{"id":5374,"date":"2025-07-28T13:29:13","date_gmt":"2025-07-28T13:29:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/5374\/"},"modified":"2025-07-28T13:29:13","modified_gmt":"2025-07-28T13:29:13","slug":"google-admite-que-o-sistema-de-alerta-de-terramotos-nao-avisou-a-maioria-dos-utilizadores-antes-do-terramoto-de-2023-na-turquia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/5374\/","title":{"rendered":"Google admite que o sistema de alerta de terramotos n\u00e3o avisou a maioria dos utilizadores antes do terramoto de 2023 na Turquia"},"content":{"rendered":"<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>A Google reconheceu que o seu sistema Android Earthquake Alerts (AEA) n\u00e3o conseguiu avisar com precis\u00e3o a grande maioria das pessoas antes do catastr\u00f3fico terramoto que atingiu a Turquia em fevereiro de 2023, matando mais de 55.000 e ferindo mais de 100.000.<\/p>\n<p>Apesar do potencial para emitir alertas de alto n\u00edvel para 10 milh\u00f5es de pessoas num raio de 158 quil\u00f3metros do epicentro, apenas 469 alertas &#8220;Take Action&#8221; (&#8220;Agir, numa tradu\u00e7\u00e3o literal) foram enviados antes do primeiro terramoto de magnitude 7,8, uma falha arriscada, uma vez que este \u00e9 o n\u00edvel de aviso concebido para acordar os utilizadores adormecidos e lev\u00e1-los a procurar seguran\u00e7a imediata.<\/p>\n<p>Em vez disso, a Google disse \u00e0 BBC que cerca de 500.000 utilizadores receberam a notifica\u00e7\u00e3o menos grave &#8220;Be Aware&#8221;, destinada apenas a abalos ligeiros e incapaz de anular a defini\u00e7\u00e3o &#8220;N\u00e3o incomodar&#8221; do dispositivo.<\/p>\n<p>O sistema de alerta subestimou a gravidade do terramoto, calculando inicialmente o abalo em apenas 4,5 a 4,9 na escala de magnitude do momento, o que \u00e9 muito inferior \u00e0 magnitude real de 7,8.<\/p>\n<p>&#8220;Continuamos a melhorar o sistema com base no que aprendemos em cada terramoto&#8221;, afirmou um porta-voz da Google.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o da BBC ap\u00f3s o desastre revelou que nenhum utilizador entrevistado na regi\u00e3o afetada tinha recebido o alerta Take Action, mais grave, antes dos tremores.<\/p>\n<p>O alerta teria sido especialmente vital, dado que o terramoto ocorreu \u00e0s 4:17 locais (2:17 em Portugal continental), quando a maioria das pessoas estava a dormir em edif\u00edcios que acabaram por ruir.<\/p>\n<p>Embora a Google tenha afirmado anteriormente que o sistema tinha &#8220;funcionado bem&#8221;, publicou mais tarde uma investiga\u00e7\u00e3o na revista Science reconhecendo &#8220;limita\u00e7\u00f5es nos algoritmos de dete\u00e7\u00e3o&#8221; que contribu\u00edram para o fracasso do sistema.<\/p>\n<p>O segundo grande terramoto que ocorreu mais tarde nesse dia tamb\u00e9m foi subestimado, embora tenha desencadeado mais alertas &#8211; 8.158 &#8220;Take Action&#8221; e quase quatro milh\u00f5es &#8220;Be Aware&#8221;.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o incidente, a Google reviu os seus algoritmos de dete\u00e7\u00e3o e efetuou uma simula\u00e7\u00e3o do primeiro sismo. O sistema atualizado, se estivesse em vigor na altura, teria enviado 10 milh\u00f5es de alertas &#8220;Take Action&#8221; e mais 67 milh\u00f5es de notifica\u00e7\u00f5es &#8220;Be Aware&#8221;, segundo a empresa.<\/p>\n<p>&#8220;Todos os sistemas de alerta precoce de terramotos enfrentam o mesmo desafio &#8211; ajustar os algoritmos para eventos de grande magnitude&#8221;, disse a Google \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>No entanto, os especialistas mostraram-se muito preocupados com o atraso na divulga\u00e7\u00e3o desta informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Estou muito frustrada por ter demorado tanto tempo&#8221;, disse Elizabeth Reddy, professora assistente da Colorado School of Mines.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o estamos a falar de um pequeno acontecimento &#8211; morreram pessoas &#8211; e n\u00e3o vimos um desempenho deste aviso da forma que gostar\u00edamos&#8221;.<\/p>\n<p>O sistema AEA, dispon\u00edvel em 98 pa\u00edses, funciona de forma independente dos governos nacionais e \u00e9 gerido diretamente pela Google. Deteta os tremores atrav\u00e9s do movimento dos smartphones Android, que constituem mais de 70% dos dispositivos m\u00f3veis na Turquia.<\/p>\n<p>A Google tem afirmado que a AEA se destina a complementar, e n\u00e3o a substituir, os sistemas de alerta nacionais. No entanto, os cientistas receiam que alguns pa\u00edses possam estar demasiado dependentes desta tecnologia.<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e1 que alguns lugares fazem o c\u00e1lculo de que a Google est\u00e1 a fazer isso para que n\u00e3o tenhamos de o fazer?&#8221;, perguntou Harold Tobin, diretor da Pacific Northwest Seismic Network.<\/p>\n<p>&#8220;Penso que ser muito transparente sobre o seu funcionamento \u00e9 absolutamente fundamental&#8221;.<\/p>\n<p>A BBC j\u00e1 perguntou \u00e0 Google como se comportou o sistema AEA durante o terramoto de 2025 em Myanmar, mas ainda n\u00e3o recebeu uma resposta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"PUBLICIDADE A Google reconheceu que o seu sistema Android Earthquake Alerts (AEA) n\u00e3o conseguiu avisar com precis\u00e3o a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5375,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,643,32,33,105,103,104,349,106,110,2428],"class_list":{"0":"post-5374","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-google","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-science","15":"tag-science-and-technology","16":"tag-scienceandtechnology","17":"tag-sismo","18":"tag-technology","19":"tag-tecnologia","20":"tag-turquia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5374"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5374\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}