acesso \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o desses exames. Al\u00e9m disso, os testes gen\u00e9ticos t\u00eam importante papel nas diferencia\u00e7\u00f5es, at\u00e9 para definir os pacientes que t\u00eam tratamentos espec\u00edficos e tamb\u00e9m o acesso hoje socialmente falando \u00e9 algo restrito e n\u00e3o divulgado.<\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>A IA usada no estudo teve 85% de sensibilidade e 93% de especificidade. Como o senhor interpreta esses n\u00fameros na pr\u00e1tica cl\u00ednica?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p class=\"texto\">Quando se pensa em sensibilidade elevada, consegue-se realmente ter uma abordagem ampla de possibilidade de diagn\u00f3stico, uma especificidade, uma aproxima\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico assertivo muito elevado de 93%. \u00c9, sim, uma ferramenta importante a ser utilizada como apoio para o m\u00e9dico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tomada de decis\u00e3o para terapia e tratamentos. \u00c9 preciso considerar a avalia\u00e7\u00e3o do exame f\u00edsico, juntamente com a altera\u00e7\u00e3o dos exames complementares e a defini\u00e7\u00e3o de todos os contextos como s\u00f3cios culturais, como familiares, estilo de vida, capacidade funcional. Deve ser individualizado para a decis\u00e3o sobre o tratamento de alguma condi\u00e7\u00e3o encontrada. As limita\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao ecocardiograma \u00e9 que ele ainda \u00e9 um exame que depende do examinador. Na pr\u00e1tica, um m\u00e9dico-executor e, obviamente, da qualidade do equipamento. Ent\u00e3o, as an\u00e1lises das imagens podem ser, sim, comprometidas, pois depende de estrutura e da capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais-executores. (<strong>RB<\/strong>)<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00a0            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um modelo de intelig\u00eancia artificial (IA) desenvolvido por pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, \u00e9 capaz de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":53491,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-53490","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53490\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53491"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}